sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Diga não ao excesso de peso


Transportar carga além do limite permitido por lei não é apenas uma questão de assumir riscos e custos de manutenção, é uma questão de falta de ética no trabalho. Além dos prejuízos mecânicos e da falta de responsabilidade, sobrecarregar o veículo implica tomar para si a carga que outro profissional poderia transportar.
Mas este é um assunto complexo. Especialistas buscam mostrar aos transportadores as consequências de tal prática ilegal, porém ainda comum no Brasil.

O presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Flávio Benatti, diz que o sobrepeso de veículos causa também impacto direto no preço do frete. “Transportar mais do que o veículo suporta é uma prática que lesa toda a sociedade e gera uma concorrência desleal no setor.” Benatti explica ainda que o transportador que se submete a carregar mais carga do que o permitido em seu veículo aceita valores menores pela operação, já que está com grande volume de carga no caminhão, geralmente o suficiente para pagar os custos da operação. Isso faz com que profissionais que trabalham dentro da legalidade não consigam ter acesso a esse tipo de carga, devido aos preços baixos, que não cobririam seus custos. “Esse é um problema crônico brasileiro”, comenta.

Para o especialista em transporte, muitos profissionais do setor acreditam ter algum tipo de vantagem com a sobrecarga. E esse, de fato, é o problema central da questão, e que leva transportadores à prática do sobrepeso. Benatti esclarece que, a princípio, parece interessante para o transportador realizar uma operação com o caminhão carregado além do seu limite máximo de capacidade. O valor dessa operação pode ser interessante. No entanto, quando calculados os custos da prática é levadas em consideração as péssimas consequências para o trânsito em geral, torna-se nítida a improbidade do excesso de peso para o transporte rodoviário de carga.

Mais do que isso, além da falta de ética e de respeito com o próximo, a sobrecarga é um problema para si próprio. A pior e mais grave consequência dessa ação são os danos causados ao veículo. Claudio Gasparetti, gerente de marketing de caminhões da Mercedes-Benz, diz que “a sobrecarga engana: não há nada vantajoso nessa prática”. Segundo o engenheiro, os danos ao veículo são gigantescos, decorrentes de excesso de peso. Vão desde desgaste dos pneus, maior consumo de combustível, quebra da suspensão a desgaste do sistema de freios, o que compromete seriamente a segurança do caminhão.

O especialista da Mercedes-Benz explica que os caminhões da marca contam com uma margem de segurança em sua CMT (Capacidade Máxima de Tração). Ou seja, os veículos têm capacidade de carga projetada para suportar as adversidades das operações. Quando um caminhão está carregado com sua capacidade máxima (dentro do permitido) e passa em um buraco, por exemplo, o impacto multiplica o peso da carga e o veículo tem de estar preparado para tal circunstância. No entanto, quando essa margem de segurança é ultrapassada, acontece a sobrecarga, o caminhão não vai suportar até mesmo os menores impactos e se tornará vulnerável a eles. “Instruímos os clientes a jamais optar por essa prática. Quando nossos técnicos identificam que determinada peça apresentou problema devido à sobrecarga do veículo, o cliente perde automaticamente a garantia do componente”, diz Gasparetti.

Outra questão negativa de exceder a capacidade de carga do veículo é o aumento da emissão de gases poluentes. Além de o veículo consumir mais combustível, a queima começa a ficar irregular com o tempo, já que o motor trabalha sob pressão, o que piora a qualidade dos gases liberados.

Veículos com excesso de peso são os principais responsáveis também por danificar o asfalto nas estradas. “Caminhões com sobrecarga causam uma redução na vida útil do pavimento das rodovias pelo surgimento precoce de trincas, buracos e afundamentos na superfície do pavimento”, comenta Paulo Rosa, assessor de projetos especiais da Ecovias.

Segundo Rosa os gastos com detrimento do pavimento, oriundo de caminhões carregados, podem ser da mesma ordem de grandeza ou até maiores do que os danos provocados por causas naturais.

A solução encontrada pela empresa para evitar abusos foi instalar sete balanças nos pouco mais de 175 km de extensão administrados pela companhia. “A balança é imprescindível para a preservação do pavimento e para a segurança viária, pois evita que os veículos circulem pelas rodovias com cargas acima do peso permitido, reduzindo consideravelmente os riscos de acidentes”, diz Rosa, ao acrescentar que as tolerâncias legais de sobrecarga, que aumentaram de 5% para 7,5%, em 2010, são danosas ao pavimento. Esse é o que, por lei, o transportador pode exceder conforme Resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

O grande problema são as rodovias não concessionadas. Segundo Benatti, estradas controladas pelo governo não contam com balanças ou qualquer tipo de fiscalização para evitar o sobrepeso. “O poder público demonstra um verdadeiro descaso com esse tipo de irregularidade.” O presidente da NTC afirma estar discutindo com o governo e com autoridades do setor para encontrar formas de evitar a prática da sobrecarga, mas as negociações pouco têm progredido. “Há falta de interesse do poder público”, diz.

Os especialistas do setor de transporte acreditam que um caminhão com 50% de excesso de carga cause 10 vezes mais danos ao asfalto do que se estivessem obedecendo a lei da balança.

A sobrecarga é um problema inegável dentro do transporte rodoviário de cargas e poderia ser solucionado com a conscientização de todos, pois, afinal, se o país luta por um transporte responsável, essa não pode ser uma prática comum.


Fonte: Transporte Mundial

Governos vão se unir em obras no Porto de Santos


O governo de São Paulo, a prefeitura de Santos e a Companhia Docas do Estado de São Paulo, ligada ao governo federal, assinaram parceria na quarta-feira, 28, para fazer um estudo de um conjunto de intervenções viárias na região do porto. O projeto deve custar R$ 12 milhões e ficará pronto em 150 dias.

A proposta é desenhar pontes, viadutos e novos acessos da Rodovia Anchieta para a entrada de Santos, segregando o acesso da rodovia para quem vai aos bairros à direita da via, ao centro de Santos e ao porto. Durante o escoamento da safra de soja em março, as filas do porto superaram 30 horas e prejudicaram até o acesso de turistas à cidade litorânea.

O projeto será desenvolvido pela estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Segundo o presidente da empresa, Laurence Casagrande Lourenço, o pacote prevê que tanto Estado quanto o porto e a prefeitura executem as obras. "As obras de Santos devem começar primeiro, porque a prefeitura já tem recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal)."

As demais obras podem ter início apenas no ano que vem. "É o projeto que vai definir o prazo de execução das obras", disse. "O desafio é fazer um plano de execução de forma que a própria obra não se torne um gargalo extra para o acesso ao porto." Para o projeto, R$ 7 milhões virão do governo de São Paulo e os demais R$ 5 milhões serão pagos pelo porto. O valor total das obras não está definido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo

Rio Grande do Norte e Ceará recebem autorização para exportar frutas para o Chile


Brasília – Rio Grande do Norte e do Ceará receberam autorização do governo chileno para exportar melancia e melão para aquele país. De acordo com informações divulgadas hoje (28)  pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a decisão foi publicada no Diário Oficial do Chile desta quarta-feira.

Para o início das vendas, falta a assinatura de um plano de trabalho com as responsabilidades dos dois países. A perspectiva é a formalidade ser cumprida a tempo de as exportações poderem começar ainda em 2013. Segundo o Ministério da Agricultura, o Rio Grande do Norte e o Ceará são os maiores exportadores brasileiros das duas frutas, que em 2012 movimentaram US$ 151 milhões em negócios.

Antes de emitir autorização para as exportações brasileiras, o Chile enviou em julho uma missão para conhecer a produção das frutas e avaliar os cuidados contra a contaminação da praga Anastrepa grandis (mosca-do-melão). Atualmente, o Brasil exporta melancia e melão para países como Alemanha, Espanha, Irlanda, Reino Unido, Uruguai, Rússia e Holanda.

Fonte: Agência Brasil

ANTT anuncia publicação do edital de concessão para serviços na BR-101


Brasília – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou no dia 29 de agosto, por meio de nota, a publicação do edital de concessão que define as regras para a licitação da BR-101. Por meio de leilão será decidido qual empresa terá concessão para explorar por 30 anos a infraestrutura da rodovia, além de prestar serviço público de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade.

Localizado na Bahia, o trecho a ser licitado tem extensão de 772,3 quilômetros, e vai do entroncamento da BR–101 com a BR–324, próximo a Feira de Santana, até o entroncamento com a BA-698, no acesso a Mucuri.

Edital e anexos serão disponibilizados a partir de amanhã (30) e até o dia 4 de outubro, no site da ANTT. Interessados em esclarecimentos sobre o certame podem solicitar informações à própria agência, em horário comercial entre os dias 2 e 6 de setembro.

Os envelopes contendo as propostas econômicas e os documentos de qualificação deverão ser entregues acompanhados das garantias de proposta na BM&F Bovespa, das 9h às 17 horas no dia 21 de outubro. A previsão é de que o leilão ocorra no dia 23 de outubro, às 10 horas, na Bovespa.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Codesp lista cerca de 20 obras para melhorias no Porto de Santos


A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) divulgou a terça-feira, dia 27, durante o Santos Export, o Fórum Internacional de Expansão para o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, diversas obras que serão feitas ou estão em andamento na Baixada Santista para melhor tanto o acesso ao porto quanto a produção e movimentação de cargas.
O presidente da Codesp Renato Barco apresentou cada uma das obras. Ele participou da mesa redonda “Os problemas logísticos do Porto de Santos e soluções a curto, médio e longo prazo” junto com o prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa, a prefeita de Cubatão Marcia Rosa e a prefeita de Guarujá Maria Antonieta.

Barco se baseia em um estudo realizado em 2008 e que prevê, em um cenário otimista, a movimentação de 230 milhões de toneladas no Porto de Santos. “Neste ano, chegaremos a 110 milhões com certeza", afirma o presidente da Codesp. Por esse motivo, ele diz que as vias de acesso ao porto estarão cada vez mais saturadas. "Em 2024 deveremos ter uma capacidade instalada de 11 milhões de TEUS contra uma demanda de aproximadamente 9 milhões de TEUS", explica. Barco afirmou que a situação das vias de acesso irá se funilar quando chegarmos em 2024.

Por essas questões, Barco apresentou as obras de infraestrutura na região da Baixada Santista e que são direcionadas ao Porto de Santos. No porto está em andamento o aprofundamento e manutenção do canal, melhorias localizadas, aprofundamento do canal externo e melhorias no canal interno. "Precisamos fazer o remoção do Ais Giorgis e retiradas das pedras de Itapema e Teffé", afirma Barco. Com o novo marco regulatório, a dragagem como um todo vai ser tratada pela Secretaria de Portos. Com a mudança, ele disse que cada vez mais navios irão querer atracar no Porto de Santos. "De ano a ano a quantidade de navios, a atração descreve, e mostra um aumento na consignação media os armadores estão acreditando que o porto de santos consegue receber navios de maior porte", explica.

Além das obras colocadas pelo presidente da Codesp, ele apoiou outras soluções que foram apresentadas durante o evento. Para ele também é necessário pensar em plataformas logísticas, zonas de apoio logístico na Área Continental de Santos, construção de plataformas logísticas no planalto, e na Baixada Santista e construção de terminais para grãos.

Em relação as ferrovias, ele disse que haverá um aumento de cerca de 35% e que, como foi cobrado pelos especialistas do setor portuário, já está havendo um controle efetivo de todas as carretas através de agendamento. "Arrendatários se encontram aliados a uma central, a quantidade de caminhões tem que ser compatível com a sua capacidade", afirma Barco. Além disso, o presidente da Codesp garantiu que o Porto sem Papel vem trazendo efeitos significativos a atividade portuária. E, para ele, as obras serão o ponto chave para o Porto de Santos poder crescer sem o caos logístico. "Minha expectativa positiva, apesar de todo o sufoco, com obras de infraestrutura vamos conseguir avançar", conclui.

Confira a situação atual das obras ligadas ao Porto de Santos:

Santos
- Obras viárias da Avenida Perimetral da Alemoa: Brasil Terminal Portuário (BTP) irá realizar nesta primeira fase. Pista servirá como desvio de tráfego de caminhões e que irão melhorar as condições de acesso à estrutura viária local.

- Mergulhão: Fase de elaboração do projeto executivo que deve estar pronto até março de 2014. De acordo com o Barco, as autoridades estão batalhando para que o prazo seja reduzido para licitação.

- Perimetral: Trecho 3 totalmente concluído com três viadutos. Trecho Macuco-Ponta da Praia - projeto para remanejamento de linhas e construção de um viaduto que dá acesso direto aos terminais da Ponta da Praia, acabando com interferências no local.

Guarujá
- 1ª fase da avenida perimetral: De acordo com o presidente da Codesp, a obra está quase concluída, restando apenas 100 metros, próximo aos terminais. A obra é um viaduto que foi entregue em maio deste ano.

- 2ª etapa da avenida perimetral está em processo licitatório. Barco acredita que a abertura dos envelopes deve acontecer no próximo dia 3.

- Rua do Adubo: manutenção da rua que se encontrava em precárias situações foi realizada.

- Nova ligação: O presidente da Codesp explica que junto com a Prefeitura de Guarujá, Down Quimica e Fassina vão receber parte definitiva da segunda fase da Avenida Perimetral. Será realizada uma reunião com os técnicos da Codesp e Prefeitura de Guarujá do termo de cooperação.

Cais santista
- Piers: reforço no píer de acostagem da Alemoa. Já assinaram o contrato que está no processo de liberação de licenças. Vai acontecer reforço dos piers da Ilha Barnabé.

- Programas ambientais de regularização em todo o porto, e construção do píer na Alemoa não tiveram data ou situação divulgada.

- Alinhamento do cais de passageiros: As obras estão em andamento, primeiro trecho ficará pronto no fim do ano. Até a Copa do Mundo, mais de 500 metros de cais estarão disponíveis para a operação.

- Mini anel viário com a rodovia Padre Manoel da Nóbrega também ainda não tem data ou situação divulgada.

- Terceira faixa da rodovia Cônego Domênico Rangoni, entre a rodovia Anchieta e a Usinimas, também não foi citada data ou situação.

- Adequação da SP- 155 a BR-121 com uma alça de acesso, Duplicação do viaduto Rubens Paiva e Sistema viário na entrada de Santos (viaduto da Alemoa) também não tiveram data divulgada.


Fonte: G1

Duplicação da SP-333 entre Marília e Julio Mesquita começa em novembro


A abertura dos envelopes da licitação para a contratação das empresas interessadas na execução das obras de duplicação da SP-333, no trecho que liga Marília e Julio Mesquita (km 295,485 ao km 335) foi realizada  no dia 27 de agosto. Os nomes das empresas classificadas na licitação devem ser publicados no Diário Oficial do Estado em uma semana. O início das obras está previsto para novembro e a conclusão, em janeiro de 2015.
“O processo deverá durar ainda alguns meses. Isto porque após a publicação será realizada a análise da documentação, aberto o prazo para recursos e só então ocorre a homologação da empresa vencedora”, informa a assessoria de imprensa do DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

O pacote de obras também inclui o recapeamento de 11 quilômetros da SP-333, entre os municípios de Guaimbê e Júlio Mesquita, além da regularização de pista da SP-294, no trecho urbano de Marília, conhecido como rodovia do Contorno.

O certame que deveria ter sido realizado em 11 de junho foi suspenso porque uma das empresas interessadas em participar pediu impugnação do edital. A solicitação foi acatada pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) que analisou o edital e autorizou continuidade no processo.

O investimento será de R$ 85 milhões. Além da duplicação e recapeamento da SP-333 também serão realizados serviços para implantação de terceiras faixas, acostamentos, barreiras rígidas, melhorias de seis passagens superiores, uma nova ponte sobre o rio Tibiriçá, seis passagens superiores, três rotatórias, quatro viadutos e uma alça de acesso no km 333,8.

Na rodovia do Contorno cerca de 6 quilômetros de pista serão recuperados. Obras também preveem melhorias de duas passagens superiores, três passagens inferiores e duas passarelas, todas já existentes. Também serão reformados os trevos de entroncamento com BR-153 de acesso às vias municipais avenida da Saudade e rua Hygino Muzzy Filho.

As melhorias na rodovia do Contorno, que corta Marília, são necessárias, pois o local apresenta situação precária do asfalto, com buracos, ondulações e falta de sinalização. Já na SP-333, entroncamento com a BR-153, entre os trechos do posto Gigantão e a cidade de Júlio Mesquita, a duplicação atende reivindicações de motoristas e comerciantes do local, que relatam falta de segurança. O número de mortes na rodovia SP-333 aumentou nos últimos anos, em 2010, dos 40 fatais, 16 foram nesta estrada. Já em 2011, dos 37 totais, 12 foram na SP-333 e no ano passado, das 53 mortes por acidentes de trânsitos, 20 foram no local.


Fonte.: Diário de Marília

Nova legislação do Contran entra em vigor para combater a fumaça preta


Resolução do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), que obriga veículos que transitam produzindo fumaça, gases ou partículas em níveis superiores aos fixados pelo conselho a se adequarem para reduzir a poluição da chamada "fumaça preta", sob o risco de apreensão e multas pesadas, entra em vigor em setembro. A resolução 427 prevê o uso do opacímetro (que mede a poluição) pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Para Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), organização não governamental que estimula ações e políticas públicas para tornar o ambiente saudável, "o Contran mais uma vez empurra a solução do problema com a barriga. Esperamos que agora, em setembro, a medida finalmente seja adotada".

Na avaliação de Bocuhy, provavelmente, os órgãos municipais não estavam preparados para o início de vigência por falta do opacímetro e por uma inoperância do Ministério do Meio Ambiente, que não alertou com o prazo adequado os municípios sobre a nova resolução.

Semace
O coordenador do programa de controle da fumaça negra da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Francisco de Oliveira da Silva, garante que o órgão está pronto para aplicar a resolução 427. "Já estamos preparados para utilizar o opacímetro nas fiscalizações. Para nós, não teremos problemas. Pelo contrário: com o novo aparelho, poderemos dividir nossa equipe e atuar em mais áreas onde o problema é registrado". Segundo Oliveira, a região do Cariri é uma das mais afetadas pela fumaça preta, produzida por veículos a diesel sem injeção eletrônica, a maioria, com fabricação anterior a 2005.

"No ano passado, o Cariri apresentou o maior índice de poluição no geral de todas as regiões do Ceará. Por isso, intensificamos a nossa fiscalização por lá. Em Fortaleza, a situação é relativamente tranquila. Para se ter uma ideia disso, em 1990, quase a metade da frota de veículos a diesel estava fora do padrão recomendável. Por causa da renovação da frota de ônibus, esse percentual caiu para 5%. Assim, os caminhões se tornaram os maiores vilões", revela Oliveira.

Em Fortaleza, é no chamado cinturão da cidade, área periférica às zonas centrais que as infrações são mais constantes. "É onde o tráfego de caminhões é mais acentuado. Com a utilização do opacímetro, poderemos dividir a nossa equipe de cinco pessoas em duas e assim passarmos duas semanas aqui e duas no interior". Conforme ainda Oliveira, os veículos multados têm 15 dias para regularizar a situação e ser apresentado à Semace para uma vistoria. Se assim proceder, o proprietário paga apenas 40% da infração. Do contrário, será obrigado a pagar integralmente e ainda estará sujeito ao recolhimento do automóvel. As multas variam de R$ 1.328,78 a R$ 5.315,14, conforme o índice de poluição medido.

De 20 a 23 de agosto, a fiscalização da Semace vistoriou 566 veículos, dos quais 17 foram multados por índice de poluição superior a 60% do permitido pela atual legislação. Os infratores apresentarem índices acima de 60% de preto, de acordo com a Escala de Ringelmann. As fiscalizações ocorreram na Rodovia BR 222, km 11 (Caucaia) e avenidas Paranjana, José Bastos e Vicente de Castro, no Mucuripe.

A Semace aguarda a medida que colocará a nova legislação em vigência em Setembro para baixar uma norma regulamentando sua aplicação. O órgão também fará uma trabalho de conscientização junto aos segmentos que serão mais afetados, como empresas de ônibus e transportadoras.

Poluição
O material particulado gerado pela queima do diesel é um dos grandes responsáveis pela poluição nas regiões metropolitanas. No Brasil, cerca de 40% dos caminhões da frota em circulação, o que representa mais de um milhão, têm mais de 20 anos de uso e ainda conta com injeção mecânica, o sistema que produz maior quantidade de fumaça preta, segundo o Proam.

Com a nova resolução, a tendência é de que os veículos movidos a diesel intensifiquem a manutenção preventiva e periódica, a fim de minimizar suas emissões. Além disso, aqueles que não possuem sistema de injeção eletrônica serão obrigados a instalar equipamentos que reduzam os efeitos dos gases liberados pelos escapamentos.

Conforme o Proam, os motores que funcionam com a queima deste combustível emitem 80 vezes mais óxidos de nitrogênio por quilômetro rodado, 30 vezes mais monóxido de carbono do que os a álcool e libera oito vezes mais partículas sólidas e 3,6 vezes mais dióxido de enxofre do que os motores a gasolina.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente morrem cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo em decorrência da poluição, que também afeta a qualidade do solo e das águas.

Poluentes do ar
Dióxido de Enxofre: causa problemas aos pulmões, bronquite crônica e danos à vegetação.

Óxidos de Nitrogênio : supressão de imunidade, hipertensão, câncer, asmas, problemas cardíacos, desordens de memória e aprendizado e problemas cardíacos.

Monóxido de Carbono: reduz a capacidade de transporte de oxigênio aos tecidos, problemas cardiovasculares ou circulatórios. Ozônio (poluição originada pelo Óxido de Nitrogênio) - corrosivo, causa inflamação dos tecidos dos pulmões, infecções respiratórias e envelhecimento precoce.

Material particulado : causa irritação nos olhos e na garganta, reduz a resistência à infecção, perda de visão, doenças respiratórias crônicas, danos à vegetação e é suspeito de ser cancerígeno (considerado pela OMS, 300 vezes mais cancerígeno do que o Benzeno). Fonte: Ministério do Meio Ambiente.


Fonte: Diário do Nordeste

Rotina de assaltos na Via Anchieta deixa motoristas apreensivos


Não só debaixo de tempestades. Mesmo em dias ensolarados, a advogada Flávia (nome fictício) não se atreve a abrir o vidro de seu carro no trecho cubatense da Rodovia Anchieta. O temor é rever cenas que quase a fizeram desistir de se locomover nas saturadas malhas rodoviárias regionais. Por uma bolsa deixada, inadvertidamente, no banco do passageiro ela ficou “eternos segundos” com a cabeça sob a mira de uma arma.
O susto inicial se foi junto com algumas itens de maquiagem, documentos, cartões de crédito, celulares e alguns trocados. Deste episódio, cujo fim poderia ser trágico, ela tirou valiosa lição: maior atenção ao cruzar as rodovias.

Sensação de insegurança verificada, mais uma vez, no último final de semana. Dois homens armados se aproveitaram de um congestionamento entre os quilômetros 53 e 56 da via Anchieta para promover um arrastão.

Por pouco, o psicólogo Fábio Arruda não foi uma das vítimas desse crime. Ele voltava de um show na Capital, por volta das 2 horas de segunda-feira, quando percebeu a aproximação de assaltantes. “Eles vieram em minha direção, com armas em punho e expressões agressivas. Pensei que seria abordado, mas correram em direção ao bairro (Cota 200)”.

Apesar de inúmeras ligações para o 190, poucos registros de ocorrência foram lavrados nas delegacias da região. Segundo o tenente do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária, Moacir Mathias do Nascimento, a unidade foi informada de atividades criminosas no trecho por volta das 18 horas de domingo. E, a partir de então, reforçou as ações de vigilância na rodovia.

A audácia de criminosos nas estradas da região não se limita apenas aos dias e em trechos de fluxo intenso. Há pouco mais de 15 dias, a equipe de reportagem de A Tribuna flagrou adolescentes assaltando ciclistas na interligação entre a Via Anchieta e Rodovia dos Imigrantes - altura dos Bolsões. Mas os amantes dos pedais não são as vítimas preferidas: condutores distraídos e turistas listam como os alvos fáceis de ladrões.

De longa data
A falta de segurança em rodovias é um problema antigo. Contudo, o pesadelo se intensifica à noite: com o trânsito lento e pouco policiamento. Cenário perfeito para roubos.

Núcleos habitacionais ocupados em trechos rodoviários é outro fator a potencializar os crimes. São nossas áreas que os assaltantes se escondem após cometerem os delitos.

Artimanhas usadas são velhas conhecidas nos meios policiais, de igual forma os períodos de maior incidência criminal. Os que utilizam o trecho com frequência sabem dos riscos aos quais estão expostos.

Tanto que desenvolvem técnicas e se planejam para evitar períodos considerados mais críticos. Uma delas é trafegar em “comboio”. “Não ando mais sozinha. Sempre vou em conjunto de amigas”, diz Flávia. Outra forma é manter o vidro fechado e esconder todos os bens valiosos da vista dos ladrões.

Longe de uma solução definitiva, o oficial da PM afirma que a corporação “desenvolve suas atividades de fiscalização de trânsito e repressão a ilícitos criminais para e com a sociedade”. E que o patrulhamento na região é reforçado quando há congestionamentos. “Contamos também com o apoio do Policiamento Territorial, Policiamento Ambiental, dentre outros, sempre visando uma maior segurança dos usuários”, afirma.

Por sua vez, o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Armando Campinas Reis Júnior, diz que ações de competência da municipalidade são realizadas: educação e oportunidades aos jovens serem absorvidos no mercado de trabalho. “Será ampliada de 2 mil para 6 mil o número de vagas oferecidas a atividades esportivas na Cidade”. Ele indica ainda a cobertura em vídeo monitoramento (em fase de licitação) e a operação delegada (em estudo) como aliados na luta contra a criminalidade.


Fonte: A Tribuna de Santos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Comissão da Câmara Federal aprova multa dobrada para infrações cometidas em vias em obras


A Comissão de Viação e Transportes aprovou, na quarta-feira dia 21, o Projeto de Lei 4398/12, do deputado Walter Feldman (PSDB-SP), que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para duplicar o valor das multas quando as infrações forem cometidas em vias ou trechos de vias em obras, desde que haja sinalização.

O código, atualmente, já obriga o condutor a reduzir a velocidade do veículo em locais em obras ou com trabalhadores na pista. A proposta busca fazer com que o motorista tenha ainda mais cuidado nessas situações.

O relator, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), lembra que a legislação atual já considera infração grave, punível com multa, o ato de deixar de reduzir a velocidade do veículo ao se aproximar de locais sinalizados com advertência de obras ou trabalhadores na pista. Quintão, no entanto, concorda com o autor em relação à necessidade de assegurar que, nesses locais, o condutor evite não só o excesso de velocidade, mas também o cometimento de qualquer outra infração prevista no Código de Trânsito.

“Concordamos que todos os tipos [de infrações] devem estar sujeitos à nova regra, pois entendemos que outras atitudes do condutor podem ser, também, potencialmente mais perigosas nos trechos em obras”, diz o relator.

Segundo Quintão, o fato de a proposta exigir que o trecho em obra ou em manutenção deva ser sinalizado é uma ressalva que protege os condutores de eventuais abusos de autoridade.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Nova lei proíbe que caminhões circulem pelo Centro de Conchas - SP


Determinação causou polêmica entre prefeitura e profissionais do ramo.
Caminhoneiros reclamam que lucro vai diminuir com a decisão.

Uma lei municipal que proíbe o fluxo de caminhões no centro de Conchas (SP) está causando polêmica entre os trabalhadores da área. A decisão incomodou os trabalhadores autônomos, que se reuniram com representantes da prefeitura e vereadores para tentar um acordo.

De acordo com o prefeito e autor da lei Odirlei Reis, apesar da decisão desagradar os caminhoneiros, a medida foi implantada após pedidos dos moradores. “Foi criada uma rota alternativa onde esses caminhoneiros vão poder estar se dirigindo. Foi uma reinvindicação da população de forma geral, nas reuniões de associações de bairros que nós tivemos. A principio nós implantamos a lei também pelo estado que se encontra nossos asfaltos, pois os caminhões nós sabemos que interferem na qualidade do asfalto devido ao excesso de carga”, afirma.

A nova condição determinada aos caminhoneiros passou a valer no dia 20 de agosto e os motoristas têm 30 dias para se adequar. Aproximadamente 20 caminhoneiros vivem no município e a maioria deles é autônoma.

Quando esses motoristas estão de folga, deixam o veiculo estacionado em frente a casa deles; mas, com este decreto isso ficou proibido. Atualmente, eles têm usado pátios particulares para guardar os veículos.

O caminhoneiro Achel Prado cita que a medida foi reprovada por todos os profissionais da categoria. “Eu fico indignado porque a gente paga imposto, a placa nossa é de Conchas e isso gera imposto à cidade, e a gente tem que colocar o caminhão em qualquer lugar. Ele [prefeito] não se responsabiliza para dar um pátio pra gente, o município não consegue arcar com isso”, explica.

Prado ainda comenta que com a alteração, o lucro dos profissionais será abatido. “Se a gente deixar o caminhão em um pátio particular o custo pra gente vai ser mais caro. Já existe um pedágio na entrada da cidade para entrar e sair”, completa.

Segundo o caminhoneiro Antônio Carlos Atanazio, durante uma reunião realizada entre os profissionais e o prefeito do município, o chefe do executivo confirmou que a decisão será respeitada pelos agentes de trânsito: “Ele falou que a partir do dia 20 a Guarda Municipal e a Polícia Militar estão autorizadas a fazer a multa. Vamos tentar, vamos bater em cima disso porque nós também somos moradores do município”, reflete.

Fonte: G1