terça-feira, 21 de agosto de 2012

Rodovias terão R$ 50 mi para desenvolvimento de projetos


Mil quilômetros de rodovias do Paraná devem receber obras estruturais nos próximos cinco anos. O primeiro passo para colocar esse pacote do governo estadual em prática será dado no próximo mês: em setembro começa o processo de escolha das empresas que farão os projetos de engenharia, ao custo total de R$ 50 milhões. Não se trata de manutenção ou operação tapa-buraco, mas também não serão mil quilômetros de duplicação. Alguns trechos receberão segunda pista, outros, acostamentos, terceiras-faixas, acessos, marginais, trevos e viadutos.

Com a justificativa de que ainda faltam ajustes na definição de quais rodovias serão beneficiadas, o governo estadual não informou detalhadamente a localização e o tipo de intervenção que será realizada. Contudo, já se sabe que a PR-323, entre Maringá e Guaíra – um dos mais importantes trechos rodoviários do Paraná e que mais precisa de intervenção –, está na lista de prioridades. O valor a ser investido nas obras ainda não foi estimado.

Entretanto, mesmo com esse compromisso de investimento, quando o assunto é projeto de engenharia para obras em rodovia, o momento atual é de “apagão”. O governo estadual já iniciou a licitação ou a execução dos quatro projetos que tinha na gaveta e não tem mais nenhum. “Não estamos conseguindo fazer obras por falta de projetos”, conta o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Paulo Milani.

Nos últimos meses foram feitos apenas projetos mais simples, para manutenção de rodovias. Entre os últimos projetos de engenharia desenvolvidos pelo DER está a duplicação de 3,7 quilômetros da PR-323, entre Maringá e Paiçandu. “Mas isso faz dois anos e dois dos funcionários envolvidos no trabalho já se aposentaram”, comenta. Grande parte dos servidores do DER estaria com idade entre 55 e 60 anos. Milani afirma que o DER não tem pessoal suficiente para desenvolver novos projetos, apesar dos cerca de 250 engenheiros em 19 unidades no estado.

Terceirização - A contratação de projetos de engenharia é parte de um processo de terceirização de serviços. No passado, o próprio DER construía estradas. Na sequência, passou a contratar empresas para executar as obras. O passo seguinte foi encaminhar à iniciativa privada o trabalho de desenvolver o projeto de engenharia – o que acontece há 15 anos. “Mas a função de fiscalizar e de definir prioridades continuará sendo desempenhada pelo Estado”, garante Milani. Um setor de projetos foi mantido no DER para montar os editais de licitação e monitorar a realização do serviço contratado.

Entre as dificuldades para manter em um órgão público toda a estrutura necessária para a elaboração de projetos está o “engessamento” da administração pública. “Se um topógrafo fica doente, na iniciativa privada outro profissional assume o trabalho. No setor público, o projeto fica parado até que ele volte”, exemplifica o diretor-geral do DER. A equipe necessária para se fazer projetos para rodovias não é pequena e abrange especialistas de várias áreas – o profissional que define como deve ser a base do pavimento geralmente não é o mesmo que desenha o viaduto. Por esse motivo, Milani afirma que tem sido mais econômico para o estado terceirizar a elaboração de projetos.

Perda de recursos - O diretor-geral do DER acredita que o Paraná perdeu muitas chances de conseguir recursos em função da falta de projetos. Por isso, ele defende a formação do que chama de “prateleira de projetos”, que será criada a partir desse investimento de R$ 50 milhões. Milani avalia que o pacote agora proposto será o maior desde a época do governo de Jayme Canet, entre 1975 e 1979. “Mas naquele tempo, as obras eram mais de pavimentação de novas rodovias”, complementa.

Contratar estudo é sinal de organização - Mário Stamm, que é consultor de infraestrutura logística da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e já foi secretário estadual de Transportes, comemora a decisão de se preparar um pacote de projetos de engenharia para rodovias. “Preparar projetos é sinal de organização e planejamento. E é essencial que eles estejam prontos para quando tiver dinheiro disponível em caixa ou mesmo para captar recursos externos”, analisa. Para ele, várias oportunidades são desperdiçadas por falta de projetos. “Não adianta pedir recursos sem projeto. A primeira pergunta vai ser: cadê o teu projeto?”, comenta.

Para Jaime Sunye Neto, presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), o estado está carente de projetos. Ele defende a terceirização do serviço. “O servidor público tem que ter capacidade para decidir o que quer e fazer a contratação – e não elaborar o projeto”, diz. Sunye Neto avalia como muito positiva a iniciativa de preparar um pacote de projetos e lamenta apenas que o IEP não tenha sido convidado para colaborar nas discussões sobre a definição das obras que devem ser feitas.

“Os órgãos rodoviários brasileiros têm por princípio, há muitas décadas, contratar estudos e projetos finais de engenharia junto a empresas especializadas de consultoria”, conta o professor Djalma Pereira, das disciplinas de Infraestrutura e Pavimentação da UFPR e mestre em Engenharia de Transportes pela USP. Ele destaca que, para o desenvolvimento de projetos de engenharia, há a necessidade de uma ampla equipe multidisciplinar, com especialistas nas mais diversas áreas, além de recursos como equipamentos de sondagem, laboratórios, soft­wares especializados, equipamentos para avaliação de pavimentos, entre outros.

Fiscalização - O Conselho Regional de Engenharia do Paraná (Crea-PR) demonstra preocupação com a falta de pessoal no Departamento de Estradas de Rodagem (DER). “É bem razoável contratar os projetos, mas precisa de gente para fiscalizar a execução”, afirma o presidente, Joel Krüger. Ele declara que há uma alta rotatividade em função da falta de engenheiros no setor e dos salários pagos abaixo do valor de mercado. Mesmo o concurso recém-aberto para a contratação de engenheiros não seria capaz de preencher as vagas necessárias. “É essencial ter mais profissionais para definir diretrizes e depois acompanhar o trabalho contratado”, diz.

Como deve funcionar - Durante dois meses, técnicos do DER percorreram as rodovias para estabelecer uma lista de obras prioritárias:

• Em setembro, será aberto o edital para a licitação de projetos de engenharia para mil quilômetros de rodovias. A escolha das empresas deve ser feita em outubro. A licitação será dividida em lotes regionais. Ou seja, não necessariamente uma mesma empresa irá fazer todos os projetos. A estimativa de investimento é de R$ 50 milhões. A previsão é de que os projetos estejam todos concluídos em meados de 2013.

• Hoje, 10 mil quilômetros de rodovias pavimentadas estão sob a responsabilidade do DER (na conta não estão os trechos pedagiados, as estradas de chão ou municipais e as BRs gerenciadas pelo governo federal). Assim, de cada dez quilômetros administrados pelo DER, um deve receber obras nos próximos cinco anos. Contudo, não significa que serão mil quilômetros de duplicação. Entre as obras previstas estão também terceiras-faixas, acostamentos, acessos, marginais, trevos e viadutos.

• O projeto de engenharia será utilizado para dimensionar o valor a ser investido em cada obra. Ele é essencial para tentar conseguir recursos de programas do governo federal, para buscar financiamentos, para negociar parcerias público-privadas e até mesmo para incluir a obra no orçamento anual do governo do estado com uma estimativa de custo mais próxima da realidade.

São Paulo - Com a mais importante malha viária do país, o estado de São Paulo investe pesado no setor de projetos. O DER-SP é o responsável pela definição de prioridades. Os projetos de engenharia são elaborados por empresas privadas de consultoria, contratadas por licitação. São destinados R$ 60 milhões por ano para o desenvolvimento de projetos. Cerca de 60 pessoas trabalham na área de acompanhamento dos projetos contratados.

Fonte: Gazeta do Povo - PR

Pedágio menor não afetará investimentos em rodovias, avaliam empresários e especialista


O oferecimento da menor tarifa como critério de escolha nos leilões que concederão 7,5 mil quilômetros de rodovias à iniciativa privada não comprometerá a capacidade das empresas de fazer os investimentos necessários. Segundo especialistas e empresários, o modelo de concessões anunciado pela presidenta Dilma Rousseff recompensará os empresários mais eficientes, capazes de modernizar as estradas cobrando o menor pedágio possível.

Pelo plano, os investimentos em rodovias e ferrovias, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão gastos apenas nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões, dos quais R$ 23,5 bilhões deverão ser aplicados em cinco anos. Mesmo com a exigência de desembolsos iniciais altos, o novo modelo entusiasmou os empresários.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o sistema anunciado pelo governo conseguiu aliar as melhorias na infraestrutura de transporte sem onerar o cidadão. “O grande diferencial desse modelo é permitir que se ofereça um serviço de melhor qualidade pelo menor preço possível”, destaca.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, não há contradição entre o alto volume inicial exigido e o critério de menor tarifa. “O prazo [para os investimentos] e a tarifa de pedágio são resultado de um plano detalhado de negócios. Esse é um modelo de competição. O empresário deve ser realista do ponto de vista econômico, senão não tem investidor”, diz.
Especialista em estruturas financeiras de investimentos da Fundação Getulio Vargas (FGV), o professor Rogério Sobreira explica que o modelo foi concebido para beneficiar os empresários mais otimistas, que pedirão taxas de retorno mais baixas e, portanto, cobrarão as menores tarifas. Ele, no entanto, ressalta que a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá financiar até 80% dos investimentos em até 20 anos, será indispensável para diminuir as tarifas.

“Com investimentos tão altos em curto prazo, a tendência seria que as menores tarifas [nos futuros leilões] fossem mais altas que a dos pedágios atuais. Mas a entrada do BNDES muda bastante esse cenário porque reduz os riscos e melhora as expectativas dos empresários”, analisa o professor.

O consumidor sente a diferença no bolso entre os modelos de concessão de rodovias. Um carro de passeio que viaja pela Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte e foi concedida a um consórcio espanhol em 2007 pelo critério da menor tarifa, paga R$ 11,20. O mesmo veículo gasta R$ 39,70 para ir do Rio de Janeiro a São Paulo pela Via Dutra, leiloada no fim dos anos 1990 pelo critério do maior lance.
Para as ferrovias, o governo optou por outro modelo, de parcerias público-privadas (PPP). A construção de cerca de 10 mil quilômetros de trilhos caberá à iniciativa privada. Posteriormente, a estatal Valec comprará a capacidade de transporte das linhas férreas e as revenderá ao mercado em ofertas públicas.

De acordo com Sobreira, a opção pela PPP foi necessária porque o transporte ferroviário exige investimentos iniciais altos, que não podem ser totalmente cobertos pela iniciativa privada. “Isso não ocorre apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Como o volume inicial exigido é maior, o governo precisa entrar, de alguma forma, para compensar a necessidade de investimentos”, explica.
 
Fonte: Estado de Minas

Na marginal Tietê, sinalização falha e luz ruim prejudicam motoristas


Problemas na sinalização e iluminação estão confundindo os motoristas que trafegam pela marginal Tietê.
A reportagem percorreu os 23,5 km da via e constatou dificuldades, por exemplo, para saber qual acesso pegar ou em qual ponte entrar orientando-se somente pelas placas instaladas.

Depois da criação da terceira faixa, muita gente ainda se atrapalha.

"Após a ponte das Bandeiras, no sentido da Castello Branco, se não prestar atenção, você sobe na mureta da pista central", diz o motorista Eronildes Soares dos Santos.

Segundo o especialista em trânsito Luiz Célio Bottura, é preciso instalar ao menos três placas para cada saída, sendo duas de aviso prévio e outra confirmando a conversão.

Já o também especialista Sérgio Ejzenberg acredita que a redução da velocidade máxima, de 90 km/h, ajudaria as pessoas a não se perderem nas pistas da marginal.

"Tem sinalização e acesso, mas o próprio trânsito em si nos atrapalha no percurso", afirma a farmacêutica Luciana Aguiar, 30.

Iluminação - Os problemas de iluminação persistem há um ano, desde a primeira vez que a reportagem percorreu a via.

Entre as pontes da Freguesia do Ó e das Bandeiras há um trecho sem luz de 4 km.

A escuridão já possibilitou a assaltantes colocarem pedras para que os motoristas parassem na marginal, facilitando os roubos. Após constatar a ação dos bandidos, a Polícia Militar instalou bases na área em 2011.

Três semanas atrás, o delegado Paulo Pereira de Paula foi morto a tiros na via durante uma tentativa de assalto.

"Tenho medo quando o trânsito está lento. Já vi um carro ser assaltado na minha frente", conta a gerente Dulce Fonseca, 32.

Outro lado - A CET informa que a instalação de sinalização segue cronograma e que providências foram tomadas quanto aos pontos problemáticos apontados pela reportagem.

O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) afirma que faz operações para sanar as falhas, e que elas são frutos de vandalismo.

Fonte: folha de S.Paulo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Operação Fumaça Preta multa mais de 40 caminhões em Sorocaba, SP


A Cetesb vistoriou 519 veículos movidos a diesel na manhã desta quinta-feira (16) no bairro do Éden, em Sorocaba (SP). A "Operação Inverno", realizada na Avenida Independência, multou 41 caminhões que estavam fora das normas.

Os veículos foram fiscalizados com o emprego da Escala de Ringelmann, um cartão com uma escala de tons de cinza. Além da fiscalização dos automotores movidos a óleo diesel, a ação também promoveu a conscientização dos motoristas quanto à necessidade de manter a correta regulagem dos seus veículos.
A redução dos níveis de emissão dos poluentes dos veículos que circulam nas metrópoles é um fator fundamental para a melhoria da qualidade do ar. Em 2010, 157 veículos foram multados; em 2011 foram 112. Nos primeiros sete meses de 2012 o número de autuações diminui para 75.

A operação envolveu a participação de agentes de trânsito da Urbes - Trânsito e Trasportes, das secretarias de Meio Ambiente, de Administração e de Segurança Comunitária eAgendar publicação da Cetesb.

Fonte: G1

Nova estrada deve aliviar tráfego no litoral norte de São Paulo


O governo do Estado de São Paulo obteve licença do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para construir o Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião da Rodovia dos Tamoios. Trata-se de um trecho de 30,8 km que liga a Tamoios (SP-099), em Caraguatatuba, à rodovia Doutor Manoel Hipólito do Rego, a Rio-Santos (SP-055), na altura do Porto de São Sebastião.

A licença era a barreira que faltava para a empresa estadual Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) dar andamento à obra. Existe uma grande polêmica sobre o impacto dos trabalhos, uma vez que o traçado passará por cima de uma extensa área virgem de mata atlântica no Estado.

A Prefeitura de São Sebastião criticou a concessão da licença e o secretário de Meio Ambiente do município, Eduardo Hipólito Rego, afirmou que ela foi obtida com a avaliação de critérios "mais econômicos do que ambientais".

A construção do contorno possibilitará que o trecho da Rio-Santos entre São Sebastião e Caraguatatuba seja usado apenas para o tráfego local, enquanto o novo trecho funcionará como uma via expressa. "Aquele trecho rende um congestionamento famoso em época de temporada. A obra cria um contorno viário para essa parte", diz o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço. O órgão também espera que a rodovia ajude a diminuir o índice de acidentes na área.

A construção, em formato de arco, terá 31 viadutos, 5 pontes e 4 túneis. A obra está estimada em R$ 1,6 bilhão. Para que os trabalhos comecem, ainda é necessário fazer o projeto executivo e a licitação. A estimativa da Dersa é de que as obras sejam iniciadas em março do ano que vem e fiquem prontas em três anos.

A Prefeitura de São Sebastião classifica a construção do Contorno Sul como o "maior desmatamento da história" na Mata Atlântica do litoral norte e afirma que a licença emitida para a construção das pistas obedeceu a critérios "mais econômicos do que ambientais", segundo afirma o secretário do Meio Ambiente da cidade, Eduardo Hipólito Rego.

A área total a ser desmatada chega a 370 mil metros quadrados - espaço equivalente ao dos Parques da Independência e da Aclimação, ambos na zona sul da capital, juntos. Para o secretário, há duas questões "graves" que deveriam ser mais analisadas, sendo a primeira o próprio desmatamento. "A região afetada tem locais de Mata Atlântica nativa preservados, cachoeiras, nascentes. A área de Caraguatatuba é mais plana, mas em São Sebastião será preciso fazer cortes na serra, algo irreparável", afirma. Nessa área, ainda segundo o secretário, há pastos e moradias.

Essas moradias estão relacionadas ao segundo ponto discutível, segundo a prefeitura de São Sebastião: a questão social. "Será preciso deslocar 5 mil pessoas", diz o secretário. Ele afirma que o problema é que não há outras áreas nas cidades para receber esses moradores, que já viviam em lugares invadidos, nem certeza se eles permanecerão na região. "Sem contar a questão da especulação imobiliária. As áreas por onde vai passar a pista estão registrando crescimento de 7% a 10% ao ano. São novas ocupações ilegais, movidas pela grilagem, na esperança de que, quando houver os deslocamentos, as pessoas consigam moradia", diz ele.

Rego diz que a Prefeitura tentou alterar o traçado da obra durante as audiências públicas obrigatórias (que fazem parte do processo de licenciamento ambiental), mas não conseguiu. A administração municipal pedia mais áreas subterrâneas, como túneis sob a serra. "Nenhum dos nossos questionamentos foi atendido", reclama o secretário. "O que prevaleceu foram os aspectos econômicos para a construção da obra, mas não é possível colocar preço na mata. Quanto vale a área que será desmatada?" As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

SP terá juro zero para novos caminhões no Porto de Santos


O vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretor de relações governamentais e institucionais da MAN Latin America, Marco Antônio Saltini, afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo do Estado de São Paulo lançará em setembro um programa piloto no Porto de Santos para a renovação da frota de caminhões que atuam na área.

Durante workshop no 22º Congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em São Paulo, ele disse que o governo paulista vai destinar R$ 45 milhões para financiar o equivalente pago pelo caminhoneiro ao aderir a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para compra do caminhão.

Com isso, o governo estadual, na verdade, vai equalizar a taxa de 5,5% ao ano da linha do BNDES para que o caminhoneiro pague apenas o valor principal do veículo. Saltini explica que, na prática, o caminhoneiro no Porto de Santos não pagará os juros do financiamento, apenas o valor do caminhão.

De acordo com o diretor da MAN, o projeto piloto começará com mil caminhões e como contrapartida o caminhoneiro deverá destinar o veículo antigo a um programa de reciclagem. "O compromisso do caminhoneiro é entregar o seu caminhão velho para destruição. Por incrível que pareça, tem caminhão no Porto de Santos com porta de cimento", disse. O prazo para amortização do financiamento será de 96 meses.

Saltini disse estar confiante no sucesso do programa. "O caminhoneiro hoje só trabalha 15 dias, porque o caminhão fica parado os outros 15 do mês na oficina. Com o caminhão novo, o rendimento dele será maior", afirmou. De acordo com ele, caso o programa seja bem sucedido, poderá ser estendido para todo o Estado.

Fonte: Porto Gente

Obras do Rodoanel chegam ao Alto Tietê


A concessionária SPMar, responsável pela construção do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, recebeu a aprovação da Licença Ambiental de instalação de mais 3,5 km do Rodoanel. A licença, solicitada em dezembro de 2011, foi expedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) em 10/8 e publicada no diário oficial de 14/8.

As obras deste lote, localizadas em Poá e Itaquaquecetuba, acontecerão entre agosto de 2012 e dezembro de 2013 e ligará o Trevo da Rodovia Henrique Eróles (SP066) ao Trevo da Rodovia Ayrton Senna (SP070). Toda esta etapa será formada por pistas elevadas construídas com a tecnologia do Cantitravel, um dos grandes diferenciais no projeto que tem como objetivo minimizar o impacto ambiental nas várzeas do Rio Tietê e Guaió.

A Tecnologia do Cantitravel é um procedimento em que as estacas de concreto que servem de sustentação ao viaduto são cravadas direto na várzea dos rios de forma aérea, evitando grandes movimentações de terra e restringindo o contato das equipes de trabalho com as áreas de preservação. Pelo sistema convencional, seriam necessárias dragagem, escavações ou aterros para a execução dos blocos de fundação e trânsito de equipes e materiais de trabalho, para apenas depois, haver a colocação dos pilares e a superestrutura. Com a metodologia empregada, essa intervenção não é necessária, pois a estaca é o próprio pilar. Como resultado, a região da Várzea dos Rios Tietê e Guaió terá áreas de aterro minimizadas, evitando a movimentação de cerca de 4,5 milhões de m3 de terra, o equivalente a 2 estádios do Maracanã cheios.

Neste trecho, a previsão é gerar aproximadamente 100 empregos diretos, voltados principalmente para contratação de mão de obra local.

Esta é a sexta etapa da obra. A primeira começou em agosto de 2011 com a inauguração das obras do trevo que fará a ligação entre o Trecho Sul e a Avenida Papa João XXII com o Trecho Leste. Em outubro, teve início a segunda fase das obras, com a construção da fábrica de vigas, localizada na Avenida Jorge Bey Maluf, em Suzano. A fábrica produz, desde novembro, as 8.640 vigas de concreto e as 2.880 estacas necessárias para a construção do Encontro Leve Estruturado. A construção do túnel Santa Luzia, que teve início em 21 de dezembro, marcou a terceira etapa da construção. A quarta fase começou em janeiro de 2012 com a liberação da licença ambiental de instalação dos primeiros quatro quilômetros do Encontro Leve Estruturado em Suzano e a quinta etapa teve início no começo deste mês, quando teve a liberação da licença ambiental do lote 4, que fica localizado em Ribeirão Pires, entre o Trevo da Avenida Papa João XXIII e o Túnel Santa Luzia.

Fonte: O Diário de Mogi

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Alckmin dá início às obras da quinta faixa na Rodovia Ayrton Senna


O governador Geraldo Alckmin deu início na terça-feira (14), às obras para implantação da quinta faixa na Rodovia Ayrton Senna (SP-70). A faixa adicional será implantada do km 11 ao km 19 da SP-70 (sentido interior). As obras devem ser concluídas em maio de 2013. Serão investidos R$ 25,8 milhões.
“A quinta faixa aumenta em 20% a capacidade da Ayrton Senna na pista que vai da Capital para o interior e acesso ao Aeroporto de Cumbica. Construída do término da Marginal Tietê até o aeroporto, a obra é importante porque vai desafogar a rodovia”, destaca Alckmin.

Por dia, circulam no trecho cerca de 81 mil veículos, em média. A obra, viabilizada pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, irá aumentar em 20% a capacidade de tráfego, vai facilitar a fluidez para o acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e aos municípios do Alto Tietê, com redução de congestionamentos na região.

Trevo dos Pimentas

Após a passagem pela obra da quinta faixa, o governador vistoriou a readequação do Trevo dos Pimentas, em Guarulhos, na Rodovia Ayrton Senna (SP-70). Iniciadas em março desse ano, as melhorias têm o objetivo de reduzir os congestionamentos no trecho. As intervenções, viabilizadas pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, somam investimentos de R$ 11,2 milhões e têm previsão de conclusão para março de 2013.

“Esse complexo que está sendo construído também vai contribuir para desafogar a Ayrton Senna, além de melhorar os acessos à Zona Leste de São Paulo e Guarulhos, mais especificamente ao bairro dos Pimentas”, informa Alckmin.

Estacas e pilares já foram implantados para a construção do viaduto em forma ferradura, de 600 metros de extensão, que começa a ser erguido no momento. A melhoria dos acessos ao Bairro dos Pimentas, no km 25, está em fase final de pavimentação. Já estão finalizados 19,8% da obra. São gerados 170 empregos diretos e 60 indiretos.

Também no mesmo trecho está sendo realizada obra da pista marginal da Ayrton Senna, nos dois sentidos, do km 19,3 ao km 26. Essas obras irão proporcionar maior conforto aos motoristas e dar maior agilidade no acesso a Guarulhos. Por dia, circulam nesse trecho cerca de 41 mil veículos sentido capital, e outros 45 mil sentido interior. O valor total das obras chega a R$ 184,2 milhões.

A cidade de Guarulhos já recebeu, de 2009 até junho de 2012, R$ 2.926.858,91 de ISS-QN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), que incide sobre as tarifas de pedágio das rodovias e é repassado pelo Governo do Estado. O vice-presidente do SETCESP, Antonio Luiz Leite, participou das solenidades que anunciaram as obras, representando o Sindicato. "Com estas iniciativas, o governo do Estado ajuda a logística de São Paulo. O Trevo dos Pimentas é uma necessidade antiga da região Metropolitana, e a melhoria da fluidez nestas regiões vai aumentar a capacidade de transporte de cargas e passageiros. 

Guarulhos tem uma forte vocação para a logística e é muito bom que o governo esteja trabalhando para incentivar esta vocação. O SETCESP apoia estas realizações do governador Alckmin, um líder que se preocupa com a infraestrutura viária", diz Antonio Luiz Leite.

Fonte: Imprensa Setcesp

Guarda Municipal descobre desmanche de caminhões em Jundiaí


A Guarda Municipal de Jundiaí (SP) descobriu na última quarta-feira (15) um desmanche de caminhões no Jardim Guanabara. Dois caminhões e cinco carrocerias, com queixas de furto, estavam no pátio de uma transportadora.

Foram apreendidas três carrocerias de madeira, um baú e o caminhão basculante com caçamba de ferro. Várias peças tinha sinais de adulteração. No local havia vários caminhões que não tinham queixa de roubo.

No galpão foi apreendida uma carga de sacolinhas plásticas de uma rede de supermercados. Varias placas de veículos encontradas foram levadas para a delegacia.

O local foi descoberto pela GM por causa do sistema de rastreador de um caminhão, roubado na terça-feira (14), quando seguia de Guareí, na região de Itapetininga (SP), para Itatiba (SP).

O dono da transportadora vai ser investigado. Ninguém foi preso até o momento.

Fonte: G1

Maioria dos radares na Via Dutra estão inativos no Vale do Paraíba


Onze dos 15 radares instalados no Vale do Paraíba pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) estão inoperantes. Os equipamentos foram instalados no ano passado com a promessa de reforçar a fiscalização no corredor, principal eixo de ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Os aparelhos estão desligados a espera de um aditivo no contrato entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a PRF. A assinatura do convênio deve viabilizar a operação dos radares, mas a previsão é que apenas em dezembro, durante a próxima Operação Verão, o convênio seja concluído.

Mesmo sem o reforço no aparato de fiscalização eletrônica, o número de acidentes na rodovia se manteve estável no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 6.668 ocorrências até julho deste ano contra 6.674 em 2011. As informações são da concessionária NovaDutra, que administra o corredor.

Justificativa

Segundo o inspetor Fabiano Moreno, do comando da PRF em Brasília, apesar de terem sido instalados no último mês de dezembro, a permissão para funcionamento dos radares só foi concedida em março pelo Inmetro (Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia).

Desde então, a burocracia trava o funcionamento da fiscalização eletrônica. "A Polícia Rodoviária recebeu no final do último mês o texto final da minuta do termo aditivo enviada pela ANTT. Estamos fazendo várias reuniões para ajustar esses termos", afirmou Moreno ao G1.

As reuniões devem definir a qual orgão deve ser atribuída o custeio decorrente da operação dos novos radares e a estrutura necessária para o serviço.

Mesmo assim, o inspetor acredita que os radares, mesmo desligados, cumprem parcialmente seu papel de coibir o excesso de velocidade na via. "A presença do radar já exerce uma função de coação nos motoristas. Além disso contamos com uma estrutura de radares estáticos que são usados pela fiscalização", disse.

Problema

Para Ronaldo Garcia, engenheiro especialista em tráfego, a tese é contestada. "Realmente no início existe um efeito de inibir os excessos, mas com o passar do tempo, sem a efetiva punição, a prática destas infrações acaba favorecendo quem não cumpre a lei ", afirmou.

O técnico em segurança do trabalho, Aparecido José dos Santos, de 55 anos, se diz surpreso com a informação. Ele utiliza o corredor diariamente. "Pensando bem, pode ser que outros radares também estejam desligados. Mas pra mim é indiferente, regras são regras e temos que respeitar independentemente de ter radar ou não", disse.

Outro lado

A assessoria de imprensa da ANTT foi procurada, mas não comentou o assunto. A concessionária responsável pela administração da Via Dutra informou, por meio de nota, que apesar dos radares estarem desligados, o número de vítimas fatais em acidentes na estrada diminuiu 29,7% em 2012. O fluxo na rodovia aumentou 4% no mesmo período.

Nos 402 quilômetros de extensão da Via Dutra são 28 radares em operação. Outros 30 fazem parte do plano de expansão de fiscalização no corredor, dentre eles os 11 novos equipamentos instalados em dezembro no trecho do Vale do Paraíba.

Fonte: G1