quarta-feira, 13 de junho de 2012

Por enquanto, o preço do combustível não vai aumentar no Brasil, diz presidente da Petrobras


O preço do combustível não vai aumentar no Brasil, pelo menos por enquanto. Quem afirma é Graça Foster, presidente da Petrobras, em entrevista exclusiva a Paulo Henrique Amorim na edição 200 do programa Entrevista Record que foi ao na segunda-feira (11). Segundo ela, o conjunto de variáveis que acompanha diariamente ainda é favorável à empresa e à manutenção dos preços dos combustíveis vendidos no País.

- Entendemos que é possível esperar ainda mais um pouco, afirma Foster, primeira mulher a dirigir uma das grandes empresas de petróleo no mundo. Segundo ela, a empresa ainda tem como manter inalterado o preço do combustível no mercado brasileiro, mas que isso vai depender de uma série de variáveis – como o preço internacional do petróleo, o câmbio e o endividamento da empresa, alguns dos quais fogem ao controle da empresa.

Graça Foster lembra que a Petrobras importa gasolina e a vende no mercado interno por um preço menor, e que essa diferença bancada pela empresa não pode atrapalhar a capacidade de investimento da empresa para cumprir o plano de negócios estipulado para o período 2011-2015.

- Mas seria um pouco demais da minha parte colocar que na hora que eu estiver no aperto, aí aumento o preço do combustível. Não é bem isso, diz Foster.

Questionada por Paulo Henrique Amorim se costuma pedir aumento nos preços dos combustíveis para a presidente Dilma, Foster respondeu que a conversa se dá no Conselho de Administração, todos os meses. 

O compromisso da empresa, afirma, é continuar investindo e manter a forma disciplinada de gerir e tocar os projetos.

- Eu tenho dito que, agora com a redução do preço de petróleo, arrefece a pressão sobre o caixa, mas para continuar investindo, nós em algum momento vamos precisar acertar o preço de combustível no Brasil.
 E ela diz ainda que não teme ser criticada por isso pelos consumidores, porque ele foi poupado dos aumentos constantes que acontecem em outros países, onde o preço da gasolina acompanha quase online o preço internacional – gerando aumentos constantes.

- Em algum momento, é possível que o meu consumidor fique aborrecido comigo. Mas será a favor dele, a garantia de que ele tenha um suprimento garantido, que tenha infraestrutura mais segura, para que tenha dois, três carros em casa, e eu possa continuar atendendo eles com eficiência.

Fonte: R7

SP luta para melhorar sistema de transporte


Com enormes engarrafamentos, vias cheias de buracos à beira do colapso e uma infraestrutura deficiente, São Paulo enfrenta um enorme desafio enquanto corre contra o tempo para melhorar seu saturado sistema de transporte antes de ser o palco do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014.

A capital econômica do Brasil tem a sétima área metropolitana mais populosa do mundo, com 20 milhões de habitantes, que incluem os 11 milhões que vivem dentro dos limites da cidade.

A cada dia, os ônibus transportam cinco milhões de pessoas; o metrô, quatro milhões, e outros dois milhões de paulistanos viajam em trens, segundo as autoridades.

O pesadelo do transporte público em São Paulo ficou evidente em 23 de maio, quando uma greve no metrô paralisou a cidade, obrigando milhões a usarem seus carros ou tentar pegar algum dos ônibus lotados para chegar ao trabalho.

"Como resultado disso, tivemos 249 km de ruas e estradas congestionadas, um recorde para o horário da manhã", disse Katia de Cassia Jouanini, agente da CET.

O recorde histórico foi alcançado em 1º de junho, com um engarrafamento de 295 km à tarde.
CET

O CET parece uma colmeia que funciona 24 horas por dia, com 374 pessoas monitorando o trânsito em tempo real, analisando informações de 140 das 370 câmeras instaladas em toda a cidade.

Uma central de atendimento recebe informações do público e agentes posicionados em pontos estratégicos informam bombeiros e serviços de emergência em caso de acidentes.

Outros monitoram 868 km de vias em 25 telas que transmitem imagens ao vivo do trânsito, enquanto um amplo mapa destaca os maiores engarrafamentos.

Quatro milhões de veículos - carros, ônibus e motos - saturam os 17.000 km de vias e autopistas nos dias de semana, acrescentaram as autoridades.

Para piorar as coisas, centenas de carros novos saem às ruas diariamente como resultado da crescente prosperidade econômica e do crédito mais barato, comentou Jouanini.

"Todos os dias temos mais carros. É um desafio manter a qualidade do serviço com os recursos de que dispomos", declarou à AFP Hercules Justino, encarregado de trânsito no CET. "Precisamos de mais investimento", acrescentou.

Rio+20

Às vésperas da Rio+20, a palavra sustentabilidade ressoa nas ruas de São Paulo. Em seminário recente sobre logística no Brasil, diretores empresariais pediram um investimento adequado em projetos de infraestrutura, inclusive um transporte mais eficiente.

"Os investimentos em infraestrutura no Brasil não acompanham a demanda porque não há planejamento", afirmou Carlos Cavalcanti, diretor do departamento de Infraestrutura da Fiesp (Federação de Indústrias do Estado de São Paulo).

O secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Jorge, é um dos que mais incentiva os esforços para dar a São Paulo um futuro sustentável.

Infelizmente, o sistema de transportes tem que competir por recursos com outros serviços chave como saúde e educação, que juntos consomem até 50% do orçamento da cidade, disse Jorge.

De qualquer forma, o secretário enfatizou que o sistema do metrô está em ampliação, com quatro linhas adicionais, e que a frota de ônibus está sendo renovada, com 80% de seus 15.000 veículos novos e eficientes do ponto de vista energético.

O primeiro VLT (veículo leve sobre trilhos) da cidade está em construção para ligar o aeroporto de Guarulhos ao sistema de metrô. O projeto, de US$ 862 milhões, deve ser concluído ao final de 2014.

Alguns dos 2.000 novos ônibus são movidos a etanol, eletricidade, biomassa ou outro combustível alternativo à gasolina.

Medidas

O secretário municipal de Meio Ambiente destaca que São Paulo foi a primeira cidade brasileira a instaurar uma inspeção anual para assegurar que os veículos estejam em boas condições e cumpram os padrões para o controle da contaminação.

A cidade também promove o uso da bicicleta, estendendo seus 55 km de ciclovias e ensinando regras de trânsito e segurança. A cada domingo, outros 67 km de vias são liberadas exclusivamente para os ciclistas.
Mas Jorge admitiu que "a solução para o desafio do transporte é impor severas restrições ao uso de automóveis e motos".

"Temos que multar os contaminadores para desestimular o uso supérfluo de carros e garantir recursos adicionais para financiar o transporte público", acrescentou.

Fonte: Band

Bloquear vias públicas indevidamente será passível de detenção


A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que tipifica o crime de obstrução indevida de via pública, que tem como punição, a detenção de um a dois anos e multa.

Os casos de bloqueio podem incluir, por exemplo, o depósito de mercadorias na via ou uma manifestação popular que impeça o tráfego de veículos.

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro, que atualmente, apenas prevê a aplicação de sanções administrativas para quem fizer a obstrução. Hoje o artigo 245 classifica como grave o uso da pista para depósito de mercadorias, materiais ou equipamentos sem autorização do Detran local. A pena, nesse caso, é multa e remoção do material. Já o artigo 246 do Código caracteriza como infração gravíssima a obstrução de via pública indevidamente, mas a pena se restringe à aplicação de multa.

O relator do projeto, deputado Lúcio Vale (PR-PA), afirma que houve um aumento da ocorrência de bloqueio de rodovias ou de importantes vias urbanas para manifestações de cunho social ou político. “Esses bloqueios, mesmo de curta duração, têm trazido sérios transtornos para a fluidez do trânsito das nossas cidades. A retenção das pessoas nesses bloqueios gera grande prejuízo de ordem econômica, em razão dos atrasos e descumprimentos dos compromissos agendados”, destacou.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois será enviada para votação em Plenário.

Fonte: Portal Transporta Brasil

terça-feira, 12 de junho de 2012

Carga de R$ 589 mil roubada no Agreste


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Pernambuco recuperou, na madrugada de ontem, uma carga de tecidos roubada, avaliada em R$ 589 mil. A apreensão foi feita por policiais do posto da PRF de Gravatá, na BR-232, no Agreste. A carga pertencia à Fábrica Vicunha Têxtil, do Rio Grande do Norte, e foi roubada na madrugada de sábado, nas proximidades do município potiguar de Currais Novos, a 172 quilômetros de Natal. Os assaltantes abordaram o motorista e levaram o caminhão e os tecidos.

A PRF acredita que a investida tenha sido mais uma ação de uma quadrilha especializada em roubo de cargas e acostumada a atuar nas estradas do Nordeste. Isso porque um caminhão e um Fiat Uno ocupados por quatro homens estariam aguardando o veículo com os tecidos roubados na cidade de Pombos, no Agreste. Como o caminhão não chegou, o grupo teria fugido.

O condutor do veículo, identificado como José Roberto da Silva, 52 anos, foi preso e autuado por receptação de produto roubado e adulteração de identificação de veículo. Ele, o caminhão e a carga foram encaminhados à Delegacia de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. Pelas informações repassadas pelo motorista à PRF, a carga seria levada para Caruaru, no Agreste, para ser vendida, provavelmente, nas feiras da sulanca do município e da região, conhecida pelo comércio de roupas populares.

Depois de serem informados do roubo, os policiais rodoviários federais em Gravatá desconfiaram do caminhão Volvo, placa CVP-5090, de Carapicuíba (SP), e decidiram abordá-lo. O cavalo (caminhão propriamente dito) estava com documentos em dia. Mas o baú tinha placa de outro veículo: DAU-6284, de São José do Rio Preto, também em São Paulo. Ao abri-lo, os agentes descobriram os tecidos roubados. A quantidade de tecidos não foi informada, mas a carga ocupava todo o compartimento.

Ao delegado Rodolfo Bacelar, de plantão em Vitória, o motorista preso negou qualquer envolvimento com o roubo. Aos PRFs, afirmou apenas ter recebido R$ 1 mil para transportar a carga de Mamanguape, na Paraíba, para Caruaru. “A conversa do motorista não me convenceu. Embora garanta não ter participado do assalto, ele não soube informar de quem recebeu a carga nem para quem iria entregá-la. É estranho a pessoa transportar uma carga sem essas informações. Além disso, ele estava transportando um baú cuja placa não batia com o chassi do veículo”, explicou.

À tarde, o motorista assaltado em Currais Novos, Walderi do Nascimento Aguiar, 52, não reconheceu José Roberto como um dos participantes do assalto, mas confirmou que a carga roubada era a mesma. Como já havia respondido a processo por assalto e foi preso por furto e porte de arma ilegal, José Roberto acabou sendo levado ao presídio de Vitória.

Até a noite de ontem, o caminhão (cavalo) roubado continuava desaparecido.

Fonte: Jornal do Commercio – PE

Produção de caminhões continua com o freio puxado e recua 32,8% até maio


A produção de ônibus e caminhões tem puxado o desempenho geral da indústria automobilística para baixo este ano. No consolidado de 2012, até maio, a produção, quando se considera todos os resultados das montadoras no Brasil, está 9,5% abaixo do registrado em 2011.

Nessa participação, está o recuo de 32,8% na fabricação de caminhões e 31% de ônibus. A produção de veículos está 7,8% menor. Saíram das fábricas brasileiras até 31 de maio 1.279.699 unidades contra 1.414.795 veículos. Os dados foram divulgados na quarta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A retração na atividade de produção de caminhões e ônibus pode é efeito da redução da jornada de trabalho e férias coletivas concedidas pelas montadoras no mês passado. A produção em maio alcançou 11.275 unidades contra 19.069 no mesmo mês de 2011, uma queda de 40,9%. Com isso, a produção no consolidado do ano ainda está em 54.177 veículos quando em 2011 o número já estava em pouco mais de 80,5 mil caminhões fabricados.

Enquanto isso, em termos de vendas – tanto no mercado interno quanto externo – o desempenho está melhor do que em 2011. Os emplacamentos até maio apresentam queda menos intensa com retração de 12,5% e as exportações estão 10,6% menores. Na soma entre as exportações e os emplacamentos, de janeiro a maio foram 69.025 unidades comercializadas, o que mostra a redução de estoques em quase 15 mil veículos.

Porém, as importações de 2.323 unidades continuam a pressionar o mercado, pois representam uma elevação de 65,5% na comparação com 2011, quando as vendas estavam aceleradas.

Em maio, na comparação com abril, houve retração de 2,1%, com 10.833 unidades emplacadas. Já as exportações foram 25% menores na mesma base de dados.

As nove companhias associadas à entidade fecharam os cinco primeiros meses do ano com 58.278 unidades vendidas, volume 14,2% menor que no ano passado. A MAN continua na liderança, com 18.503 unidades no ano (3.534 em maio). A Mercedes-Benz segue na vice-liderança, com 15.373 veículos (2.785 no mês), a Ford aparece em terceiro lugar, com 9.664 caminhões emplacados (1.690 em maio), e a Volvo, com 5.750 unidades (1.063 no mês passado), ocupa o quarto lugar. A Iveco está na quinta colocação, com 4.747 caminhões (815 unidades em maio) e a Scania segue em sexto lugar, com 3.773 unidades novas nas ruas (688 vendas no mês passado).

No acumulado do ano, os pesados apresentam a maior baixa ante 2011, com 22,4%, seguidos por semileves com 14,8%, semipesados, com recuo de 12,9% até o final de maio, e os leves, cuja retração foi de 10,5%. Na contramão dessa tendência estão os médios com alta de 2,2%. Em volume, os semipesados são os mais fabricados com 3.811 veículos, pesados vêm a seguir com 2.774 unidades, leves 2.573, médios com 1.092 e semileves com apenas 420 veículos.
Ônibus e automóveis

Na categoria transporte de passageiros (incluindo chassis), o desempenho das vendas voltou a pisar no freio, enquanto no final de abril estava em 1%, ao final de maio ficou em 5% negativos. No consolidado do ano foram comercializadas 12.951 unidades.

Com um dia útil a mais no mercado, as vendas de automóveis em maio na comparação com abril aumentaram 11%. Já quando se analisa os números de 2011 ainda há queda de 9,6% para o mês passado. 

Com isso, ao final de maio o nível de estoques permaneceu estável em 43 dias, relatou o presidente da Anfavea e da Fiat, Cledorvino Belini.

As quatro mais tradicionais empresas do setor mantiveram a posição de mercado no consolidado do ano. A Fiat ainda figura em primeiro com 286.530 unidades vendidas (59.482 no mês), a Volks vem em seguida com 266.593 (54.357 em abril) carros comercializados, a norte-americana GM com 232.937 (54.785 no mês passado, ultrapassando a Volks em termos de vendas no mês passado, para o segundo lugar) veículos e em quarto a Ford, 120.991 (24.267 nos últimos 30 dias) unidades novas colocadas no mercado.
Medidas

Belini disse que as medidas de redução de IPI para automóveis e a melhoria de condições de financiamento deverão apresentar seus efeitos apenas este mês, com o aumento das vendas e a redução de estoques nos pátios para algo equivalente a 35 dias.

“Esse nível deve ser atingido no final da validade do pacote”, disse Belini, que revelou ainda que o setor utiliza entre 70% e 75% de sua capacidade instalada. De acordo com ele, a indústria pode produzir de 4,3 milhões a 4,5 milhões de unidades por ano, mas em 2012 o resultado deverá ficar na faixa de 3,6 milhões a 3,8 milhões de unidades.

Mas o que mais tem preocupado a entidade que representa as montadoras é mesmo o setor de caminhões. De acordo com Belini, os estoques atingiram um volume para atender as vendas num prazo de 60 dias. No entanto, ele acredita que a situação vai melhorar quando as recentes medidas de estímulo a esse segmento começarem a surtir efeito e a economia do País retomar a trajetória de crescimento.

Fonte: Portal Transporta Brasil