sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novo canal do Panamá representará uma revolução logística internacional

A logística Atlântico/Pacífico sofrerá transformação imensurável a partir de 2014, quando será inaugurada a ampliação do canal do Panamá. A capacidade operacional deverá passar de 320 milhões para mais de 600 milhões de toneladas por ano.
O atual sistema de interligação que opera perto de 14 mil navios por ano, apesar das inúmeras transformações tecnológicas, permite a passagem de graneleiros da classe Panamax com aproximadamente 60 mil toneladas de carga, em seus 82 km.
O novo canal paralelo permitirá navios de aproximadamente 150 mil toneladas. Quanto aos conteineiros, passará dos atuais 4.400 para mais de 12 mil TEUs.
Os graneleiros maiores que partem das proximidades da linha do Equador, atualmente, utilizam-se basicamente da rota do sul da África. É o caso dos corredores de exportação do Arco Norte: Santarém, Itacoatiara, Belém, São Luís e Pecém.
A relevância desse fato se amplia, pois nas próximas décadas os principais mercados para soja e milho estarão na Ásia. Esses mercados dependerão em muito dos suprimentos das novas fronteiras de produção brasileiras.
Prevê-se que remessas a partir dos portos do Arco Norte por essa rota possam representar mais US$ 1 ou US$ 2 por saca para os produtores.
Em 2007, o Ministério da Agricultura e a CNA estimaram a necessidade de terminais de exportação nesses corredores para atender 50 milhões de toneladas em 2020, considerando todos os segmentos do agronegócio.
Hoje, tais regiões já estão transferindo mais de 30 milhões de toneladas por ano de soja e milho para portos do Sul/Sudeste, pois lá a disponibilidade está em torno de 8 milhões e o único aumento concreto é Itaqui, com cerca de mais 7 milhões de toneladas a partir de 2014.
Fonte: Folha de S. Paulo

Preço do carreto pode triplicar com estragos nas rodovias

Um dos setores mais sensíveis aos estragos causados pelos temporais, o segmento de transportes de cargas já coleciona prejuízo com a queda de encostas e a proliferação de crateras nas rodovias que cortam Minas Gerais.

“Em linha geral, o custo médio com manutenção de qualquer frota, no período em que não há chuvas, gira em torno de 6% (do frete). Contudo, na condição das atuais rodovias mineiras, o percentual pode até triplicar, chegando a 18% (do preço do carreto)”, calcula Ulisses Martins Cruz, secretário do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado (Setcemg-MG). Por enquanto, os empresários ainda não repassaram o aumento do custo aos contratantes. Mas os empresários alertam que não terão outra alternativa se São Pedro não fechar a torneira.

Resultado: o consumidor pode pagar a conta final. Isso porque enquanto a queda de barreira significa mais gasto com combustível, os buracos representam perigo a pneus, eixo e outras peças. “O preço médio de um pneu é R$ 1,6 mil”, explica Alfredo Gomes de Freitas Júnior, presidente da Cooperativa dos Transportadores Unidos, de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas. A entidade reúne 80 cooperados. Boa parte já teve transtorno com os últimos temporais.
Um dos caminhões do presidente da Unidos, conta, precisou percorrer um desvio de quase 150 quilômetros esta semana: “A carreta ia de Patrocínio para Viçosa, numa viagem de 640 quilômetros, e foi obrigada a desviar o itinerário em razão da queda de barreira”. Ele se refere ao deslizamento de terra na BR-356, próximo a Ouro Preto, que interrompeu o trânsito em ambos os sentidos. Até o início da noite dessa quarta-feira, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o tráfego também havia sido interrompido na BR-354, na Região de Arcos, no Centro-Oeste mineiro, e na mesma 356, em Ervália, mas já na Zona da Mata.
Por sua vez, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) contabilizava nove trechos interditados na malha estadual. “O custo com desvios aumenta bastante. Ainda não aumentamos o preço do frete, porém, se continuar chovendo não teremos outra solução”, prevê Freitas Júnior.
Os estragos nas rodovias mineiras causados pelas chuvas não prejudicam apenas os proprietários de transportadoras de cargas. Os longos desvios e os excessos de buracos também afetam o dia a dia dos caminhoneiros, que passam mais tempo nas estradas, convivendo com mais risco de acidentes.

Fonte: Estado de Minas

Projeto de Lei dará mais poderes à polícia no combate ao roubo de cargas

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que deverá criar maior reforço no combate ao roubo de cargas dando mais poderes à polícia na fiscalização de cargas e veículos.

De acordo com o projeto, ficará permitido o rompimento do lacre aduaneiro ou de qualquer outro tipo de abertura de veículo ou de contêiner de transporte de carga e isso deverá ocorrer na presença do motorista ou responsável. O agente será obrigado, após a inspeção, a aplicar um novo lacre e entregar ao motorista ou responsável uma declaração de inspeção citando os motivos da inspeção e a descrição do novo lacre. Caso o agente encontre, durante a inspeção, indícios de crime, o veículo e os bens deverão ser apreendidos.
Autora do projeto, a deputada Sandra Rosário (PSB-RN), pontua que o crescimento do roubo de carga em todo país coloca em cheque as políticas de segurança pública e comenta que esses novos dispositivos legais viabilizarão a apreensão das mercadorias ante qualquer indício de crime.
Fonte: Portal Transporta Brasil

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Licenciamento eletrônico é liberado em SP; veja tabela e exigências

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) informou que donos de veículos registrados no Estado de São Paulo podem realizar licenciamento eletrônico antecipado, independentemente do final da placa, desde 1º de janeiro de 2012. O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é um documento obrigatório e o motorista que o apresentar vencido pode ficar sujeito a multa e apreensão do veículo. Neste ano, a emissão do CRLV custará R$ 62,70, mais R$ 11 pela taxa de envio pelos Correios.

O licenciamento antecipado deve ser pago junto com a cota única ou a terceira parcela do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), recolhido pela Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo, de acordo com tabela de vencimentos específica da secretaria. O pagamento do IPVA também pode ser feito nas agências bancárias, terminais de atendimento e internet banking.
Para obter o licenciamento é necessário quitar, além do IPVA, débitos de multas e seguro obrigatório. É necessário ainda manter os dados atualizados, porque o novo documento será entregue no endereço que consta do cadastro do usuário no Detran.SP.
Para efetuar o licenciamento eletrônico, basta dirigir-se a qualquer agência dos bancos credenciados (Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Itaú, BMB, HSBC, Safra e Citibank) e fornecer o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) ou apresentar o CRLV do exercício 2011. O pagamento também pode ser realizado pela internet, por meio dos sites dos bancos, e nos terminais de auto-atendimento das agências bancárias.
Outras exigências
Para realizar o licenciamento antecipado, não pode haver mais de 15 multas relacionadas ao veículo, independentemente da gravidade das infrações ou dos órgãos que aplicaram as multas. Também não podem existir restrições judiciais e bloqueios administrativos, como o de furto e comunicação de venda.
Além disso, automóveis registrados na capital devem ter sido aprovados na inspeção ambiental veicular em 2011. Em vez de receber o documento do veículo, o proprietário de veículo da capital que não estiver em dia com a inspeção ambiental e fizer o licenciamento eletrônico receberá uma carta com o alerta para a restrição e orientações sobre como resolver a pendência. Dúvidas devem ser esclarecidas no site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo ou pelo telefone de atendimento ao cidadão da Prefeitura, no número 156.

Quem não optar pelo licenciamento eletrônico antecipado deverá seguir o calendário anual, de acordo com o final da placa do veículo. É importante lembrar que veículos registrados na capital deverão realizar a inspeção ambiental veicular com até 90 dias de antecedência do licenciamento do exercício 2012.

Veiculo automotor, reboque e semi-reboque:

Final da placa mês de licenciamento

1 abril
2 até maio

3 até junho
4 até julho
5 e 6 até agosto
7 até setembro
8 até outubro
9 até novembro
0 até dezembro
Fonte: G1

Obrigação de uso de placa refletiva é adiada de novo

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou o prazo de vigência do uso das placas refletivas no país. De acordo com a deliberação encaminhada pelo Contran, a medida passa a vigorar a partir do dia 1º de abril de 2012. Com isso, os carros novos adquiridos no primeiro trimestre deste ano ainda podem ser emplacados com as placas antigas.

A Resolução 372 do Contran previa que todos os carros novos comprados a partir do dia 1º de janeiro de 2012 deveriam ser emplacados com as placas refletivas. Segundo o diretor de Veículos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Carlos Miranda, o uso da nova placa é para elevar a segurança no trânsito, tornar os veículos mais visíveis em casos de neblina ou chuva e também na condução noturna.
De acordo com Miranda, os veículos que tiverem a documentação transferida para outro município ou Estado também terão que fazer o emplacamento de acordo com as novas regras. "O Detran vai exigir que seja placa refletiva", afirmou.
O diretor de Veículos alerta ainda que a placa com película refletiva aumenta a segurança no trânsito e melhora a visibilidade do condutor ou motociclista, principalmente à noite e nas rodovias. "Oferece maior segurança para todos os usuários das vias. O próprio pedestre terá uma melhor visão do veículo à noite", destacou.
Segundo Carlos Miranda, por conta da película o tempo de durabilidade das letras e números também é maior. "Também ajuda na questão da fiscalização, já que facilita a identificação do número e letra do veículo", afirma.
Fonte: Diário de Cuiabá

SETCESP consegue liberação do VUC na ZMRC

O SETCESP acaba de conquistar uma vitória histórica para o segmento de transporte rodoviário de cargas na cidade de São Paulo. Em reunião realizada entre o presidente Francisco Pelucio, o assessor da Presidência Adauto Bentivegna Filho, o secretário Municipal de Transportes, Marcelo Branco, e o diretor da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) Irineu Gnecco, nesta quarta-feira, a entidade conseguiu a liberação dos VUCs, Veículos Urbanos de Carga, na Zona de Máxima Restrição à Circulação (ZMRC).

Em 2008, quando as restrições aos caminhões foram ampliadas na cidade, com o aumento da ZMRC para 100 quilômetros quadrados e a implementação o rodízio aos veículos de carga no mini anel viário, o SETCESP iniciou eu trabalho incansável para a liberação do VUC, que é o veículo ideal para o transporte urbano de cargas, substituindo veículos menores, otimizando o transporte e diminuindo a poluição nas ruas.
Após exaustivas reuniões neste período de quatro anos, o corpo técnico da Secretaria Municipal de Transporte avaliou que as medidas adotadas até aqui culminaram em menos veículos pesados na cidade, e como se está investindo em restringir os veículos de cargas de passagem pela cidade, como já ocorre na Marginal Pinheiros e adjacências, entenderam que era possível atender este importante pleito do SETCESP que é a liberação do VUC na ZMRC.
Segundo a Prefeitura, a liberação ocorrerá a partir de março, quando será publicada uma Portaria para a definição dos detalhes do cadastramento dos VUCs para livre circulação.
Outro ponto abordado pelo presidente do SETCESP foi a questão das autuações em relação aos veículos que estão cadastrados. O Secretário Marcelo Branco se demonstrou sensível ao problema e se comprometeu em falar com a direção da Prodam, órgão que faz a gestão da área de informática da Prefeitura, para buscar solução a este grave problema.
“Esta é uma grande vitória para o nosso setor, pois o VUC é um veículo projetado para as operações urbanas. Mas a luta para a liberação dos caminhões na Marginal Tietê continua. A entidade vai continuar trabalhando para encontrar também uma solução para este assunto, inclusive tem reunião agendada com o corpo técnico da CET para trabalhar nesta linha”, comenta o presidente do SETCESP.
Sobre as restrições na Marginal Tietê, o SETCESP também conseguiu esta semana uma vitória para o setor, pois a Prefeitura passará a multar os caminhões somente em março, dando mais tempo para que o setor se adapte às novas regras. O SETCESP é contrário a qualquer tipo de restrição aos caminhões na cidade e continuará seu trabalho para minimizar as proibições.

Fonte: CETCESP

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Portos deslancham com investimentos

Em 2012, os portos brasileiros devem movimentar, pela primeira vez, um bilhão de toneladas em cargas, 12,3% mais que no ano passado, segundo estimativa da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na esteira deste número recorde, muitas mudanças devem ocorrer: o Rio, por exemplo, tende a alcançar a liderança no ranking dos estados com maior movimentação de carga marítima, desbancando o Espírito Santo. Hoje, ele ocupa o segundo lugar, seguido por São Paulo. Parte deste crescimento se deve aos investimentos que voltaram ao setor. Diversas empresas anunciaram novos terminais, como os portos Sudeste, em Itaguaí, e Açu, no Norte Fluminense - ambos do grupo de Eike Batista -, além de projetos da Petrobras, da Gerdau e da CSN.

Há um bom momento para o setor, que ganhou investimentos privados depois que o governo realizou uma grande frente de dragagem. Vemos avanços em todas as áreas, mas o crescimento maior é na movimentação de contêineres, que levam produtos com maior valor agregado. Se o bilhão de toneladas não for atingido em 2012 será por pouco. Também acredito que para o Rio assumir a liderança nacional é uma questão de tempo, devido a diversos projetos industriais e, principalmente, à exploração do pré-sal - afirma Fernando Fialho, presidente da Antaq.
Leônidas Cristino, ministro especial dos Portos, confirma esse bom momento. Para ele, o cenário mudou a partir de 2005, quando o governo retomou os investimentos no setor. Passada a fase de dragagem, Cristino afirma que o momento é de investir em gestão para "ampliar a capacidade dos portos sem a necessidade de novas obras".
Estamos investindo mais de R$ 553 milhões em projetos de inteligência, como o Porto Sem Papel, o Carga Inteligente, que permite um acompanhamento de navios e caminhões, para que as cargas cheguem no momento certo aos terminais reduzindo os congestionamentos, monitoramento de navios e controle de resíduos dos portos - diz o ministro.
Fonte: Portos e Logística

BR-040 terá dez radares no trecho entre BH e Sete Lagoas

A BR-040 vai ganhar, ainda neste semestre, 12 radares de controle de velocidade, em um trecho de 160 km entre Belo Horizonte e Curvelo, na região Central. Só entre a capital e Sete Lagoas, separadas por 70 km, irão funcionar dez aparelhos, o que dá uma média de um equipamento a cada 7 km. Hoje, o caminho entre as duas cidades não é monitorado.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já definiu os locais onde os aparelhos serão instalados. Em alguns pontos da rodovia, o monitoramento será feito nos dois sentidos.
O movimento BH-Sete Lagoas que passará a ser monitorado eletronicamente cresceu nos últimos meses, especialmente em dias de jogos de futebol na Arena do Jacaré. O estádio recebeu partidas dos campeonatos Mineiro e Brasileiro e da Copa do Brasil, já que o Mineirão está fechado para reforma.
Na altura de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, haverá dois radares em um trecho de apenas 200 m. Na vizinha Esmeraldas, serão dois em um intervalo de apenas 1 km. Conforme o órgão, o limite de velocidade vai variar entre 60 e 110 km/h.
Queixas - Nenhuma obra ou melhoria para a BR-040 entre Belo Horizonte e Sete Lagoas está nos planos do Dnit. Enquanto isso, as reclamações de quem passa pelo trecho se multiplicam. Aumento no número de passarelas e conservação do asfalto são alguns dos pedidos dos condutores.
O arquiteto Flávio de Castro, 51, que passa pelo local ao menos quatro vezes por semana, se diz favorável ao controle de velocidade, mas afirma que só a instalação de radares não basta para solucionar os problemas. "A estrada está funcionando muito acima da capacidade. Os congestionamentos, principalmente na chegada à capital, são constantes. E o asfalto na entrada de Sete Lagoas, recapeado recentemente, já está esburacado na pista usada pelos caminhões".
Fonte: O Tempo – MG

Marginal Tietê: vitória importante

A reunião realizada pelo SETCESP e por diversas outras entidades patronais e laborais do transporte de cargas com a Prefeitura de São Paulo em busca de soluções para os efeitos das proibições aos caminhões na cidade, ocorrida na última semana de 2011, representa uma enorme vitória para a mobilidade urbana e o abastecimento da maior região metropolitana do País.
Com os argumentos do setor nas mãos, os transportadores e representantes de empresas e trabalhadores, acompanhados de parlamentares e profissionais do setor, tiveram um debate com o prefeito e com o mandatário da pasta dos Transportes para apresentar à administração pública os problemas gerados pelas restrições, principalmente em vias como a Marginal Tietê e diversas avenidas importantíssimas para o transporte na cidade.
A questão dos custos, o direito de ir e vir dos caminhões, a falta de locais para parada e estacionamento de caminhões, a segurança, a preservação do meio ambiente, a ocupação do viário público, o abastecimento da cidade, os veículos de passagem e tantos outros assuntos são tópicos deste debate, tão importante para todos que vivem e trabalham em São Paulo.
Com a reunião, o setor se aproxima do problema e consegue que as multas sejam prorrogadas para março, além da vitória principal, que é a formação da comissão técnica que acompanhará o assunto semanalmente, trazendo soluções para cada caso.
O associado do SETCESP pode contar uma entidade forte, representativa e bem articulada, que trabalha com o apoio de outras entidades em prol do bem comum, do abastecimento urbano e do direito de operar e trabalhar que todas as empresas e trabalhadores têm. Esta é a notícia com a qual o SETCESP inicia 2012. A luta continua.

Fonte: Presidência SETCESP

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Seguro para acidente poderá ser obrigatório em rodovias com pedágio

A Câmara analisa projeto de lei que torna obrigatória a cobertura de seguro para vítimas de acidentes nas rodovias do País sujeitas à cobrança de pedágio.
A proposta (PL 2250/11), do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), obriga as empresas responsáveis pela cobrança do pedágio a contratar seguro em caso de morte por acidente, devendo ser paga indenização por cada óbito, além de assistência funeral para os herdeiros legais de cada uma das eventuais vítimas.
Conforme o texto, os valores segurados serão definidos com base no Seguro Obrigatório de Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), para a cobertura de morte e a de assistência funeral, até o valor máximo estipulado para a cobertura de invalidez total e permanente. A cobertura será devida a qualquer veículo que trafegar em estradas municipais, federais ou estaduais com pedágios.
Felipe Bornier acredita que a instituição do seguro proposto beneficiará os usuários das rodovias com pedágios, contribuindo também para a melhoria das condições de tráfego e de segurança nessas estradas. ?Não significa, em face dos valores estipulados, encargo que onere sobremaneira os responsáveis pelas estradas pedagiadas?, afirma ainda, lembrando que essas rodovias possuem melhores condições que as públicas.
O descumprimento da medida sujeitará o infrator ao pagamento de multa no valor equivalente em reais a cem vezes o maior capital segurado, dobrado em caso de reincidência. As despesas decorrentes da execução da lei correrão por conta das verbas próprias consignadas no Orçamento.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania
Fonte: SEGS