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"Ninguém aguenta mais tanta multa", desabafa o empresário
Manoel Sousa Lima Jr., presidente do Setcesp (sindicato das transportadoras
de carga).
Ele afirma que os caminhões têm recebido tantas autuações que foi
criado um setor específico na entidade para os recursos.
Os advogados fazem uma triagem e descartam as multas com menos chances
de vitória, mas mesmo assim o volume sobrecarrega os funcionários. "É
coisa de 50, cem por dia", afirma.
Para o presidente, além do aperto na fiscalização, dois motivos
explicam o alto número de multas.
Primeiro, há motoristas de fora que ainda não conhecem todas as
restrições em vigor na cidade. Em segundo lugar, veículos incluídos nas
exceções às regras que, mesmo liberados pela CET, são multados.
"Eles multam e depois pedem para recorrer. Acho que falta um
sistema adequado para checar se o veículo está liberado."
VALORES
A arrecadação com multas de trânsito, de acordo com o que prevê o
Orçamento aprovado para 2013, será de R$ 925 milhões.
"O dinheiro deveria ser investido na redução de acidentes de
trânsito e no aumento da fiscalização, o que não acontece hoje", diz o
consultor Horário Figueira. Para ele, multas privilegiam a fluidez.
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Fonte.: Folha de S. Paulo
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Criada em 1989 a RDC dedica-se ao desenvolvimento de soluções integradas de softwares de gestão corporativa e logística para o mercado latino americano. Empresa genuinamente brasileira, a RDC busca atender às necessidades específicas de seus clientes. Como consequência conquistou a liderança nacional em soluções para o setor de armazenamento, movimentação e distribuição de veículos zero km.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Ninguém aguenta mais tanta multa, afirma empresário
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Montadoras vão informar se cumpriram as novas regras
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As montadoras não terão dificuldades para calcular o conteúdo local
dos automóveis que fabricam sob o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que
entrou em vigor no início do ano. Sem um sistema de rastreamento e certificação,
que ainda está sob estudos técnicos, o governo vai aceitar a mera declaração
das fabricantes. Cada empresa dirá se cumpriu ou não o requisito.
Um sistema de certificação de origem para máquinas, motores e
componentes - como a injeção eletrônica - só deve ficar pronto no fim de
2013, segundo técnicos ouvidos pela reportagem. O governo não vê risco,
porque pode a qualquer momento auditar notas fiscais das montadoras para
comprovar, ainda que no futuro, se a regra foi cumprida.
A elaboração do sistema tampouco é simples. O governo enviou técnicos
para visitar países europeus e o coração da indústria automotiva
norte-americana, em Detroit, para conhecer como é feito o controle nesses
países. Um componente de injeção eletrônica, por exemplo, possui peças
internas cuja origem é de difícil comprovação.
Uma das razões do governo para optar pela declaração das montadoras é
o fato de que essas empresas, na maioria das vezes, possuem participação
acionária nos grandes fornecedores de motores e outros "sistemas"
do veículo. Assim, a montadora atrai essa empresa para o Brasil, como forma
de cumprir o conteúdo local, facilitando a vida dos técnicos.
Preço. Acostumado a desembolsar um dos maiores preços do mundo na hora
de comprar um carro, o consumidor brasileiro vai continuar pagando o mesmo
pelos veículos produzidos sob o novo regime automotivo. Mas isso vai
significar economia, segundo a secretária de Desenvolvimento da Produção do
Ministério do Desenvolvimento, Heloísa Menezes, porque os itens que antes eram
opcionais vão se tornar, aos poucos, componentes de série, sem custo
adicional.
O governo aposta em dois outros pontos que terão impacto sobre o
preços dos veículos: o ganho de escala das montadoras e dos fabricantes de
autopeças, com o aumento de quase meio milhão na produção anual de carros; e
a concorrência. Pressionado pelo Itamaraty e pelo Ministério do
Desenvolvimento, o governo aceitou habilitar montadoras que não fabricam seus
carros em território brasileiro. "Com os carros com maior conteúdo tecnológico,
o que era opcional vai deixar de ser e entra como item de série", diz
Margarete Gandini, coordenadora-geral de Arranjos Produtivos Locais do
Ministério do Desenvolvimento.
A transformação de opção em regra deve abranger, de início, itens
conhecidos pelo consumidor, como motores elétricos para os vidros, travas e
retrovisores, até chegar a componentes considerados hoje como "de
luxo", como câmeras e sensores de estacionamento.
Um grupo de 45 montadoras que já pediram habilitação no Inovar-Auto
prometeu investir R$ 5,5 bilhões até o fim do regime, em 2017. Até lá, o
governo abrirá mão de R$ 12,2 bilhões em impostos do setor, para estimular
essa indústria.
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Fonte.: O Estado de S. Paulo
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Daer faz monitoramento do tráfego de caminhões na Estrada do Mar
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O monitoramento do tráfego de caminhões na Estrada do Mar tem ocorrido
com regularidade desde dezembro de 2012 e vem sendo intensificado para
garantir a segurança e o conforto dos motoristas que utilizam a RS-389
durante o veraneio. Nas últimas semanas, equipes da Diretoria de Transportes
Rodoviários (DTR) do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), com
apoio de servidores do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), realizaram
fiscalizações de rotina do tráfego de caminhões na Estrada do Mar.
O objetivo é garantir o cumprimento da Resolução Normativa que
flexibiliza o tráfego para veículos de carga de pequeno porte e restringe a
circulação de caminhões com mais de 12 toneladas na rodovia. "Já
constatamos que o fluxo de caminhões tem ocorrido de maneira normal. A
principal diferença é a diminuição do número de veículos pesados (acima de 12
toneladas), desde a liberação do tráfego para os veículos mais leves",
afirma o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, Saul Sastre.
"Toda a atividade que está sendo desenvolvida na Estrada do Mar
terá como resultado um relatório completo sobre o fluxo do transporte de cargas
pela rodovia. A intenção é solicitar aos órgãos de controle cópia das multas
aplicadas para que nossos registros permaneçam o mais completo
possível", salienta Sastre. O monitoramento também servirá de base para
possíveis ajustes na decisão normativa, caso seja necessário.
Além da diminuição do tráfego de caminhões de maior porte na Estrada
do Mar, a Resolução Normativa 8.265/2012 tem auxiliado no desenvolvimento
econômico dos municípios da região, já que facilita o transporte de pessoas e
a distribuição de mercadorias e riquezas no local. "O Estado deve ser um
facilitador, diminuindo a burocracia, sem comprometer o controle necessário
para garantir o bom funcionamento dos serviços prestados", analisa o
diretor.
Regras para circulação de caminhões sem carga
Caminhões com carga de 12 a 23 toneladas (médio porte), podem circular
na RS-389, mediante autorização do Daer, exclusivamente para entregas de
mercadorias ao longo da rodovia, desde que portem nota fiscal e segunda via
no retorno. Quem não cumpre a determinação é autuado pelo CRBM. Serviços
essenciais, tais como coleta de lixo, iluminação pública, saneamento básico,
abastecimento de combustíveis são liberados de licença do Daer.
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Fonte.: Diário de Canoas
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Em SP, obra do Rodoanel Norte vai atrasar pelo menos 2 anos
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Após resolver uma série de falhas que atrasaram a licitação para o
Trecho Norte do Rodoanel, a estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) promete
anunciar hoje (15) o resultado do processo e assinar, ainda neste
mês, os contratos para a construção dos 47 km de rodovias. Mesmo assim, a
promessa agora é que a obra só fique pronta em janeiro de 2016.
Esse processo deveria ter sido concluído em dezembro, mas o Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID) identificou falhas na forma como a
Dersa classificou os 18 consórcios de empresas que estão participando da
disputa.
A promessa inicial de entregar as pistas era novembro de 2014. No ano
passado, a licitação enfrentou 11 processos na Justiça e nos Tribunais de
Contas do Estado e da União, o que já havia parado o processo por seis meses.
Agora, com os problemas com o banco, a pista não será mais entregue até o fim
do atual mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
O BID vai emprestar cerca de R$ 2 bilhões para o projeto - um terço do
valor total estimado para a obra, que é de R$ 6 bilhões
O teor das falhas encontradas pelo BID não pode ser divulgado por
questões contratuais, segundo o presidente da Dersa, Laurence Lourenço.
"São divergências na forma como a Dersa faz a análise das propostas
comerciais apresentadas pelos consórcios e a maneira como o BID faz",
afirma. Ele promete divulgar todo o processo, com os relatórios das falhas encontradas,
assim que o processo da licitação estiver concluído e os contratos para a
obra, assinados.
A divergência, ainda segundo Lourenço, ocorreu porque a Dersa fez a
desclassificação dos grupos - e a qualificação das empresas vencedoras do
certame - segundo critérios que seguem a Lei de Licitações (lei federal
8.666): quando há alguma falha nas planilhas de custos apresentadas por um
grupo, ele é desclassificado.
Critérios
Ocorre que essa licitação não segue a íntegra da lei. "Como o
financiamento é internacional, a legislação permite que nós usemos os
critérios definidos pelo BID", diz Lourenço.
Pelos parâmetros do banco, eventuais falhas encontradas nas planilhas
de custos devem ser comunicadas ao grupo autor da proposta e o erro pode ser
corrigido - isso desde que o consórcio concorde com as mudanças e isso não
altere o preço final da proposta. Foram essas idas e vindas de dados que
acabaram atrasando a liberação da licitação, ainda segundo o presidente.
Os 18 consórcios apresentaram 60 propostas (a regra permite propostas
para mais de um lote). E cada uma tem uma planilha para composição de preços
com 700 itens - o que dá 42 mil contas a serem checadas.
Segundo Lourenço, o último contato formal do banco com a Dersa havia
ocorrido no fim do ano, quando os últimos esclarecimentos foram prestados.
Desde então, o governo estava esperando a liberação do banco para que a
licitação seguisse (o documento se chama Não Objeção) ou por novos pedidos de
esclarecimentos decorrentes de mais falhas encontradas. A liberação formal
veio no fim da tarde da última sexta-feira, fora do prazo hábil para incluir
o resultado na edição de segunda-feira do Diário Oficial do Estado.
Carnaval
Depois de publicar o resultado, a Dersa terá de dar cinco dias de
prazo para recurso por parte dos consórcios derrotados. Após o período, os
contratos poderão ser assinados e as ordens de serviço para início das obras,
emitidas. "Nossa expectativa é de que as obras tenham início logo após o
carnaval", diz Lourenço. As empresas terão prazo contratual de 36 meses
para concluir a obra, de modo que, no cenário mais otimista, o Rodoanel Norte
só será entregue no fim de janeiro de 2016 - isso se nenhum dos derrotados
questionar o processo na Justiça, como ocorreu no ano passado.
Promessa de campanha do governador, a obra é tida como a principal
estrutura que falta para a retirada do tráfego de caminhões da capital. Será
ligada ao Aeroporto de Cumbica.
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