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A presidente Dilma Rousseff sancionou com vários vetos o mecanismo de
depreciação acelerada de caminhões e de vagões e locomotivas, criado no ano passado
para estimular a indústria em um momento de tombo nas vendas e produção de
veículos comerciais.
O mecanismo, anunciado no final de agosto, permite a redução da base
de cálculo do Imposto de Renda de veículos comprados ou encomendados entre
setembro e o final de 2012. O incentivo foi decidido junto com um amplo
pacote que também reduziu juros de financiamentos para aquisição de bens de
capital.
Segundo o texto da lei 12.788, de 14 de janeiro, "para efeito de
apuração do imposto sobre a renda, as pessoas jurídicas tributadas com base
no lucro real terão direito à depreciação acelerada, calculada pela aplicação
da taxa de depreciação usualmente admitida multiplicada por três, sem
prejuízo da depreciação contábil".
A lei foi sancionada pela presidente com 12 vetos. Um deles barrou que
o benefício se aplicasse também a carros de passageiros de metroferroviários,
equipamentos portuários e embarcações mercantes.
A presidente justificou o veto afirmando que os dispositivos
"ampliam o escopo da medida original, sem, no entanto, apontarem os
devidos estudos de impacto de caráter orçamentário-financeiro necessários à
renúncia de receita".
Houve veto também à inclusão de produtor rural pessoa física como
pessoa jurídica capaz de receber o benefício.
A lei foi sancionada com inclusão de autorização à União para
concessão de crédito no valor de 15 bilhões de reais aos agentes financeiros
do Fundo da Marinha Mercante.
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Fonte.: Reuters
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Governo sanciona lei de depreciação acelerada para caminhões
Multa por dirigir falando ao celular será considerada infração grave
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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos deputados aprovou a
reclassificação, de média para grave, da multa aplicada ao motorista que
dirige utilizando aparelho celular.
“Conforme a proporcionalidade de penas previstas no Código Brasileiro
de Trânsito, julgamos mais apropriado que se considere esses comportamentos
como infração grave”, argumentou o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), autor da
proposta.
A medida também altera a redação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB
– Lei 9.503/97) para estabelecer que dirigir com um único fone de ouvido, sem
referir a fonte de emissão sonora, é infração média de trânsito. Atualmente,
a lei diz que é média a infração de dirigir veículo “utilizando-se de fones
nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone”.
“Concordamos, no entanto, com a ideia de se permitir o uso de telefone
celular durante a condução de veículos desde que com o auxílio de tecnologia
hands-free (mãos livres) que possibilitam atender o aparelho ou discar sem
usar o teclado, pois o condutor teria assim suas mãos livres, mantendo a
conversação como se estivesse a falar com alguém sentado a seu lado”, disse
Bez.
Legislação
O CTB estabelece quatro níveis de multas:
gravíssima: R$ 191,54 e ainda sete pontos na carteira (o valor pode
ser multiplicado em até cinco vezes em certas circunstâncias);
grave: R$ 127,69 e 5 pontos na carteira;
média: R$ 85,13 e 4 pontos na carteira; e leve: R$ 53,20 e 3 pontos na carteira. |
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Fonte.: Portal Transporta Brasil
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Ninguém aguenta mais tanta multa, afirma empresário
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"Ninguém aguenta mais tanta multa", desabafa o empresário
Manoel Sousa Lima Jr., presidente do Setcesp (sindicato das transportadoras
de carga).
Ele afirma que os caminhões têm recebido tantas autuações que foi
criado um setor específico na entidade para os recursos.
Os advogados fazem uma triagem e descartam as multas com menos chances
de vitória, mas mesmo assim o volume sobrecarrega os funcionários. "É
coisa de 50, cem por dia", afirma.
Para o presidente, além do aperto na fiscalização, dois motivos
explicam o alto número de multas.
Primeiro, há motoristas de fora que ainda não conhecem todas as
restrições em vigor na cidade. Em segundo lugar, veículos incluídos nas
exceções às regras que, mesmo liberados pela CET, são multados.
"Eles multam e depois pedem para recorrer. Acho que falta um
sistema adequado para checar se o veículo está liberado."
VALORES
A arrecadação com multas de trânsito, de acordo com o que prevê o
Orçamento aprovado para 2013, será de R$ 925 milhões.
"O dinheiro deveria ser investido na redução de acidentes de
trânsito e no aumento da fiscalização, o que não acontece hoje", diz o
consultor Horário Figueira. Para ele, multas privilegiam a fluidez.
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Fonte.: Folha de S. Paulo
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Montadoras vão informar se cumpriram as novas regras
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As montadoras não terão dificuldades para calcular o conteúdo local
dos automóveis que fabricam sob o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que
entrou em vigor no início do ano. Sem um sistema de rastreamento e certificação,
que ainda está sob estudos técnicos, o governo vai aceitar a mera declaração
das fabricantes. Cada empresa dirá se cumpriu ou não o requisito.
Um sistema de certificação de origem para máquinas, motores e
componentes - como a injeção eletrônica - só deve ficar pronto no fim de
2013, segundo técnicos ouvidos pela reportagem. O governo não vê risco,
porque pode a qualquer momento auditar notas fiscais das montadoras para
comprovar, ainda que no futuro, se a regra foi cumprida.
A elaboração do sistema tampouco é simples. O governo enviou técnicos
para visitar países europeus e o coração da indústria automotiva
norte-americana, em Detroit, para conhecer como é feito o controle nesses
países. Um componente de injeção eletrônica, por exemplo, possui peças
internas cuja origem é de difícil comprovação.
Uma das razões do governo para optar pela declaração das montadoras é
o fato de que essas empresas, na maioria das vezes, possuem participação
acionária nos grandes fornecedores de motores e outros "sistemas"
do veículo. Assim, a montadora atrai essa empresa para o Brasil, como forma
de cumprir o conteúdo local, facilitando a vida dos técnicos.
Preço. Acostumado a desembolsar um dos maiores preços do mundo na hora
de comprar um carro, o consumidor brasileiro vai continuar pagando o mesmo
pelos veículos produzidos sob o novo regime automotivo. Mas isso vai
significar economia, segundo a secretária de Desenvolvimento da Produção do
Ministério do Desenvolvimento, Heloísa Menezes, porque os itens que antes eram
opcionais vão se tornar, aos poucos, componentes de série, sem custo
adicional.
O governo aposta em dois outros pontos que terão impacto sobre o
preços dos veículos: o ganho de escala das montadoras e dos fabricantes de
autopeças, com o aumento de quase meio milhão na produção anual de carros; e
a concorrência. Pressionado pelo Itamaraty e pelo Ministério do
Desenvolvimento, o governo aceitou habilitar montadoras que não fabricam seus
carros em território brasileiro. "Com os carros com maior conteúdo tecnológico,
o que era opcional vai deixar de ser e entra como item de série", diz
Margarete Gandini, coordenadora-geral de Arranjos Produtivos Locais do
Ministério do Desenvolvimento.
A transformação de opção em regra deve abranger, de início, itens
conhecidos pelo consumidor, como motores elétricos para os vidros, travas e
retrovisores, até chegar a componentes considerados hoje como "de
luxo", como câmeras e sensores de estacionamento.
Um grupo de 45 montadoras que já pediram habilitação no Inovar-Auto
prometeu investir R$ 5,5 bilhões até o fim do regime, em 2017. Até lá, o
governo abrirá mão de R$ 12,2 bilhões em impostos do setor, para estimular
essa indústria.
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Fonte.: O Estado de S. Paulo
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Daer faz monitoramento do tráfego de caminhões na Estrada do Mar
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O monitoramento do tráfego de caminhões na Estrada do Mar tem ocorrido
com regularidade desde dezembro de 2012 e vem sendo intensificado para
garantir a segurança e o conforto dos motoristas que utilizam a RS-389
durante o veraneio. Nas últimas semanas, equipes da Diretoria de Transportes
Rodoviários (DTR) do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), com
apoio de servidores do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), realizaram
fiscalizações de rotina do tráfego de caminhões na Estrada do Mar.
O objetivo é garantir o cumprimento da Resolução Normativa que
flexibiliza o tráfego para veículos de carga de pequeno porte e restringe a
circulação de caminhões com mais de 12 toneladas na rodovia. "Já
constatamos que o fluxo de caminhões tem ocorrido de maneira normal. A
principal diferença é a diminuição do número de veículos pesados (acima de 12
toneladas), desde a liberação do tráfego para os veículos mais leves",
afirma o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, Saul Sastre.
"Toda a atividade que está sendo desenvolvida na Estrada do Mar
terá como resultado um relatório completo sobre o fluxo do transporte de cargas
pela rodovia. A intenção é solicitar aos órgãos de controle cópia das multas
aplicadas para que nossos registros permaneçam o mais completo
possível", salienta Sastre. O monitoramento também servirá de base para
possíveis ajustes na decisão normativa, caso seja necessário.
Além da diminuição do tráfego de caminhões de maior porte na Estrada
do Mar, a Resolução Normativa 8.265/2012 tem auxiliado no desenvolvimento
econômico dos municípios da região, já que facilita o transporte de pessoas e
a distribuição de mercadorias e riquezas no local. "O Estado deve ser um
facilitador, diminuindo a burocracia, sem comprometer o controle necessário
para garantir o bom funcionamento dos serviços prestados", analisa o
diretor.
Regras para circulação de caminhões sem carga
Caminhões com carga de 12 a 23 toneladas (médio porte), podem circular
na RS-389, mediante autorização do Daer, exclusivamente para entregas de
mercadorias ao longo da rodovia, desde que portem nota fiscal e segunda via
no retorno. Quem não cumpre a determinação é autuado pelo CRBM. Serviços
essenciais, tais como coleta de lixo, iluminação pública, saneamento básico,
abastecimento de combustíveis são liberados de licença do Daer.
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Fonte.: Diário de Canoas
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