sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mais radares, policiais e bafômetros nas rodovias federais no verão


A fiscalização nas rodovias federais que cortam o Estado será reforçada até o final do ano. Novos radares, fixos e móveis, vão monitorar o excesso de velocidade, e mais bafômetros vão flagrar motoristas embriagados. Também haverá reforço no efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e as blitze serão realizadas a qualquer hora, em vários dias da semana, na Grande Vitória e no interior.

Serão 17 novos redutores de velocidade, instalados em pontos das BRs 101, 262 e 259. Os equipamentos começam a multar até dezembro. Um deles, instalado na Reta do Aeroporto, em Vitória, onde o limite de velocidade é de 80km/h, começa a flagrar abusos a partir de hoje.

Outros quatro radares móveis, que a PRF deve receber em até dois meses, serão utilizados em blitze, que poderão ocorrer também de forma simultânea. Com esses novos equipamentos, a PRF passará a contar, ao todo, com seis radares desse tipo.

A Polícia Rodoviária Federal no Estado também aguarda a chegada de pelo menos 20 bafômetros. 

"Hoje, temos 14, mas esse número não é suficiente. Além disso, vamos receber 51 novos policiais até novembro. É preciso ter mais bafômetros para que as operações sejam mais constantes", afirma o inspetor Wyllis Lyra.

A intenção da polícia é apertar o cerco aos motoristas infratores já no início do verão, principalmente nos municípios da Grande Vitória. "Nossa programação está sendo feita considerando a chegada desses equipamentos e policiais, aprovados em concurso público", acrescenta Lyra.

Segundo o inspetor, os novos policiais receberam treinamento especial para atuar em diversos tipos de ações, principalmente de enfrentamento ao crime. "A maioria vai integrar Grupos Táticos, fiscalizando embriaguez ao volante, transporte de cargas, tráfico de drogas e infrações de trânsito", destaca.
Equipamentos não multaram por 8 meses - Vários radares instalados nas rodovias federais do Estado deixaram de multar milhares de motoristas nos últimos meses. Os 28 equipamentos, alugados pelo governo federal e instalados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), começaram a funcionar no final de 2011, mas só passaram a multar a partir de agosto deste ano.

Nesses oito meses, os radares registravam a velocidade dos veículos e, em caso de excesso, enviavam ao motorista infrator uma notificação, que não gerava multa nem registro de pontos na habilitação.

Isso aconteceu porque o Dnit instalou equipamentos em todo o país, inclusive no Espírito Santo, antes de ter um sistema capaz de receber, processar e enviar as multas.

O Dnit não disse quantos motoristas deixaram de ser punidos no Estado, mas garantiu que, mesmo sem a emissão de multas, os radares reduziram a quantidade de acidentes. Segundo o departamento, a queda no número de mortes em alguns trechos chegou a 30%.

O superintendente regional do Dnit no Estado, Halpher Luiggi Rosa, reconhece o problema, mas garante que nem todos os 28 radares ficaram todo o tempo sem multar. "Inicialmente, esses equipamentos começaram a funcionar de forma educativa. Com o tempo, passaram a multar de forma gradativa, à medida que o sistema de gerenciamento de multas era desenvolvido", explicou Luiggi.
Fonte.: A Gazeta - ES

Rodovias do País pioram


Apesar dos constantes anúncios de investimentos do governo federal em estradas, a situação geral nas rodovias brasileiras piorou em 2012, segundo pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento avaliou 100% das rodovias federais, mais as principais rodovias estaduais e concessionadas. Em comparação com 2011, o resultado ocorreu por causa da piora em critérios como sinalização, já que, no caso da pavimentação, a avaliação positiva foi superior à negativa. 

Outra conclusão do estudo é que as rodovias que foram privatizadas tiveram melhor desempenho do que as estradas que continuam sob gestão pública.

No estado geral, dos 95.707 km de estradas analisadas, 60.053 km, ou 62,7%, tiveram algum tipo de problema, contra 57,4% na pesquisa de 2011. Esse percentual de 62,7% inclui os índices de regular (33,4%), ruim (20,3%), e péssimo (9%). O resultado de ótimo (9,9%) e bom (27,4%) somam 37,3% na pesquisa de 2012, contra 42,6% em 2011. Segundo dados da CNT, a piora no resultado se deve, principalmente, a problemas de sinalização nas estradas, em questões como faixas e placas. No caso da sinalização, 63.410 km (66,2%) apresentaram problemas.

Curiosamente, a avaliação sobre pavimentação teve um resultado inverso: 54,1% de aprovação em ótimo (49%) ou bom (5,1%), enquanto 45,9% (ou 43.981 km) apresentaram má conservação, incluindo os resultados de regular (33,4%), ruim (8,6%), e péssimo (3,9%).

Segundo a pesquisa, também aumentaram os pontos críticos, locais que sofrem com problemas como erosão, por exemplo: 221 agora, contra 219 em 2011. De acordo com outro dado da pesquisa, simplesmente não há placas de sinalização em 4.231 km, ou 4,4% dos trechos avaliados.

No caso das rodovias “privatizadas” – aquelas repassadas ao setor privado por meio de concessão –, 86,7% (ou 13.347 km) são classificadas como ótimas ou boas, contra apenas 13,2% de resultado regular, ruim ou péssimo. Aliás, apenas 10 km (0,1%) das privatizadas são apontados como estando em péssimo estado.

Já as estradas sob gestão pública são reprovadas pela maioria: apenas 27,8% (ou 22.307 km) delas são classificadas como ótimo ou bom, enquanto 72,2% (ou 58.008 km) são apontadas como regular (37,6%), ruim (23,8%) ou péssimo (10,8%). Essa avaliação permanece quando o critério avaliado é apenas a pavimentação. No caso das rodovias públicas, apenas 48,1% são consideradas ótimas ou boas, enquanto 37,2% são apontadas como regular e outros 14,7% como ruim ou péssimo. No caso das estradas “privatizadas”, a pavimentação de 84,8% dos quilômetros avaliados é elogiada. Os outros 15,2% são considerados regular, ruim ou péssimo.

A CNT acredita que são necessários investimentos totais de R$ 170 bilhões no setor para resolver os problemas. No Orçamento de 2012, o programa chamado Transporte Rodoviário totalizou na lei R$ 13,9 bilhões. Já para 2013, o mesmo programa tem uma verba um pouco menor, de R$ 13,3 bilhões. Os programas são consolidados no Orçamento como forma de dimensionar todas as ações, de todos os ministérios, para aquela determinada área.

Só 29% das estradas em PE são boas - A situação das estradas em Pernambuco não foge à média nacional. No Estado, dos 3.107 km de rodovias analisadas, 910 km, ou 29,3%, foram consideradas boas ou ótimas. Por outro lado, 1.054 km (33,9%) foram avaliados como ruins ou péssimos.

Assim como aconteceu no relatório da CNT a respeito das estradas nacionais, o calo no Estado foi mesmo a sinalização, já que 59% das rodovias do Estado têm um pavimento considerado bom ou ótimo. 

O único ponto crítico apontado pelo documento é um buraco grande na PE-360, que liga Floresta a Ibimirim, no Sertão.

A sinalização foi avaliada como regular ou péssima em nada menos do que 2.466 km de estradas de Pernambuco, o que corresponde a quase 80% do total pesquisado. Os principais problemas são a inexistência de placas (9,5%) e pintura das faixas desgastada (80%) ou inexistente (11,9%).

Em relação às condições da superfície do pavimento, elas foram consideradas perfeitas em 10% dos trechos das rodovias, enquanto 70% apresentaram desgaste e 17%, trincas na malha ou remendos. Os buracos, afundamentos ou ondulações foram observados em 2% dos trechos analisados.

A CNT acredita que são necessários investimentos de R$ 1,5 bilhão para que as estradas pernambucanas sejam recuperadas, a maior parte com manutenção. A conservação das rodovias custaria para os cofres do Estado, de acordo com o relatório, R$ 140 milhões.

Fonte.: Jornal do Commercio - PE

Quadrilhas aproveitam trânsito para saquear caminhões em rodovia de SP


Caminhoneiros que viajam entre São Paulo e Curitiba têm sofrido ataques de criminosos nos congestionamentos. A reportagem é de Robinson Cerântula, Fernando Ferro e César Galvão.

É um dia chuvoso em Juquitiba, última cidade da Grande São Paulo. Há uma longa fila de caminhões na Régis Bittencourt. Um rapaz de agasalho escuro caminha no asfalto e some no congestionamento.

A porta do baú de um caminhão já foi arrombada e ele reaparece com uma caixa que acabou de roubar, junto com um amigo. Eles vão para o acostamento, pulam uma mureta e entram no meio do mato com a caixa.

De repente, o terceiro ladrão sai de trás do caminhão e por pouco não é atropelado. Um quarto ladrão foge por um morro, do outro lado da rodovia. O caminhoneiro atacado, Marco Antônio Ferraz, ficou no local, sem saber o que fazer.

“Escutei balançar o caminhão e o menino já falou : aqui, ó, tão arrombando o seu baú. Parado na fila, você vai para onde?”, diz ele.

O caminhão nem tinha saído do lugar e um dos rapazes que participaram do ataque volta para o acostamento. Dessa vez, comemorando.

O Engano é um vilarejo, em Miracatu, já no interior de São Paulo, que cresceu à beira da rodovia. Na área, o trânsito pode parar por vários motivos, um carro quebrado, acidentes ou excesso de caminhões. 

Por isso, segundo os motoristas, é um trecho da Régis Bittencourt considerado de alto risco. Desde agosto aconteceram, neste lugar, pelo menos dez arrastões.

Três rapazes sobem o morro com uma ferramenta na mão. Do alto, observam o movimento da rodovia. 

Quando o trânsito para, eles descem. Dois vão para a pista, mas o plano dá errado porque três carros da Policia Rodoviária Federal passam bem na hora. Avisados, os policiais voltam e sobem o morro atrás dos suspeitos, mas só encontraram uma ferramenta.

“A maior dificuldade é pegar o flagrante. Os garotos vivem aqui à margem da rodovia, eles veem a gente de longe, quando estamos chegando”, aponta um policial.

Fonte.: Jornal Nacional

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo do Estado quer cancelar privatização da BR-101


Em encontro com empresários paulistas realizado nesta quarta-feira (23) em São Paulo, o governador Renato Casagrande demonstrou irritação com o andamento da concessão do trecho da BR 101 no Espírito Santo. O processo se arrasta desde janeiro, quando saiu o resultado do leilão. Ele falou pela primeira vez em cancelamento do edital. Na semana passada, Casagrande fez uma sondagem junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo certame, sobre essa possibilidade.
"Eu quero é resolver o problema. O que temos hoje é um imbróglio judicial que só prejudica o andamento do processo e os interesses do Espírito Santo. Se isso não se resolver até o mês que vem, vamos começar a trabalhar com a possibilidade de cancelamento do edital. Não podemos esperar mais, novembro é o limite para essa situação atual", assinalou o mandatário, que promete ligar novamente para a ANTT na semana que vem.

O vencedor do leilão foi o consórcio Rodovia da Vitória. O Consórcio Capixaba, segundo colocado na disputa, questionou na Justiça as falhas existentes no plano de negócio apresentado pelo vencedor do certame.

As várias ações protocoladas na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) resultaram na suspensão da homologação do resultado do leilão e no adiamento da assinatura do contrato, inicialmente previsto para o dia 12 de julho. O primeiro colocado apresentou recurso contra as decisões judiciais e a ANTT foi liberada para homologar o resultado da disputa. Mas ainda estão em vigor medidas liminares que impedem a assinatura do contrato.

Além da demora, a nova modelagem proposta pela ANTT e já utilizada nas concessões das BRs 040 e 116, pôs combustível na vontade de Casagrande de anular o leilão. São duas as alterações que mais atraíram a atenção do governador: o prazo para o início da cobrança do pedágio passaria de 12 para 18 meses após a assinatura do contrato e a rodovia teria de estar 100% duplicada em cinco anos, bem abaixo dos 24 do contrato firmado na concessão da BR 101 no Espírito Santo.

"As condições de fato são melhores para o usuário. Duplicação em cinco anos, pedágio só em 18 meses, isso também conta, mas o foco principal é dar celeridade ao processo, seja qual for o ganhador da concessão".

Além de lamentar a situação da BR 101, o governador, muito questionado pelos empresários paulistas sobre a logística do Estado, aproveitou a ocasião para alfinetar a Infraero. "Continuamos sem novidades sobre o aeroporto. Aproveitei para fazer uma reclamação pública sobre a dificuldade da Infraero em resolver minimamente o problema". Casagrande também criticou o Exército por não conseguir executar o projeto da pista.

Estado ainda sem novidades sobre montadoras - A chegada de montadoras de automóveis no Espírito Santo segue em banho-maria. Vinte dias depois do anúncio do novo regime automotivo brasileiro, não há novidades, pelo menos para o Estado. Já Santa Catarina vai receber a BMW e a Bahia, a JAC Motors.
"Continua tudo na mesma. Por enquanto vêm Marcopolo (a fabricante de ônibus anunciou uma planta para São Mateus) e CN Auto (em julho, anunciou fábrica para Linhares)", disse o governador Renato Casagrande.

A expectativa do governo era de que, com o anúncio do novo regime automotivo, uma série de montadoras que já negociam com o Estado há algum tempo anunciassem suas vindas. Por enquanto, nada andou.

Uma delas seria a Land Rover, que promete anunciar sua decisão até o final do ano. A informação é do diretor-presidente da Jaguar Land Rover na América Latina, Flávio Padovan, acrescentando que a montadora analisa o projeto frente ao novo regime automotivo (Inovar Auto), que valerá de 2013 a 2017.
"Temos o desejo de produzir no Brasil, mas somente anunciaremos uma decisão após a conclusão dos estudos", disse Padovan, em entrevista no 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. O executivo não falou sobre investimento, capacidade de produção ou local de instalação da possível fábrica. Padovan afirmou apenas que a empresa vai adotar uma estratégia agressiva para suportar a chegada de novos produtos, com o aumento da rede de concessionárias.

Em março, a Brasil Montadora de Veículos (Bramo) assinou um protocolo de intenções para a instalar uma fábrica em Linhares. Um investimento de US$ 300 milhões que ainda não foi confirmado pela empresa.

Fonte.: A Gazeta – ES