quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Desrespeito ao pedestre: 16 multas por hora

Desde que a fiscalização do desrespeito ao pedestre foi intensificada, em 8 de agosto, em média 16 multas foram aplicadas por hora. Se considerado o período de maior atuação dos agentes da CET, das 6h às 22h, são 24 multas por hora. No total, 5.538 pessoas foram multadas por infrações como não dar preferência na hora da travessia ou não dar seta antes de conversão.
Zona de Proteção

O balanço se refere às multas aplicadas entre 8 e 21 deste mês, nos 91 pontos da região do centro e da av. Paulista chamada pela CET de 1ª Zona de Máxima Proteção ao Pedestre. O número poderia ser ainda maior, já que, desde o dia 11, agentes da CET têm trabalhado em operação-padrão, em protesto por um reajuste salarial. Quando a infração não envolve risco grave, os "marronzinhos" estão somente orientando - por exemplo, quem para sobre a faixa.

Esse foi justamente o caso que rendeu menos multas: 170, ou apenas 3%. Em seguida, vêm 695 (12%) multas para quem avançou o sinal e 1,3 mil (23%) para quem não indicou com seta que faria uma conversão.

A maioria delas, 2.409 (43%), foram casos de desrespeito ao pedestre. As 964 restantes não foram detalhadas porque foram aplicadas pela Polícia Militar.

Fonte: Destak

O lixo dos portos na mira do Governo

Em qualquer parte do mundo, como em toda atividade comercial, portos e navios são geradores de lixo e esgoto, que devem ter a destinação correta para que poluam menos.

É assim que funciona nos principais complexos marítimos da Europa e da América do Norte, onde a preocupação com uma possível agressão ao Meio Ambiente força medidas restritivas para evitar - ou ao menos minimizar - a contaminação do solo, da água e do ar.

No Brasil, não há muito controle sobre os chamados resíduos sólidos e efluentes, o que é um fator preocupante, considerando que boa parte dos portos está colada em grandes cidades, com influência direta nas vidas de milhões de pessoas.

Ao menos uma solução parece surgir no horizonte: o Governo Federal, pela Secretaria de Portos, mostra-se disposto a corrigir esta falha centenária e destinou verba de R$ 16 milhões para um programa que, ao menos em sua abrangência, é pioneiro.

Vinte e dois portos, entre eles Santos e São Sebastião (no Litoral Norte do Estado), participarão do projeto Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos. O nome é complicado, mas o objetivo é simples: estudar que tipo de poluição cada um deles gera em sua região. Em seguida, pretende-se neutralizar as fontes poluidoras com ações pontuais. Pensa-se até em produzir energia a partir do lixo coletado nos complexos portuários - uma ideia que parte do coordenador do programa, o pesquisador Marcos Freitas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Os portos estão passando por uma fase de revitalização, pois têm que atender o crescimento do País", disse. E essa ideia de gerar energia? Ele explica: "Meio por cento de toda soja que o Brasil exporta se perde pelo caminho. Fica pelas ruas, pelos trilhos do trem. Calcula-se que o gasto para limpar cada tonelada é de R$ 200 a R$ 250, porque (o grão) é considerado um resíduo perigoso. Isso tudo poderia ser espremido e transformado em biodiesel".

Segundo o representante da UFRJ, o mesmo processo poderia ser feito com o esgoto, por meio do qual se obtém o biogás, uma opção de combustível para gruas, guindastes e outros equipamentos. Tudo isto daria aos portos o status de autossustentáveis. O meio ambiente agradece.

Fonte: Tribuna

Projeto proíbe bebida na cabine do carro

Projeto aprovado na Câmara dos Deputados determina que bebidas alcoólicas só podem ser transportadas no porta-malas de veículos. E define como infração gravíssima, passível de punição com sete pontos na carteira de motorista e multa de R$ 191, o transporte de qualquer tipo de bebida alcoólica, mesmo em embalagem fechada, na cabine de passageiros.

O texto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas, como não precisa passar pelo plenário, voltará para o Senado por ter sido alterado na Câmara. O transporte de bebidas em ônibus ou qualquer veículo coletivo também fica proibido, disse o relator do projeto, deputado Hugo Leal (PSC-RJ).

Segundo ele, até o transporte por pessoas no banco do passageiro torna-se irregular.

Victor Pavarino, sociólogo e mestre em transportes pela UnB, concorda com a ideia.

"Não tenho elementos para poder afirmar que essa medida pode de fato reduzir a acidentalidade envolvendo bebida e álcool, mas toda e qualquer medida para constranger o consumo enquanto se dirige é bem-vinda. Pois não há fatores de risco mais gritantes do que a junção da bebida e da velocidade."

Leal também diz acreditar que o transporte de bebidas só no porta-malas pode inibir o consumo por motoristas.
LEI SECA

Leal foi autor da emenda que instituiu a chamada Lei Seca no país, tornando mais rigorosa a punição do consumo de álcool por quem dirige.

Na época, ele já havia tentado incluir na emenda a proibição do transporte na cabine, mas, por sofrer resistências, recuou.

O projeto aprovado na Câmara é original do Senado e altera o Código de Trânsito Brasileiro. Ele propunha também a retenção do veículo que estivesse transportando a bebida na cabine até "o saneamento da irregularidade".

Leal, porém, retirou essa possibilidade alegando que é "injurídica e até ilógica".

"Se a infração constitui-se tão somente no transporte de bebidas alcoólicas na cabina de passageiros, basta tirá-las dali e não restará mais nada de errado com o veículo que justifique a retenção."

O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) não respondeu à Folha sobre o que acha da eficácia da proposta.

Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mobilidade urbana e meio ambiente foram temas do 24º Fórum Paulista do Transporte

O Setecesp realizou em sua sede a 24ª sessão do Fórum Paulista do Transporte. A mobilidade urbana foi o tema central discutido no encontro, que reuniu Francisco Pelucio, presidente da entidade, Celso Rodrigues Salgueiro Filho, diretor do Setecesp e do Expresso Mirassol, Frederico Bussinger, ex-secretário municipal de transportes da cidade de São Paulo e ex-presidente da companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Atílio André Pereira, secretário de transportes e trânsito de Guarulhos, Waldyr Ribeiro Filho, secretário de transportes e mobilidade Urbana de Osasco e Milton Xavier, assessor de planejamento da Secretaria Estadual de Transportes e Logística.

A restrição de circulação do veículos urbano de carga (VUC) foi o primeiro assunto a ser lembrado. “Quando se restringe o VUC, que faz o serviço de três e meio a quatro veículos utilitários, o congestionamento aumenta. São mais veículos nas ruas. Consequentemente, aumenta também a poluição”, falou o diretor Celso Filho.

Quanto o que se pode fazer para solucionar (ou pelo menos amenizar) o problema, os palestrantes mencionaram diversas formas. Uma delas é criação de plataformas logísticas, que facilitarão a integração entre os modais. São áreas que serão construídas próximas ao rodoanel ou principais eixos rodoviários que receberão instalações de operadores logísticos e transportadores. A construção de um ferroanel também foi citada, e o estudo para a concepção do mesmo já está em andamento. O levantamento tem apoio do Banco Mundial.

Bem lembrado por Celso Filho, o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição. E a preocupação com o meio ambiente não ficou de fora do Fórum. Segundo dados apresentados por Bussinger, o transporte representa, no mundo, 23% das emissões de gases poluentes. No Brasil, esse número chega a 42%.

Há seis anos, a cidade emitiu quase 40 milhões de toneladas de gases na atmosfera. Para 2020, o objetivo é reduzir esse valor em 20%, mas “se nada for feito, a cidade emitirá 76 milhões de toneladas de CO2” anualmente no fim dessa década.

“Os assuntos da mobilidade urbana e da preservação do meio ambiente estão entre as bandeiras do Setecesp, que sempre debateu soluções para melhorar a fluidez do trânsito da Região Metropolitana de São Paulo e, por consequência, a qualidade de vida das pessoas que habitam uma das maiores manchas urbanas do mundo, com mais de 10 milhões de pessoas que precisam se deslocar todos os dias ser abastecidas com todo tipo de produtos”, diz o presidente Francisco Pelucio.

Fonte: SETCESP

SP inaugura viaduto na zona leste

A cidade de São Paulo inaugurou o viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida, na zona leste da capital. A estrutura liga a avenida Salim Farah Maluf à radial leste. As obras começaram em 2007 e vão melhorar o deslocamento de carros entre os bairros do Belém, Mooca e Tatuapé.

O viaduto faz parte do complexo viário Padre Adelino, que também engloba o Catinguá-Belém e o Pires do Rio. Segundo a prefeitura, o complexo deve aumentar a fluidez na radial e facilitar o acesso às rodovias Fernão Dias e Dutra, à marginal Tietê, ao sistema Anchieta-Imigrantes e ao porto de Santos.

O viaduto Catiguá-Balem, que liga as ruas Catiguá e Engenheiro Balem, foi construído com vigas pré-moldadas e deverá ser usado, diariamente, por cerca de 2.500 veículos no horário de pico da manhã.

Segundo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido), a inauguração do complexo trará mais segurança aos motoristas.

- A importância desse viaduto é extraordinária para a região e também para São Paulo, pela melhoria na fluidez de veículos neste ponto que é a porta de entrada e saída da Zona Leste. A partir dele daremos mais segurança e conforto para aqueles que usam seus carros para ir trabalhar, levar seus filhos à escola ou passear. Esta obra beneficia os quase 7 milhões de proprietários de veículos que circulam pela cidade.

O viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida foi construído com estaios, uma tecnologia que permite maior leveza à estrutura com menor interferência no trânsito da região durante a obra.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Obras, o investimento foi de R$ 114 milhões da prefeitura.

- O viaduto tem uma característica técnica arrojada que são os estaios, que podem ser trocados sem ter que interromper o tráfego e que são monitorados eletronicamente. Por meio da informática sabemos, por exemplo, a tensão dos cabos.

A estrutura te, três faixas de rolamento (duas sentido centro e uma no sentido bairro) e cerca de 120 metros de comprimento. Além disso, conta com 60 metros de vão livre e calçadas para permitir o tráfego seguro de pedestres.

Fonte: R7

Governo promete entregar todo Rodoanel em 2014

A Secretaria dos Transportes anunciou para o segundo semestre de 2014 a entrega dos dois trechos que faltam para concluir o Rodoanel Mário Covas: o Norte e o Oeste. Ambos deverão estar prontos em 36 meses, o mesmo tempo gasto para a construção dos trechos Sul e Leste, já em operação. Quando isso acontecer, estará completo todo o conjunto rodoviário que interligará as rodovias estaduais e federais que passam pela Região Metropolitana de São Paulo.

No final das obras, as rodovias Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Castelo Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270), Régis Bittencourt (BR-116), Imigrantes (SP-160), Anchieta (SP-150), Ayrton Senna (SP-170), Dutra (BR-116), Fernão Dias (BR-381) estarão interligadas.

Nas suas pistas não haverá acessos para as cidades que integram a Região Metropolitana, pois o objetivo principal da grande obra é, exatamente, evitar que trafeguem pelas suas ruas veículos que não as têm como destino, caminhões com cargas pesadas, sobretudo.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, diretor-presidente da Dersa, as novas pistas seguem o padrão dos trechos já inaugurados. O Rodoanel tem, em toda a sua extensão, largura mínima da estrada de 130 metros, considerando os dois sentidos da viagem. E também três pistas de rolamento, canteiro central e acostamento (exceto nos túneis).

Todos os cruzamentos com o sistema viário dos municípios atravessados serão exclusivamente em desnível, através de obras de arte especiais (viadutos), garantindo controle total de acessos, que serão bloqueados ao tráfego local.

O complexo viário em construção foi projetado para transportar pessoas e cargas com velocidade máxima de 100 quilômetros por hora. As paradas são apenas nos pedágios. Sua principal proposta é a de organizar a circulação de veículos na Região Metropolitana de São Paulo, em especial no centro expandido da capital e nas Marginais Pinheiros e Tietê. Ele obedece a três diretrizes: a interna (mais próxima das cidades), a intermediária (um pouco mais afastada) e a externa (longe das cidades). Ele tem um plano único como empreendimento, mas sua implantação se dá por etapas e fases.

Fonte: O Taboense

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mudanças no transporte de água e gás

A resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que proíbe o transporte de botijões de gás e galões de água em motocicletas entra em vigor hoje em âmbito nacional. As novas especificações permitem apenas que esses produtos sejam transportados pelas motos se tiverem adaptadas com um sidecar (compartimento apropriado para transporte de cargas, acoplado ao lado das motos), reboque ou mesmo o transporte em outros veículos como caminhonetes. Segundo o órgão responsável pela resolução, as mudanças são para aumentar a segurança nas ruas.

A adaptação das motos ou a aquisição de um novo veículo adaptado pode variar de R$ 2 mil a R$ 17 mil. O comerciante Cledemir Nardeli já está se preparando para as mudanças. “As adaptações só são realizadas em Araraquara, em Catanduva não são feitas”. Em muitas cidades os preços dos serviços de entrega serão aumentados em 10% para compensar os gastos com a regularização, mas em Catanduva até o momento nenhum comércio que realiza o serviço divulgou o aumento e os entrevistados garantiram que o preço na será repassado aos consumidores. Uma outra mudança que pode ocorrer para os consumidores é o tempo de entrega. Como as motocicletas eram mais rápidas e fáceis de carregar os produtos, agora a previsão é que as entregas fiquem mais demoradas.

Porém, em Catanduva os proprietários e funcionários de estabelecimentos de destruição e venda de água e gás se mostraram surpresos com o prazo para regularização das motos. Os entrevistados não receberam nenhuma notificação dos órgãos públicos municipais, ou mesmo estaduais, e nem ao menos de uma associação responsável. As únicas informações que receberam foram através de veículos midiáticos. Segundo Osvaldo Roberto Marques, proprietário de outro estabelecimento, na hora de notificar as mudanças ninguém se pronuncia, mas na hora de multar a prefeitura está atenta.

A resolução 356 do Contran, que especifica a proibição no parágrafo 12, gerou dúvidas entre os comerciantes e causou preocupação no presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg – Br), Alexandre Borjaili, “A consequência é que a população de baixa renda pode ficar desabastecida. Nas áreas centrais, a entrega é feita em veículos maiores”. Essa preocupação está relacionada às áreas de periferia que não têm ruas asfaltadas ou que têm vielas que não comportam o tráfego de uma caminhonete. Nesses casos os motoristas teriam que abandonar o veículo sozinho por um tempo e realizarem a entrega a pé por onde a caminhonete não consegue chegar.

Os empresários de outras localidades que foram notificados de uma fiscalização mais rígida, estão reivindicando a possibilidade de carregarem ao menos um botijão de cada vez nas motocicletas. Mas o Contran até o momento se manteve irredutível quanto às mudanças na resolução.

Fonte: oregional.com.br

Logística complicada pela legislação tributária

É fato notório que a legislação tributária é fator determinante em qualquer projeto nas áreas abrangidas pela logística. Quando os projetos são elaborados é regra desenhar duas redes, sendo uma de custos logísticos e outra de custos tributários e na maior parte das situações, a rede tributária é determinante na tomada de decisão. Nesse contexto desconsiderar o fator tributário é erro grave.

A legislação tributária pode ser utilizada de duas formas. A primeira é o incentivo fiscal, que ocorre quando o poder executivo decide fornecer condições de atração ou retenção de empresas.

A segunda forma é a elisão fiscal, que ocorre quando existem lacunas nas leis tributárias, permitindo que a empresa não pague o imposto. Qualquer empresário de pequeno, médio e grande porte sabe o peso que os impostos têm nos seus negócios e sabe também o que deve ser feito para diminuir este elevado custo.

Conheço muitos empresários, que diante de incentivos significativos, nem solicitam os custos do projeto logístico, pois sabem que estes não interferem frente aos ganhos obtidos com os incentivos ou elisões fiscais.

O problema maior encontra-se nos incentivos fiscais que os governos estaduais oferecem. Por ser algo passível de realização no curto prazo (basta um projeto de lei e uma assinatura do poder executivo), acaba destruindo os planejamentos de infraestrutura logística, que possuem horizonte de longo prazo.

Planejamento de infralogística de um estado ou do país possui elevada complexidade e as alterações na matriz de origem das cargas e seu respectivo destino simplesmente aniquila o planejamento de construção ou ampliação de vias e terminais públicos.

Enquanto persistir a “guerra fiscal” entre os estados, a elaboração e investimento em infralogística não passarão de mero chute e ainda assim muito mal calibrado.

Quando pensamos que o cenário como está é ruim o bastante, a lei de Murphy mostra a sua serventia: o cenário sempre pode piorar. Uma matéria veiculada no Estadão mencionava as formas como muitas empresas, tanto brasileiras quanto estrangeiras, utilizam alguns países do MERCOSUL para exportar para o Brasil os seus produtos utilizando a isenção fiscal do imposto de importação.

As empresas importam matérias primas e até produtos na modalidade de “semi-acabados”, agregam quase nada de valor e exportam ao Brasil. Ainda por cima utilizam os portos com incentivos fiscais do FUNDAP (incentivos fiscais de diferimento dos impostos de nacionalização de produtos de consumo final).

Parece uma piada de mau gosto: Já não basta a nossa legislação tributária como exterminadora de projetos logísticos inteligentes e otimizados, parece que o agravamento da situação é uma necessidade dos governantes e aí surgem os acordos bilaterais de comércio.

Cabe salientar que esses acordos também mudam conforme os interesses do governo vigente, que diga-se só de passagem, são sempre difusos, confusos e mal elaborados sob o ponto de vista da logística.

Sugiro aos nobres colegas e profissionais de logística que ao elaborarem os seus planejamentos logísticos, levem em consideração também a legislação tributária internacional e os acordos que o Brasil possui com alguns países (Uruguai, Chile, México, entre outros).

Como investir em infralogística com tamanha instabilidade na matriz origem x destino? Só com Nostradamus a tiracolo.

Fonte: Ipelog

PAC atrairá R$ 30 bilhões privados para setor portuário

Os investimentos públicos da ordem de R$ 5,5 bilhões no setor portuário nos próximos anos atrairão cerca de  R$ 30 bilhões de aportes privados no segmento. Para o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, esse capital só será aplicado no setor a partir das melhorias nos portos e acessos aos terminais.

"O que move a economia é a iniciativa privada. O governo deve ter o papel de indutor desse processo, dando condições de financiamento, infraestrutura básica e condições de regulação de mercado e segurança jurídica", analisou Fialho, que participou do Encontro Nacional de Comércio Exterior, no Rio de Janeiro. Os mais de R$ 5 bilhões da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) devem ser investidos nos próximos quatro anos.

Fialho citou alguns investimentos como o da Vale, que investe US$ 4,5 bilhão — cerca de R$ 6 bilhões — para ampliar a capacidade de exportação no terminal no Maranhão, saltando de 90 milhões de toneladas para 230 milhões de toneladas. Em São Paulo, ele estima que sejam investidos aproximadamente R$ 7 bilhões, incluindo o porto de Santos e projetos já aprovados de granéis líquidos.

O diretor geral da Antaq defendeu ainda que a melhor gestão da parte operacional contribuirá para redução do tráfego portuário, sem novas construções. "Ainda temos bastante para investir e avançar em produtividade mexendo nos tempos de liberação das cargas, para trazer mais investimentos para que os terminais tenham mais eficiência da movimentação de contêineres por hora", indica.

Fonte: ABTC

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rodoanel tem quatro acidentes por dia



Entre janeiro e junho deste ano, os trechos Oeste e Sul do Rodoanel registraram 790 acidentes. De acordo com as concessionárias que administram os trechos, foram 606 casos no Oeste e outros 184 no Sul. Os dados apontam que os trechos, responsáveis pela ligação das principais rodovias que cortam São Paulo, registram mais de quatro acidentes por dia.

No Oeste, os veículos de passeio foram os que mais se envolveram em colisões: 43% dos casos. Em seguida estão os caminhões, com 31%; e as motos, com 14%. Entre o primeiro semestre de 2010 e o mesmo período deste ano, o número de acidentes cresceu 12%.

A maioria das colisões ocorre durante a manhã, no período que vai das 6h às 10h, horário de maior fluxo de veículos da Grande São Paulo e do interior. Por reflexo dos acidentes, o Rodoanel mantém, durante o pico, média de seis quilômetros de lentidão.

Segundo a ViaOeste, concessionária que administra o Trecho Oeste, a alta no número de acidentes ocorre, entre outros fatores, em decorrência da restrição à circulação de caminhões na marginal Pinheiros e em outras dez vias.

Hoje, os trechos Oeste (32 quilômetros de extensão) e Sul (57 quilômetros de extensão) são os únicos em operação. O Leste (43,5 quilômetros de extensão) teve obras iniciadas dia 17. O Norte (44,4 quilômetros de extensão) deve sair do papel no fim do ano.

Fonte: Metro SP