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A Prefeitura de São Paulo busca propostas de urbanistas interessados
em participar de estudos para criação do projeto Arco Tietê, um pacote de mudanças
para modernização de uma área de 6.044 hectares às margens do Rio Tietê. O
Arco Tietê será o núcleo central do projeto Arco do Futuro, promessa de
campanha do prefeito Fernando Haddad (PT) para reorientar o desenvolvimento
urbano da capital. No dia 7 de março, a Prefeitura deverá divulgar a relação
de empresas e pessoas habilitadas que deverão se reunir com uma comissão da
Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU) para detalhar e aprofundar as
diretrizes do projeto.
O Arco Tietê proposto fica entre as rodovias Dutra e a Anhanguera e
abrange parte dos bairros às margens do Tietê - Vila Maria, Vila Guilherme,
Santana, Tucuruvi, Casa Verde, Cachoeirinha, Freguesia do Ó, Brasilândia,
Pirituba, Lapa, Sé e Mooca.
Segundo a SMDU, o projeto Arco Tietê teve sua origem em uma
manifestação de interesse da iniciativa privada (MIP) recebida pela
administração anterior, de Gilberto Kassab (PSD). A gestão Haddad considerou
importante o desenvolvimento desses estudos e ampliou seu perímetro para
incluí-los no contexto do Arco do Futuro.
A partir de agora, o desenvolvimento dos trabalhos terá duas fases de
estudo. Uma conceitual, chamada de pré-viabilidade, e outra chamada de
estudos detalhados (viabilidade), quando haverá um aprofundamento dos
principais pontos do projeto. Somente após a conclusão de todas as etapas é
que haverá definição das intervenções previstas na área.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, os estudos de
viabilidade do projeto Arco Tietê, como parte do Arco do Futuro, buscam
orientar o desenvolvimento urbano mais equilibrado da cidade de São Paulo do
ponto de vista social, econômico e ambiental.
"Os benefícios serão enormes, já que o Arco do Futuro é pensado
como um sistema integrado. Implantado progressivamente, vai irradiar uma
política articulada entre mobilidade, habitação, emprego, drenagem, áreas
verdes e equipamentos públicos, entre outras. O Arco Tietê é o primeiro passo
nessa direção", informou a SMDU.
Segundo a secretaria, o território que compõe o Arco Tietê é
estratégico, já que ele se apresenta como espaço de intersecção de dois eixos
estruturantes do desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo: as operações
urbanas consorciadas Diagonal Norte e Diagonal Sul, previstas pelo Plano
Diretor Estratégico do Município de São Paulo e o território do Arco do
Futuro.
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Fonte.: G1
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Prefeitura pede estudos urbanísticos para modernizar região do Tietê
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Contratos para inicio das obras do Rodoanel Norte (SP) são assinados
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Os contratos para inicio das obras do Trecho Norte do Rodoanel de São
Paulo foram assinados na quinta-feira (07), no Palácio dos Bandeirantes, pelo
governador Geraldo Alckmin. Os trabalhos devem começar em 30 dias.
O Governo contratou as obras com 23,1% de desconto frente ao valor de
referência da licitação (R$ 5.080.191.168,55). O valor proposto pelas
empresas é de R$ 3.906.504.764,55, que representou economia de cerca de R$
1,2 bilhão. A Construtora OAS Ltda, a Acciona Infraestructuras S/A e os
consórcios formados pelas empresas Mendes Júnior/Isolux Corsán e
Construcap/Copasa foram os vencedores da licitação internacional para a
construção do último trecho do anel viário.
O Rodoanel Norte terá 44 km de extensão e interligará os trechos Oeste
e Leste do empreendimento. Ele inicia na confluência com a Avenida Raimundo
Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), e termina na
intersecção com a rodovia Presidente Dutra (BR-116).
O trecho prevê acesso à rodovia Fernão Dias (BR-381), além de uma
ligação exclusiva de 3,6 km para o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
De acordo com Alckmin, o contrato prevê que a obra seja entregue em
até 36 meses após a sua assinatura. “Pode ser que se consiga antecipar um
pouco, para o final de 2015, mas o prazo estipulado é fevereiro de 2016. Com
relação às desapropriações, todos serão cadastrados nos programas de
habitação popular do Estado e do governo federal”, disse.
Fonte: Portal Transporta Brasil
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Governo eleva pedágio em rodovias que irão a leilão
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Os valores máximos dos pedágios das rodovias federais que serão
concedidas este ano para a iniciativa privada terão um aumento de 15% a 20%
em relação ao inicialmente previsto, após os ajustes anunciados esta semana.
O governo concordou com as críticas do setor privado de que as estimativas de
crescimento da demanda das rodovias estavam excessivamente otimistas, por
isso refez os cálculos. "Se reduzimos a projeção de tráfego, o teto do
pedágio aumenta", disse ao Grupo Estado o presidente da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.
Inicialmente, a projeção do governo era de um crescimento econômico de
4,5% ao longo dos próximos 25 anos. Isso, contou Figueiredo, deixou os
potenciais interessados apreensivos quanto ao retorno que poderiam obter,
caso as projeções não se confirmassem. Por isso, as contas foram feitas novamente,
levando em consideração uma estimativa mais conservadora, de crescimento de
3,5% nos próximos anos.
"Essa é a projeção do Focus para o médio
prazo", informou. Focus é a pesquisa semanal que o Banco Central faz com
mais de uma centena de instituições financeiras, sobre projeções econômicas.
Figueiredo revelou que o governo decidiu mudar as condições do
programa de concessões em rodovias porque constatou que havia poucos
interessados. "Decidimos criar condições mais atrativas porque quanto
mais empresas disputarem, melhor", comentou.
Maior concorrência é a chave para garantir que os pedágios ficarão
abaixo do teto proposto pelo governo. "E é bom que tenhamos empresas
robustas, sólidas, porque as concessões vão envolver um volume grande de
investimentos", disse Figueiredo.
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Fonte.: Agência Estado
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Lei da entrega de SP deverá elevar os preços em todo o país
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Restrita ao Estado de São Paulo, a nova lei da entrega, que proíbe a
cobrança adicional para recebimento agendado, vai encarecer o preço de
produtos comercializados indistintamente em todo o país, segundo os
varejistas.
A lógica é que o varejo, especialmente o on-line, vai repassar esse
custo aos preços das mercadorias, independentemente do Estado.
Um consumidor que não tenha urgência de entrega ou que more em local
de fácil acesso pagará pela dificuldade em levar a mercadoria a áreas com
trânsito carregado ou em que não podem circular caminhões, como o centro
expandido de São Paulo.
"Vai acontecer na entrega o mesmo que ocorre com o pagamento
parcelado no cartão de crédito. O consumidor que paga à vista sem desconto
financia os juros daquele que compra parcelado", afirmou Pedro Guasti,
presidente do conselho de comércio eletrônico da Fecomercio (federação do
Comércio do Estado de São Paulo).
"Quem disse que não vão cobrar? Esse custo será embutido no
produto. É uma ideia boa, mas que tem implicações que não são nada
desprezíveis nem triviais. Tanto que a entrega agendada é cobrada",
disse Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar (Programa de
Administração do Varejo) da USP.
A Fecomercio diz que os consumidores que optam pela compra agendada
variam de 1% a 30%, dependendo do produto.
Além das limitações logísticas e técnicas da aplicação da lei, a
Fecomercio vê dificuldades em relação à segurança das entregas no período
noturno, que facilitam a ação de quadrilhas especializadas em furto de
cargas.
"Parece uma afronta, uma provocação, que inviabiliza o trabalho
de muitas empresas, especialmente as pequenas, que dependem dos
Correios."
Para o especialista, a lei paulista tem tudo para pegar em outros
Estados do país, que devem seguir São Paulo para não ficar atrás em matéria
de respeito ao direito do consumidor.
CORREIOS
Outro problema é que os Correios, que entregam de 40% a 50% dos 60
milhões de compras anuais pela web, não têm como garantir entrega agendada,
diz Guasti.
O pequeno varejo é o que mais utiliza os Correios porque não tem
volume para contratar um serviço terceirizado para as entregas.
Procurados, os Correios não comentaram o assunto, sob o argumento de
que não estão sujeitos à lei paulista e que compete à União legislar sobre
serviço postais.
"No varejo, mercadoria todo mundo vende e o preço é bastante
parecido. O diferencial são a conveniência, a comodidade e o serviço
prestado. Quem oferece o melhor serviço pelo menor preço se diferencia. O
Estado deveria deixar que o mercado se regulasse", disse Felisoni.
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Fonte.: Folha de S. Paulo
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Sindicatos articulam greve contra MP dos Portos
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Os trabalhadores dos portos articulam paralisações e até uma greve de
âmbito nacional contra a medida provisória que altera as regras do setor. O
primeiro passo será dado hoje, com a provável declaração de estado de greve
por trabalhadores vinculados à Força Sindical, que congrega sindicatos com
presença em Santos (SP). No dia 21, federações de portuários ligadas à
Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidem se cruzam os braços contra a MP
595, editada em dezembro.
O empresário Jorge Gerdau foi acionado pelo Palácio do Planalto para
acalmar a iniciativa privada, que também reagiu mal ao pacote do governo. Na
semana passada, ele se encontrou com representantes de importantes
associações do setor, como ABTP (operadores de terminais portuários) e
Abratec (operadores especializados em contêineres).
Apesar da proximidade com a presidente Dilma Rousseff, Gerdau não
ficou satisfeito com o pacote e deverá costurar uma proposta conjunta com os
empresários para modificar o texto da MP 595, que recebeu 645 emendas
parlamentares. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), é o
nome mais cotado para assumir a relatoria da medida provisória. Isso indica o
grau de atenção dado pelo Planalto à tramitação no Congresso.
Enquanto trabalhadores e empresários aumentam a pressão, o
ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, já trata de
esfriar as expectativas por alterações. Ele disse ontem ao Valor que
"não é razoável mudar a essência" da MP. "Podemos melhorar
alguns pontos e aceitar novos artigos, aperfeiçoar a redação, mas há pontos
importantes que não podemos mudar", afirmou Cristino. "O que for
para melhorar, nós aceitaremos. Se for para modificar a essência, aí fica bastante
complicado", agregou.
A "essência" mencionada pelo ministro é justamente o ponto
mais polêmico da MP: a liberação de novos terminais privativos, sem
restrições para a movimentação de cargas de terceiros - ou seja, que não a
empresa responsável pela construção do empreendimento. Antes, havia a
necessidade de carga própria para justificar o investimento e apenas o
residual podia ser destinado a terceiros. A única condição é que os terminais
privativos fiquem fora dos portos organizados.
"A MP pode destruir os portos brasileiros e precarizar a mão de
obra", reclamou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP). Ele teme uma concorrência desequilibrada entre terminais
privativos e terminais públicos (operados por empresas que pagam arrendamento
ao governo e são obrigadas a contratar trabalhadores organizados). "É um
modelo que não existe em nenhum lugar do mundo", afirmou o deputado.
Sindicatos ligados à central de Paulinho fazem uma mobilização hoje,
na Câmara dos Deputados, cobrando mudanças na MP 595. A tendência é declarar
estado de greve. Em seguida, têm audiência marcada com o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "A ideia é ter um calendário de
manifestações e até de paralisações", comentou.
O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo
Guterra, também se opôs à medida provisória e reclamou da falta de diálogo
com o governo. "A nossa atuação se restringiu ao cumprimento dos prazos
para apresentar sugestões de emendas", observou. Para ele, a MP tem
brechas que permitem a privatização das Companhias Docas e privilegia os
terminais privativos, que não precisam contratar trabalhadores do Órgão
Gestor de Mão de Obra (OGMO), entidade que gere o fornecimento de
trabalhadores avulsos para as operações portuárias.
As federações do setor vinculadas à CUT decidem, no dia 21, se iniciam
uma onda de paralisações. "Está na pauta uma greve de âmbito
nacional", adiantou Guterra. "A MP, do jeito que está, pode levar
os portos a um monopólio privado", disse o sindicalista.
O movimento grevista tem o apoio tácito de uma parte do empresariado.
A visão de alguns representantes da iniciativa privada é que, apesar dos
prejuízos imediatos, as paralisações podem chamar a atenção para a tramitação
da MP. Outros, no entanto, discordam. "O pacote do governo reativou o
instinto animal dos trabalhadores", disse um operador portuário do
Nordeste, ao lembrar que a situação no setor estava calma e não houve nenhuma
greve no passado recente.
Uma das principais queixas de operadores de terminais públicos é que
eles pagam arrendamento às Docas e precisam devolver suas instalações ao fim
dos contratos. Já os terminais privativos não recolhem nada à União e, pela
MP 595, podem ter suas autorizações de funcionamento renovadas ilimitadamente
e sem a necessidade de reverter as instalações ao patrimônio público.
Eles são responsáveis, no entanto, por todo o investimento na
construção dos terminais - o que envolve desde a compra do terreno até as
linhas de transmissão que fazem a energia chegar até lá. Os terminais
públicos arrendados à iniciativa privada estão dentro dos portos organizados
e usam a estrutura fornecida pelas Docas, como canais de acesso e obras de
dragagem.
Gerdau, segundo interlocutores, pode encaminhar mudanças no texto
original da MP como o estabelecimento de prazos para os terminais privativos
e a reversibilidade dos bens. Isto é, pontos que evitam mudanças na
"essência" da medida provisória.
Leônidas Cristino combate os argumentos de que a MP criou
desequilíbrios no setor e favoreceu terminais privativos. "Os terminais
públicos vão continuar crescendo. Vamos melhorar a gestão das Docas e fazer
grandes licitações de arrendamentos dentro dos portos organizados."
Para o ministro, a tramitação da MP dará oportunidade ao governo de
responder às dúvidas dos empresários. "Queremos mostrar a importância
das medidas anunciadas e como elas podem destravar investimentos. Vamos
colocar com muita clareza o que nós planejamos", disse Cristino. Ele
reagiu com irritação à possibilidade de greve. "Não compreendo o porquê
desse tipo de ação", lamentou o ministro.
Com a volta do recesso parlamentar, o primeiro passo na tramitação da
MP é a formação de uma comissão mista, com integrantes da Câmara dos
Deputados e do Senado, para apreciar o texto enviado pelo governo, que prevê
investimentos de R$ 54 bilhões, até 2016/2017, com o pacote de portos. Isso
deve ser feito logo após o Carnaval, com a designação dos parlamentares e a
escolha, logo em seguida, do presidente e do relator da comissão.
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Fonte.: Valor Econômico
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