quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fretes já estão 21% mais caros


A colheita da soja ainda está na fase inicial na região Centro-Oeste, onde os trabalhos começam mais cedo, mas os valores dos fretes já subiram 21%. O aumento foi provocado pela maior demanda para transporte da safra recorde de grãos e também pela alta nos custos, em função da nova Lei dos Caminhoneiros, que obriga as empresas a conceder aos motoristas um período de descanso de 30 minutos a cada quatro horas de viagem e repouso de 11 horas ao fim da jornada diária.

Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais e Algodão (Anec) junto às tradings e cerealistas mostrou que o valor do frete para transporte de grãos até os portos passou de US$ 81/tonelada na safra passada para US$ 98/tonelada nesta safra. Segundo o diretor executivo da Anec, Sérgio Mendes, em função das deficiências logísticas o frete pago para transporte de grãos no Brasil é 6,5 vezes superior aos valores praticados nos Estados Unidos e na Argentina.

O aumento de 5,4% no preço do diesel nas refinarias, anunciado recentemente pelo governo federal, deve ter impacto relativo no valor de frete, segundo Sérgio Mendes. Ele lembra que muitos contratos foram fechados no início do segundo semestre do ano passado e que o diesel faz parte dos custos variáveis do frete, que correspondem a 39% do total. "Para quem não fechou contrato, a alta do diesel será uma injeção na veia, vai direto para o custo final", diz ele.

Mendes diz que o setor torce para que tudo corra dentro da normalidade, sem greves ou problemas climáticos que possam prejudicar o fluxo dos caminhões, para que o Brasil consiga exportar o volume recorde previsto de 39 milhões a 40 milhões de toneladas de soja em grão, além de outras 18 milhões de toneladas de milho. Ele observa que o volume de milho será inferior ao da safra passada, que atingiu 22 milhões de toneladas, mas será bem superior ao recorde anterior de 11 milhões de toneladas registrado na safra 2009/10.

O problema no Brasil, diz ele, é a dependência do transporte rodoviário, que não é o mais indicado para grandes distâncias. Nesses casos, as cargas deveriam ser transportadas por hidrovias ou ferrovias. Segundo a Anec, cerca de 53% da safra brasileira é transportada por rodovia, 36% por ferrovia e apenas 11% hidrovia. Nos Estados Unidos a hidrovia é responsável por 60% do escoamento e as ferrovias, por 35%, restando apenas 5% para o meio rodoviário.

O dirigente comentou que o setor privado está conversando com a Casa Civil para tentar amenizar o impacto da nova Lei dos Caminhoneiros no custo de transporte da safra. Existe movimentação de parlamentares no Congresso Nacional para que o governo edite uma nova Medida Provisória que daria prazo de até cinco anos para que o setor privado possa se adaptar às exigências da nova legislação, como a construção das áreas de descanso ao longo das rodovias federais.

Sérgio Mendes elogiou a medida adotada pelo porto de Paranaguá de disciplinar o fluxo de caminhões, liberando apenas aqueles cuja carga já tem navio programado para embarque. Ele diz que medida reduzirá a pressão sobre o porto, mas observa que, devido ao fato de cada navio representar o descarregamento de duas mil carretas, caso chova por dois dias seguidos, interrompendo os trabalhos, podem se formar filas de 60 quilômetros ao longo da estrada. "Se chover seis dias as filas chegam a Curitiba", diz ele.

Fonte.: Cruzeiro do Sul

Prefeitura pede estudos urbanísticos para modernizar região do Tietê


A Prefeitura de São Paulo busca propostas de urbanistas interessados em participar de estudos para criação do projeto Arco Tietê, um pacote de mudanças para modernização de uma área de 6.044 hectares às margens do Rio Tietê. O Arco Tietê será o núcleo central do projeto Arco do Futuro, promessa de campanha do prefeito Fernando Haddad (PT) para reorientar o desenvolvimento urbano da capital. No dia 7 de março, a Prefeitura deverá divulgar a relação de empresas e pessoas habilitadas que deverão se reunir com uma comissão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU) para detalhar e aprofundar as diretrizes do projeto.

O Arco Tietê proposto fica entre as rodovias Dutra e a Anhanguera e abrange parte dos bairros às margens do Tietê - Vila Maria, Vila Guilherme, Santana, Tucuruvi, Casa Verde, Cachoeirinha, Freguesia do Ó, Brasilândia, Pirituba, Lapa, Sé e Mooca.

Segundo a SMDU, o projeto Arco Tietê teve sua origem em uma manifestação de interesse da iniciativa privada (MIP) recebida pela administração anterior, de Gilberto Kassab (PSD). A gestão Haddad considerou importante o desenvolvimento desses estudos e ampliou seu perímetro para incluí-los no contexto do Arco do Futuro.

A partir de agora, o desenvolvimento dos trabalhos terá duas fases de estudo. Uma conceitual, chamada de pré-viabilidade, e outra chamada de estudos detalhados (viabilidade), quando haverá um aprofundamento dos principais pontos do projeto. Somente após a conclusão de todas as etapas é que haverá definição das intervenções previstas na área.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, os estudos de viabilidade do projeto Arco Tietê, como parte do Arco do Futuro, buscam orientar o desenvolvimento urbano mais equilibrado da cidade de São Paulo do ponto de vista social, econômico e ambiental.

"Os benefícios serão enormes, já que o Arco do Futuro é pensado como um sistema integrado. Implantado progressivamente, vai irradiar uma política articulada entre mobilidade, habitação, emprego, drenagem, áreas verdes e equipamentos públicos, entre outras. O Arco Tietê é o primeiro passo nessa direção", informou a SMDU.

Segundo a secretaria, o território que compõe o Arco Tietê é estratégico, já que ele se apresenta como espaço de intersecção de dois eixos estruturantes do desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo: as operações urbanas consorciadas Diagonal Norte e Diagonal Sul, previstas pelo Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo e o território do Arco do Futuro.

Fonte.: G1

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Contratos para inicio das obras do Rodoanel Norte (SP) são assinados


Os contratos para inicio das obras do Trecho Norte do Rodoanel de São Paulo foram assinados na quinta-feira (07), no Palácio dos Bandeirantes, pelo governador Geraldo Alckmin. Os trabalhos devem começar em 30 dias.

O Governo contratou as obras com 23,1% de desconto frente ao valor de referência da licitação (R$ 5.080.191.168,55). O valor proposto pelas empresas é de R$ 3.906.504.764,55, que representou economia de cerca de R$ 1,2 bilhão. A Construtora OAS Ltda, a Acciona Infraestructuras S/A e os consórcios formados pelas empresas Mendes Júnior/Isolux Corsán e Construcap/Copasa foram os vencedores da licitação internacional para a construção do último trecho do anel viário.

O Rodoanel Norte terá 44 km de extensão e interligará os trechos Oeste e Leste do empreendimento. Ele inicia na confluência com a Avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), e termina na intersecção com a rodovia Presidente Dutra (BR-116).

O trecho prevê acesso à rodovia Fernão Dias (BR-381), além de uma ligação exclusiva de 3,6 km para o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

De acordo com Alckmin, o contrato prevê que a obra seja entregue em até 36 meses após a sua assinatura. “Pode ser que se consiga antecipar um pouco, para o final de 2015, mas o prazo estipulado é fevereiro de 2016. Com relação às desapropriações, todos serão cadastrados nos programas de habitação popular do Estado e do governo federal”, disse.

Fonte: Portal Transporta Brasil

Governo eleva pedágio em rodovias que irão a leilão


Os valores máximos dos pedágios das rodovias federais que serão concedidas este ano para a iniciativa privada terão um aumento de 15% a 20% em relação ao inicialmente previsto, após os ajustes anunciados esta semana. O governo concordou com as críticas do setor privado de que as estimativas de crescimento da demanda das rodovias estavam excessivamente otimistas, por isso refez os cálculos. "Se reduzimos a projeção de tráfego, o teto do pedágio aumenta", disse ao Grupo Estado o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

Inicialmente, a projeção do governo era de um crescimento econômico de 4,5% ao longo dos próximos 25 anos. Isso, contou Figueiredo, deixou os potenciais interessados apreensivos quanto ao retorno que poderiam obter, caso as projeções não se confirmassem. Por isso, as contas foram feitas novamente, levando em consideração uma estimativa mais conservadora, de crescimento de 3,5% nos próximos anos. 

"Essa é a projeção do Focus para o médio prazo", informou. Focus é a pesquisa semanal que o Banco Central faz com mais de uma centena de instituições financeiras, sobre projeções econômicas.

Figueiredo revelou que o governo decidiu mudar as condições do programa de concessões em rodovias porque constatou que havia poucos interessados. "Decidimos criar condições mais atrativas porque quanto mais empresas disputarem, melhor", comentou.

Maior concorrência é a chave para garantir que os pedágios ficarão abaixo do teto proposto pelo governo. "E é bom que tenhamos empresas robustas, sólidas, porque as concessões vão envolver um volume grande de investimentos", disse Figueiredo.

Fonte.: Agência Estado


Lei da entrega de SP deverá elevar os preços em todo o país


Restrita ao Estado de São Paulo, a nova lei da entrega, que proíbe a cobrança adicional para recebimento agendado, vai encarecer o preço de produtos comercializados indistintamente em todo o país, segundo os varejistas.

A lógica é que o varejo, especialmente o on-line, vai repassar esse custo aos preços das mercadorias, independentemente do Estado.

Um consumidor que não tenha urgência de entrega ou que more em local de fácil acesso pagará pela dificuldade em levar a mercadoria a áreas com trânsito carregado ou em que não podem circular caminhões, como o centro expandido de São Paulo.

"Vai acontecer na entrega o mesmo que ocorre com o pagamento parcelado no cartão de crédito. O consumidor que paga à vista sem desconto financia os juros daquele que compra parcelado", afirmou Pedro Guasti, presidente do conselho de comércio eletrônico da Fecomercio (federação do Comércio do Estado de São Paulo).

"Quem disse que não vão cobrar? Esse custo será embutido no produto. É uma ideia boa, mas que tem implicações que não são nada desprezíveis nem triviais. Tanto que a entrega agendada é cobrada", disse Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar (Programa de Administração do Varejo) da USP.

A Fecomercio diz que os consumidores que optam pela compra agendada variam de 1% a 30%, dependendo do produto.

Além das limitações logísticas e técnicas da aplicação da lei, a Fecomercio vê dificuldades em relação à segurança das entregas no período noturno, que facilitam a ação de quadrilhas especializadas em furto de cargas.

"Parece uma afronta, uma provocação, que inviabiliza o trabalho de muitas empresas, especialmente as pequenas, que dependem dos Correios."

Para o especialista, a lei paulista tem tudo para pegar em outros Estados do país, que devem seguir São Paulo para não ficar atrás em matéria de respeito ao direito do consumidor.

CORREIOS

Outro problema é que os Correios, que entregam de 40% a 50% dos 60 milhões de compras anuais pela web, não têm como garantir entrega agendada, diz Guasti.

O pequeno varejo é o que mais utiliza os Correios porque não tem volume para contratar um serviço terceirizado para as entregas.

Procurados, os Correios não comentaram o assunto, sob o argumento de que não estão sujeitos à lei paulista e que compete à União legislar sobre serviço postais.

"No varejo, mercadoria todo mundo vende e o preço é bastante parecido. O diferencial são a conveniência, a comodidade e o serviço prestado. Quem oferece o melhor serviço pelo menor preço se diferencia. O Estado deveria deixar que o mercado se regulasse", disse Felisoni.

Fonte.: Folha de S. Paulo