quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Caminhões começam a ser retirados do Centro (MT)


A partir de hoje (23),começa a fiscalização do cumprimento da lei que disciplina a circulação de veículos pesados - carga e descarga – no perímetro urbano de Cuiabá, em especial na área central

Aprovada em setembro de 2011, a lei(5.463/11) que proíbe o tráfego de caminhões, carretas e outros veículos pesados dentro da cidade entre as 6 e 20 horas jamais foi cumprida na capital

Circulando livremente por ruas e avenidas de tráfego intenso como Tenente Coronel Duarte (Prainha), Getúlio Vargas, Beira Rio e Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), além de acidentes, causam uma série de transtornos, como o provocado ontem a tarde pela carreta Bitrem, que quebrou na subida do “Morro da Luz”(Prainha) e bloqueou o tráfego por quase quatro horas

O diretor de Trânsito da SMTU, Rogério Taques, informou que pelas próximas duas semanas os caminhões e carretas localizados na área central serão escoltados por veículos da fiscalização até vias fora da área restrita

Nesse período, também haverá distribuição de materiais informativos sobre a legislação. Depois desse prazo, alertou, os fiscais vão começar a aplicar multas. Os caminhoneiros que chegam ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, e se aproximam de Cuiabá vindo de cidades como Campo Verde e Chapada dos Guimarães, são informados por placas informativas sobre o limite de carga na área urbana


Fonte: Diário de Cuiabá (MT)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Rastreador em automóveis fica para maio


O cronograma para a instalação obrigatória de dispositivos antifurto nos veículos produzidos no Brasil será alterado pela oitava vez. O sistema de telecomunicação do governo que vai monitorar e registrar os rastreadores está pronto após atrasos na implantação, mas agora é preciso testá-lo com os carros em movimento, o que levará mais alguns meses.

A instalação dos equipamentos, começando por 20% da produção de carros, está agora prevista para maio, e não mais em 31 de janeiro, como prevê o último cronograma. Esse é mais um atraso de uma história iniciada há sete anos, quando o governo estabeleceu o uso desses dispositivos dentro da política de prevenção ao roubo de veículos.

Originalmente, já com o tempo para adequação das empresas, os rastreadores começariam a ser instalados em agosto de 2009. Porém, o cronograma teve que ser revisto por mais de três anos diante da resistência de montadoras, a demora na implantação do sistema e uma liminar que suspendeu na Justiça o programa por violação ao direito de privacidade - o que levou a ajustes no desenvolvimento dos módulos de rastreamento.

As empresas de autopeças que apostaram na legislação antifurto, de olho em um mercado potencial de quase 6 milhões de veículos por ano, enfrentam hoje ociosidade nas linhas de produção e constrangimento ao ter que explicar para a matriz por que o projeto não saiu do papel. A maioria delas já deixou de colocar em seus orçamentos os volumes previstos na lei.

A Continental, um dos três maiores no setor de autopeças do mundo, investiu cerca de R$ 150 milhões nesse projeto, mas ainda não teve nenhum retorno financeiro com a linha de produção instalada na fábrica de Manaus (AM). "Isso já nos causou muita dor de cabeça e cobranças do "board" [conselho de administração]. Mas entendo a preocupação deles. Investe-se R$ 150 milhões e não se fatura nada com isso. Então, nos questionam: o que você fez com esse dinheiro?", conta Maurício Muramoto, presidente no Brasil da Continental, que tem sua controladora sediada na Alemanha.

Ele diz que, com os atrasos e os ajustes necessários no produto para preservar a privacidade dos donos de automóveis, os investimentos no desenvolvimento e nas instalações fabris já são o dobro do que era inicialmente previsto para a produção local de rastreadores.

A mesma situação tem sido vivida pela Magneti Marelli, que se preparou para produzir até 1,5 milhão de rastreadores de carros, caminhões e ônibus em Hortolândia, no interior paulista. "Usamos parte dessa capacidade para outros produtos porque a linha não pode ficar parada", diz Ricardo Takahira, gerente de novos negócios da Magneti Marelli na área de sistemas eletrônicos, também reclamando da sucessão de atrasos no projeto. "Isso custou bastante a nossa credibilidade", afirma o executivo, ao comentar a reação da matriz do grupo na Itália.

Depois de testes em laboratório, o funcionamento do equipamento antifurto está sendo testado com os carros nas pistas sob o sistema de gerenciamento definitivo. O Denatran, que vai operar esse sistema - por onde passará todo o processo de ativação dos dispositivos -, informa que já foram feitos testes em vários veículos de marcas distintas. Atualmente, os testes estão sendo feitos em quatro veículos de duas marcas diferentes.

O novo cronograma, que fixa o inicio da instalação em maio, ainda será aprovado nos próximos dias pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Quando a funcionalidade do sistema for comprovada, começa a produção.

As empresas sistemistas, que produzem os módulos de rastreamento, dizem que o produto já está pronto há mais de dois anos. Mas as montadoras não descartam a necessidade de mais ajustes, levando a uma nova revisão de cronograma. "Uma coisa é testar o equipamento em laboratório, outra é ver como ele funciona com os carros nas estradas", disse ao Valor Luiz Moan, vice-presidente da Anfavea, entidade que abriga as montadoras instaladas no país.

"Não temos razão para acreditar na necessidade de qualquer mudança nesses módulos", afirma Wayne Alves, diretor de engenharia da Kostal, fabricante de componentes elétricos de origem alemã que vai produzir os rastreadores em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

De forma gradual, os equipamentos antifurto serão instalados em todos veículos fabricados ou importados no país- desde os carros de passeio e caminhões a motocicletas. Contudo, para preservar sua privacidade, o dono do carro só terá acesso a funções de localização e bloqueio remoto do automóvel se contratar uma empresa de rastreamento e habilitar o dispositivo. Estima-se, contudo, que a adesão será baixa, em torno de 5% do total nos primeiros dois anos.

Fonte.: Valor Econômico


Projeto de lei prevê que posto informe preços a ANP


Os postos de combustíveis poderão ser obrigados a informar os seus preços atualizados na página eletrônica da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O projeto de lei consta da pauta de votações do Senado Federal.

A proposta (PLS 353/2011) exige que os estabelecimentos revendedores varejistas atualizem permanentemente na página eletrônica da ANP os preços de cada tipo de combustível vendido, líquido ou gasoso derivado de petróleo, álcool combustível e outros combustíveis renováveis.

De acordo com o autor da matéria, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o objetivo é auxiliar os consumidores a encontrar o posto de revenda de combustíveis que ofereça o produto com o preço mais baixo.

O texto é um substitutivo do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) a projeto de lei do senador Ivo Cassol (PP-RO), que consta da pauta de votações da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

“É importante registrar que as informações trarão outros benefícios, além de orientar o consumidor a encontrar preços mais baixos. Elas permitirão a elaboração de índices de preços dos combustíveis, que são muito úteis para a orientação da política energética. Ademais a publicidade dos preços irá estimular a concorrência entre os postos e, por consequência, reduzirá os preços”, diz Ivo Cassol, em sua justificativa.

O projeto foi apreciado no final de 2011 pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura, a qual aprovou substitutivo do senador Sérgio Souza (PMDB-PR).

As alterações feitas ao texto original por Sérgio Souza visaram dar à ANP maior tempo para implementar a nova sistemática de divulgação dos preços de combustíveis. Em seu substitutivo, na CMA, Flexa Ribeiro acatou as modificações aprovadas na CI, mas fixou prazo de 12 meses para a ANP começar a publicar os preços em seu site.

A Agência Nacional já divulga informações sobre postos de combustível em sua página na Internet. Os dados, divulgados semanalmente, levam em consideração os valores dos postos de combustíveis do País, das regiões, estados, municípios e capitais.

Os números mostram que na semana de 13 a 19 de janeiro deste ano, o Ceará teve um preço médio ao consumidor de R$ 2,732. A média é de 229 postos pesquisados. Em Fortaleza, o preço é R$ 2,690.
No País, foram 8672 postos na semana com um preço ao consumidor de R$ 2,758. (com agência Senado).

Serviço - ANP divulga informações sobre postos Quando: Preços semanais e mensais nos postos de combustível. Onde: www.anp.gov.br/preco/

Fonte.: O Povo - CE


Cidades do interior de São Paulo faturam com pedágio


Prefeituras de pequenas cidades que, no passado, se opuseram à instalação de pedágios em suas portas agora dependem do dinheiro repassado pelas concessionárias para equilibrar seus caixas. As empresas recolhem aos cofres das prefeituras cortadas pelas rodovias o Imposto Sobre Serviços (ISS) decorrente da cobrança da tarifa. Em algumas cidades, o dinheiro de pedágio representa mais de 90% da receita com esse tributo. "É uma verba que tem peso, pois banca obras e serviços no município", diz o secretário de Finanças de Araçariguama (SP), Marcelo Simplício.

A cidade de 17.085 habitantes, cortada pela Rodovia Castelo Branco, tem a maior receita per capita de pedágio no Estado de São Paulo. No ano passado, recebeu R$ 6,60 milhões, quase meio milhão a mais do que no ano anterior.

Desde 2000, os repasses garantiram ao município R$ 35,9 milhões. O pedágio ajudou a prefeitura a fechar o último exercício com o caixa equilibrado, garante Simplício. "Não dá para abrir mão de um recurso como esse."

Municípios com menos de 50 mil habitantes representam 80% dos beneficiários do ISS recolhido pelas concessionárias de rodovias. Em média, as pequenas cidades passaram a ter receita de ISS até quatro vezes maior do que a de cidades não cortadas pelos 5,4 mil quilômetros de rodovias com pedágio. Prefeitos desses municípios já se mobilizaram para ter parte nessa receita.

Ao todo, no ano passado, 256 municípios receberam R$ 379,9 milhões - 10% mais do que no ano anterior, segundo o governo estadual. Desde que o programa de concessões rodoviárias se consolidou, em 2000, o bolo somou mais de R$ 2,2 bilhões - 58 cidades passaram a receber o dinheiro em 2008.

Entre as grandes cidades, Campinas, que recebeu R$ 19,6 milhões no ano passado, e São Bernardo do Campo, com R$ 17,4 milhões, lideram o ranking em valor total recebido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte.: Agência Estado