quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Entra em vigor em Dourados (MS) nova regra sobre caminhões


Entrou em vigor nesta terça-feira  (29/11), o decreto que disciplina o tráfego de caminhões e o serviço de carga e descarga no perímetro urbano de Dourados. Publicada na edição desta terça do Diário Oficial do Município, a nova regra estabelece várias situações de exceção, de acordo com a necessidade apontada pelos representantes de empresas que atuam na área de transportes.

A limitação ao tráfego de caminhões na área central foi proposta pelo prefeito Murilo aos representantes dos setores afetados pela medida, que participaram diretamente da discussão e definição das regras.

A nova sistemática para o trânsito local foi assunto amplamente debatido entre trabalhadores e empresários que diretamente e indiretamente dependem dos serviços desses veículos.

Entre as entidades que encamparam a discussão estava a Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), cujos associados dependem da circulação de caminhões para abastecimento das empresas.
Carlos Alberto Galvão, integrante do Conselho Fiscal da Aced e que participou ativamente de todas as discussões, afirmou que o empresariado de forma geral entendeu a intenção do prefeito e está apoiando o novo sistema. “O trânsito de Dourados estava adequado para uma cidade de pequeno porto. Hoje somos de médio porte e é preciso acompanhar esse crescimento em todos os setores, inclusive o trânsito”, destacou.

Segundo ele, quando foram construídas as rotatórias na área central, o sistema representou a solução para o trânsito. No entanto, essa fase passou e os redondos passaram a travar o tráfego de veículos, principalmente na Avenida Marcelino Pires, onde as três rotatórias já foram substituídas por semáforos. “Definir e colocar em prática normas como essa é o início de um processo de planejamento para que outras propostas se tornem concretas”, avalia o empresário.

Normas

O decreto nº 472, de 28 de novembro de 2011, determina que fica proibida a circulação de “veículos acima de 18 toneladas de carga útil e/ou com altura superior a 4,40m e veículos articulados ou combinações de veículos” no quadrilátero das ruas Eulália Pires/Coronel Ponciano e Monte Alegre/Cuiabá. Estão excluídos veículos do Corpo de Bombeiros, sistema de trânsito, iluminação pública, oxigênio, combustível, guincho e auto-fossa.

Dentro desse perímetro, foi delimitado outro quadrilátero, identificado como “Área A”, que compreende as ruas Melvin Jones/Aquidauana e Weimar Torres/Joaquim Teixeira Alves. Nessas ruas, onde está localizado o centro comercial, foram definidos horários, dias da semana e capacidade máxima para circulação, carga e descarga, observando a regulamentação.

Nessa área, veículos de até duas toneladas terão acesso livre. Veículos de até quatro toneladas e de entrega de bebidas com até 12 toneladas poderão circular das 20h às 10h.
Veículo leve de carga até 12,5 toneladas das 20h às 7h; veículo transportador de caçambas até 16 toneladas das 20h às 8h e veículo pesado até 18 toneladas das 20h às 6h.

Os veículos com restrição na “Área A” durante a semana serão acesso livre nos sábados após as 14h e nos domingos e feriados em qualquer horário.

Campanha

Antes de determinar as regras definidas em conjunto com os setores, a Prefeitura de Dourados desenvolveu uma intensa campanha de conscientização, com a participação da Guarda Municipal, Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Equipes foram colocadas estrategicamente nas entradas da cidade, orientando e informando condutores de veículos pesados sobre as normas que estão sendo implantadas.

Técnicos do município promoveram encontros com empresários ligados ao ramo de transporte, proprietários e diretores de estabelecimentos comerciais, autônomos e com as entidades que representam cada um destes setores. As reuniões foram para analisar caso a caso e, a partir daí foi elaborado o decreto.

“Mais uma vez cumprimos nosso compromisso de administrar com transparência e ouvindo os setores envolvidos. As normas incluídas no decreto foram definidas através de discussões lideradas pelos próprios setores interessados”, afirmou o prefeito Murilo.

Fonte: Agora MS

Horário de restrição para caminhões é ampliado em SP


A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) amplia a partir desta quinta-feira, 1º de dezembro, os horários da restrição para caminhões na Marginal do Pinheiros, e nas avenidas dos Bandeirantes, Afonso D' Escragnole Taunay e Jornalista Roberto Marinho. Os caminhões serão proibidos de transitar nestas vias, das 4 às 22 horas, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10 às 14 horas, exceto feriados. No dia 8 de dezembro, os motoristas que desrespeitarem as novas regras serão multados.

Atualmente, a restrição durante a semana está estabelecida das 5 às 21 horas. Já a proibição do final de semana se manterá igual. Os caminhões de transporte de máquinas, equipamentos e materiais básicos para a construção civil terão o trânsito excepcionalmente autorizado das 10 às 16 horas nas vias.

Já na região do Morumbi o horário da proibição será mantido das 5 às 21 horas durante a semana e, das 10 às 14 horas, no sábado. Feriados também não entram nesta proibição. As vias da região onde há restrição são: Avenida Giovanni Gronchi (entre Avenida Carlos Caldeira Filho e Avenida Morumbi), Avenida Morumbi (entre a Ponte do Morumbi e a Avenida Professor Francisco Morato, Rua Doutor Luiz Migliano (em toda a extensão), Avenida Doutor Guilherme Dumont Vilares (toda a extensão), Avenida Deputado Jacob Salvador Zveibil (toda a extensão), Rua Engenheiro Oscar Americano (toda a extensão), Avenida Padre Lebret (toda a extensão), Avenida Jules Rimet (entre a Praça Roberto Gomes Pedrosa e Avenida Padre Lebret) e Avenida João Jorge Saad (toda a extensão).

A ampliação desses horários faz parte de um conjunto de medidas que a Prefeitura pretende implantar ainda neste ano com o objetivo de reduzir as ocorrências envolvendo caminhões. A medida será fiscalizada pelos agentes da autoridade de trânsito e pelos radares fixos que são dotados de Leitores Automáticos de Placas (LAP).

Serão considerados irregulares e poderão ser multados os veículos que não estiverem devidamente cadastrados. A multa é de R$ 85,12, infração média, quatro pontos na carteira de habilitação.

Todo condutor que puder ser excluído da restrição deverá fazer obrigatoriamente o cadastramento no Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), no endereço eletrônico http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes.

Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Governo anuncia para 2014 a duplicação da Raposo entre Mairinque e São Roque


As duas principais estradas que ligam Sorocaba à capital e ao interior devem receber, nos próximos três anos, intervenções com o objetivo de desafogar o trânsito em alguns pontos, cujos investimentos totais somarão R$ 110,3 milhões por parte das concessionárias que as administram. Na rodovia Raposo Tavares, as obras serão de duplicação do trecho que liga das cidades de Mairinque e São Roque, além do prolongamento do contorno na altura da entrada da segunda. Já na Castello Branco haverá implantação de faixas adicionais, em ambos os sentidos, entre o km 104,1 e o km 122,7, no trecho entre Porto Feliz e Boituva. Todas as intervenções estão previstas nos contratos firmados entre o governo paulista e as concessionárias Viaoeste e Colinas.

As obras na Raposo Tavares, na altura da cidade de São Roque, estão previstas para ser iniciadas em 2013, com a primeiras intervenções para o processo de duplicação dos seis quilômetros que ligam o município a Mairinque -- por onde passam, em média, cerca de 26 mil veículos por dia, nos dois sentidos. Segundo previsão da Viaoeste, a duplicação demorará um ano para ser efetivada, a um custo de R$ 16,7 milhões. Com isso, em 2014, está previsto o início das obras de prolongamento do contorno de São Roque, cujos investimentos totais somam R$ 68 milhões. A melhoria deve ser entregue em 2015.

Na Castello Branco, a concessionária Colinas deve iniciar o processo de implantação de faixas adicionais, ao longo dos 18,6 quilômetros que separam as cidades de Porto Feliz e Boituva, já em 2013. O custo da intervenção será de R$ 25,6 milhões e a obra também deve demorar um ano para ficar pronta.

Seis estradas

Além da Raposo Tavares e Castello Branco, outras quatro estradas paulistas, também sob concessão de empresas privadas, sofrerão importantes intervenções nos próximos dois anos, todas motivadas pelo cumprimento de medidas previstas em contrato e com o objetivo de desafogar o tráfego em trechos com grande volume de circulação. O maior valor em investimentos será aplicado na rodovia Ayrton Senna. Serão R$ 199 milhões para a implantação de marginais e faixas adicionais no trecho que corta a cidade de Guarulhos (com previsão de entrega para 2014), além de R$ 17,8 milhões para faixas adicionais entre o km 45 e km 56, em Mogi das Cruzes (2015) e implantação do trevo dos Pimentas, que custará R$ 10,7 milhões e deve ficar pronto já em 2012.

A Rodovia dos Imigrantes ganhará, em 2013, uma quinta faixa no trecho que corta São Bernardo do Campo (entre km 26 e km 40), intervenção que custará R$ 19 milhões. A Rodovia dos Bandeirantes também terá a quinta faixa implantada entre São Paulo e Jundiaí (31 quilômetros), até 2014, com um investimento de R$ 83,4 milhões. Já na rodovia Anhanguera as ações para desafogar o trânsito se darão a partir da criação de uma terceira faixa, até 2013, entre Jundiaí e Louveira (km 62 a km 71) e até 2014 entre Louveira e Vinhedo (km 71 a km 76). As melhorias custarão, juntas, R$ 57,6 milhões.

Fonte: Cruzeiro do Sul

Transporte de equipamentos e roubo de cargas acionam vendas


O aumento do consumo doméstico e as obras de infraestrutura estão turbinando o seguro do transporte. Incluindo na equação as dificuldades de acesso, as por vezes precárias condições de transporte e o roubo de cargas, o segmento é visto como uma das carteiras que mais crescem no mercado.

Segundo o diretor de grandes riscos da Allianz Seguros, Angelo Colombo, a carteira de infraestrutura representará por volta de R$ 300 milhões em volume de prêmios na Allianz neste ano. "No Brasil a fatia do transporte é maior, proporcionalmente, do que em outros países. A gente tem um fator maior que é o roubo de cargas. Até existe em outros países, mas não na mesma intensidade que aqui", diz.

Na construção de hidrelétricas, explica o diretor comercial da RSA Seguros, Ariel Couto, as obras civis são a parte crítica, o que reflete diretamente no custo do seguro. No caso de usinas eólicas, o transporte é a parte mais complicada. "Nesse caso, tudo é relacionado aos equipamentos e o transporte é crítico pelo tamanho deles", explica.

André Guidetti, gerente da LIU, divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, destaca o risco dessas cargas atravessarem locais inóspitos. Ele cita como exemplo a construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, no Rio Jari, na divisa entre Pará e Amapá.

O presidente no Brasil da Willis, José Otávio, atenta que, num momento de crescimento da demanda doméstica por consumo, o risco de transporte ganha vulto. "O risco não é só no transporte de cargas. Mas de roupas, equipamentos eletrônicos, comida, cigarro." A fatia de participação dos riscos de transporte cresce e já é de 15% do volume de prêmios da Willis.

Na visão da Swiss Re, o setor de transporte de cargas tem um crescimento atrativo. Segundo o diretor de soluções empresariais para o Brasil e o Cone Sul, Fabio Corrias, o nicho de energia renovável é uma atividade relativamente nova "e no qual temos bastante interesse em atuar".

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Principais rodovias de SP ganharão faixas adicionais


As principais rodovias do Estado ganharão faixas de tráfego adicionais a partir de 2013. As obras de expansão, que começam no próximo ano, devem aliviar os gargalos no acesso à capital para quem chega pelas pistas da Imigrantes, Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna, Castelo Branco e Raposo Tavares. O conjunto de intervenções ainda facilitará o deslocamento entre as cidades pequenas do interior, que sofrem cada vez mais com picos de trânsito em trechos curtos.

Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o planejamento está previsto nos contratos de concessão e, quando executado, deve reduzir os já constantes congestionamentos registrados nas estradas. A primeira obra começa em janeiro, na pista norte da Imigrantes, sentido capital. A implementação da quinta faixa vai facilitar a vida de quem mora nas cidades da Baixada Santista ou do ABC e trabalha em São Paulo. Ela será construída entre o km 26 e o km 40 e será a primeira do pacote a sair, já em 2013.

De manhã, o trecho de 14 quilômetros trava na saída da Serra do Mar, em São Bernardo do Campo. A lentidão começa no acesso à interligação com a Anchieta. Lá, os caminhões trocam de pista e invadem a Imigrantes já no Planalto. O movimento é intenso até a saída para o Trecho Sul do Rodoanel.
Segundo dados da Artesp, quase 400 mil motoristas rodam por dia pelas rodovias privatizadas do Estado - a conta não inclui Dutra, Fernão Dias e Régis Bittencourt, que são federais. Dentro do modelo estadual de concessão, a preferida dos paulistas é a Castelo Branco, que registra movimento diário de 95,4 mil carros. Em dois anos, a rodovia ganhará faixas adicionais na ligação de Porto Feliz com Boituva, entre o km 104 e o km 122.

A decepção fica por conta das obras previstas para a Raposo Tavares, que trava diariamente nos horários de rush, especialmente no trecho urbano entre São Paulo e Cotia. A rodovia só prevê ampliar faixas de tráfego a partir do km 63, o que não aliviará os longos congestionamentos registrados na chegada à Marginal do Pinheiros, onde a estrada se transforma em avenida. O acesso a São Roque, no entanto, será facilitado, com prolongamento do trevo da cidade. A pista única até Mairinque será duplicada.

Fonte: Agência Estado

Artesp autoriza instalação de radares na Imigrantes


Em breve, motoristas que utilizam a pista de subida da Rodovia dos Imigrantes terão que tirar o pé do acelerador. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que regula o setor, autorizou a redução do limite de velocidade e a implantação de radar em trechos da estrada.

Apesar de ainda não ter data para a implantação das medidas, a Agência confirmou que irá reduzir de 120 para 100 quilômetros por hora o limite de velocidade em um trecho de cinco quilômetros (entre o Km 39 e o Km 43), no topo da Serra do Mar.

A medida já recebeu sinal verde do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Um novo radar fixo também será instalado no Km 41. O aparelho, segundo a Artesp, já está em processo de aquisição.

“Essas medidas fazem parte de um pacote de ações que visam aumentar, ainda mais, a segurança da pista. Alertando, principalmente, os motoristas sobre ações perigosas e condições climáticas”, explica Eduardo Di Gregório, gerente de atendimento ao usuário da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta Imigrantes (SAI).

Segundo a Ecovias, outras mudanças sugeridas ainda estão em estudo pela Artesp e aguardam homologação.
Entre os exemplos, estão a proibição de ultrapassagens dos veículos comerciais – que deverão trafegar em faixa única, em fila – nos trechos de Serra, e em condições de neblina intensa, e a redução da velocidade máxima permitida de 100 quilômetros por hora para 40 quilômetros por hora também sob forte neblina.

Megaengavetamento

Todas essas ações que estão sendo adotadas ultimamente são consequências do megaengavetamento que envolveu cerca de 270 veículos, segundo dados da Polícia Militar, no dia 15 de setembro deste ano e deixou uma pessoa morta e mais de 50 feridas.

Além de um inquérito policial, foi instaurado um inquérito civil para apurar possíveis problemas na prestação dos serviços ao usuário da rodovia.

“Ainda estamos analisando os dados que colhemos. Foi um evento que fugiu da normalidade e queremos saber se houve alguma falha na prestação do serviço”, afirma o promotor de Justiça de São Bernardo, Marcelo Sciorilli, que instaurou a apuração.

Ele lembra que o prazo para concluir a investigação vence em março, mas acredita que o documento será concluído antes desta data.

Fonte: A Tribuna

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pesquisa revela trechos rodoviários mais perigosos do País


A BR-101, localizada no Pernambuco, foi considerada a principal rodovia do País em termos de acidentes com vítimas fatais. A avaliação, realizada pela Fundação Dom Cabral e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), concluiu que o trecho entre os quilômetros 51 e 100 é o mais perigoso de todo Brasil, com uma média de 5,7 acidentes com mortes a cada mil veículos que circulam por dia. Os números se referem às ocorrências registradas em 2009. A BR-476, no Paraná, trecho entre os quilômetros 101 e 150, ficou em segundo lugar no ranking com 5,21 acidentes com mortes. Em seguida aparece a BR-116, no Rio Grande o Sul, BR-101, em Santa Catarina, e SP-280, que é a rodovia Castelo Branco/SP. O estudo constatou que os dez trechos apontados como campeões de acidentes com vítimas estão em áreas urbanas. 
No entanto, independentemente das condições da pista, quanto mais movimento de veículos, maior é o perigo. O estudo mostrou também que a quantidade de acidentes diminui quando a estrada é ruim, mas a gravidade deles aumenta.
 
“Quando o motorista está em uma estrada com boas condições ele pisa no acelerador. Em estradas ruins ele reduz a velocidade, mas muitas vezes tem a ilusão de que conhece a pista, e acaba cometendo muitas imprudências. Por isso, não adianta investir em segurança nas estradas se o comportamento do motorista não mudar. Pensar que investir em segurança diminuirá o número de acidentes é ilusão. Se nada mudar, o Brasil terá os maiores índices de acidentes mesmo com as melhores estradas do mundo”, argumenta Paulo Resende, coordenador do núcleo de logística da Fundação Dom Cabral.

Fonte: O Carreteiro

Pedágio de Castelo Branco sofrerá o maior aumento


O mês de dezembro começará com o tradicional aumento nas tarifas das 27 praças de pedágio do Paraná. Em média, o reajuste será de 4,5%. Os novos valores passam a vigorar no dia primeiro.

De acordo com a tabela divulgada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o maior índice de reajuste é de 5,33% e será aplicado justamente em dois trechos com pista simples: nas praças de Presidente Castelo Branco (a 35 quilômetros de Maringá), sob responsabilidade da Viapar, e na de Céu Azul, da Ecocataras, no sudoeste do Estado.

Em Castelo Branco, o pedágio vai subir R$ 0,40 para veículos de passeio e R$ 0,80 para caminhões.
O aumento médio de 4,51% nas tarifas ficou abaixo da inflação registrada por todos os índices usados no País nos últimos 12 meses. A fórmula leva em conta uma série de fatores e foi revisada e autorizada pelo DER.

Para os usuários do trecho de Presidente Castelo Branco, a aplicação do maior índice de aumento no Estado é incoerente com a falta de pista dupla na rodovia.

O caminhoneiro Sidnei Brito, 43 anos, morador de São Carlos do Ivaí, que transporta tijolos, trafega todos os dias pelo trecho. Com 15 anos de experiência na profissão, ele afirma que o fluxo intenso de veículos pesados, principalmente de canavieiros, deixa o trânsito lento.

"A pista deveria ser duplicada. A gente perde muito tempo, porque anda a uma velocidade bem abaixo do limite permitido", afirma.
Viapar

Por meio da Assessoria de Imprensa, a Viapar informa que entre as principais obras previstas para os próximos anos está a duplicação da BR-376, entre Maringá e Nova Esperança - trecho que inclui a praça de Castelo Branco.

A concessionária informa que a malha sob responsabilidade dela compreende 546 quilômetros, dos quais 142 são de pista dupla e 334 de pista simples, sem contar o trecho de oferta (sem pedágio), entre Paranavaí e Nova Londrina.

A nota da empresa afirma ainda que, em 12 anos de concessão, foram duplicados 50,7 quilômetros de pista, o correspondente a 4,22 quilômetros por ano de faturamento da concessão.

A Viapar esclarece também que prevê duplicar outros 170,7 quilômetros, incluindo o trecho entre Mandaguaçu e Nova Esperança. De acordo com a concessionária, de cada R$ 100 arrecadados nas praças, R$ 35 são investidos em obras e serviços.

Fonte: O Diário

Brasil quer estar entre os dez mais em logística


Até 2022, o Brasil deverá figurar entre os dez países com melhor desempenho logístico no mundo, segundo expectativa apresentada ontem pelo ministro dos portos, Leônidas Cristino, no encerramento do VI Seminário SEP de Logística. De acordo com dados apresentados por ele, ainda em 2007, o País ocupava a 61ª posição no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial. Três anos depois, em 2010, saltou para a 41ª, e espera-se que já no próximo ano fique em 30º no mundo. Ele explicou que o avanço deve acontecer porque o Governo vem investindo substancialmente no setor portuário, responsável, atualmente, por 95% das relações de comércio exterior brasileiras.

O ministro apresentou ainda o balanço das operações dos portos do País no terceiro trimestre, como exemplo ao trabalho que vem sendo realizado pela SEP. O período, de resultados positivos, foi, para ele, marcado pela "dinamização dos portos organizados". A movimentação de cargas alcançou a marca de 232 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 6,9% em relação ao ano passado. Já a quantidade de contêineres saltou 17,3%, em comparação a 2010 e a cabotagem - navegação entre os portos nacionais - cresceu 7,8%.

Leônidas Cristino lembrou dos gargalos do setor, mas fez questão de ressaltar as soluções que estão sendo criadas. A questão da burocracia para ele, entrave importante, deve ser resolvida em parte com o programa Porto sem Papel.

Terminal de passageiros - Outro ponto foi quanto ao processo licitatório do Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe. Ele explicou que também problemas burocráticos estão atrasando essa fase, mas que espera que até o início do próximo ano as obras sejam efetivamente iniciadas.

Desburocratização - Porto sem papel deve sair em 2012.

Considerado uma solução aos entraves burocráticos do setor portuário, o programa Porto sem Papel deve começar a funcionar nos terminais cearenses já no início do próximo ano.
Segundo o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, o Porto do Mucuripe, por exemplo, já está com quase todos os equipamentos adquiridos, entre computadores e softwares. Eles esperam somente pela compra do scanner, que é de responsabilidade do Governo do Estado.

Investimentos - "Serão investidos cerca de R$ 10 milhões, via Governo Federal, mais R$ 8 milhões do Estado, na compra do scanner", explica. Holanda disse ainda que entre os dias 5 e 9 de dezembro, a equipe da Companhia Docas já será treinada para a operação automatizada, que deve eliminar a papelada no embarque e desembarque de cargas. A experiência do Porto sem Papel já é bem sucedida em grandes portos como o de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. Nesses locais, o programa já conseguiu reduzir em 50% o tempo médio de estadia dos navios, que é de cinco dias atualmente. "Isso diminui o Custo Brasil e aumenta a competitividade das nossas mercadorias", explica o gestor da Companhia Docas.

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tarifas de Pedágio terão reajuste de 4,53% a partir de dezembro


O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) aprovou ontem os cálculos do reajuste tarifário para o pedágio nas estradas federais e estaduais concedidas pelo Estado do Paraná, por estarem de acordo com o contrato vigente. O índice de reajuste é de 4,53%, com validade a partir da zero hora do próximo dia primeiro de dezembro.

Segundo o governo, o índice ficou abaixo da inflação dos últimos doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou 6,66%. O reajuste também ficou abaixo da variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (6,97%), também medido pelo IBGE, e do Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC M) (6,79%), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O período adotado pelo DER para definir o índice paramétrico corresponde aos doze meses de outubro de 2010 a outubro de 2011.

Também são adotados como referência para a formatação da cesta de índices cálculos da FGV direcionados para obras rodoviárias. São eles: Índice de Terraplenagem (IT), Índice de Pavimentação (IP), Índice de Obras de Artes Especiais (IOAE) e Índice de Serviços de Consultoria (IC). Ainda são considerados os índices Nacional do Custo da Construção Civil (INCC), e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP – M).

O DER informou que há arredondamentos no valor das tarifas após feitos os cálculos aplicáveis aos preços, que podem ocasionar pequenas diferenças percentuais para mais ou para menos.

Negociação — Este será o primeiro reajuste das tarifas do pedágio no atual governo. Na administração anterior, de Roberto Requião (PMDB), o governo rejeitou os pedidos de aumento das concessionárias, mas os mesmos foram confirmados na Justiça, por força dos contratos. O atual governo iniciou um processo de negociação com as concessionárias com o objetivo de reduzir as tarifas e promover a retomada de obras de duplicação de rodovias suspensas por conta da disputa judicial com o Estado. No início do mês, o governador Beto Richa (PSDB) anunciou acordo com a Ecocataratas que prevê o início das obras de duplicação do trecho de 14,4 quilômetros da BR 277, entre os municípios de Matelândia e Medianeira, na região Oeste.

O investimento de R$ 50 milhões segue tabela do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, com uma redução de R$ 5 milhões em relação à proposta inicial.

Segundo o governo, a duplicação não vai causar impacto inicial na tarifa de pedágio. Pelo acordo, somente depois que a obra estiver concluída a empresa poderá incluir o investimento na planilha de custos de operação. Mesmo assim, qualquer acréscimo no preço cobrado dos usuários deverá ser temporário, pois terá que vigorar por um prazo determinado para amortização. Além disso, a taxa interna de retorno (TIR) da empresa foi reduzida de 16,43% para 12%.

Recentemente, o secretário de Estado da Infraestrutura, José Richa Filho, anunciou a intenção do governo de promover Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a duplicação de outros trechos ainda não pedagiados.

Entre os trechos em estudo estão a PR-323, na região Noroeste, entre Guaíra e Maringá e a PR-445, na região de Londrina. Essas PPPs, porém, dependem de acordo com o governo federal, ainda em negociação.

Fonte: Bem Paraná