quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vale vai recuperar 1.330 km de ferrovias na Bahia


A recuperação de 1.330 dos 1.769 quilômetros da malha ferroviária na Bahia, até o final de 2013, foi anunciada pela concessionária Vale. A FCA pretende recuperar o traçado de 605 quilômetros entre o Porto de Aratu-Candeias e o município de Brumado, onde será erguido um terminal logístico intermodal.

O traçado que liga Aratu ao sudeste do País, batizado de Grãos Bahia, receberá investimentos de R$ 68,8 milhões e deverá ser concluído até o final de 2013. O comprimento deste prazo, no entanto, vai depender da obtenção de licenças ambientais e da reintegração de posse de terrenos que estão desocupados. “O objetivo é tornar a Bahia um verdadeiro corredor logístico de transporte de grãos”, disse a concessionária.

A Vale anunciou que o primeiro investimento será a recuperação dos oito quilômetros entre Mapele e o bairro de Paripe, em Salvador. Fundamental na ligação da capital baiana com o sistema logístico, o trecho terá investimentos da ordem de R$ 4,3 milhões, com conclusão das obras previstas para julho de 2013.

A decisão de retomar o trecho foi tomada a partir do novo marco regulatório para o sistema de ferrovias, definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Com as novas regras, as concessionárias foram obrigadas a reativar os trechos desativados das ferrovias.

Fonte: A Tribuna On-line

Cobrança por quilômetro rodado será testado em Indaiatuba


O novo modelo de cobrança de pedágio por quilômetro rodado no Estado de São Paulo será implantado e testado no Km 60,8 da Rodovia Santos Dumont (SP-75), em Indaiatuba.

A praça de pedágio — que liga a cidade a Campinas — está entre as mais caras do País. O motorista que trafega nos 20 quilômetros que ligam os dois municípios paga uma tarifa de R$ 10,10.

A média cobrada no trecho é de R$ 0,50 por km rodado e chega a ser seis vezes mais cara do que a média de outras vias do País, que paga cerca de R$ 0,08 por km percorrido.

O anúncio dos testes será feito na próxima sexta-feira, dia 4, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes.nos, 15 cm.

Fonte: Paulínia News

Postos prometem não repassar o reajuste da Pebrobras


O aumento de 10% anunciado pela Petrobrás no preço dos combustíveis vendidos para as refinarias não deverá chegar ao consumidor final. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), a redução da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) será suficiente para equilibrar custos e evitar aumentos nas bombas dos postos de combustível.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, as duas medidas se equivalem. De acordo com o decreto que trata da redução da Cide, desde ontem e até 30 de junho de 2012, as alíquotas da gasolina passarão de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 e do óleo diesel de R$ 0,07 por litro para R$ 0,047. A expectativa é que nos oito meses em que a medida vigorar o governo deixe de arrecadar R$ 2 bilhões com o tributo.

O objetivo do governo é que impedir que um eventual reajuste do combustível alimente uma escalada de preços. O presidente do Sindicom disse que ainda é cedo para prever o que vai acontecer em junho de 2012, quando termina o prazo anunciado pelo governo para a redução da contribuição. "O governo abriu mão de arrecadar a Cide e disse que (a diminuição) dura até meados do ano que vem. O que vai acontecer depois disso teremos de esperar para saber", ponderou.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) publicou nota em que diz não esperar reajustes em função das alterações. O texto ressalta, no entanto, que "o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora decidir qual será o seu preço final, de acordo com as suas estruturas de custo". A Federação representa cerca de 38 mil postos de combustível de todo o país.

Fonte: OTempo – MG

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Consumo sobe e etanol dispara na usina em SP


Os preços do etanol hidratado, que abastece diretamente os veículos, tiveram forte alta na última semana nas usinas em São Paulo, puxados por um consumo maior nos postos de combustíveis. O indicador semanal Cepea/Esalq para o biocombustível fechou em alta de 2%, a R$ 1,2574 o litro.

De acordo com Miriam Bacchi, pesquisadora do Cepea, o que ocorreu é que o preço do etanol na bomba de combustível em São Paulo recuou nas últimas semanas, tornando-o novamente competitivo em relação à gasolina. "Com isso, o número de negócios entre distribuidoras e usinas aumentou muito e os preços tiveram essa forte reação", diz. Além disso, afirma ela, há a própria desaceleração da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que vem reduzindo a oferta do produto na indústria.

Em relatório divulgado na última quarta-feira, a União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) informou que 46 unidades produtoras já haviam encerrado a safra. Na primeira quinzena de outubro, a produção do etanol hidratado, segundo a Unica, foi 21% menor do que em igual quinzena de 2010.

Com a migração do consumo de gasolina para o hidratado nessa última semana, os preços do anidro (que é misturado à gasolina) ficaram praticamente estáveis. O indicador Cepea/Esalq para o produto teve leve baixa de 0,23%, a R$ 1,3790 o litro.

Fonte: Valor Econômico

Padronização de velocidade chega à zona norte de SP


A padronização de velocidade em vias da cidade de São Paulo também vai atingir as ruas da zona norte de São Paulo. A mudança acontecerá especialmente na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, onde a velocidade cai de 70 km/h para 60 km/h. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai uniformizar a regulamentação de velocidade em mais um grupo de vias em 60 km/h, a partir da próxima segunda-feira, 31. 

Essa mudança tem como principal objetivo proporcionar maior segurança aos motoristas que circulam pelos 16,8 quilômetros das vias relacionadas a seguir: Estrada Turística do Jaraguá, Avenida Ermano Marchetti, Praça Jácomo Zamella, Avenida Comendador Martinelli, Avenida Inajar de Souza e Avenida Engenheiro Caetano Álvares.

Estudos técnicos da CET indicaram a necessidade de regulamentar a velocidade em 50 km/h nos 4,5 quilômetros da Estrada Turística do Jaraguá, além das faixas exclusivas de ônibus. Veículos autorizados a trafegar por estas faixas devem respeitar este limite.

 No restante, a velocidade regulamentada será mantida em 60 km/h. Estão sendo implantadas 173 placas de regulamentação de velocidade e advertência para alertar os motoristas. A CET recomenda aos usuários que estejam atentos quanto à nova regulamentação de velocidade, pois, a partir do dia 31 de outubro, os veículos que desrespeitarem serão autuados.

Fonte: Agência Estado

Santa Catarina e Paraná podem ter pedágios menores


O diretor-regional do Paraná e Santa Catarina da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, disse durante o 7º Congresso Brasileiro de Rodovias e Concessões - realizado em Foz do Iguaçu (PR) semana passada - que as tarifas de pedágio em ambos os estados podem cair em breve. De acordo com ele, esta queda das tarifas virá junto com a realização de melhorias nas estradas.

Chiminazzo citou como pontos prioritários a construção de novos viadutos e passagens, acessos e vias marginais. Para possibilitar a queda das tarifas mais as obras, no entanto, seria preciso a renovação dos contratos das empresas. "De alguma maneira a equação tem de ser fechada. Para ampliar investimentos, ou se prorrogam os contratos ou as tarifas aumentam", defendeu ele.

Hoje, 2.481 km de rodovias no Paraná (15,7% da malha total) são administrados por seis concessionárias.

O preço médio dos pedágios no estado é de R$ 8,26 a cada 100 km, ao passo que a média brasileira está em R$ 8,42 a cada 100 km.

Silvio Médici, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito (Abeetrans), afirma que há solução para o problema dos altos pedágios. Basta que companhias e governo negociem a mudança dos contratos para permitir a alteração da forma de cobrança das tarifas: "Tecnologia para isto existe. Há sistemas onde o motorista entra na rodovia, recebe um tíquete, o entrega quando sai dela e paga só pelo que tiver usado" informa Médici.

Fonte: DCI

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Valorização do açúcar contribui para aumento de desvios de cargas


A valorização do açúcar está contribuindo cada vez mais para que os desvios de cargas aumentem na região de Ribeirão Preto. A afirmação é de um encarregado de uma transportadora da cidade, que não quis se identificar por questões de segurança. Ele teve, em menos de dois meses, quatro cargas desviadas este ano, sendo a última na terça-feira (25/10). O aumento da saca do açúcar de 60 quilos nos últimos dois anos foi de aproximadamente R$ 50. A mercadoria era vendida a R$ 20 e passou para R$ 70.

“Outro fator que colabora com o crescimento desse crime é a safra deste ano ter sido menor e, consequentemente, a queda na produção. Isso aumenta, ainda mais, o risco de termos novos desvios”, afirma o encarregado.

No ramo há 13 anos, o encarregado registrou o último boletim de ocorrência na terça-feira, no 4º Distrito Policial. Segundo consta no B.O., um motorista carregou 25,5 toneladas de açúcar em uma usina de Pirassununga, no dia 11 e seu destino final era chegar ao Porto de Santos, no entanto, isso não ocorreu.

Uma outra empresa também foi vítima do crime. Na noite de terça, uma carreta da Coca-Cola carregada com aproximadamente 29 toneladas de açúcar foi roubada, na Rodovia Antonio Machado Santana (SP 255). O motorista foi feito refém pelos bandidos e, em seguida liberado.
Esquema

De acordo com o encarregado da transportadora, esse tipo de desvio ocorre, pois um golpe vem sendo aplicado por falsos motoristas. “Eles se passam por motoristas, preenchem um cadastro, que passa pelo gerenciamento de risco da seguradora e, em seguida, tem a ordem para o carregamento. Porém, quando ocorre o desvio que descobrimos que o documento da pessoa e do veículo são falsos”, declara.
Ainda, segundo ele, os custos dos desvios são sempre das transportadoras, que assume a responsabilidade pela mercadoria.
Fachada

Uma empresa, que vendia açúcar roubado, aberta com documentos falsos foi fechada, em 27 de abril deste ano, no bairro Campos Elíseos, em Ribeirão. A investigação durou um mês e ao chegarem ao local, os policiais descobriram no barracão, uma carga de 45.550 quilos, que havia sido roubada no final de semana anterior, de uma transportadora em Serra Azul.

Na ocasião, a polícia informou que as investigações apontam para um forte esquema de roubo de cargas de açúcar na região. O proprietário da empresa continua foragido.
Safra

Um levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), sindicatos e associações apontou que o volume de cana-de-açúcar processado no Centro-Sul, do início do ano até 1º de agosto, foi de 259,06 milhões de toneladas. Esse total apresenta queda de 13,02% em relação à safra 2010/2011.

A pesquisa mostra que a fabricação de açúcar alcançou 14,76 milhões de toneladas, o que representa uma redução de dois milhões de toneladas, comparado ao mesmo período de 2010.

Fonte: EPTV

São Paulo terá mais 60 radares


Radares inteligentes da Polícia Rodoviária de São Paulo já deixaram na estrada 44.667 motoristas flagrados com o licenciamento vencido. De janeiro a setembro deste ano, 165 abordagens por dia resultaram em apreensão do veículo e multa de R$ 191,54. No ano passado, quando os 40 radares atualmente em atividade começaram a ser instalados, o número de carros apreendidos por licenciamento vencido foi bem mais baixo: 9.588. E a tendência é de que o número de multas aumente - a fiscalização deve ser reforçada com 60 radares inteligentes móveis.

Os aparelhos funcionam há um ano e meio em pontos fixos das estradas estaduais. O sistema faz a leitura das placas e identifica nos registros da polícia se o veículo tem pendências judiciais e está com a documentação em dia. Entre setembro de 2010 e setembro de 2011, esses equipamentos fizeram a leitura das placas de 209,5 milhões de veículos.

"No ano passado, tivemos de fazer ajustes no sistema. Este é o primeiro ano de pleno funcionamento dos radares inteligentes", afirma o comandante da Polícia Rodoviária de São Paulo, coronel Jean Charles de Oliveira.

Além das multas por licenciamento vencido, radares inteligentes também já flagraram quase 50 motoristas por hora descumprindo limites de velocidade das rodovias estaduais - 318 mil condutores foram multados até o dia 30 de setembro. Se somadas às autuações dos radares móveis, esse número mais que duplica, chegando a 810 mil por excesso de velocidade.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, ultrapassar limite de velocidade dá multa de R$ 85,13 (até 20% acima do permitido) a R$ 574,62 (mais de 50% acima do permitido), resultando, nos casos mais graves, na suspensão imediata do direito de dirigir. Em 2010, os radares ainda flagraram 289 veículos roubados ou com algum problema com a Justiça circulando pelas estradas. Neste ano, esse número caiu quase pela metade, para 151. "Muitos fogem porque já sabem onde estão os radares. Por isso vamos comprar os móveis", disse Oliveira.

Pedestres

A maioria dos motoristas que dirigem na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, não respeita o direito dos pedestres. É o que revela uma pesquisa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Na tentativa de reverter o quadro, a CET começou nesta semana a atuar no campus do Butantã da Universidade de São Paulo (USP). Desde segunda-feira, dez orientadores auxiliam pedestres a atravessar a faixa em três pontos: perto das Portarias 1 e 3 e na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade.

O levantamento feito pela CET entre os dias 13 e 28 de setembro mostra que, das 11 horas às 13 horas, dois terços (68%) dos motoristas não deram preferência a pedestres nas faixas de travessia sem semáforo dentro da USP. Além disso, 65% dos veículos que dobraram esquinas não ligaram a seta, uma infração considerada grave.

Para as duas análises, foram contados, respectivamente, 1.737 e 2.077 veículos. A cada dia útil, circulam pelos 4,5 milhões de m² da Cidade Universitária cerca de 50 mil veículos e 100 mil pessoas.

Fonte: O Diário

Das 20 melhores rodovias do País, 19 são paulistas


O motorista que parte de São Paulo à estância de Águas de Santa Bárbara viaja pela melhor rodovia do país, a Castello Branco (SP 280) – importante ligação entre municípios turísticos e industriais como Sorocaba e Avaré. Em outras 18 rodovias do Estado de São Paulo não será diferente. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgada na última quarta, 26, das 20 melhores rodovias do Brasil, 19 são paulistas e fazem parte do programa do governo. Todas integram o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo, fiscalizado e gerenciado pela ARTESP.

Ocupando a segunda posição no ranking está a Rodovia dos Bandeirantes (SP 348). Já o terceiro lugar é para a ligação entre Ribeirão Preto e Borborema pela Rodovia Carlos Tonanni (SP 333). Das rodovias que partem da capital paulista destaca-se também o Sistema Anchieta-Imigrantes que subiu da 15° posição para a 12° e permanece sendo considerada uma ótima rodovia sob os aspectos avaliados: geometria, sinalização e pavimento.

Outra que chama a atenção pela melhora no ranking é o Sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP 070).

Concedido em meados de 2009, o Sistema recebeu R$ 330 milhões de investimentos em obras e na operação e manutenção das rodovias, o que refletiu na escalada de onze posições: do 22° lugar em 2010 para 11° este ano. A partir da concessão a tarifa de pedágio da rodovia ficou 40% mais barata sem ter comprometido o nível de investimentos.

Ainda de acordo com o levantamento da CNT, 79% dos trechos paulistas avaliados estão classificados como “ótimo” ou “bom”. Quando considerado todo o País, 57% das rodovias estão em condições regulares, ruins ou péssimas.

A 15ª edição da pesquisa avaliou 92.747 km – 100% da malha federal pavimentada, as principais rodovias estaduais pavimentadas e as concessionadas. Foram avaliados aspectos do pavimento, sinalização e geometria da via. A partir dessas características foi possível obter a classificação do estado geral. A Pesquisa faz o ranking de um total de 109 ligações rodoviárias.

A pesquisa da CNT confirma a recente avaliação feita pelo Guia Estradas 2011, publicação do Guia 4 Rodas, da Editora Abril. Entre as 10 rodovias selecionadas pelo Guia como as melhores do país, 8 são atendidas pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.

Fonte: Artesp

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Com oferta menor, etanol continuará caro


Os consumidores de etanol vão ficar afastados das bombas de abastecimento neste ano por um período maior do que no anterior. A safra de cana-de-açúcar está terminando mais cedo e o início da moagem de 2012 começará mais tarde. Com isso, a oferta de álcool será menor nos próximos meses e os preços vão manter tendência de alta.

"A safra está ruim", diz Plinio Nastari, da Datagro, consultoria especializada no setor. Boa parte das usinas vai encerrar a moagem a partir de 15 de novembro, com algumas estendendo a atividade até a primeira quinzena de dezembro. Cerca de 50 usinas já pararam neste ano.

A próxima safra deverá começar de fato a partir do final de abril e início de maio do próximo ano, diz Nastari. Apesar desse cenário, ele diz que as coordenadas do abastecimento e da produção já estão dadas e o setor chegará ao início de maio de 2012 ano com estoques de passagem de 414 milhões de litros.

Demanda menor e preços maiores vão determinar esse estoque de passagem. Quanto aos preços, Nastari diz que o etanol não deve subir muito além do que já subiu. "Um reajuste próximo de 10%." Já o açúcar deverá ter maior variação nos preços, diz ele. Os novos números divulgados ontem pela Datagro mostram que o setor não foi bem neste ano, mas não há previsão de melhora também para o próximo.

A moagem de cana, que foi de 557 milhões de toneladas na safra passada no centro-sul, recua para 490,4 milhões neste ano. No Nordeste, sobe de 63 milhões para 67,3 milhões de toneladas. A menor oferta de cana derruba a produção de álcool para 22 bilhões de litros na safra 2011/12, após ter atingido 27,4 bilhões na anterior.

A produção nacional de açúcar, apesar de as usinas terem destinado mais cana para esse produto, recua para 35 milhões de toneladas, abaixo dos 38 milhões da safra anterior. O total produzido de álcool será de 19,9 bilhões de litros na região centro-sul, abaixo dos 20,4 bilhões de litros que serão consumidos.

Produção menor e entressafra maior jogam o problema para a Petrobras, que deverá fornecer mais gasolina para o mercado nacional. A octanagem do álcool é maior do que a da gasolina. Portanto, a redução da mistura força a Petrobras a reduzir a produção de gasolina para ter esse derivado com octanagem maior.

Além disso, a empresa deverá elevar as importações, o que já vem fazendo. Até setembro, as compras externas somaram 850 milhões de litros, 66% mais do que no ano passado.

PROBLEMA CONTINUA

O problema deste ano continuará no próximo. Os produtores tiveram dificuldade de renovação dos canaviais, devido ao clima seco, e essa cana só estará disponível para as usinas em 14 meses.
A região centro-sul, a principal produtora de cana-de-açúcar, vive atualmente um clima bem diferente dos demais anos. "Temos no centro-sul um padrão típico de Brasília para cima, sem chuva", diz Nastari.

Com isso, a produção de cana-de-açúcar neste ano é de 71 t a 72 t por hectare, bem abaixo do padrão normal, de 84,9 t a 85 t. O clima desfavorável reduziu o rendimento agrícola e a oferta de ATR (açúcar total recuperável) desta safra é 16,3% inferior à da temporada passada na região centro-sul. O cenário não é bom. O Brasil levará de três a quatro anos para voltar ao patamar de rendimento agrícola dos últimos dois anos.

Fonte: Folha de S. Paulo