quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pedágio da BR-040 vai continuar custando R$ 8


O pedágio da BR-040 vai continuar custando R$ 8 para veículos de passeio. O reajuste da tarifa começaria a valer nesta terça-feira (20), mas de acordo com cálculos feitos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os valores continuarão os mesmos. Caminhões e carretas pagam R$ 16 por eixo, já as motocicletas pagam R$ 4. Nos últimos dois anos, todos os pedidos de reajustes solicitados pela Concer, concessionária que administra a rodovia, foram negados pela ANTT.

Apesar de congelar a tarifa, a decisão da ANTT não agradou aos moradores de Petrópolis, Região Serrana do Rio, que desde 2011 esperam uma redução do pedágio na BR-040, devido um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), que naquele ano indicou que a ANTT promovesse a revisão das tarifas cobradas na rodovia, o que não foi feito até o momento.

Para o arquiteto Jorge Luis Borges, morador de Petrópolis e que precisa utilizar a BR-040 todos os dias para chegar ao escritório onde trabalha em Botafogo, no Rio de Janeiro, o problema na rodovia não é apenas o valor do padágio, mas também a falta de manutenção das pistas e os contantes acidentes que provocam engarrafamentos diários. "Não sei por que deixam a Concer continuar administrando essa rodovia. Não fazem nada, não justifica cobrarem esse valor de R$ 8. Nem tetelefones temos na estrada para solicitar algum socorro. Os acidentes são constantes, e os funcionários da concessionária, muitas vezes, levam horas para contornar a situação", disse o arquiteto.

O deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB), que também é de Petrópolis, e assim como os demais moradores da cidade utiliza a BR-040 para chegar à Assembléia Legislativa do Estado (Alerj), está oficiando o tribunal pedindo a revisão, para menor, da tarifa. "Fica claro que a tarifa praticada desde 2010 é abusiva, do contrário os reajustes teriam sido concedidos nestes dois anos para manter a economicidade do contrato. E, se já era abusiva em 2010, também era muito mais do que o necessário, muito acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, que mede a inflação", afirma Bernardo Rossi.

Para o parlamentar, o momento é de pressionar pela revisão da tarifa. "Hoje, o pedágio a R$ 8 representa um aumento acumulado de 319%, desde o início da cobrança, em 1996, quando foi estipulado em R$ 1,91. Se levarmos em conta o início do Plano Real (julho de 1994) até o final de 2011 e uma inflação acumulada no período de 218%, a tarifa não deveria ultrapassar R$ 6. Não há obras que justifiquem um pedágio maior, nem mesmo a tão sonhada nova pista de subida da Serra", afirma o deputado.

Governo federal suspendeu reajuste em várias rodovias

A recusa da ANTT em reajustar o pedágio este ano segue uma orientação do governo federal que suspendeu, em várias rodovias, a majoração das tarifas como forma de reduzir o custo de vida. "O nosso trecho da BR-040, no entanto, vive um momento diferente, de expectativa da nova pista. A Concer já disse claramente que tem pouco mais de R$ 300 milhões para a obra e que espera um aporte de R$ 678 milhões do governo federal para garantir a nova pista. Queremos que o governo assegure a construção da nova pista sem reajuste de pedágio e sem prorrogação do contrato da concessionária", afirma o deputado Bernardo Rossi.

Os reajustes foram adiados por tempo indeterminado na Rio-Petrópolis-Juiz de Fora (BR-040), Presidente Dutra e Ponte Rio Niterói, mas podem ser aplicados a qualquer momento. O governo federal também anunciou que pretende oferecer compensações aos concessionários. Algumas das alternativas possíveis são aumento do tempo de contrato, reajustes maiores no futuro e não realização de obras previstas.

A equipe do G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Concer, mas até as 18h20 desta terça-feira não conseguiu contato.

Fonte.: G1

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mais quatro vias de SP ganham faixas exclusivas de ônibus


A Prefeitura inaugurou na manhã de segunda-feira (19), faixas exclusivas de ônibus em trechos de quatro vias da cidade. A exclusividade para o transporte coletivo é nas Avenidas Brigadeiro Luís Antônio, Francisco Matarazzo, Águia de Haia e na Rua João Teodoro. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 10,5 km estão sendo ativados nesta segunda, totalizando 128,62 km de faixas exclusivas implantadas neste ano. Por enquanto, não serão aplicadas multas para quem desrespeitar as faixas nos novos trechos.

Na Brigadeiro Luís Antônio, são duas faixas. A área exclusiva fica à direita no sentido centro, desde a Praça Dom Gastão Liberal Pinto até a Rua Maria Paula, em um trecho de 4,8 km de extensão. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e, aos sábados, das 6h às 14h. No sentido bairro, foi instalada uma faixa exclusiva complementar à que já existe.

Na Francisco Matarazzo, são 500 metros de faixas somadas às que já existem. A exclusividade valerá de segunda a sexta-feira, das 4 às 23 horas, e, aos sábados, das 4 às 15 horas.

Já na Águia de Haia, são 4,3 km, entre a Avenida São Miguel e a Radial Leste, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 5h às 9h, no sentido centro, e, das 17h às 20h, no sentido bairro.

Na Rua João Teodoro, a preocupação é com o pico da manhã e, por isso, a restrição na faixa da direita vale só de segunda a sexta-feira, das 6h às 10h, no trecho entre as Avenidas do Estado e Tiradentes. Com isso, a faixa exclusiva para ônibus já existente entre a Rua Maria Marcolina e a Avenida do Estado também funcionará das 6h às 10h.

Aposta. Após os protestos de junho, com cobranças por melhoria na mobilidade urbana que abalaram a imagem do prefeito Fernando Haddad (PT), a criação de faixas para ônibus passou a ser sua principal aposta. Até o fim deste ano, a Prefeitura quer entregar 220 km de faixas exclusivas à direita. Além disso, no fim do mês passado, foi aberta consulta pública para a licitação de 127 km de corredores de ônibus, com custo estimado de R$ 4,4 bilhões.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Preços do diesel e da mão de obra aumentam custo logístico no ano


O custo de transportar cargas em rodovias está entre 6,81% e 7,54% mais caros ao final dos últimos doze meses, segundo a NTC&Logística - entidade que reúne empresas associadas e entidades patronais do setor.

Segundo a entidade, contribuiu para os números o aumento do preço do diesel, com variação de 10,88%, passando de R$ 2,104 para R$ 2,333 por litro. Outra pressão foi a mão de obra - cujo dissídio em 2013, diz a entidade, foi em geral superior à inflação do período. No caso de São Paulo, diz a NTC, o índice de reajuste foi de 10%.

Segundo a entidade, a variação média do Índice Nacional da Variação de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas Fracionadas (INCTF) ficou acima de 7,54%. Já o Índice Nacional da Variação de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas Lotação (INCTL) foi de 6,81% em doze meses.

Nos últimos seis meses, os índices indicam desaceleração. O custo das cargas fracionadas e de lotação subiram 5,6% e 4,4% respectivamente. Os INCT-F e L medem a evolução de todos os custos do transporte de carga, incluindo transferência, coleta e distribuição (nas operações de cargas fracionadas), custos administrativos e de terminais.

Para a NTC, um custo não captado pelo índice - embora calculado pela entidade - é o referente às mudanças na mão de obra do setor. A lei 12.619, que entrou em vigor no dia 17 de junho de 2012 e que regulamenta a profissão do motorista empregado ou autônomo, trouxe aumentos "significativos" nos custos operacionais de empresas de logística. De acordo com estudos, esse aumento variou de 14,98% a 28,92%, dependendo da operação de transporte.


Fonte: Valor Econômico

Comissão rejeita medida que facilita registro de transportadoras


A Comissão de Viação e Transportes rejeitou na quarta-feira (14) o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2828/10, que dispensa empresas interessadas em obter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas de ter o transporte de cargas como atividade principal.

De autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), o texto susta dispositivo da Resolução 3056/09, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que atualmente impõe esse requisito.

O relator, deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), defendeu a rejeição da matéria. Para ele, as exigências são essenciais para a melhor organização e eficiência do setor de transporte de cargas. “Os indicadores de qualidade certamente não atingiriam os melhores níveis se não houvesse comprometimento total e integral das empresas nessa atividade”, afirmou. “Assim, empresas que realizam secundariamente o serviço de transporte de cargas podem reduzir os níveis de eficiência do setor”, completou

Tramitação

O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votado em Plenário.

Fonte.: Agência Câmara


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estrada velha de Santos será privatizada, mas sem pedágio


O governo de São Paulo decidiu entregar à iniciativa privada a manutenção e a possível exploração comercial da rodovia SP-148, conhecida como Caminho do Mar ou antiga estrada de Santos. Mas sem pedágio.

Em março, a Folha verificou que a estrada estava abandonada e fechada, apesar da sua importância histórica e ambiental.

O objetivo do governo é realizar uma concessão de uso remunerada, algo semelhante, por exemplo, às áreas alugadas em aeroportos.

As empresas pagam um aluguel e utilizam a estrutura para oferecer serviços.

Segundo o governo, não será permitida a cobrança de pedágio na rodovia.

Foi criada uma comissão com diversas secretarias e órgãos públicos para formular o edital de concessão da rodovia. Essa comissão tem o prazo de dois meses para finalizar uma proposta.

A estrada tem uma série de exigências, por ser parte do Parque Estadual da Serra do Mar, em São Bernardo do Campo e Cubatão, cidades que participarão dos debates sobre o edital.

De acordo com o governo, a estrada deve se tornar autossustentável financeiramente, após medidas de recuperação seguida de conservação.

Fonte.: Folha de S. Paulo