quinta-feira, 2 de maio de 2013

Chip promete reduzir burocracia e agilizar transporte de cargas no Brasil


Além da infraestrutura precária, tem o excesso de burocracia. Agora, uma tecnologia que começa a ser testada esta semana promete acabar com o excesso de papelada para a liberação de cargas. Um chip vai informar todo o trajeto dos contêineres.

O lacre eletrônico foi desenvolvido por pesquisadores, pela indústria e pelo governo para reduzir a burocracia e cortar custos. O Bom Dia Brasil acompanhou os testes.

Em Lins, interior de São Paulo, a carne na esteira do frigorifico é preparada para enfrentar uma longa viagem dentro e fora do Brasil.

A primeira parada é a 500 quilômetros, no Porto de Santos. A documentação é analisada pelo Vigiagro, um setor do Ministério da Agricultura, e pela Receita Federal. O percurso todo é uma maratona: são 11 horas de estrada, muita burocracia e filas até onde a vista alcança.

O Brasil perde mais de R$ 160 bilhões por causa de problemas de logística, R$ 13 bilhões só com falta de estrutura nos portos. Mas um aparelhinho do tamanho de uma unha pode deixar esta conta mais barata.

A nova tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da USP de São Paulo para dar mais rapidez ao desembaraço das cargas que são exportadas do Brasil. Os testes foram feitos nos portos de Santos, em São Paulo, e Navegantes, em Santa Catarina.

“Nós bolamos um lacre eletrônico que vai no contêiner, com as informações sobre o que está dentro do contêiner, tipos de carnes e tal”, afirma o professor Eduardo Mario Dias.

O chip é uma espécie de RG e fica no lacre. Cumpre o que hoje é feito por um calhamaço folhas de papel, levadas pelo caminhoneiro. Enquanto o contêiner é lacrado, o funcionário cadastra a carga no sistema, e em Santos as informações aparecem nos computadores do Vigiagro. “A gente abre o certificado sanitário, confere as suas informações”, afirma o fiscal.

O Bom Dia Brasil acompanhou dois contêineres. Um deles vai passar pelo processo tradicional, o outro pelo sistema novo. Em um, carne enlatada que vai para a Turquia. Em outro, carne que vai para a 
Venezuela, esse tem um lacre com chip.

A primeira checagem é no pelo processo manual. O contêiner branco é registrado com um telefone celular que tem o aplicativo do sistema. Na hora, o programa indica qual é a situação da carga. Já o trâmite do primeiro contêiner ainda terá longos dias pela frente.

Logo cedo, o motoqueiro retira os papeis e leva para o despachante, que organiza a documentação. No Vigiagro, a papelada entra em uma fila. Enquanto isso, centenas de caminhões tentam chegar ao porto.

A avenida portuária que dá acesso aos terminais no Porto de Santos tem fila de caminhão dos dois lados. 

“Sem dormir, sem comida para comer, sem banheiro para usar, sem nada”, reclama um caminhoneiro.

O dia termina sem notícias do processo. A liberação veio só no dia seguinte, 46,5 horas depois do lacre na carga. No caso do contêiner branco, o tempo foi de uma hora e 28 minutos. Uma eficiência necessária para o Brasil.

O país ficou na última colocação em um ranking recente que avaliou a competitividade dos portos de 14 países. Estamos atrás de Argentina, Polônia e Colômbia.

“Nós precisamos conjuntamente minimizar o mais rápido possível a média que um produto leva para ser exportado”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne, Antonio Jorge Camardelli.

“Nós temos que buscar agilizar e melhorar a nossa logística, a nossa infraestrutura, para adequar a grande produção que estamos tento. Acredito que até o fim do ano nos teremos esse lacre eletrônico em todos os portos brasileiros”, diz o ministro da Agricultura, Antonio Andrade.

O escritório do Vigiagro em Santos deve recuperar seus corredores, hoje lotados dos processos aprovados. Estima-se que no ano passado foram produzidas 300 mil folhas de arquivo. Com esse novo sistema, toda essa papelada vai perder a função e vai desaparecer.

Fonte.: Bom Dia Brasil


DER anuncia a duplicação da Sorocaba-Porto Feliz


Deve ser publicado no mês que vem o edital de concorrência para a contratação do projeto para duplicar a rodovia Emerenciano Prestes de Barros (SP-97), onde está sendo instalado o Residencial Carandá. Segundo o Departamento de Estrada de Rodagem (DER), a expectativa é que a empresa vencedora inicie os estudos no mês de outubro, com o prazo de conclusão em três meses. "Desta forma, a previsão é que as obras sejam licitadas em abril de 2014", divulgou o DER.

O plano é duplicar um trecho 11,4 quilômetros da SP-97 entre o Parque São Bento e a rodovia Castello Branco (SP-280), já no perímetro de Porto Feliz. "A rodovia receberá recapeamento do km 0 ao km 1,2 e será duplicada entre o km 1,2 e 12,61", divulgou o DER. A área de recapeamento vai da rotatória da Cruz de Ferro até a rotatória da entrada do Parque São Bento. Já a duplicação é prevista inclusive para a ponte sobre o rio Sorocaba, onde vários acidentes são registrados, vários deles com vítimas fatais. Até o momento, o orçamento previsto pelo DER para as obras é de cerca de R$ 59,4 milhões.

Na segunda-feira (29), durante o lançamento do Residencial Carandá, o secretário de Habitação da Prefeitura de Sorocaba (Sehab), Hélio Godoy, disse que para garantir o acesso dos moradores ao conjunto habitacional de 2.560 moradias existe a intenção de instalar uma rotatória em frente ao residencial.

A fim de atender aos cerca de 500 operários que estarão na obra nos próximos meses, número que poderá dobrar a partir de dezembro, foi solicitado à Urbes Trânsito e Transportes a ampliação da linha 69 Caguaçu. Quando a população estimada em 10 mil pessoas estiver vivendo no local, segundo o secretário Godoy, deverá ser implantada uma linha exclusiva do BRT (ônibus rápido). Godoy afirmou ainda que se reunirá com a direção do DER para conversar sobre as mudanças nas rodovias.

Segundo o secretário da Sehab, para que todo o trânsito não fique concentrado na avenida Ipanema, existe a proposta de uma futura avenida margeando o loteamento em direção à avenida Francisco Xavier, que corta do Jardim Renascer e o Ana Paula Eleutério (Habiteto), com a implantação de uma nova ponte sobre o rio Sorocaba, nas imediações do Parque São Bento 2.

Rodovia perigosa

Um mecânico decapitado após o veículo que dirigia colidir de frente com um caminhão. Em outro acidente envolvendo três veículos foram dois mortos, um no local e outro após internação. Uma professora que morreu afogada no rio após o motorista do veículo em que era passageira perder a direção na curva que antecede a ponte do Caguaçu. São algumas ocorrências com as vítimas fatais registradas apenas nos meses de março e abril deste ano. O construtor Emerson Balduino Machado, 34 anos, diz que já viu muito carro enfiado no meio do mato porque perde a direção ao fazer as curvas. O comerciante Osmar Lopes da Silva, 41 anos, que também já viu vários acidentes no local, destaca o perigo do trecho sinuoso da rodovia.

O construtor Donizete Rodrigues da Silveira, 53 anos, diz que a curva em "S", com uma ponte no meio, é o local mais perigoso. Afirma que a situação piora por volta das 7h, quando é preciso esperar vários minutos para conseguir cruzar a pista para entrar na propriedade onde mora, à margem da rodovia. A comerciante Diomar Leme, 63 anos, declara que assiste muita imprudência dos motoristas e sempre vê acidentes, principalmente na ponte. Para a Polícia Militar Rodoviária, o fato desse trecho da SP-97 ter um volume de fluxo diário elevado e por ser de pista de mão dupla, eleva os riscos de acidentes.

Fonte.: Cruzeiro do Sul


MPF quer redução da tarifa de pedágio da BR-101 na Grande Florianópolis


O Ministério Público Federal ajuizou nova ação civil pública contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Autopista Litoral Sul, para que seja reduzida a tarifa de pedágio no trecho da BR-101 administrado pela Autopista em Santa Catarina e para que os consumidores sejam ressarcidos dos aumentos ilegais da tarifa desde 22 de fevereiro de 2012.

A ação ajuizada pela procuradora da República Daniele Cardoso Escobar tem objetivo semelhante às ações propostas pela Procuradoria da República em Joinville, que também apontam irregularidades no cumprimento do contrato de concessão da BR-101, mas que não produzem efeitos na subseção judiciária de Florianópolis. Essa nova ação trata, mais especificamente, do 4º e do 5º ano de concessão da rodovia, buscando a anulação dos reajustes tarifários autorizados em fevereiro de 2012 (de R$ 1,40 para R$ 1,50) e em fevereiro de 2013 (de R$ 1,50 para R$ 1,70).

Segundo o MPF, o cronograma de execução de obras previsto no Programa de Exploração da Rodovia (PER) vem sendo desrespeitado pela ANTT e pela Autopista Litoral Sul com reiteradas prorrogações, sem que isso leve a uma revisão tarifária do pedágio para menos. Um dos exemplos de melhoramento da rodovia que teve sua execução prorrogada é o contorno de Florianópolis. A prorrogação de sua construção transferiu a obra para o 4º ano da concessão, com previsão de término para o 7º ano.

Para a procuradora Daniele, "uma vez que as obras não foram realizadas pela concessionária, o Poder Concedente deveria ter considerado todas essas inexecuções quando da revisão tarifária, o que redundaria numa tarifa de pedágio diferente da atual. O correto seria aplicar-se uma revisão tarifária para menos, levando-se em conta o montante dos investimentos que deixaram de ser realizados na rodovia".

Além da redução da tarifa de pedágio e do ressarcimento aos consumidores (o MPF requer que o dobro dos valores indevidamente cobrados seja considerado na próxima revisão da tarifa), foi requerido à Justiça que determine a anulação das prorrogações das obras e sua execução.

O MPF requereu também a condenação da Autopista a ressarcir os danos morais coletivos causados aos consumidores, dados os vários acidentes e mortes ocorridos na rodovia e que tiveram como causa as más condições de tráfego em razão da não execução do cronograma de obras. O valor dessa indenização não deve ser inferior a 10% da arrecadação da concessionária nos anos de 2011 e 2012.

Fonte.: Portal da Ilha


terça-feira, 30 de abril de 2013

Obras fecham por 60 dias trecho da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas


Um trecho da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP), foi fechado no sábado (27) e permanecerá por 60 dias para obras de expansão da galeria pluvial. Segundo a concessionária Rota das Bandeiras, a restrição ocorre na passagem inferior do km 140, sentido Jacareí-Anhanguera, que permite acesso a um condomínio empresarial e um hipermercado.

A concessionária informou que, durante o período de trabalho, o motorista deve utilizar o retorno localizado no trevo dos Amarais, no km 142. Já os condutores que trafegam no sentido Anhanguera-Jacareí não precisam mudar o percurso, pois a passagem é de mão única. A obra inclui manutenção de espaço para os pedestres.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-770-8070.

Fonte: G1