quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Falha na logística ameaça o abastecimento de combustíveis em dezembro


O risco de desabastecimento de combustíveis em dezembro está vinculado à incapacidade da Petrobras e das distribuidoras de trabalhar com uma carga importada que supere os 100 mil barris diários. A logística de recebimento das cargas cada vez maiores de gasolina importada pela Petrobras tem limite.

A recente decisão da companhia de reduzir estoques de combustíveis acrescenta mais pressão sobre a logística, já que será necessário uma maior agilidade na reposição dos produtos. A redução de estoques é uma estratégia para transformar o combustível armazenado em dinheiro para investimentos.

No primeiro semestre, a companhia, ao projetar a necessidade de compra de combustíveis no exterior em dezembro, concluiu que a partir de 100 mil barris por dia a infraestrutura de recebimento, estoque e distribuição poderia vir a ser afetada. Mais do que essa quantidade, as dificuldades tenderão a se avolumar em todos os setores do abastecimento de combustíveis.

A demanda de gasolina vendida pela Petrobras cresceu 19% de janeiro a setembro, ante o mesmo período de 2011. No caso do diesel, a alta foi de 6%. O aumento no volume de vendas de derivados no mercado interno foi suportado em grande parte por importações, que também exigem infraestrutura para receber, armazenar e distribuir os produtos.

De acordo com o último balanço da Petrobras, referente ao terceiro trimestre, a importação excessiva é um dos principais motivos para o crescimento de 29% no custo de produtos vendidos até setembro.
Recorde

O consumo continua acelerando. Apenas no terceiro trimestre houve alta de 4% na demanda de diesel e gasolina, em relação ao trimestre anterior. De janeiro a setembro de 2012, a Petrobras importou, em média, 72 mil barris diários de gasolina, ante 27 mil comprados de outros países no mesmo período do ano passado. A empresa calcula que o consumo no Brasil será recorde neste ano, podendo chegar a 40 bilhões de litros.

Fonte.: Agência Estado

Bloqueios nas rodovias têm início nesta segunda-feira


Os governos federal e de São Paulo iniciam nesta segunda-feira uma série de ações conjuntas, com destaque para o bloqueio nas divisas paulistas. O plano integrado de combate à violência se destina, segundo informou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a asfixiar o fluxo financeiro do PCC, montar um cinturão de contenção do tráfico em torno das fronteiras e isolar e enfraquecer bandidos para intensificar capturas.

A Polícia Rodoviária Federal ficou encarregada de coordenar a montagem, com forças policiais locais, do cinturão de proteção, sobretudo no limite com Mato Grosso do Sul, por onde entra a maior parte do contrabando, drogas e armas que alimentam o crime organizado. Segundo o ministro, a contenção de fronteira será "uma colaboração valiosa" que as forças federais darão ao esquema de segurança paulista.

A blindagem do entorno paulista será feita em comum acordo com o governo estadual. "Vamos pegar o modal terrestre e criar um rigoroso esquema de fiscalização nos 14 pontos nevrálgicos de entrada, em ações conjuntas da PF e PRF com a polícia estadual e assim controlar o ingresso de armas, drogas e contrabando em São Paulo", explicou Cardozo. "Também exerceremos controle mais rígido nos aeroportos e portos", garantiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte.: Agência Estado

Restrições de circulação impulsionam venda de caminhões leves em São Paulo


Os dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), entre 2008 e 2012, mostram: o número de caminhões pesados diminuiu, e o de veículos utilitários de carga, os chamados VUCs, aumentou muito acima da média. A situação tem relação direta com as restrições de circulação dos pesados, especialmente em áreas centrais, implementados na capital paulista desde 2007.

De acordo com as estatísticas do Detran, o número de VUCs cresceu cerca de 35% no últimos quatro anos, com 799.292 registrados em setembro de 2012 na capital paulista - no mesmo mês, em 2008, eram 594.832 veículos desse tipo. Ao comparar o número de caminhões pesados no mesmo período, houve uma redução de cerca de 7%, com 12.459 veículos a menos. O aumento dos VUCs se deve à livre circulação concedida pela prefeitura municipal, em qualquer horário, para estes veículos.

Para o consultor de engenharia urbana Luiz Bottura, é uma tendência natural. “Não concordo com as restrições, mas seria lógico aumentar de qualquer maneira o número de VUCs para que essas cargas cheguem aos pontos de distribuição de maneira mais rápida e que menos incomode o trânsito”, afirma o especialista. Ainda para ele, faltou pesquisa e embasamento para impor as restrições de circulação - a mais recente delas, na Marginal Tietê.

A apresentação de alternativas viáveis é uma das principais críticas de Bottura ao sistema. “Faltou conhecer origem, destino, qualidade e peso do que carregavam os caminhões, para aí tomar uma atitude mais coerente. Faltam locais – como os warehouses americanos – que permitam os caminhões pesados desovarem sua carga para depois utilizar caminhões menores e outros veículos para distâncias curtas”, completa.

O efeito da maior participação dos caminhões leves no mercado foi sentido no Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP). De acordo com o presidente da entidade, Norival Almeida, o número de autônomos registrados subiu em cerca de 50 mil de 2008 para cá. “Muitos que trabalhavam em transportadoras com pesados resolveram comprar um VUC, abandonando as grandes distâncias e trabalhando apenas em São Paulo”, conta o representante do Sindicam.

Fonte.: Terra

Radares são responsáveis por 73% das multas


A cidade de São Paulo virou um grande “Big Brother”, com câmeras e radares por todos os lados para flagrar motoristas desatentos. A CET (Companhia de Engenharia de Trágefo) dispõe de 350 câmeras de monitoramento e 582 equipamentos de fiscalização eletrônica em operação, os chamados radares.

Esses aparelhos são responsáveis por 73,7% das multas aplicadas, ou 5.394.298 de autuações só nos primeiros nove meses deste ano. Outras 1.332.698 multas (18,2%) foram efetuadas pelos agentes da CET e 588.883 (8,1%) por policiais militares, num total de 7.315.879 autuações.
O número de multas aplicadas na capital vem crescendo progressivamente e, neste ano, deve superar as infrações registradas em 2011, quando 9.513.648 autuações foram feitas, um aumento de 36% sobre 2010.

Os radares em operação na cidade são dos tipos fixos, barreiras eletrônicas, portáteis, Refis (Registradores Fotográficos de Infrações nos Semáforos) e Reifex (Registradores Fotográficos de Invasão em Faixas Exclusivas). A companhia não informa quantos são de cada tipo.

Além desses radares, existem ainda em operação equipamentos que possuem a tecnologia LAP (Leitores Automáticos de Placas). Esses estão aptos a fiscalizar rodízio municipal de veículos, excesso de velocidade, ZMRC (Zona Municipal de Restrição a Caminhões), ZMRF (Zona Municipal de Restrição a Fretados), infrações em semáforos, parada sobre a faixa de pedestres, conversão proibida, invasão à faixa exclusiva de ônibus e motocicletas.

Na outra ponta da linha-dura criada pela Prefeitura para fiscalizar o trânsito estão 2,4 mil agentes, os chamados marronzinhos, que vão para as ruas da cidade diariamente. Para o advogado Cesar Lopes Piovezanni, especialista em trânsito, mais importante do que punir é educar a população e criar uma consciência para os riscos gerados pelas imprudências. “Cabe às autoridades esse processo.”

Rodrigo Ortiz, flagrado por um radar numa velocidade 15% superior à permitida, não acredita que a multa tenha caráter educativo. “Estava a 58 quilômetros por hora. A multa é só para arrecadar dinheiro”, diz.

Infrações de 2011 renderam R$ 724 milhões à Prefeitura

Em 2011 foram arrecadados R$ 724 milhões com autuações de trânsito na cidade de São Paulo. Por determinação legal, esse valor deveria ser destinado ao FMDT (Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito), que tem por objetivo exclusivo financiar, expandir, aprimorar e investir em programas e projetos de desenvolvimento do trânsito da capital paulista. Do valor arrecadado, 5% são repassados automaticamente à União cada vez que uma multa é paga. Os recursos do FMDT são investidos em sinalização, treinamento dos agentes, programas de educação no trânsito, renovação da frota da CET, monitoramento e operação do trânsito, manutenção de semáforos, serviços e projetos de engenharia de tráfego, entre outros.

Fonte.: Diario SP

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Polícia Federal desarticula quadrilha de roubo de cargas em rodovias do Rio


Após oito meses de investigações, policiais federais, com apoio de agentes da Polícia Rodoviária Federal, prenderam na manhã de sexta-feira (16) doze integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de cargas. Eles foram presos durante a Operação Carga de Pedra em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, e na Região dos Lagos.

As investigações revelaram que a organização criminosa praticava pelo menos dois roubos por semana em postos e lanchonetes ao longo de duas vias. A maior parte ocorria na ligação Rio - BR-101 e na Via Lagos. A Polícia Federal no Rio não revelou o nome dos presos.

Fonte.: Agência Brasil