quarta-feira, 18 de julho de 2012

Instalação de 'tag' de pedágio Ponto a Ponto é ampliada em Indaiatuba, SP


Os horários de atendimento para a instalação de 'tags' do Sistema Ponto a Ponto de cobrança de pedágio por quilômetro rodado na Rodovia Santos Dumont, em Indaiatuba (SP), foram ampliados. A partir de segunda-feira (16), a capacidade de instalação passou de 45 para 54 por dia, o que representa seis horários disponíveis por hora.

Na primeira semana de operação, o sistema fazia apenas dois atendimentos por hora. Os novos horários disponíveis para agendamento podem ser consultados no site da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) desde sábado (14). No primeiro mês de operação do Sistema Ponto a Ponto na Rodovia Santos Dumont, 574 veículos de Indaiatuba já estavam com 'tags' em operação. Ao todo, foram realizados 3.394 agendamentos no período.

Como se cadastrar

O cadastro para instalação de tags do sistema de pedágio por trecho percorrido começou a funcionar em 28 de maio e a cobrança foi iniciada em 11 de junho. O novo sistema permite que moradores da cidade economizem 60% em uma viagem até Campinas, reduzindo de R$ 10,10 o percurso atual para R $4,00, mas a demora na lista de espera para a instalação do equipamento específico (tag), provocou reclamações. 

Em alguns casos, a data estaria disponível somente em outubro.

Com o agendamento feito pelo site, os usuários devem se dirigir ao posto de instalação no dia e horário indicados. O posto fica no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachella, na Rua das Primaveras, 210, Jardim Pompeia, Indaiatuba. Os usuários com horário marcado que não puderem comparecer devem cancelar o agendamento e remarcar uma nova data. Os usuários podem enviar sugestões e reclamações pelo telefone 0800 774 7766 ou pelo e-mail faleconosco@artesp.sp.gov.br. Além da Santos Dumont, o Sistema Ponto a Ponto funciona desde abril na Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP 360), em Itatiba (SP).

Cancelamentos

Um levantamento feito pela Artesp mostrou que a média de faltas é de cerca de dez pessoas por dia. Com isso, mensalmente, cerca de 200 interessados em aderir ao Sistema Ponto a Ponto deixam de fazer o agendamento para a instalação das 'tags'. A orientação é que os usuários que não puderem comparecer ao horário agendado cancelem ou façam o reagentamento com no mínimo 24 horas de antecedência. Assim, o sistema irá abrir o horário para que outra pessoa possa marcar ou antecipar sua instalação.

Fonte: G1

terça-feira, 17 de julho de 2012

Acidentes fatais caem 23,6% no Sistema Anchieta-Imigrantes


O número de mortes nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes teve queda de 23,6% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2011, passando de 55 para 42. Além das vias homônimas, as estatísticas incluem as outras rodovias do sistema: Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega.

Apesar da diminuição nos casos fatais, a quantidade total de ocorrências teve aumento de 2,4%, passando de 2.206 para 2.259 nas duas rodovias que ligam a região à Baixada Santista. A alta foi puxada pela Anchieta, que passou de 1.205 acidentes para 1.296 - 7,5% a mais que nos seis primeiros meses do ano passado. Já na Imigrantes, foi registrada queda de 3,8%, de 1.001 para 963. Das 42 mortes, 14 foram por atropelamento - mesmo número do primeiro semestre de 2011.

Para o coordenador do Programa de Redução de Acidentes da Ecovias, Ronaldo Marangon, o aumento nos acidentes na Anchieta se deve aos congestionamentos registrados no trecho de planalto. "A maioria são casos sem gravidade, como pequenas colisões traseiras e laterais."

Marangon atribui a diminuição das mortes a ações tomadas pela concessionária no último ano, como a instalação de radar para fiscalizar caminhões na faixa da esquerda na Imigrantes. O equipamento foi colocado no km 48 da Pista Norte, sentido Capital. Outra medida, adotada no início deste ano, foi a mudança do limite de velocidade no trecho de serra das duas rodovias em caso de neblina. Nessas circunstâncias, quando a visibilidade for inferior a 100 metros, o motorista só pode subir a, no máximo, 40 km/h.

"Esperamos reduzir ainda mais esse número, com a diminuição no limite de velocidade da Imigrantes na chegada à Capital", afirma o coordenador. A partir do dia 1º, motoristas que passarem a mais de 110 km/h entre os kms 18 e 11 da Pista Norte serão multados. Antes da mudança, a velocidade máxima era de 120 km/h. A concessionária também aguarda da Artesp (Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo) permissão para instalar outro radar para caminhões no Km 52.

ENGAVETAMENTO

Em setembro do ano passado, foi registrado o maior engavetamento da história da Imigrantes. O acidente ocorreu na altura do km 41 da rodovia, envolveu 103 veículos e deixou 52 feridos. Uma pessoa morreu.
Metade dos mortos no Rodoanel é atropelado

Das quatro pessoas que perderam a vida no Trecho Sul do Rodoanel no semestre passado, metade foi vítima de atropelamento. No período, o segmento do anel viário que atende ao Grande ABC registrou cerca de 290 acidentes, de acordo com a concessionária SPMar. A empresa não possui dados referentes aos seis primeiros meses de 2011, já que iniciou a operação na rodovia em abril. A via foi aberta ao tráfego em abril de 2010 e, antes da concessão, era administrada pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).

"O número de atropelamentos é baixo, mas é representativo se comparado ao número total de mortes no trecho", avalia o gerente de operações da SPMar, Alberto Lodi. O representante da empresa informa que, dos dois casos, um envolveu criança que morava nas proximidades da rodovia, e invadiu a pista para buscar uma pipa.

Lodi explica que não há estudos sobre a construção de passarelas no Trecho Sul. "Nem sempre o problema é de travessia. Existem os andarilhos, que caminham pela via longitudinalmente."

Outro problema apontado pelo gerente é referente ao tráfego não motorizado, como os ciclistas e veículos de tração animal que andam pelo acostamento. "A imprudência também é preocupante, como o excesso de velocidade", comenta Lodi. Segundo ele, a maioria dos acidentes é de colisão traseira, além de choques com objetos parados às margens da pista.

Segundo a concessionária, 56% dos acidentes registrados envolveram caminhões. Pelos quase 62 quilômetros do trecho, passam nos dias úteis cerca de 96 mil veículos, sendo 35 mil caminhões.
Para diminuir o número de ocorrências, a SPMar instalou recentemente oito radares de velocidade ao longo da via, cujo limite máximo é de 100 km/h para automóveis e 80 para veículos comerciais pesados.

Fonte: Diário do Grande ABC

CCR NovaDutra informa fim de mão dupla no km 13 da Via Dutra, em Queluz (SP)


A CCR NovaDutra informa que foi concluída mais uma etapa de obras de elevação do nível das pistas no km 13 da Via Dutra, em Queluz (SP). A pista no sentido RJ, que operava em mão dupla, agora opera com uma faixa exclusiva de rolamento, em função da sequência das obras. No sentido SP, a pista que estava interditada para obras foi liberada, com duas faixas de rolamento e acostamento livres.

As obras são realizadas pela Usina Paulista Queluz de Energia S/A, administradora da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) de Queluz e consistem na elevação das pistas da Via Dutra em um trecho de 500 metros de extensão, em virtude da proximidade com o reservatório da Central Hidrelétrica.

A CCR NovaDutra solicita aos motoristas que redobrem a atenção, respeitem a sinalização e reduzam a velocidade na passagem pelo trecho em obras.

Fonte: Segs

Motorista vai pagar pedágio até em trecho urbano de rodovias


A cobrança eletrônica de pedágio, que o governo de SP vai implantar nas rodovias privatizadas, levará milhões de motoristas a pagar para circular até nos entornos das cidades, onde as estradas são usadas como vias urbanas.

Entre os trechos de tráfego urbano que serão pedagiados estão, por exemplo, aqueles que ligam a capital paulista ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna), a São Bernardo (Anchieta) e a Cotia (Raposo Tavares).

Hoje, eles não têm praças de pedágio, mas o deslocamento gratuito vai acabar por conta da instalação dos pórticos ao longo da via, que vão ler chips nos carros para fazer a cobrança.

No teste que está sendo feito na SP-75, entre Indaiatuba e Campinas, há um pórtico a cada 8 km. Com esse intervalo, as vias serão praticamente 100% pedagiadas.

A implantação da cobrança, planejada para 2013 ou 2014, vai depender de um cálculo político difícil para o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se, por um lado, o sistema é mais justo e permite reduzir a tarifa, por outro, vai cobrar de muito mais gente.

Nem a Artesp (agência de transportes do Estado) nem as concessionárias sabem quantos usam as rodovias sem pagar. O único estudo feito -e sempre citado como parâmetro- na Dutra, uma via federal, apontou que só 9% dos carros pagam pedágio.

Se o percentual for parecido nas vias estaduais, com o chip, deve multiplicar por dez o número de carros tarifados -foram 790 milhões em 2011.

"O ponto crítico, não tenho dúvida, é quem não paga e passará a pagar", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp. Para ela, porém, o Estado não pode dizer "você paga e você não". "A questão é: usou, pagou."

Haverá impacto em dois casos: em rodovias que são vias urbanas ou metropolitanas e em ligações entre cidades onde hoje não há cabines.

Na primeira, estão os exemplos acima e outros, como o da rodovia Dom Pedro 1º, que liga Campinas a três shoppings, condomínios, à Unicamp e à PUC Campinas.

Na segunda, os trechos entre São Carlos e Araraquara (Washington Luís) e Limeira e Piracicaba (Anhanguera).

Em todas as rodovias, porém, haverá um "perde e ganha": alguns usuários pagarão menos e outros, que não pagam, passarão a pagar.

Um exemplo claro é a própria SP-75. Entre Indaiatuba e Campinas há uma praça, que cobra R$ 10,10. 

Com os pórticos, o valor cai para R$ 4. Na via, porém, quem roda entre Indaiatuba e Sorocaba não paga hoje, mas vai pagar.

Rota de fuga - Nos trechos urbanos, um efeito colateral deve ser a criação de "rotas de fuga". "Será um 'problemaço' porque o motorista tentará fazer sua rota por dentro da cidade", diz Horácio Augusto Figueira, consultor em transportes.

Para ele, que é favorável à cobrança por trecho "sob o ponto de vista da justiça", o aumento das rotas de fuga pode ser impedido se o preço por km rodado for baixo.

Ele cita o Rodoanel, que custa R$ 1,50 no trecho oeste. "As pessoas estão fugindo do Rodoanel? Não, cada dia tem mais movimento."

Usuários da rodovia Dom Pedro 1º já criticam a mudança. A pesquisadora da Unicamp Ana Lúcia Pinto mora em Campinas e percorre 13 quilômetros da rodovia para trabalhar todo dia.

"Acho o ponto a ponto justo, mas o uso em trecho urbano, na cidade, não acredito que deva ser cobrado."
O analista de sistemas André Wohlers usa a via duas vezes por semana, entre Campinas e Mogi Mirim. "Não tem justificativa a cobrança atingir áreas urbanas", afirmou.

O pesquisador Antonio Augusto, também da Unicamp, se diz favorável. "O pedágio é um mal necessário. Sou contra o preço abusivo, mas, se for proporcional, acho correto".

Instalação de chip terá que ser obrigatória - A iniciativa paulista de implantar o pedágio eletrônico pode ser facilitada com a obrigatoriedade da colocação de TAGs (chips) no país, prevista pelo Conselho Nacional de Trânsito para janeiro de 2013.

O mesmo TAG que será usado no Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos) pode servir para a cobrança do pedágio eletrônico.

O Siniav vai rastrear a frota, identificar carros roubados, furtados e sem licenciamento, além de mapear o tráfego. Não se sabe quanto custará o TAG.

Um dos problemas no Estado será a fiscalização, já que não há barreira física para impedir a passagem de carros.

Porém, os pórticos devem ter leitores de placas, que flagrarão veículos sem chip. Passar pelo pedágio sem pagar rende multa de R$ 127 e cinco pontos na carteira. Os pedágios poderão ser pagos por meio de boleto, cartão de crédito, débito em conta ou no sistema pré-pago.

Governo diz que negociará 'pontos críticos' - Já enfrentando uma pequena "romaria" de prefeitos e entidades que estão fazendo pressão contra a cobrança por km rodado no Estado, o governo diz estar aberto a negociações em torno dos chamados "pontos críticos".

"O que não pode é não fazer [a cobrança eletrônica] por conta disso", afirma Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp.

Entre as alternativas citadas por ela estão ajudar prefeituras a construir vias marginais para trânsito local, isentar a cobrança dentro dos limites do município e até repassar a gestão de trechos das rodovias para as prefeituras.

"O correto mesmo é o prefeito fazer uma via alternativa para quem for andar dentro do município. Não tem dinheiro? Ok, então o senhor mantenha essa que eu já fiz."

Para ela, a ampliação da base de pagantes, além de mais justa, vai permitir a redução das tarifas e propiciar mais investimentos, inclusive em marginais e vias alternativas nas cidades.

Outro ganho é o fim das cabines de cobrança, que viram obstáculo ao tráfego, principalmente em feriados.

Segundo ela, a ideia é que, até o final do ano, a Artesp já apresente ao governador um projeto de implantação em todo o Estado.

A ideia é começar em 2013, mas 2014 é ano de eleição para o governo e Alckmin será candidato -uma eventual nova tarifa pode causar efeito negativo na campanha.

Para Moacyr Servilha Duarte, presidente da ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias), cobrar pedágio nunca é simpático. "O governador tem consciência de que é um problema político que tem de ser enfrentado", diz.

A ampliação de pagantes não significará mais lucro a concessionárias, já que elas são remuneradas por km. 
A arrecadação seria destinada a obras e à redução da tarifa.

Fonte: Folha de s.Paulo