terça-feira, 26 de março de 2013

Novas regras amenizam o trânsito na rodovia Cônego Domênico Rangoni


A rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Guarujá, no litoral de São Paulo, passou a ter novas regras de tráfego desde o último domingo (24). Para dar maior fluidez ao trânsito, é feita uma espécie de triagem antes de os caminhoneiros chegarem à rua do Adubo e, quem chegar ao terminal para descarregar antes do horário marcado, terá que retornar. A medida já amenizou o trânsito que flui normalmente desde a manhã de segunda-feira (25).

Os resultados dessas novas medidas já começaram a serem vistos no domingo. Para os caminhoneiros as mudanças só trouxeram benefícios. Com a rua do Adubo livre, a rodovia Cônego Domênico Rangoni voltou a fluir. Desde as primeiras horas deste domingo um bloqueio é feito duzentos metros antes dos caminhões entrarem na rua. O acesso ao porto só é permitido para quem tem um cartão com o nome do terminal onde vai descarregar. Com esta medida, só as carretas que estiverem agendadas vão entrar na rua do Adubo.

Segundo o coordenador de trânsito portuário Adenilson Lima da Silva, quem não tiver agendamento será obrigado a seguir viagem. ”O que vai resolver são as obras da perimetral, são as outras medidas futuras que serão tomadas, mas essa condição faz com que minimize mais a fila aqui na rodovia”, afirma Adenilson.

Com a nova regra, os caminhoneiros são obrigados a parar em um pátio em Cubatão. Depois do descanso eles são chamados pelo terminal e só então recebem o cartão de acesso. As mudanças já ajudaram os carreteiros da região. Na semana passada eles ficavam o dia inteiro para fazer duas viagens entre Santos e Guarujá. Neste domingo, o serviço rendeu. “Agilizou e muito. Na situação que estava não era possível”, reclama o caminhoneiro Emerson José Pires.

Como funciona com a nova regra

A faixa da esquerda vai ser destinada aos veículos de passeio, a da direita aos caminhões que carregam contêineres e o acostamento aos que transportam grãos. Outra novidade será a identificação dos caminhões, logo que deixarem os pátios reguladores todos que seguirem a um dos quatro terminais graneleiros, na margem esquerda do porto, devem ter uma placa no painel.

O caminhoneiro que seguir para o terminal TGG terá a cor vermelha, amarela para o TEG/TEAG, branca para a Termag, e verde para o Cutralle. Cerca de 200 metros antes da rua Adubo, de acordo com a sua identificação, o caminhão será direcionado para o terminal de destino. Quem não tiver a placa, significa que não fez o agendamento para o descarregamento e não será liberado para seguir adiante.

Mais de dez mil panfletos com essas informações serão distribuídos aos terminais e às transportadoras que vão alertar os caminhoneiros. A operação tem como objetivo descongestionar a entrada e a saída de todos os terminais e permitir que cada um receba a carga de acordo com a sua capacidade.

Fonte:G1

segunda-feira, 25 de março de 2013

Porto de Santos adota medidas para tentar reduzir filas


Para Codesp, Cutrale contribuiu para engarrafamentos ao não participar de sistema integrado de entregas de cargas O Conselho da Autoridade Portuária do Porto de Santos (SP) reuniu-se ontem com o objetivo de encontrar soluções de curto prazo para pôr fim aos engarrafamentos nas vias que dão acesso à Baixada Santista. Mais uma vez, ontem, a fila de caminhões carregados com grãos superou a marca de 20 quilômetros.

As autoridades avaliam que, além de as chuvas paralisarem embarque de granéis, as atividades foram prejudicadas por problemas no sistema de agendamento de entrega de cargas no porto. Segundo a Codesp, a Cutrale (que opera um terminal graneleiro na margem esquerda do porto, em Guarujá) recebeu mais caminhões do que podia comportar em seu pátio - eles estariam bloqueando o acesso dos demais ao porto.

Ainda de acordo com a autoridade portuária, isso acontece porque a Cutrale não faz parte do sistema integrado de agendamento de entregas do porto, o que impede seus caminhões de estacionarem nos dois pátios reguladores disponíveis. Segundo o diretor de portos e logística da prefeitura de Guarujá, José Ribamar Brandão, a prefeitura já multou a Cutrale duas vezes, num total de R$ 28 mil, devido à presença de caminhões nas ruas do município.

"Esses pátios funcionam como pulmões e cadenciam a chegada dos caminhões aos terminais", explica Paulino Vicente, diretor de infraestrutura da Codesp. Segundo ele, a Cutrale descumpre uma resolução de 2005, que determina a todos os operadores graneleiros que participem do sistema integrado de recebimento. A expectativa é que a empresa se adeque nas próximas horas.

Procurada, a Cutrale não confirmou a informação. Em nota, a empresa se limitou a dizer que "utiliza um sistema próprio de descarregamento agendado (...) como forma de agilizar e organizar o fluxo de entregas" e que, por conta de uma "supersafra", "a estrutura para o escoamento (...) tem se mostrado insuficiente, o que compromete todo o sistema". Argumentou ainda que a ela própria "tem passado por dificuldades para que os caminhões que transportam suco com programação agendada cheguem ao terminal".

A partir do fim de semana, uma força tarefa com representantes da prefeitura de Cubatão, Codesp, Polícia Rodoviária Federal e Ecovias (concessionária responsável por administrar o sistema Anchieta-Imigrantes) vai investigar se o problema se repete com outros terminais.

Segundo a Codesp, o porto de Santos embarcou cerca de 3 milhões de toneladas de grãos no primeiro bimestre, um aumento de aproximadamente 700 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é que, mantido o ritmo de embarques observado na primeira quinzena de março, o porto encerre o primeiro trimestre com um embarque de 6,5 milhões de toneladas de grãos - um acréscimo de 1,3 milhão de toneladas em relação ao primeiro trimestre de 2012. Até ontem, 43 navios aguardavam sua vez para carregar soja, farelo e milho em Santos.

Fonte.: Valor Econômico


EGR corta em 26% tarifa do pedágio da 115


Ainda com o risco de entrar numa disputa judicial com a concessionária Brita Rodovias, por conta da interrupção dos contratos, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou, nesta semana, a sua primeira decisão sobre a ERS-115. Em entrevista ao Panorama, o presidente da estatal criada pelo governador Tarso Genro, Luis Carlos Bertotto, afirmou que o pedágio da rodovia terá como valor R$ 5,90, numa redução de 26% em relação à tarifa atual. A queda no preço pago pelos motoristas será de R$ 2,00.

Segundo o dirigente da EGR, a princípio será mantido o mesmo formato de cobrança vigente atualmente, com pagamento nos dois sentidos e a mesma tarifa para todos os tipos de veículos. Bertotto disse que a estatal certamente vai ter condições, com a arrecadação da praça, de manter a rodovia em boa qualidade de tráfego. Para tanto, ele anunciou que a EGR deverá criar um conselho comunitário, a fim de discutir sempre com as comunidades atendidas pela rodovia as melhorias que devem ser feitas. De acordo com o presidente da EGR, a construção de melhorias na ERS-115 deverá ser feita aos poucos, assim que a empresa começar a assumir os contratos vigentes e ter a discussão comunitária necessária. Ele destacou a necessidade de um trabalho na área de turismo, tendo em vista a ligação da rodovia com a Serra Gaúcha, e também na questão do número de acidentes. “Aos poucos queremos começar a discussão, também, sobre a duplicação, principalmente no trecho entre Taquara e Igrejinha”, afirmou Bertotto.

Nesta semana também surgiram informações extraoficiais de que poderia ser construída uma nova praça de pedágio na ERS-115, em Taquara, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros. Contudo, Bertotto negou completamente esta informação, dizendo que não está nos planos da EGR a abertura de nenhuma nova praça. Segundo ele, mesmo que houvesse qualquer plano neste sentido, seria alvo de uma forte discussão com a comunidade.

Fonte.: Jornal Panorama


Veículos licenciados fora de São Paulo pagarão inspeção


Carros de fora da cidade de São Paulo que forem aprovados na inspeção veicular ambiental não serão isentos da taxa de R$ 47,44, de acordo com o novo modelo de vistoria que deve ser adotado.
A possibilidade de exigência da inspeção desses veículos, que circulem ao menos 120 dias por ano na capital, está no projeto de lei aprovado anteontem pela Câmara.

A prefeitura diz que fiscalizará esses carros por meio de 582 radares que hoje flagram quem fura o rodízio.

A isenção da taxa para veículos é uma das mudanças aprovadas pela Câmara, a partir de projeto do prefeito Fernando Haddad (PT), mas ela irá beneficiar apenas veículos licenciados na capital.

A estimativa é que cerca de 1 milhão de veículos emplacados em outras cidades circulem por dia na capital.

Haddad diz que há evasão de IPVA porque carros são licenciados em outros municípios para escapar do pagamento da taxa. A Secretaria de Finanças avalia que, por isso, a cidade pode perder R$ 1 bilhão em quatro anos.

Haddad vem utilizando a possibilidade de exigir vistoria de carros de outras cidades para pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a implementar a inspeção na região metropolitana.

Um projeto do então governador José Serra (PSDB) prevendo a inspeção ambiental em todo o Estado está parado na Assembleia desde 2009.

Na quarta-feira (20), antes da votação, vereadores da base aliada do prefeito sugeriram, por meio de uma emenda, suspender a inspeção até que o governo Alckmin inicie o programa em todo o Estado. A mudança acabou retirada a pedido do próprio prefeito.

REEMBOLSO

Entre as dúvidas surgidas após a aprovação do projeto, está como será feito o reembolso aos carros aprovados na vistoria deste ano. A prefeitura diz que isso será definido quando a lei for regulamentada por Haddad, o que deve ocorrer em 60 dias.

Neste ano, todos os proprietários de veículos terão de fazer a inspeção e pagar a taxa -quem for aprovado será reembolsado. A partir do próximo ano, pagarão a taxa apenas os veículos reprovados e, talvez, aqueles licenciados fora da cidade.

Pelo projeto, a partir de 2014, veículos com até 3 anos de fabricação não precisarão fazer a inspeção. Já aqueles com idade entre 4 e 9 anos terão vistoria a cada dois anos.

A partir de 10 anos de fabricação, e todos os veículos movidos a diesel (independente do ano), terão de passar por inspeção todos os anos.

Fonte.: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 22 de março de 2013

Transalvador testa radar a laser que mede velocidade de carro a até 1 km


A Transalvador começou a testar na quarta-feira (20) um novo equipamento portátil que pode medir a velocidade dos veículos e identificar as placas com até um quilômetro de distância. Cada radar está avaliado em R$ 140 mil.

"É um equipamento com medição a laser, de alta precisão e com alta portabilidade, ou seja, ele pode realizar a fiscalização do trânsito em qualquer ponto da cidade", explica o agente de trânsito Marcelo Correia.

Os testes serão realizados pelos próximos 60 dias. Os agentes irão ficar em viadutos e passarelas da capital. "Eu acho que a população se sentindo fiscalizada tem tendência a respeitar as leis. E a intenção desse equipamento é isso, que a população respeite as leis e diminua os acidentes", avalia Fabrizio Muller, superintendente da Transalvador.

O instrutor de trânsito Fábio Rabelo indica que parte das infrações ocorre por culpa dos condutores. "Infelizmente, alguns motoristas acham vantagem em não obedecer as regras de trânsito, às vezes por achar que está ganhando tempo e na verdade não está", aponta.

Lui Carneiro, de 18 anos, que toma aulas de direção, acredita que a prudência deve ser um dos principais atributos do motorista. "Prudência, em primeiro lugar, e respeito ao próximo. Você tem que ter responsabilidade não só com você, mas com todos à sua volta".

Imprudências

Segundo os dados do órgão de trânsito, quase cinco mil multas foram registradas na capital em um período inferior a dois meses. Uma das principais imprudências é o avanço do sinal vermelho, e acordo com a Transalvador. Em seguida, estão os veículos que param sobre a faixa de pedestres

Atualmente, Salvador possui cerca de 60 sensores e radares físicos, sendo que a maioria está desligado e que aguarda nova abertura de licitação para retornar à operação. A capital baiana tem uma frota estimada em 900 mil veículos, segundo a Transalvador.

Fonte.: G1