terça-feira, 19 de junho de 2012

Detonação de rochas interdita rodovia dos Tamoios nesta semana


A rodovia dos Tamoios será interditada entre as 12h e 14h dos dias 19 e 21 de junho, em ambos os sentidos, para operação de desmonte de rochas, necessário às obras de duplicação do Trecho de Planalto. 

Os trabalhos de detonações estão previstos para ocorrer entre as 12h e 13h, nos dois dias. A primeira intervenção será no trecho do km 16, em Jambeiro; a segunda, em Paraibuna, no km 37,4. A interdição é necessária para garantir a segurança dos usuários da rodovia e moradores da região durante os desmontes.

Os usuários da Tamoios devem ficar atentos, pois interdições deste tipo deverão acontecer com frequência durante todo o período de obras. Assim, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) recomenda que os usuários planejem a viagem, de forma a evitar os horários previstos para as operações que exijam interupção de tráfego no local. As rodovias que podem ser usadas como rotas alternativas na região são a rodovia Mogi-Bertioga (SP-098), rodovia Rio-Santos (SP-055) e a rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).

Apesar de a Dersa ter programado as detonações para os dias e horários anunciados, a operação pode ser adiada em caso de condições meteorológicas desfavoráveis ou de problemas técnicos.
Detonações

Estes serão os primeiros desmontes de rochas decorrentes das obras de duplicação na rodovia. Estima-se que serão utilizados 385 kg de explosivos para a operação. O primeiro maciço rochoso a ser detonado, com 105 kg de dinamite, no dia 19, deverá gerar o volume de 300 m³ de pedras, o que equivale a 30 caminhões com capacidade de 10 m³ cada. Já o maciço que será desmontado dia 21, com 280 kg de explosivo, irá produzir 800 m³ de pedras, ou seja, 80 caminhões cheios.

A Dersa está tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos usuários da rodovia e dos moradores da região. Além disso, equipes da Polícia Militar Rodoviária e do Departamento de Estradas de Rodagem estarão presentes para apoiar toda a operação.

Obras de duplicação

As obras de duplicação do Trecho de Planalto, entre os quilômetros 11,5 e 60,4, da Rodovia dos Tamoios começaram dia 2 de maio e são executadas pelo Consórcio Encalso - S.A. Paulista, que apresentou a melhor proposta comercial para a duplicação dos Lotes 1 e 2, R$ 279,1 milhões e de R$ 278,3 milhões, respectivamente, o que representou desconto de 32% sobre os valores de referência.

O valor do convênio Dersa/DER para o empreendimento é de R$ 1,050 bilhão, valor que compreende, além das obras brutas, licenciamento ambiental para os trechos de Serra, Contorno Sul e Contorno Norte, programas e compensações ambientais, desapropriações, gerenciamento, projeto executivo e obras complementares.

A duplicação da Tamoios, que opera em pista única em quase todos os seus 80 quilômetros, entre São José dos Campos e Caraguatatuba, pretende melhorar a qualidade operacional, elevando o nível de segurança do trecho, melhorando o nível de serviços, aumentando a fluidez, e dando maior conforto aos usuários, assim como economia nos custos de viagem. A duplicação atende principalmente a demandas urbanas, de moradores e trabalhadores da região.

Fonte: VNEWS

Taxas para pagamento eletrônico de pedágio diminuem com abertura do mercado em SP


A abertura do mercado de prestação de serviço de pagamento eletrônico de pedágios, realizada pelo Governo do Estado de São Paulo, fez com que a operadora que administra o sistema Sem Parar, até então único sistema que realizava o serviço no Estado, reduzisse as tarifas.

A empresa passa a comercializar novos planos sem taxas de adesão e instalação. Também houve redução na mensalidade e agora os usuários das rodovias paulistas podem optar pelo pagamento pré-pago.
Antes de o Governo de São Paulo abrir mercado para novas empresas operarem nas rodovias paulistas, o usuário do Sem Parar pagava R$ 66,72 de taxa de adesão e mensalidades que custavam R$ 11,90 no Plano Clássico e R$ 15,76 no Adesão Zero.

Após a homologação de uma empresa concorrente, a DBTrans, que deve iniciar operação a partir de agosto deste ano, o Sem Parar se comprometeu a condições mais competitivas. A partir de 15 de junho a empresa vai alterar as condições da seguinte forma:

- Não haverá taxa de adesão em ambos os planos, com exceção do Clássico.

- A mensalidade será de R$8,00.

- Deixa de ser cobrada a taxa de R$ 39,97 de transferência de tag nos veículos.

Novos planos Sem Parar

1. São Paulo Sem Parar
- Mensalidade de R$ 8,00;
- Zero de taxa de adesão, substituição e renovação.

2. Sem Parar Pré-Pago
- Cargas de R$ 25 a R$ 150.
- Zero de taxa de adesão, substituição e renovação.
- Zero de mensalidade.
- Taxa de recarga entre R$ 4,00 e R$ 15,00 dependendo do valor carregado.

Obs: Nesse plano é necessário deixar um depósito caução no valor de R$ 40,00.

O plano é válido exclusivamente para rodovias paulistas. Caso o usuário utilize rodovias federais, mesmo nos trechos paulistas, rodovias de outros Estados e outros serviços, como estacionamentos, no mês da utilização pagará uma taxa adicional no valor de R$ 3,90.

Fonte: Portal Transporta Brasil

Roubo de cargas no Rio cresce 30% no primeiro trimestre de 2012


O roubo de cargas no Rio cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Criminosos usam tecnologia para bloquear o monitoramento das empresas de rastreamento de veículos e roubar veículos diariamente. Na última semana, durante operação da Polícia Civil, 22 pessoas foram presas, conformou mostrou o Bom Dia Rio.

“Eles roubavam todos os dias. Roubavam, às vezes, mais de uma vez por dia”, afirma o delegado Fábio Cardoso, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas do Rio. Na Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre o Rio de Janeiro e São Paulo, os assaltantes agiam sempre da mesma forma. Armados, eles rendiam e sequestravam os motoristas.

Os criminosos ainda aproveitavam para sacar dinheiro com os cartões dos motoristas. Em uma escuta telefônica gravada com autorização da Justiça, Roberto Fabiano, apontado como um dos chefes da quadrilha, pede ao comparsa a senha de uma vítima mantida em cativeiro. “Se ele não falar certo, dá um tiro na perna dele até ele falar. Se ele não falar, tu dá um tiro na cara dele”, disse Roberto na gravação.

Os caminhões de carga custam pequenas fortunas. Alguns chegam a valer R4 400 mil, sem contar com a carga transportada. Para proteger esse patrimônio, as empresas investiram pesado em tecnologia, mas isso não garante mais a segurança de quem está nas estradas, pois as quadrilhas também se especializaram.

Com a quadrilha presa há cerca de uma semana, foi apreendido um aparelho que bloqueia o rastreador utilizado pelas empresas de segurança e também chamadas de celulares. Na operação que desmantelou a quadrilha, a tecnologia também foi decisiva. Como o telefone do criminoso estava grampeado, os policiais conseguiram localizá-lo durante um sequestro.

Fonte: G1

Entra em vigor lei que regulamenta a profissão de motorista


A partir de domingo, passou a valer a Lei 12.619/2012, que regula e disciplina a jornada de trabalho do motorista profissional e o tempo de condução de veículos. As regras são específicas para trabalhadores do setor de transporte rodoviário de cargas e de passageiros.

A norma que regulamenta o exercício da profissão de motorista no Brasil foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 30 de abril deste ano, e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no Código de Trânsito Brasileiro.

A limitação da jornada estabelecida pela legislação pretende assegurar melhores condições de trabalho aos motoristas, que enfrentam rotinas extenuantes, e reduzir o número de acidentes nas rodovias. "A lei vem para gerar também um efeito para a sociedade, que é a segurança rodoviária", afirmou o advogado Emerson Souza Gomes.

As novas regras acarretam mudanças na relação de trabalho entre motoristas e empregadores Entra em vigor lei que regulamenta a profissão de motorista

. Agora o profissional tem direito um intervalo de repouso diário de 11 horas entre duas jornadas, além de uma hora para refeição. O descanso semanal foi fixado em 35 horas.

Nas viagens de longa distância, aquelas em que o motorista permanece fora da base da empresa, matriz ou filial e de sua residência por mais de 24 horas, o profissional deve fazer uma parada de 30 minutos a cada quatro horas ininterruptas de direção. "Esta limitação é até uma sugestão do próprio setor de transportes", comentou Gomes. Os tempos de condução do veículo e de descanso podem ser fracionados, mas, neste caso, a lei proíbe que o motorista permaneça dirigindo por mais de quatro horas. O que ele pode fazer, por exemplo, é uma pausa de 15 minutos a cada duas horas.

Segundo Gomes, uma das consequências da limitação da carga horária é a possibilidade de criação de postos de trabalho no setor de transportes para o revezamento de motoristas em uma viagem. "Neste ponto, de imediato, a lei onera o empregador", falou.

Outra novidade é a determinação de pagamento de indenização ao motorista de transporte rodoviário de cargas pelo tempo de espera. Isso significa que o empregador terá que pagar pelas horas que excederem à jornada normal de trabalho do motorista quando ele estiver acompanhando operações de carga ou descarga, e fiscalizações da mercadoria transportada em barreiras fiscais ou alfandegárias. A indenização tem com base o salário-hora acrescido de 30%.

De acordo com Gomes, hoje as ferramentas mais seguras para o controle da jornada são a papeleta de trabalho externo e o diário de bordo. "A papeleta, prevista na CLT, é um cartão-ponto em que o motorista vai fazendo as anotações dos horários durante a viagem. O diário de bordo é um instrumento um pouco mais sofisticado, em que é feito um estudo prévio da viagem e estabelecido um roteiro com as paradas", explicou. Ele destacou que o tacógrafo não é reconhecido pela lei para essa finalidade. "O Tribunal Superior do Trabalho já tem pacificado que o tacógrafo por si só não comprova jornada de trabalho, pois ele gera dúvidas, principalmente quanto aos horários de descanso", disse.

Entre os deveres do motorista profissional estabelecidos pela nova lei está a obrigação de se submeter a teste e a programa de controle de uso de drogas e de bebidas alcoólicas instituído pelo empregador. Sobre essa questão, o advogado alertou que o teste não pode ser exigido na fase de contratação. "É preciso ter cautela para não violar a garantia constitucional da intimidade".

A fiscalização para garantir o cumprimento da nova lei é competência das Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais.

Fonte: JusBrasil

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Transporte da soja no Mato Grosso pode custar 30% de seu valor


O custo com o transporte da soja produzida no norte do Mato Grosso e enviada para o Porto de Santos pode atingir até 30% do preço do produto. Já a soja produzida no Paraná apresenta mais vantagens em relação ao preço pela proximidade com o Porto de Paranaguá. De acordo o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (ESALQ-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, estes são apenas dois exemplos que mostram o impacto do transporte rodoviário no preço dos produtos.

O grupo vem realizando, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um estudo que visa identificar os fatores que levam a formação do preço dos fretes em todo o território nacional, contribuindo estrategicamente com o setor de transportes.

“Essas informações vão auxiliar o planejamento e a tomada de decisões sobre investimentos em infraestrutura logística levando em conta os impactos econômicos decorrentes dos preços dos fretes”, explica o pesquisador Thiago Guilherme Péra, um dos integrantes do ESALQ-Log e graduando em Engenharia Agronômica na Esalq.

A pesquisa tem a participação dos pesquisadores Priscilla Biancarelli Nunes (coordenadora do ESALQ-Log), do professor José Vicente Caixeta-Filho (diretor da Esalq e coordenador geral do ESALQ-Log), além de Augusto Hauber Gameiro (docente no campus de Pirassununga da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP).

Informe Sifreca

A coleta de dados foi realizada por meio do Informe Sifreca. Trata-se de um sistema de informações existente desde 1997 e realizado pelo ESALQ-Log que faz uma coleta semanal dos preços dos fretes praticados em todo o Brasil, obtido por meio do contato com transportadores e agentes embarcadores, e que envolve várias cargas principalmente alimentos e setor agrícola. Os pesquisadores analisaram os dados a partir de janeiro de 2006 e pretendem estender essa análise até agosto de 2012.

Fonte: Exame