segunda-feira, 28 de maio de 2012

Brasil retém caminhões de perecíveis na fronteira


Cerca de 200 caminhões carregados com frutas, cebolas e outros produtos perecíveis da Argentina estão parados na fronteira que separa Bernardo Yrigogen (Argentina) de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, impedidos de entrar no País.

Segundo confirmou fonte da aduana argentina à Agência Estado, "exigências relacionadas ao controle fitossanitário retardam a entrada da mercadoria". O maior rigor é parte da represália ao governo argentino pelas barreiras a produtos brasileiros.

A fonte prevê a normalização do fluxo do trânsito só na sexta-feira da próxima semana. "Amanhã (hoje) é feriado na Argentina; depois vem o fim de semana, e o caminhão que conseguir entrar hoje no parque de estacionamento só começará a ser atendido a partir de segunda-feira, disse a fonte. Ele também informou que o atraso não se deve somente ao endurecimento do Brasil mas também a uma reforma no estacionamento da alfândega de Dionísio Cerqueira, cuja capacidade de acomodação está reduzida de 200 para 20 caminhões, o que os obriga a estacionar em fila ao longo da rodovia que liga os dois países.

"Esse problema se junta com a demora pelas medidas fitossanitárias, que não têm a ver com o nosso trabalho na aduana", disse o funcionário. Segundo ele, os organismos de saúde agroalimentar de ambos os países estão autorizando somente a entrada de 20 a 30 caminhões de cebola por dia. "Mas nós temos capacidade de processar o dobro disso", afirmou a fonte. A reação do Brasil de impor barreiras aos produtos argentinos vinha sendo sinalizada desde abril, quando o Ministério de Agricultura passou a exigir licenças às importações de uvas, maçãs e peras.

A demora começou a ser percebida após a visita a Brasília do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, quando prometeu um "gesto de boa vontade" para destravar o comércio, começando pela liberação da carne suína brasileira no mercado argentino. Na segunda-feira, ele anunciou que havia liberado essas importações, mas até o momento isso não ocorreu, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto (leia acima).
Estão travadas as exportações argentinas de uva passa, farinha de trigo, maçãs, peras, azeitonas, merluza, leite em pó, batatas pré-congeladas e vinhos.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Plano para frota de caminhões fracassa


Em seis anos, o programa de incentivo ao crédito Procaminhoneiro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), viabilizou a troca de apenas 3% da frota de caminhões, que tem idade avançada.

De 2006, ao ser lançado, até 2011, só 52.097 caminhões foram financiados pelo programa. A frota nacional é de 1,7 milhão de caminhões, com idade média de 13 anos -ou 19, ao considerar apenas os transportadores autônomos, donos de 46% dos veículos.

A cada três anos o brasileiro troca de carro de passeio, estima a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

Em 2010, seu melhor ano, o Procaminhoneiro financiou 22% dos veículos vendidos no país. Em 2011, foram só 4%.

Nesta semana, ao anunciar medidas para a economia, o ministro da Guido Mantega aumentou o prazo de financiamento do Procaminhoneiro de 96 para 120 meses. O principal entrave a esse crédito, contudo, não está no prazo nem no juro subsidiado, mantido em 5,5% ao ano.

Os autônomos dizem que não conseguem acessar a linha principalmente por dificuldades na comprovação da renda e no atendimento de outras burocracias exigidas por bancos de varejo que repassam o crédito do BNDES.

Cartas-frete - Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicado dos Caminhoneiros de São Paulo, diz que praticamente nenhum autônomo tem comprovante de renda. É que, até o ano passado, os pagamentos dos fretes eram feitos pelas empresas por meio das chamadas cartas-frete.

Trata-se de um crédito que o caminhoneiro recebe das empresas contratantes para trocar por mercadorias, em postos de gasolina e lojas. Nesse sistema sem moeda oficial, os caminhoneiros na prática vivem na informalidade, obrigados a pagar ágios para descontar as cartas.

"A renovação da frota é quase impossível para um autônomo", afirmou Silva.

Dos caminhões financiados pelo Procaminhoneiro, apenas 18.451 foram contratos com pessoas físicas.

A carta-frete deveria ter terminado em 2011, proibida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. 

Mas somente neste mês a ANTT iniciou a fiscalização.

Segundo Marcelo Prado, gerente de fiscalização da ANTT, os caminhoneiros têm de receber em conta bancária ou por meio de cartões de pagamento credenciados.

Mas, segundo Silva, os responsáveis pelas cargas não querem fazer o registro na agência, mantendo assim o sistema da carta-frete.

O BNDES, responsável pelo programa, informou que o programa ganhou impulso após 2009, quando passou a ter uma linha garantida pelo governo.

A partir daquele ano, foram financiados 46,8 mil caminhões. Para o banco, as medidas do governo podem aumentar a procura.

Caminhoneiro financia veículo de 1980; modelo 2004 é seminovo - Em terreno próximo à rodovia Fernão Dias que serve como pátio para centenas de caminhoneiros, a dificuldade de comprar um veículo moderno é visível. Mecânicos trabalham em modelos da década de 1970 e um veículo de 2004 é "seminovo".

Muitos preferem arcar com a manutenção de seus veículos mais antigos a ter de passar pelo aperto que envolve o financiamento de um bem que pode custar R$ 200 mil.

José Roberto Ferreira da Silva, 33, diz que foi necessário pedir ao patrão do irmão para financiar o seu caminhão atual, um Volkswagen 23210, ano 2004, avaliado em cerca de R$ 100 mil. Faltam três parcelas para quitá-lo.

"O autônomo consegue financiamento só se tiver três anos de registro na ANTT, outro caminhão ou um imóvel."

Ele não chegou a tentar um empréstimo diretamente nos bancos por causa dessa dificuldade, mesmo conhecendo o programa de incentivo ao crédito Procaminhoneiro.

Clayton de Vargas Martins, 42, financiou 40% de seu caminhão atual, um Scania 141, ano 1980, que vale cerca de R$ 40 mil. "E só consegui porque já tinha um outro, mais antigo", afirma.
Para ele, a carta-frete -proibida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres- não é um problema para a categoria.

Segundo Martins, é o valor baixo do frete que torna difícil renovar a frota.

Sobre o Procaminhoneiro, Martins é cético. "Fizeram isso para as empresas."

Fonte: Folha de S.Paulo

Fiscalização de cargas perigosas autua 70% dos vistoriados em Paulínia


Os Guardas Municipais de Paulínia, no papel de agentes fiscalizadores de trânsito, autuaram pouco mais de 70% dos caminhoneiros transportadores de cargas pesadas e perigosas na primeira quinzena deste mês, segundo a Divisão de Trânsito da cidade (Ditran).

As principais causas das autuações - que refletem em multas e penalidades - são a falta de equipamento obrigatório e ausência de placas de identificação sobre o material transportado, infringindo a legislação de trânsito vigente.

No período, de 65 motoristas fiscalizados, 38 foram penalizados.

Os agentes vistoriaram veículos com cargas a partir de 10 toneladas, na Avenida dos Expedicionários, no bairro Fortaleza e na Rua São Bento, no bairro Santa Cecília.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, a operação prosseguirá até o fim do mês. “Além das blitzes, a fiscalização continuará periodicamente durante os plantões de serviço nas principais vias da cidade”, informou.

A Ditran - departamento ligado a Secretaria Municipal de Segurança Pública - destacou as ações de prevenção realizadas na primeira etapa da operação.

Fonte: Portal de Paulínia

Regulação do setor de transportes será debatida em mesa-redonda


A Comissão de Viação e Transportes vai realizar mesa-redonda com a Subcomissão de Reforma Regulatória nos Transportes para discutir a regulação do setor no Brasil, especialmente do transporte marítimo.

A iniciativa do debate, ainda sem data marcada, é do deputado Luiz Argôlo (PP-BA). De acordo com o parlamentar, com a vinda da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) ao País, cabe à comissão agir de forma incisiva para facilitar a mudança do atual sistema brasileiro, que é ineficiente.

“Os convidados vão nos fornecer um valioso subsídio ao trabalho parlamentar, permitindo uma maior sincronia das ações do legislativo com a pauta do executivo”, acrescenta o deputado.

Fonte: Agência Câmara

Veja onde é proibido trafegar com carretas no Centro de Vitória


Uma lei que existe há mais de dez anos e não era obedecida corretamente por caminhoneiros será fiscalizada em Vitória. A Guarda Municipal da capital agora está parando e orientando motoristas de carretas e caminhões que trafegam pelas ruas do Centro, informando que veículos com mais de dez toneladas não podem passar por algumas ruas do bairro entre 6h e 20h durante os dias úteis, sob pena de multa.

No sábado, entre 6h e 14h o tráfego desse tipo de automóvel também não é permitido pelo local. A Guarda Municipal aumentou a fiscalização na região e a multa a ser paga por condutores que infringirem a lei é de R$ 87, além da perda de quatro pontos na carteira.

Onde o tráfego não é permitido

Rua Henrique de Novases, av. Jerônimo Monteiro, ruas General Ozório, Thiers Velozo e José de Anchieta, av. Paulino Muller e trecho da Beira-Mar entre a rua Josué Prado e av. Paulino Miller.

Fonte: G1