quarta-feira, 14 de março de 2012

Cratera aumenta e BR-364 é totalmente interditada em Porto Velho


A rodovia BR-364 foi totalmente interditada na manhã desta terça-feira (12) depois que uma cratera, que já havia atingido três pistas, afetou a quarta pista. O trânsito de veículos foi bloqueado na altura do km 703, a cerca de dez quilômetros de Porto Velho.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Porto Velho, o buraco na pista tem 60 metros de cumprimento e 30 de profundidade. A quarta pista teria sido afetada depois que um bueiro se rompeu por causa da pressão das águas de um córrego que passa embaixo do trecho.

A BR-364 é a principal rodovia federal do estado de Rondônia e a única via de escoamento de soja entre Mato Grosso e o Porto de Graneleiro, em Porto Velho, de onde os grãos são exportados para Europa e Ásia. Com um fluxo de cerca de mil caminhões por dia, o trânsito do local foi desviado para uma rota alternativa de 9 quilômetros dentro do bairro Ulisses Guimarães, informou ao G1 o chefe da sessão de Policiamento e de Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Ribeiro.

O problema da rota dentro do bairro, aponta o inspetor, é que parte do trecho não é asfaltada, o que acaba por atolar os caminhões. “Para evitar o atolamento, estes veículos estão impedidos de circular [na via alternativa].”

Uma ponte metálica do Batalhão de Engenharia do Exército com 60 metros de cumprimento e quatro de largura começou a ser erguida sobre a cratera na tarde desta segunda-feira (12), informou a PRF. Segundo o inspetor da Polícia Federal Rodoviária, a situação será atenuada até sexta-feira (16), quando a ponte ficar pronta. “Ela funcionará como se fosse uma pista da rodovia. A diferença é que, devido ao pouco espaço, os veículos sentido Porto Velho serão liberados alternadamente com os veículos no sentido contrário. E só poderão passar pela ponte metálica caminhões até 60 toneladas.” O foco agora, segundo ele, é retirar o "trânsito pesado" da área residencial e desinflamar as complicações do trânsito até que o trecho seja recuperado totalmente - "daqui a no mínimo 60 dias".

Segundo o Departamento de Infraestrutura e Transporte (Dnit), neste período, os bueiros devem ser substituídos, o trecho aterrado e o pavimento do trecho recuperado.

Equipes no local

Uma equipe de 40 pessoas do Exército trabalham no local para erguer a ponte metálica. Para a reconstrução do bueiro, a empresa responsável pela manutenção enviou 20 pessoas para avaliar os danos.

Fonte: G1

Copersucar inaugura terminal em Ribeirão Preto


Após aporte de R$ 30 milhões, a Copersucar, maior comercializadora de etanol e açúcar do país, com faturamento anual da ordem de R$ 13 bilhões, inaugurou ontem seu terminal multimodal de açúcar - recepção por rodovia e expedição por ferrovia - de Ribeirão Preto, no interior paulista.

A estrutura de armazéns anexos à via férrea foi adquirida em meados de 2010, por R$ 10 milhões, da antiga Crystalsev, trading que tinha como controladora a Santelisa Vale, adquirida pela multinacional de origem francesa Louis Dreyfus.

O terminal é atendido pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Quando a Copersucar o adquiriu, tinha capacidade estática para 20 mil toneladas, agora ampliada para 70 mil. A movimentação, antes de 150 mil toneladas de açúcar por ano, foi expandida para suportar 1,5 milhão de toneladas. As cargas chegam de caminhão de Ribeirão Preto e região e são embarcadas nos vagões com destino ao porto de Santos, no litoral de São Paulo.

A Copersucar deve operar o terminal na capacidade máxima, exclusivamente para atender aos volumes de açúcar de seus associados e de suas cargas originadas. No ciclo 2011/12, a empresa negociou cerca de 7,5 milhões de toneladas de açúcar, com participação expressiva do transporte ferroviário no escoamento. O objetivo é que, até 2015, essa fatia chegue a 70%, conforme a Copersucar. Em 2012/13, já serão 50%.

O investimento no terminal ferroviário de Ribeirão Preto integra o maior projeto de logística da história da Copersucar. O plano é destinar R$ 2 bilhões entre 2011 e 2015 para diversas obras de escoamento de açúcar e etanol. Em logística portuária, a empresa iniciou em 2011 a expansão da capacidade de seu terminal açucareiro no porto de Santos (TAC), de 5,5 milhões para 8,8 milhões de toneladas. Nesta frente deverão ser investidos cerca de R$ 125 milhões.

Ainda em março, a empresa deverá começar a construir o terminal de etanol de Paulínia, na região de Campinas, que terá capacidade de tancagem para 180 mil m³ do biocombustível e estará integrado ao etanolduto que será construído pela Logum - empresa na qual a Copersucar é sócia, com 20% de participação, junto com Raízen, Petrobras e outras empresas. O terminal de Paulínia, que atenderá também a embarques ao exterior, demandará de R$ 150 milhões.

Na safra 2011/12, que está na reta final, a Copersucar investiu, no total, R$ 50 milhões em logística. Além dos R$ 30 milhões em Ribeirão Preto, a empresa aportou recursos nos terminais de São José do Rio Preto (recepção rodoviária e expedição ferroviária) e no de estufagem de contêineres do Guarujá, ambos também em São Paulo.

A Copersucar espera que seus associados processem na temporada 2012/13, que começa em abril, cerca de 100 milhões de toneladas de cana; para o ciclo 2011/12, o volume está estimado em 85 milhões de toneladas.

Fonte: Valor Econômico

Pedágio por trecho percorrido será adotado em SP


A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou hoje as primeiras informações sobre o novo sistema de cobrança de pedágio que será adotado nas rodovias paulistas. O novo projeto permite que o motorista pague apenas pelo trecho percorrido, já que pórticos (espécie de sensor em arco) serão instalados ao longo das vias e debitarão da conta registrada apenas o valor referente àquele espaço.

À princípio, o sistema Ponto a Ponto estará em fase de testes a partir de abril na rodovia SP-75, que liga Campinas a Indaiatuba. Os motoristas que já possuem tags do sistema Sem Parar devem substituí-las por novos equipamentos entre 1º de janeiro de 2013 e 7 de novembro de 2014. Segundo estimativas, mais de 2,5 milhões de aparelhos estão atualmente em uso e devem ser trocados sem custo adicional.

Na primeira fase do projeto, serão instalados 9 pórticos em cada lado da rodovia entre as cidades de Itu e Campinas. Os valores cobrados variam de R$ 0,70 (na altura do km 38.200, em Salto) a R$ 2,50 (valor cobrado no primeiro pórtico, na altura do km 25.750, em Itu).

Inicialmente, o Grupo STP, que já administra o sistema Sem Parar atual, disponibilizará as novas tags para moradores das cidades de Indaiatuba, Campinas, Itu, Salto, Cabreúva, Porto Feliz e Sorocaba para os testes. Os motoristas de veículos de passeio deverão fazer uma carga inicial de R$ 20 e será cobrada uma taxa de R$ 1 a cada recarga. Ônibus, caminhões e outros veículos comerciais deverão pagar R$ 10 por eixo.

O sistema Ponto a Ponto deverá tornar mais justa a cobrança de pedágio, especialmente no trecho escolhido para a implantação da fase de testes. A Artesp estima que cerca de 70% dos veículos que transitam pela SP-75 transportam moradores das cidades vizinhas à via que precisam acessá-la para trabalhar diariamente. 

O sistema de cobrança atual (em cabines e tecnologia Sem Parar em praças de pedágio) será mantido até a implementação total do novo sistema.

Veja onde serão instalados os primeiros sensores:

Km 25.750 Itu R$ 2,50
Km 36.400 Salto R$ 1,00
Km 38.200 Salto R$ 0,70
Km 43.350 Salto R$ 1,80
Km 60.800 Indaiatuba R$ 1,80
Km 62 Indaiatuba R$ 1,80
Km 66.700 Campinas R$ 0,90
Km 7 Campinas R$ 1,40

Fonte: Auto News

terça-feira, 13 de março de 2012

Transportadores temem caos na área portuária do Rio


Os jornais noticiam, com entusiasmo, o projeto Porto Maravilha, com museus, hotéis, parques, centros de convenção e, mais recentemente, conjuntos habitacionais com 2 mil imóveis. Mas quem opera cargas no Rio está mais preocupado com as atividades efetivamente portuárias e comerciais do centenário porto. Em palestra no Maritime Summit, realizado no Rio pelo grupo UBM, Silvio de Carvalho Junior, vice-presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas do Rio (Sindicarga), previu um caos, diante dos ousados projetos e da falta de estrutura, se não forem feitas obras urgentes no acesso ao porto.

Lembrou que a capacidade dos terminais de contêineres do porto do Rio está sendo praticamente duplicada, para poder atender a navios de 7 mil contêineres, o que demandará mais caminhões e carretas. Além disso, pouca gente sabe que, na área da Gamboa e São Cristóvão, a Petrobras está montando o maior centro nacional de operação com barcos de apoio a plataformas, ocupando faixa de 1,4km do porto, o que implicará não só movimentação no mar, como em terra, com carros, caminhões, empregados e prestadores de serviço.

Cita que, ao contrário de Santos (SP), o Rio não dispõe de pátios reguladores (truck centers) onde caminhões podem para até a hora certa para terem acesso regular ao porto. Informa que, em sua empresa transportadora, há algum tempo, um caminhão conseguia fazer cinco a seis viagens diárias ao porto do Rio e, hoje, a média é inferior a duas viagens diárias, em razão dos congestionamentos. E lembra que não apenas sua empresa se prejudica, mas os clientes e, em última instancia, o país, pois obviamente, com menos viagens, o transportador é obrigado a cobrar mais caro.

Acrescenta que a Federação das Indústrias (Firjan) apóia o Sindicarga e reiterou ao prefeito Eduardo Paes a necessidade de construção de vias para minimizar o conflito de tráfego de cargas com o movimento urbano. E não pára por aí. A Petrobras pretende reinaugurar, este ano, o antigo estaleiro Ishibrás, com o nome de Inhaúma, e há previsão de contar com 8 mil empregados. Imagine-se o movimento com terceirizados, fornecedores e prestadores de serviço no bairro do Caju, contíguo ao porto.

Nos últimos anos, foi construído um modesto novo acesso ao porto, mas a Avenida Rodrigues Alves não mais permite tráfego de caminhões, o que também deverá ocorrer com a Avenida Rio de Janeiro. Recorda Silvio de Carvalho Júnior que, nos velhos tempos, os caminhões tinham apenas dois eixos e hoje há carretas de nove eixos circulando pelas cercanias do porto. Ninguém está contra o turismo, a cultura, as olimpíadas e a beleza da cidade. Mas o porto – que está em expansão – precisa de seu espaço.

Fonte: Export News

Sem Parar terá megarrecall no Estado


Por decisão do governo estadual, cerca de 2,5 milhões de veículos no Estado de São Paulo terão que trocar, a partir do ano que vem, o dispositivo do Sem Parar, equipamento usado para pagar de maneira eletrônica pedágios e estacionamentos.

Os motoristas terão entre 1º de janeiro de 2013 e 7 de novembro de 2014 para substituir os equipamentos, chamados de "tags". A venda do modelo atual do Sem Parar só poderá acontecer até 31 de dezembro próximo.

O número de automóveis com o Sem Parar -e, portanto, atingido pela medida- representa 11% da frota paulista, de 22 milhões de veículos, segundo a Artesp (agência reguladora dos transportes no Estado de São Paulo).

Os motoristas não foram informados dessa espécie de "megarrecall", publicada no "Diário Oficial" do Estado em novembro pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Os responsáveis pelo Sem Parar sabem da mudança desde então.

Quase metade (49%) dos motoristas paga pedágio nas estradas de SP desse modo.
Pedágio por km - A intenção do governo é abrir caminho para a implantação do pedágio por km rodado, que usará outro "tag". Os testes do sistema começam em abril, em Indaiatuba, informa a Artesp.

Segundo o governo, haverá uma "troca de tecnologia" para "evolução do modelo". A discussão sobre a troca foi feita por um grupo de trabalho no ano passado.

A STP, que gere o Sem Parar, afirma que a troca será nos 249 pontos de atendimento no Estado, sem custo adicional para os motoristas. O que se paga, quando for o caso, é a adesão, diz a empresa.

Não está claro se motoristas dos outros seis Estados onde o Sem Parar opera (RJ, RS, MG, BA, SC e PR) terão que trocar os "tags". Há 3,5 milhões de clientes ao todo.

Se não tiverem, isso causará uma dificuldade: quem vem do Rio para São Paulo não conseguirá usar o dispositivo nas rodovias e vice-versa. A STP não se manifestou.

Diante da iminência de extinção do atual Sem Parar, a empresa barateou o "tag". Um dos planos prevê adesão gratuita -no plano convencional, ela sai a R$ 66,72.

Troca - Não há nenhum informe no site do serviço de que ele será substituído a partir do ano que vem. "Não sabia", diz o advogado e empresário Luiz Carlos Guilherme, 45, que pagou os R$ 66,72 pela adesão há alguns anos.

Nas rodovias paulistas já é possível notar sinais da troca que está por vir. Desde dezembro, a venda de Sem 
Parar nas praças de pedágio do Estado está proibida.

Responsável pelo veto, a Artesp justifica que a presença dos vendedores é um risco à segurança.

Mas o próprio governo havia autorizado, no passado, a presença dos vendedores ali. Segundo a Artesp, o aval anterior era "informal" -e a ordem dada em dezembro disciplinou a questão.

Modelo é mais suscetível à clonagem - Foi precipitada a decisão de trocar os "tags" do Sem Parar, disse à Folha um profissional do setor, sob anonimato. Segundo ele, o futuro modelo é menos seguro e mais suscetível a clonagens do que os atuais. A Artesp disse que o novo "tag", de 915 Mhz, é seguro e usado com êxito nos Estados Unidos, e que não haverá impactos para o motorista.

Fonte: folha de S.Paulo