quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Obras fecham acesso da Tietê para Dutra


O acesso da pista expressa da Marginal do Tietê para a Rodovia Presidente Dutra ficará fechado durante as madrugadas para a realização de obras de manutenção.

A interdição, no sentido Ayrton Senna, vai até a próxima sexta-feira, sempre das 23h às 4h30, para obras de manutenção. Como alternativa, os motoristas podem utilizar a Ponte Aricanduva.

Fonte: Agência Estado

Santos terá túnel para caminhões em área histórica


A Codesp (Companhia Docas do Estado de SP) abre hoje os envelopes das empresas interessadas em projetar uma passagem subterrânea perto do centro histórico de Santos. A ideia do Mergulhão é tirar os caminhões da região.

O grupo, depois de escolhido, terá 13 meses para entregar o projeto executivo da obra. A via enterrada, de 1,5 km, ligará a região do Valongo ao centro.
Segundo a Codesp, a obra deverá durar três anos. Só depois a prefeitura fará a revitalização completa da região, que fica perto do porto.

No projeto há uma área para lojas e restaurantes. Apostando na revitalização, que deve começar em cinco anos, a Petrobras constrói sua sede no local, e três torres subirão no Valongo.

Fonte: Folha de S.Paulo

Licença ambiental libera quarta fase de obras do Trecho Leste


A concessionária SPMar, responsável pela construção do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, recebeu na sexta-feira, 14/1, a aprovação da Licença Ambiental de instalação dos primeiros 4 km do viaduto intitulado Encontro Leve Estruturado. A licença foi solicitada em junho e foi expedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O Encontro Leve Estruturado, viaduto com 8,8 km, foi projetado com pistas suspensas com o objetivo de minimizar o impacto ambiental da obra, passando por cima da várzea dos rios Tietê e Guaió. Trata-se de um procedimento onde primeiro são instaladas estacas de concreto e, posteriormente, lançadas vigas pré-fabricadas de concreto. Desta forma, a obra se vale dela mesma, evitando grandes movimentações de terra e restringindo o contato das equipes de trabalho com as áreas de preservação, além de imprimir maior velocidade à obra.

Pelo sistema convencional, seriam necessárias drenagem, escavações ou aterros e terraplenagem para a instalação dos blocos de fundação e a partir daí, dos pilares e a superestrutura. Com o Encontro Leve, essa intervenção não é necessária, pois a estaca é o próprio pilar. Estima-se que com o Encontro Leve Estruturado a Concessionária conseguirá minimizar em quase 95% o impacto ambiental, uma vez que a movimentação de cerca de 4,5 milhões de m3 de terra, o equivalente a 2 estádios do Maracanã cheios, será evitada.

Este é o quarto trecho da obra e passará pelas cidades de Suzano e Poá. O primeiro começou em 17 de agosto com a inauguração das obras do trevo que fará a ligação entre o Trecho Sul e a Avenida Papa João XXII com o Trecho Leste. Em outubro, teve início a segunda fase das obras, com a construção da usina de concreto da fábrica de vigas, localizada na Avenida Jorge Bey Maluf, em Suzano. A fábrica produz, desde novembro, as 8.640 vigas de concreto e as 2.900 estacas necessárias para a construção do Encontro Leve Estruturado. A construção do túnel Santa Luzia, que teve início no último dia 21, marcou a terceira etapa da construção. Com a liberação da Licença de Instalação desta nova fase, a SPMar prevê iniciar os trabalhos na segunda quinzena de janeiro.

Fonte: Repórter diário

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ser associado do SETCESP é ter apoio e benefícios exclusivos


O SETCESP, criado há quase 76 anos para ser uma entidade com força e representatividade, com seu foco voltado para os debates e os problemas mais importantes relacionados ao transporte de cargas, tem cumprido sua missão de dar a seus associados o respaldo que as empresas do setor precisam.

O setor de transporte de cargas, com sua infinita gama de tributos, obrigações, taxas, licenças, especialidades e problemas pontuais de cada segmento, demanda das empresas e do sistema representativo um cuidado muito grande em relação a diversos detalhes jurídicos, tributários, econômicos e empresariais.

Ser associado do SETCESP é contar com uma entidade forte e atuante, que busca para as empresas a resolução de questões vitais para seu funcionamento. Em 2011, as empresas filiadas ao Sindicato puderam contar com diversas conquistas e realizações, como a criação da cooperativa de crédito do setor, a Sicredi/Fetcoop, com derrubada da Resolução 370, do Contran, que obrigava as empresas a instalar sinalização extra nos veículos, com o aumento do prazo para o recolhimento do ICMS para transportadoras, com a solução da questão de diferença de datas para o licenciamento de cavalos mecânicos e caminhões e com o trabalho incansável da entidade contra as restrições aos caminhões, em São Paulo, que culminou na abertura de um importante canal de comunicação com a Prefeitura e com a prorrogação do prazo de vigência das proibições na Marginal Tietê.

Nesse ano que se inicia, a entidade já tem uma grande conquista para seus associados: a liberação dos VUCs das restrições dentro da Zona de Máxima Restrição à Circulação na cidade. Além disso, o associado do SETCESP pode usufruir de conquistas da entidade no campo tributário, com a exclusão do ICMS sobre a base de cálculo do PIS e da COFINS, matéria que teve a vitória da entidade em segunda instância, e a desobrigação das empresas de ter um farmacêutico por estabelecimento.

“Nossa entidade está trabalhando fortemente para ampliar as conquistas e os benefícios aos associados e o setor de transporte de cargas de São Paulo pode contar com este Sindicato para estar à frente dos principais debates sobre abastecimento urbano, mobilidade e logística na maior cidade do Brasil”, comenta o presidente do SETCESP, Francisco Pelucio.

Fonte: SETECESP

Veja como fica a sinalização dos radares na região de Bauru, SP


Conforme a resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito, o Contran, a sinalização sobre a presença de radares de fiscalização eletrônica não é mais obrigatória. Os motoristas que só respeitam a sinalização quando se deparam com as famosas placas educativas, de aviso sobre os radares, podem ser surpreendidos.

Os avisos foram implantados em 2006 e a resolução do Contran exclui o trecho de deliberação anterior do órgão, que tornava obrigatória "a utilização, ao longo da via em que está instalado o aparelho, equipamento ou qualquer outro meio tecnológico medidor de velocidade, de sinalização vertical".

No entanto, a medida do Conselho é uma sugestão, cabe às administrações municipais ou os órgãos responsáveis pela fiscalização nas rodovias a colocação ou não das placas, assim como a retirada das que já existem.

Por isso, o G1 procurou as autarquias responsáveis sobre a fiscalização eletrônica nas cidades da região de Bauru e Marília, no interior de São Paulo, para saber quais medidas serão adotadas diante da resolução.
Jaú

Segundo Sílvia Melges, Secretária de Trânsito em Jaú, a resolução 396 desobriga os municípios a informarem, mas não pede para remover as placas que estão em uso. Na cidade, o uso de avisos teve um caráter positivo e educativo. Entre 2010 e 2011 houve redução de mais de 82,39% no número de infrações por excesso de velocidade, de acordo contagem nos equipamento que já têm pelo menos um ano de uso. saiba mais

O decréscimo aconteceu de forma mais evidente até o oitavo mês depois da instalação de fiscalização, a partir deste período os números ficaram equilibrados. “As pessoas passaram a respeitar os limites. Como as placas tem um caráter educativo, iremos manter a sinalização, pois somente com a sinalização R-19 (velocidade máxima permitida), os cidadãos não respeitavam a velocidade”, afirma Sílvia.

Um novo equipamento de fiscalização móvel será instalado na cidade, e mesmo nesse caso, placas verticais serão colocadas nos locais onde o radar fará rodízio.

Assis

Em Assis, as placas também não serão retiradas. Segundo Leonardo Godoi, chefe do Departamento de Trânsito da cidade, a nova resolução torna desnecessário o uso dos avisos, mas não os proíbe, além disso, a presença de agente ou autoridade ao lado do equipamento também é facultativa.

“O condutor tem que saber que aquilo que está regulamentado na via, deve ser obedecido, O usuário acaba sendo informado que em um determinado trecho tem equipamento e respeita”, afirma Leonardo, mas por outro lado, nos pontos onde não há fiscalização, o condutor acelera. “Acredito que essa nova resolução tem o objetivo de evitar o caráter de obediência no respeito à sinalização e tornar a fiscalização uma preocupação constante”, completa.

Leonardo afirma que os números sobre variação no número de infrações na cidade de Assis estão sendo apurados, mas já é possível notar que houve queda. Dados completos serão divulgados em breve.

Ourinhos

Em Ourinhos, as placas educativas são colocadas em uma distância de 100 a 200 metros do equipamento registrador de imagem e velocidade. Segundo o Coordenador de Trânsito e Transporte, Francisco José Hial, o radar da cidade é estático (nome técnico para radar móvel), ele é montado e desmontado em pontos selecionados.

Em Ourinhos, houve um aumento de 33% nas multas por excesso de velocidade de 2010 para 2011
As placas serão mantidas nos pontos onde já existem avisos sobre fiscalização eletrônica, “Caso venhamos a criar outros pontos, usaremos somente a placa de regulamentação R-19 (velocidade máxima permitida)”, completa Francisco.

Em 2011 foram registadas 2.204 infrações de excesso de velocidade, enquanto em 2010 o número foi de 1.658 multas, o que representa um aumento de 33% na cidade.

Botucatu

O Secretário Municipal de Trânsito, Vicente Ferraldo, afirmou que as placas de aviso sobre fiscalização eletrônica continuam em Botucatu. “O princípio aqui na cidade é a educação e depois a fiscalização”, completa.

Na cidade existe um radar móvel, que passa por rodízio nos pontos principais da cidade. Ainda segundo o secretário, mesmo em novos pontos de fiscalização que possam vir a surgir no município, haverá placa.

Marília

Segundo Anselmo Adriano Bonadio, assistente técnico da Diretoria da Emdurb, em Marília, existe uma lei que proíbe a fiscalização eletrônica dentro do município aprovada pela Câmara dos Vereadores.

O Ministério Público já entrou com uma ação de inconstitucionalidade na lei, mas o processo ainda está em andamento e por enquanto não há fiscalização na cidade e nem um prazo para instalação das mesmas.

Nas rodovias

O Departamento de Estradas e Rodagens, o DER, é responsável pelos radares e pela sinalização nas rodovias da região. Sobre a resolução do Contran, o Departamento ainda estuda o que será feito.

Mesmo com as placas indicativas, o número de autuações por excesso de velocidade aumentou bastante na maioria das rodovias da região. Na SP-294, a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, no trecho de Marília a Assis, foram registradas 1342 autuações em 2010 e esse número saltou para 6714 no ano passado.

Na Rodovia Rachid Rayes, também no trecho de Marília a Assis, o aumento foi de 57,43% nas multas por excesso de velocidade comparando os anos de 2010 e 2011. No passado foram 3773 autuações e em 2010 foram 1616.

Outra rodovia que apresentou um aumento considerável das autuações foi a SP-300, a Marechal Rondon, no trecho de Botucatu a Lins. Foram 38210 no ano retrasado e 128903 multas em 2011. Somente a Comandante João Ribeiro de Barros, no trecho entre Bauru e Jaú apresentou uma queda nas ocorrências de multas. Foram 54.857 autuações por excesso de velocidade em 2010 e 38674 em 2011.

Mais sobre a resolução

Pelas novas regras, o poder público fica obrigado a sinalizar a velocidade da via e o motorista, a respeitar o limite fixado. Já nas rodovias, não é necessário a placa indicando o limite de velocidade permitido. Vale o que está no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): automóveis, caminhonetes e motocicletas devem trafegar a 110km/h; ônibus e micro-ônibus, a 90km/h; demais veículos, a 80km/h; e, nas estradas de terra, 60km/h para todos.

A Resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro.

Onde houver o medidor de velocidade fixo, o uso dos equipamentos móveis e portáteis somente poderão ser usados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana e a 2km de vias rurais e vias de trânsito rápido.

Fonte: G1

Rua ficará interditada por 40 meses para obras do Metrô em SP


A Rua Desembargador Aragão, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, ficará interditada por 40 meses devido às obras de expansão da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. A interdição teve início ontem e pegou muitos motoristas de surpresa.

A rua não é muito movimentada, mas era utilizada pelos motoristas para fugir do trânsito da Rua Vergueiro. Agora, só poderá ser utilizada por quem mora na via.

Zona Leste

A Avenida Luis Ignácio de Anhaia Melo ficará interditada por 15 dias também devido a obras do Metrô. O bloqueio ocorre próximo à Estação Vila Prudente, da Linha 2-Verde. A faixa da direita foi fechada no sentido Centro, causando filas na região.

Fonte: G1

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Acordo libera investimento e pode triplicar capacidade no trecho até 2018


Autoridades do governo do Estado de São Paulo estimam que é possível transportar pelo menos o triplo de carga pela hidrovia Tietê-Paraná. Mas essa capacidade só vai ser atingida em 2018, após uma série de investimentos por parte dos governos estadual e federal. Hoje, operadores transportam, com dificuldades, cerca de 5 milhões de toneladas de cargas, como milho, soja, óleo, madeira, carvão e adubo.

A hidrovia liga cinco Estados brasileiros (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo) em 2,4 mil quilômetros navegáveis. Um de seus principais problemas é a curta distância entre os pilares das pontes, o que obriga o comboio de quatro barcaças a se dividir em dois. Ou seja, o empurrador atravessa por baixo da ponte com metade da carga, larga as barcaças e retorna para buscar o resto. Essa operação chega a durar duas horas e meia - e há várias pontes pelo caminho.

Um acordo entre o governo federal e o Estado de São Paulo, feito há quatro meses, promete finalmente destravar os investimentos necessários. A hidrovia deve receber R$ 1,5 bilhão até 2014, sendo R$ 900 milhões do PAC 2 e R$ 600 milhões do governo estadual. Até o fim deste ano, no entanto, só serão investidos 17% desse montante, segundo Casemiro Tércio Carvalho, diretor do departamento hidroviário da Secretaria de Logística e Transportes do Estado.

De acordo com ele, estão em andamento quatro grandes obras. Entre elas, o afastamento dos pilares em duas pontes, o que permitirá a passagem de composições maiores sem necessidade de parar. No segundo semestre, serão licitadas pelo menos mais quatro obras.

Ele explica que há dois grandes pacotes para melhorias na hidrovia. Um deles termina em 2014 e usará todo o investimento de R$ 1,5 bilhão. Entre as melhorias previstas nesse período, estão a ampliação do vão de mais pontes, a dragagem de canais e obras em eclusas. Segundo Carvalho, a ação diminuirá a viagem em até oito horas e reduzirá os custos para as operadoras em cerca de 20%. Além das obras, o montante cobrirá o custo de projetos e estudos para licenciamento ambiental. "Queremos deixar projetos prontos para que, na próxima gestão, as obras estejam prontas para licitação", afirma.

Na segunda fase, de 2015 a 2018, haverá obras mais complexas, como duplicação de eclusas. O objetivo é que, só ao fim desses investimentos, a hidrovia triplique a capacidade de movimentação.

Fonte: Valor Econômico

Para presidente da Urbes, pedágio urbano não é aplicável a Sorocaba


A Lei de Mobilidade Urbana sancionada na semana passada pela presidente Dilma Roussef traz em seu texto um ponto polêmico, que autoriza que cidades com mais de 500 mil habitantes instalem pedágios urbanos que tarifarão o deslocamento entre diferentes regiões dos municípios. Sorocaba, no interior de São Paulo, possui população que beira os 600 mil e se enquadra no perfil, mas Renato Gianolla, presidente da Urbes, empresa responsável pelo trânsito e transporte na cidade, afirma que essa não é uma alternativa a se cogitar a médio prazo.

A instalação de pedágios urbanos autorizada pela presidente tem o objetivo de desestimular o uso de veículos, forçando os motoristas a os deixarem nas garagens e migrar para o transporte coletivo no dia a dia.

A receita gerada pela cobrança de tarifas terá, obrigatoriamente, segundo o texto, que ser investida no transporte coletivo, seja na melhoria de veículos ou mesmo na concessão de subsídio à tarifa, o que poderá forçar a queda dos valores cobrados.
Renato Gianolla classifica como "impensável" a instalação de praças de pedágio na Sorocaba de hoje em dia.
"O governo não pode cobrar, arrecadar dinheiro e só então usar esse montante para oferecer alternativas para um transporte público mais eficiente. É preciso primeiro usar verba pública para melhorar a estrutura de transporte existente", afirma.

Apesar do ponto polêmico, Renato Gianolla afirma que o fato da lei obrigar os municípios a desenvolverem um plano de mobilidade urbana – uma espécie de plano diretor que ira reger o desenvolvimento do trânsito e transporte e estipular obras e procedimentos a serem aplicados para melhorar a fluidez do tráfego, a disponibilidade de vagas de estacionamentos, entre outros pontos – resultará em melhorias para o cidadão. A Urbes pretende abrir nos próximos meses o processo licitatório para a contratação da empresa que fará o plano municipal.

Faixas exclusivas para ônibus

O presidente da Urbes afirma que uma meta da empresa pública é desenvolver faixas exclusivas para o transporte coletivo, que seriam ativadas diariamente nas principais vias da cidade durante os horários de pico.
Diferente dos corredores só para ônibus existentes em São Paulo, em Sorocaba elas seriam faixas comuns a todos os veículos, que em horários determinados só poderiam ser usadas pelo transporte público.

Os municípios têm até 2015 para se adequarem às novas regras de incentivo ao transporte coletivo. Apesar dos pedágios estarem autorizados apenas às cidades com população acima dos 500 mil habitantes, todas as 1.663 cidades brasileiras que têm mais de 20 mil habitantes terão que desenvolver um plano de mobilidade urbana,as cidades que não cumprirem o prazo poderão ser punidos com a suspensão de repasses federais para o setor de transportes.

Utilização do transporte coletivo despenca em Sorocaba

Embora o transporte coletivo seja apontado como uma das saídas para o caos no trânsito em todas as grandes cidades, em Sorocaba o sistema de ônibus acumula, de 1997 até 2010, uma queda de 11% no número de passageiros. Segundo levantamento feito pela Urbes, a lotação excessiva dos veículos é colocada como o fator que mais incomoda os usuários. Segundo pesquisa, lotação é problema que mais incomoda usuários.

Embora o levantamento da Urbes mostre que houve queda de 11% em relação a 1997, os últimos quatro anos seguem tendência de crescimento. Em 2007, por exemplo, a queda acumulada em relação a 1997 era de 17,5%, com cerca de 4,1 milhões de passageiros transportados. Desde então, ano a ano o número de usuários vem aumentando e 2010 fechou com 4,4 milhões. O montante de mais de 4 milhões de passageiros na verdade se refere ao número de pessoas transportadas, ou seja, se uma pessoa vai e volta do trabalho de ônibus, será contabilizada como dois usuários do serviço.

Em 2010 a Urbes realizou uma pesquisa junto aos usuários do transporte coletivo de Sorocaba e perguntou qual era seu principal problema. Em primeiro lugar apareceu a questão da lotação. Não somente aquela lotação de quando um ônibus está abarrotado de gente, mas também aquela de quando uma pessoa que paga passagem não tem direito de fazer o trajeto sentada ou mesmo aquela que não consegue embarcar porque o ônibus está lotado.

Pesquisa de origens e destinos

Como primeira ação para criar o futuro plano de mobilidade urbana, a Urbes realizará ainda no primeiro semestre de 2012 uma Pesquisa de Origens e Destinos, que pretende mapear quais as rotas mais utilizadas pelos sorocabanos no diferentes períodos do dia.
Este mesmo tipo de estudo será usado para identificar os pontos de colocação de praças de pedágios nos municípios que optarem pela cobrança de tarifas por deslocamento entre regiões.

Fonte: G 1

Procedimentos na aplicação de multas poderão ser simplificados


A resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que padroniza os procedimentos administrativos utilizados pelos órgão e entidades integradas ao Sistema Nacional de Trânsito poderá ser anulada, com a aprovação projeto de decreto legislativo 440/11, do deputado Edmar Arruda (PSC-PR).

De acordo com a Agência Câmara, o projeto pretende simplificar alguns procedimentos estabelecidos pela resolução 363/10, como a transferência de multas de trânsito que obriga o reconhecimento em cartório das assinaturas do proprietário e do condutor infrator. Com a anulação aprovada, o documento determina apenas o envio de um formulário, assinado pelos envolvidos, ao Detran (Departamento de Trânsito).

“A burocratização do procedimento de transferência das multas representa novo entrave para os cidadãos e empresas, principalmente aquelas que locam veículos ou são do ramo de transportes”, argumentou o deputado.

Tramitação

Antes de ir ao Plenário, o projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: InfoMoney

Situação precária das estradas resulta em frete mais caro para o transporte de cargas


Pelo menos 14 trechos de rodovias estão totalmente ou parcialmente interditados em Minas Gerais, segundo o último relatório do Dnit, divulgado na quarta-feira, 11 de janeiro. O setor de transportes de cargas é um dos mais afetados pelos problemas e o resultado é o aumento do valor dos fretes, para compensar os percalços com os custos operacionais. Em Itabira, algumas empresas já reajustaram o valor em até 10%.

Segundo Dart Oliveira, proprietário de um caminhão que faz frete para Belo Horizonte, devido aos gastos, principalmente com manutenção, precisou aumentar o valor do serviço em 10%. “Estamos gastando mais tempo para fazer o transporte, mais combustível, óleo e muito mais com manutenção dos veículos. Esta semana mesmo paguei R$ 1000 em manutenção”, conta. Dart também informou que como o trajeto exige mais tempo, não consegue fazer três viagens por semana como antes.

O estado mineiro possui a maior malha rodoviária do país. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2011, dos 14.176 km avaliados no estudo, 41,5% foram considerados em ótimo ou bom estado e 58,5% em regular, ruim ou péssimo, situação que certamente se alterou nos últimos dias.

A situação também tem atrapalhado quem depende do transporte. É o caso do gerente de uma loja de pneus, Vanucélio Silva Soares, 32. Ele conta que desde o ano novo não está conseguindo fazer compromissos com data exata porque as entregas dos produtos têm atrasado muito. “Temos fornecedores em Minas e Espírito Santo e a chegada de mercadoria está atrasando. As estradas do Vale do Aço estão péssimas. Até mesmo para chegada de peças para conserto está gastando mais tempo que o habitual”, reclama. Segundo Vanúcelio, o serviço de frete, das empresas contratadas, subiu 5%.

De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Vander Francisco Costa, as regiões atingidas que mais interferem no trabalho dos transportadores são a Zona da Mata e a região metropolitana de Belo Horizonte.

"O empresário tem que ficar atento aos deslocamentos extraordinários com impactos nos custos fixos e também nos custos variáveis tais como suspensão, pneus, consumo de óleo diesel, etc. Portanto, se a operação da transportadora foi afetada, deve-se buscar o reajuste para equilíbrio financeiro, sob pena do comprometimento da saúde financeira do negócio", garante o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg), Sérgio Pedrosa.

Fonte: De Fato