quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rodoanel tem quatro acidentes por dia



Entre janeiro e junho deste ano, os trechos Oeste e Sul do Rodoanel registraram 790 acidentes. De acordo com as concessionárias que administram os trechos, foram 606 casos no Oeste e outros 184 no Sul. Os dados apontam que os trechos, responsáveis pela ligação das principais rodovias que cortam São Paulo, registram mais de quatro acidentes por dia.

No Oeste, os veículos de passeio foram os que mais se envolveram em colisões: 43% dos casos. Em seguida estão os caminhões, com 31%; e as motos, com 14%. Entre o primeiro semestre de 2010 e o mesmo período deste ano, o número de acidentes cresceu 12%.

A maioria das colisões ocorre durante a manhã, no período que vai das 6h às 10h, horário de maior fluxo de veículos da Grande São Paulo e do interior. Por reflexo dos acidentes, o Rodoanel mantém, durante o pico, média de seis quilômetros de lentidão.

Segundo a ViaOeste, concessionária que administra o Trecho Oeste, a alta no número de acidentes ocorre, entre outros fatores, em decorrência da restrição à circulação de caminhões na marginal Pinheiros e em outras dez vias.

Hoje, os trechos Oeste (32 quilômetros de extensão) e Sul (57 quilômetros de extensão) são os únicos em operação. O Leste (43,5 quilômetros de extensão) teve obras iniciadas dia 17. O Norte (44,4 quilômetros de extensão) deve sair do papel no fim do ano.

Fonte: Metro SP

Excesso de carga

O excesso de cargas em caminhões que cruzam as estradas de todo o País, além de provocar risco aos demais motoristas, causa destruição da camada asfáltica e, com isso, mais riscos de acidentes.
A Polícia Rodoviária Federal, o que também acontece com a força de fiscalização rodoviária do Estado, está trabalhando com disposição, no sentido de coibir o abuso de motoristas transportadores que, levados pela ganância de mais lucros, colocam a própria vida em risco e fazem com que os registros sobre acidentes aumentem de maneira considerável.
Não sendo suficiente o desleixo dos governos da União e dos Estados, que deixam de investir em segurança rodoviária, fazendo com que estradas de máxima importância para o escoamento de cargas terminem quase que intransitáveis, pela presença de muitas crateras, prejudicando motoristas pela quebra de molas, pontas de eixos, destruição de caixas de cambio e pneus, entre outros; além da presença de rodovias sem acostamento, sem sinalização ou com estas cobertas pelo mato que cresce às margens das estradas; não bastasse a presença de motoristas drogados e alcoolizados, que fazem das pistas de rodagem um verdadeiro inferno; aparecem os irresponsáveis, que conduzem veículos pesados com cargas além do limite permitido.
Devem ser louvados, embora faça parte da própria atividade, o serviço que vem sendo executado, como mostra reportagem do Agora, pela Polícia Rodoviária Federal, que semana passada flagrou, na BR-392 (Pelotas-Rio Grande) um número superior a 12 caminhões, que rumavam para os terminais do Superporto, com excesso de carga e que foram, após autuados, levados para o pátio daquela força, na Vila da Quinta, de onde somente saíram após o pagamento das multas e a transferência, para outros veículos, do excesso de peso que transportavam. 
Os rodoviários federais aplicaram multas, também, pela situação em que se apresentavam os veículos, com falta de documentação competente e tração fora do limite.
Entendemos como justas as reclamações dos caminhoneiros pela falta de zelo com as rodovias, pelo governo; quando reclamam que os veículos, muitas vezes, são transformados em verdadeiros armazéns, parados junto aos terminais, por vários dias, à espera da descarga, com prejuízos, porque estão perdendo fretes enquanto parados, mas também condenamos motoristas irresponsáveis, que rodam com excesso de cargas, como adversários da própria categoria ao colocar em risco a vida de companheiros de estrada.

Fonte: jornalagora.com.br

Governo quer mudar regras para ampliar competitividade e baratear os fretes

O novo marco regulatório do setor ferroviário, publicado no Diário Oficial da União, tem a meta de ampliar a competitividade no setor e baratear o custo dos fretes, na avaliação do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. “O objetivo é criar um ambiente competitivo nas ferrovias para uma melhoria na qualidade dos serviços e um melhor processo de formação dos preços. Vamos ter preços mais competitivos e serviços de melhor qualidade.”

Entre as principais mudanças estão o estabelecimento de metas para cada trecho ferroviário, que serão estabelecidas a partir do ano que vem, e o direito de passagem, que determina que uma concessionária pode usar os trilhos de outra, pagando uma tarifa por isso. Segundo Figueiredo, as novas regras criam compromissos de exploração da malha ferroviária. “Hoje, da forma como (a malha) é gerenciada, as concessionárias não têm compromisso em explorar toda a malha e isso permite que parte dela não seja utilizada.”

Dos 28 mil quilômetros de malha ferroviária que existem atualmente no País, cerca de 10 mil quilômetros estão em boas condições de trafegabilidade, mas não são plenamente utilizados. Cerca de 6 mil quilômetros não estão em condições de serem usados. Segundo Figueiredo, essas resoluções também criam as condições para que esses trechos possam ser utilizados. Se a concessionária não tiver a proposta de explorar e criar serviços nesses trechos, pode abrir para o mercado ou devolver para o governo. “Esses trechos só não terão transporte ferroviário se o mercado, de uma forma integral, não tiver a percepção de que isso é viável.”

Até o fim do ano, a ANTT deve colocar em consulta pública uma proposta sobre os tetos tarifários para cada tipo de transporte. Os tetos nunca foram alterados desde o início das concessões, em 1996, apenas corrigidos a cada ano.

Figueiredo diz que, apesar dos questionamentos dos concessionários sobre as novas regras, todas as mudanças foram debatidas dentro do governo e têm segurança jurídica. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) informou que ainda irá avaliar as mudanças antes de se manifestar.

Fonte: portosenavios.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Brasil tem déficit de 15 anos em transporte

“O Brasil está 15 anos atrasado na questão de sustentabilidade no transporte” é o que afirma Washington Soares, vice-presidente da CBC (Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal) e professor de Gestão Portuária e Terminais do Curso de Logística Portuária da Unisanta. De acordo com o especialista, os terminais portuários brasileiros se restringem muito a uma única matriz de movimentação e escolhem a menos “eco eficiente”.

A “ecoeficiência” no transporte é uma comparação entre a produtividade do mesmo e seu impacto ambiental, ou seja, é a sua capacidade de carga versus o nível de emissão de poluentes. Para ilustrar este conceito pode-se analisar o impacto ambiental entre um trem e um caminhão, segundo Soares, para uma tonelada movimentada, o modal ferroviário emite apenas 30% do que é produzido pelo rodoviário, em outras palavras, o primeiro é mais “ecoeficiente” que o segundo.
Soares explica que o Brasil peca neste quesito, pois, de acordo com ele, o setor portuário nacional investe pouco em ferrovias. O executivo explica que, por exemplo, o terminal de Santos - o maior da América Latina - restringe o acesso das ferrovias ao porto. Segundo o vice-presidente da CBC, recentemente, a montagem de trens expressos de contêineres foi proibida no complexo santista pelas autoridades que alegaram falta de segurança nas operações.

O especialista, no entanto, afirma que a decisão na verdade favoreceu interesses privados em aumentar a capacidade de armazenagem no terminal e facilitar o acesso de caminhões ao local.
Um contraponto apresentado por Soares ao modelo brasileiro é o aplicado no Porto de Vancouver no Canadá. No terminal canadense o acesso das ferrovias é facilitado. “Lá os trens ficam a 500 metros dos navios, os equipamentos mecânicos fazem o transbordo da carga das embarcações para os vagões e vice-versa”, explica.

O investimento na intermodalidade seria um aspecto muito importante para os terminais brasileiros, uma vez que somente o Porto de Santos, em alguns períodos do ano, chega a receber 15 mil caminhões por dia. O especialista afirma que a movimentação rodoviária é importante para o transporte pelo seu caráter flexível no transporte de porta à porta, porém relata que esse é feito de maneira pouco inteligente.

“O fato de possuirmos apenas uma matriz de transporte forte sobrecarrega nossa malha rodoviária, o que acarreta em um custo de manutenção alto, assim o governo em vez de investir na ampliação das estradas em outros modais destina grande parte do orçamento em obras para revitalizar as rodovias”, explica Soares.

Além disso, o executivo ressalta que o País atenta, muitas vezes, apenas à movimentação das embarcações e faz poucos investimentos na retroárea do porto.Um exemplo disso é que com a Lei de Modernização dos Portos, os terminais passaram a conseguir operacionalizar em média 54 movimentos por hora (mph), anteriormente este volume era de 8 a 12, no entanto as filas de caminhões ainda são uma constante devido às dificuldades no transbordo.

Para avançar nesta área de sustentabilidade do transporte, o Brasil, de acordo com o executivo, precisa adotar políticas que incentivem a esta prática. Soares explica que o empreendimento sustentável deve seguir três bases: social, econômica e ambiental. Nesta linha, o País deveria tornar os modais com menor impacto ao meio ambiente mais viáveis economicamente.

O vice-presidente da CBC argumenta que em países, como Canadá e Alemanha, medidas como incentivo fiscal ao transporte mais “ecoeficientes” e sobretaxação aos mais poluentes são adotadas. “O Brasil, sendo uma das próximas potências econômicas mundiais, tem que se espelhar em nações mais avançadas (no setor).

O modelo de sustentabilidade é global se o País não se adaptar a isso ficaremos para trás”, relatou.

Fonte: ABEPL

Governo Federal vai abrir licitação para construção de 45 portos marítimos no Brasil

Empresa vencedora vai construir, administrar e operar o empreendimento; Manaus será o primeiro Iniciado o processo de privatização dos aeroportos, o governo prepara diretrizes para transferir ao setor privado a construção de portos marítimos.

Com base na infra-estrutura local e na demanda projetada de carga, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) identificou 45 áreas prioritárias para o recebimento de investimentos privados. Elas estão em 12 Estados, sete deles nas Regiões Norte e Nordeste. As demais estão no Sul e Sudeste. O processo começará com a licitação de um novo terminal em Manaus, onde a situação é considerada crítica.

O novo modelo tem filosofia de gestão diferente da que vigora atualmente. Quem vencer vai administrar e operar tudo dentro do porto, com a supervisão da Antaq. Iniciado o processo de privatização dos aeroportos, o governo prepara, agora, as diretrizes para transferir ao setor privado a construção de novos portos marítimos no Brasil.

As 45 áreas a serem licitadas nos próximos anos estão em 12 Estados, 7 deles nas Regiões Norte e Nordeste. As demais estão nas Regiões Sul e Sudeste. Lima disse que foi identificada uma "demanda relevante de produtos" nessas áreas. "Teve uma primeira leva na década de 1990. Daí para frente não teve uma segunda geração. Essa pode ser a linha da segunda geração", disse o secretário de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, que participa de um grupo sobre a modelagem das concessões.

"A novidade agora é passar a conceder portos organizados para a iniciativa privada. Manaus é o primeiro", espera. A liberação das outorgas vem sendo discutida desde 2009. A demora da Secretaria de Portos na definição do Plano Diretor, que permitirá dar início ao processo, está sendo criticada pelo setor privado e investidores e já começa a incomodar o Palácio do Planalto.

Está sendo cogitada a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff estabelecer as diretrizes por decreto. De acordo com os dados da Antaq, portos e terminais brasileiros movimentaram 200,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2011, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dois terços da carga são movimentados por terminais de uso privativo, nos quais, por meio de autorização do governo, as empresas movimentam basicamente carga própria. Pelos terminais privativos passam as cargas de maior densidade, como minério de ferro, combustíveis, óleos minerais e outros derivados de petróleo.

Apesar das críticas pesadas do PT contra as privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, Silveira não vê uma mudança de postura no governo Dilma. "Eu não acho que seja necessariamente uma mudança de filosofia. O governo Lula teve várias experiências na área de infra-estrutura", disse o secretário, destacando as concessões em rodovias e ferrovias.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Pamcary será uma das operadoras do cartão-frete

Sistema Pamcard será utilizado. Operadoras serão responsáveis pela implementação e manutenção do sistema de pagamento de fretes determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

A ANTT finalmente homologou as primeiras operadoras habilitadas para a operação do sistema eletrônico de pagamento de frete determinado pela Resolução nº 3.658 da agência, que regulamenta a remuneração dos transportadores autônomos, acabando com a famigerada carta-frete. O regulamento determina que todos os pagamentos deverão ser registrado pela ANTT e atrelados ao registro RNTRC do transportador.

Fica proibido pagar frete com carta-frete e também cobrar ágio no abastecimento de combustível ou qualquer outro produto e serviço a ser oferecido ao autônomo. A partir desta proibição, a ANTT criou o Sistema Eletrônico de Meios de Pagamento de Frete, que será colocado em prática por meio de cartões eletrônicos nos quais serão creditados os valores de frete, vale-pedágio obrigatório, combustível e despesas.

O primeiro sistema habilitado pela agência para administrar o sistema de pagamentos eletrônicos é o dos cartões Pamcard, marca da GPS Logística, dona da Pamcary, que irá operar o sistema junto com a Roadcard.

O sistema escolhido pode ser utilizado para pagamentos em toda a rede Visa Electron, além de saques e consultas em todo o Brasil pelo auto-atendimento da rede BDN – Bradesco Dia e Noite. O Pamcard foi criado em 2004 e já figurava na época como alternativa à carta-frete.

“Nós sempre acreditamos na liberdade de escolha do caminhoneiro e na necessidade de incluí-lo no mercado formal de trabalho, é esta a ideologia que motivou o desenvolvimento e implantação do sistema Pamcard”, diz Felipe Dick, diretor de negócios e produtos da Pamcary.

Fonte: Portal Transporta Brasil

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Trecho sul do Rodoanel passa a cobrar pedágio no mês que vem

O consórcio SPMar deve iniciar a cobrança de pedágio no trecho sul do Rodoanel até o próximo mês. A tarifa proposta pelo consórcio -formado pelas empresas Contem e Cibe, do grupo Bertin- foi de R$ 2,19, em julho de 2009. Ela será reajustada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para cerca de R$ 2,40.

Inaugurado em abril de 2010, o trecho sul do Rodoanel é alvo de reclamações dos motoristas devido às falhas estruturais. Sem iluminação, postos da polícia rodoviária estadual ou telefones de emergência, a estrada é perigosa, tanto pelas suas curvas sinuosas quanto pelas ações violentas de criminosos na região. Ontem, começaram as obras do trecho leste, que deve ficar pronto em março de 2014.

Fonte: Folha de S. Paulo

Etanol está 26% mais caro que um ano atrás

Os preços dos combustíveis pararam de subir nas últimas semanas, de acordo com levantamentos da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocom­bustíveis (ANP). Em Curitiba, etanol e gasolina custavam respectivamente R$ 1,84 e R$ 2,54 por litro, em média, na semana en­­cer­­rada em 13 de agosto, pouco abaixo dos valores apurados qua­­tro semanas antes (R$ 1,85 e R$ 2,57). No entanto, os preços continuam mais altos que em 2010, em especial os do etanol.

Desde a marca recorde atingida em abril (média de R$ 2,31 por litro), as cotações do álcool nas bombas recuaram 20%. Ainda assim, estão 26% acima das registradas em agosto de 2010. Nas usinas, o aumento em 12 meses foi ainda maior, de 38%, conforme o Centro de Estudos Avança­dos em Economia Aplicada (Cepea/USP). As razões estão na quebra da safra de cana que está sendo colhida e também em fa­­tores estruturais, como a falta de investimento em canaviais nos últimos anos.

A gasolina subiu bem menos: nos postos de Curitiba, o valor mé­­dio atual é 3% mais alto que o cobrado há 12 meses. O preço da gasolina nas refinarias está congelado há anos, mas, como ela leva 25% de álcool anidro em sua composição, seu preço final é muito influenciado pelas oscilações do etanol. Depois do pico atingido em abril, o anidro vendido pelas usinas recuou 45%, barateando o preço da gasolina nas bombas. No mesmo período, o álcool hidratado, usado nos car­­ros flex, recuou 17%, segundo o Cepea/USP.

Novo patamar - Para especialistas, a tendência é de que o etanol permaneça acima das médias históricas até que a indústria sucroalcooleira volte a investir no aumento da área plantada com cana e, especialmente, na renovação dos canaviais mais velhos – quanto mais velha a lavoura, menor a produtividade.

Além de sofrer as consequências desse problema estrutural, a safra atual ainda foi afetada por seca, excesso de chuva e, mais re­­centemente, geadas. De acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), essa combinação derrubou a produtividade das lavouras em 20,2% em relação a 2010. Na semana passada, a entidade voltou a rebaixar sua estimativa de produção. Agora, espera que a colheita de cana some 510,2 milhões de toneladas no Centro-Sul do país, 8,4% abaixo do volume colhido na safra passada. Nessa mesma comparação, a fabricação de etanol deve recuar 17,3%, para 21 bilhões de litros.

Consumo caiu 22% no primeiro semestre - Os dados mais recentes da ANP sobre o consumo de combustíveis, referentes a junho, mostram que a disparada dos preços do álcool nos primeiros meses do ano fez o consumidor “migrar” para a gasolina. No primeiro semestre, as distribuidoras de todo o país venderam 5,2 bilhões de litros de etanol hidratado, 22% a menos que nos seis primeiros meses do ano passado. Em compensação, as vendas de gasolina cresceram 15%, para 16,8 bilhões de litros.

Diante da ameaça que o consumo de álcool diminua a ponto de inviabilizar a expansão do setor, o governo vem prometendo há meses um pacote de incentivos – e exigências – para o setor. Mas, até agora, não houve qualquer anúncio oficial. Se quiser, o governo pode lançar mão de uma medida de caráter mais emergencial, a redução da mistura de álcool à gasolina dos atuais 25% para até 18%. Mas, nas últimas reuniões do comitê de monitoramento do setor, a iniciativa foi considerada desnecessária, ao menos por enquanto.

Fonte: Gazeta do Povo – PR

DER altera velocidade para 90 km/h na rodovia de Bonfim

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) confirmou a redução do limite de velocidade máxima - dos atuais 110 km/h para 90 km/h - do trecho urbano da rodovia José Fregonesi (SP-328), que liga Ribeirão Preto a Bonfim Paulista.

A medida entrar em vigor em 30 dias e atende aos pedidos feitos pelo Conseg (Conselho Municipal de Segurança Pública) local.

O conselho chegou a apresentar nesta quarta, em audiência com o diretor regional do DER, Armando Costa Ferreira, um estudo técnico sobre a viabilidade da redução da velocidade.
Desenvolvido pelo engenheiro e consultor de trânsito Eduardo Araújo Junqueira Reis, o documento sugeria trechos com velocidade de até 70 km/h.

O diretor regional do DER informou que também encomendou estudo específico da José Fregonesi para a Coordenadoria de Operações. "Esse estudo confirmou a necessidade de baixar a velocidade para 90 km/h. Assim, aguardamos somente a homologação da medida", completa.

A troca das placas indicativas de velocidade deve ocorrer dentro de 30 dias.Segundo o diretor regional do departamento, a velocidade de 90 km/h será a mesma para carros, motos e caminhões, nos dois sentidos da rodovia. Pelas condições atuais, apenas caminhões trafegam com essa velocidade.
Trecho após Bonfim

O DER também decidiu pela alteração do limite de velocidade do trecho da rodovia após Bonfim, com destino a Araraquara. O limite passa a ser de 80 km/h.

Para o presidente do Conseg, Antônio Pereira Neto, a redução vai permitir coibir os acidentes por excesso de velocidade. "Não podemos permtir a perda de mais vidas. O DER acatou o nosso pedido e esperamos por mais melhorias, como a construção de passarelas", disse.

O vice-prefeito Marinho Sampaio também participou nesta quarta da audiência no DER. Ele anunciou investimento na iluminação do primeiro retorno da José Fregonesi, para quem segue no sentido Bonfim, próximo ao condomínio Quinta da Alvorada.

O gerente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Fabiano Guimarães, disse que a participação do Conseg na conquista da alteração do limite de velocidade foi de extrema importância.
A pressão popular para redução no limite de velocidade aumentou no início deste ano, após sucessivos acidentes no trecho.

Fonte: A Cidade

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Anhanguera é rodovia que concentra maioria dos roubos de carga em SP

A Via Anhanguera, que liga a capital paulista ao norte do estado, é a estrada que concentra o maior número de roubos de cargas em São Paulo. Segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), no primeiro semestre deste ano foram 130 casos, o que representa 17,69% do total das 735 ocorrências registradas nas rodovias que cortam São Paulo.

Segundo as polícias Civil, Militar Rodoviária e Rodoviária Federal, a Anhanguera é visada pelos ladrões de carga pelo fato de ser um dos corredores financeiros do Brasil, interligando cidades importantes como São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Franca. Além disso, possui estradas secundárias, usadas pelos criminosos para a fuga.

Vítimas das quadrilhas de criminosos que atacam nas estradas paulistas relataram momentos de tensão durante os ataques. Em março deste ano, um motorista que não quis ter o nome divulgado chegou a ser perseguido por criminosos e fechado no Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Obrigado a parar no acostamento, foi abordado por uma quadrilha e assaltado. “Os criminosos saíram armados, apontaram a arma em minha direção e me pegaram. Durante o tempo em que fui mantido refém, ouvi intimidações e ameaças de morte, mas nenhum objeto meu foi levado. Eles só queriam mesmo as mercadorias dentro do veículo”, disse.

Percentualmente, o Rodoanel foi a rodovia que teve maior crescimento de roubos entre as demais estradas. De janeiro a junho de 2010, o número de casos foi de 14; neste ano, no mesmo período, foram 25 – aumento de 11 registros ou 78,6%.

Comparativamente, no mesmo período de 2010, a rodovia com mais crimes, segundo o sindicato, havia sido a Régis Bittencourt, com 155 roubos, seguida pela Via Dutra (116) e Anhanguera (84). A mudança do ano passado em relação a este ano se deve ao critério adotado para compilar os dados.

“O que mudou foi realmente o critério de registro dos roubos. Dessa vez, os saques foram diferenciados, o que não ocorria até o ano passado. Na Régis, por exemplo, há saques nos congestionamentos e tombamentos. Nesse caso, dos roubos de carga, a maioria foi por causa de saques, e não assaltos à mão armada. Por isso houve essa mudança”, disse Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança do Setcesp e coronel da reserva do Exército.

Tipos de carga

Produtos alimentícios são o tipo de carga mais roubada. Dos 3.345 casos de assaltos a veículos de transporte de carga registrados pelo Setcesp nos seis primeiros meses de 2011, 834 eram de alimentos. Esse tipo de carregamento foi também o mais visado pelas quadrilhas no mesmo período do ano passado (912 dos 3.477 crimes registrados no período em todo o estado).

Apesar de os produtos alimentícios terem sido mais roubados de janeiro a junho deste ano, o tipo de carga roubada que teve maior crescimento percentual foi o de eletroeletrônicos. No primeiro semestre de 2010, foram 431 roubos desse tipo de produto. Já no mesmo período de 2011, 574 ocorrências foram registradas, o que dá um aumento de 143 casos, ou 33,2%.

Em valores, eletroeletrônicos representam mais de um terço do prejuízo causado pelos ladrões. O roubo de carga causou perda de R$ 148 milhões a empresas apenas nos seis primeiros meses. Desse total, mais de R$ 51,3 milhões eram produtos eletroeletrônicos.

Caminhoneiros também relataram ter sido abordados pelos assaltantes durante a noite, quando costumam parar em postos de combustíveis para descansar. Os criminosos cercam o caminhão, batem na porta do veículo e rendem o condutor.

Escolta armada

Uma das medidas utilizadas por empresas que atuam em regiões de risco é a utilização de escolta armada. Os entregadores saem com um carro extra que os acompanha para proteger e evitar os assaltos.

Em junho deste ano, a transportadora onde trabalha o gerente Felipe Cunha pediu escolta por conta do alto valor da carga e da maior visibilidade que ela tinha. “Tínhamos uma entrega lá na Brasilândia [Zona Norte de São Paulo] com uma carga bastante visada: televisão, notebook e vários eletrônicos. Aí, tivemos que usar a escolta”, disse Felipe.

Ele relatou que já houve casos em que os assaltantes abriram os pacotes e levaram somente aquilo que lhes interessava, na maior parte, eletrônicos. Segundo o entregador, os assaltantes não querem roubar os pertences dos entregadores. O foco deles é a mercadoria dentro dos veículos. Após o assalto, os automóveis são abandonados ou até mesmo devolvidos. O motorista que foi escoltado disse que a experiência foi “positiva”. “Foi boa, me senti seguro. Sem isso, é complicado ir para lá”, afirmou o homem, que pediu para não ser identificado.

Polícias

Segundo as polícias, o número elevado de roubos nas rodovias se deve ao fato de as estradas terem tráfego intenso de cargas. O delegado Waldomiro Milanesi, coordenador do programa Pró-carga, que visa a prevenção e redução de furtos, roubos e apropriação indébita de cargas, o raio de ação das quadrilhas geralmente não ultrapassa a distância de 150 km da capital.

“As pessoas precisam ter um respaldo, toda uma logística para desmontar o equipamento [bloqueadores de sinal de rastreadores], tirar a mercadoria e já imediatamente locar o espaço onde a receptação será feita. Isso ocorre por causa de grande concentração de mercadorias circulando e até de distribuição nesta região”, disse o policial.

Para combater esse tipo de crime, as forças policiais têm equipes especializadas em abordagem de cargas roubadas. “Elas equivalem à Rota [Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar] da capital. Têm um armamento mais pesado para lidar com esse tipo de quadrilha”, disse o capitão da Polícia Militar Robinson Pomilio, comandante da 1ª Cia do 4º Batalhão de Policiamento Rodoviário. O oficial acrescentou que o reforço ao combate ao crime deu resultados, com maior número de apreensões nas estradas estaduais.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal em São Paulo, responsável pelo patrulhamento em vias federais como a Régis e a Via Dutra, há diariamente um combate intenso aos roubos de carga. “Mas é necessário também uma conscientização do motorista”, disse o inspetor Edson Varanda, chefe da comunicação social da PRF em São Paulo.

O policial recomendou aos caminhoneiros que evitem dar carona e parem apenas em locais seguros, como postos de combustíveis movimentados e com segurança. “A maior parte dos roubos acontece quando o veículo está parado. O bandido depende de uma logística muito grande para fazer uma abordagem em movimento.”

Fonte: G1