quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Caminhoneiros querem mais tempo para adaptação às novas regras


A partir da próxima semana começa a valer a fiscalização do período obrigatório de descanso para os caminhoneiros. Os caminhoneiros se reuniram na terça-feira (4) com o governo pra tentar adiar esse prazo.
Eles conseguiram o apoio de deputados. Uma comissão vai propor que a fiscalização educativa, sem punição, continue por mais 240 dias. Resumindo, os caminhoneiros querem mais oito meses sem multas, apenas com orientação.

A BR-153, no interior de São Paulo, é ponto de paradas rápidas. Lá é possível encontrar um caminhoneiro que usa cocaína, segundo ele, para aguentar o cansaço.

“Você não sabe o que você está fazendo, entendeu? E dali, você está um morto vivo. Seu corpo está ali, mas sua mente não está. E aí você fica vendo coisa.”, conta.

Para evitar essas longas jornadas, a lei foi criada, e define turnos de trabalho. Os caminhoneiros tentaram adiar o início da fiscalização. Queriam mais oito meses para que a lei fosse colocada em prática. Mas o governo confirmou que as novas regras começam a valer a partir de terça-feira.

Pela lei os caminhoneiros são obrigados a ter 11 horas de descanso diário. A cada 4 horas na direção, o motorista tem que fazer uma pausa de 30 minutos e também tem direito a uma hora de refeição.

De acordo com o Ministério dos Transportes, a fiscalização será feita com bom senso. “Perto dos pontos de parada eu vou fiscalizar. Se o camarada tiver lá, pelo registro do tacógrafo dele esgotado o tempo de direção, mais a flexibilização, eu vou pedir a ele para se dirigir ao ponto de parada que ele acabou de passar um quilômetro atrás, vai parar o caminhão lá”, explica Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes.

Caminhoneiros contrários à lei fizeram barulho em Brasília. Alegam que as pausas reduzem os ganhos dos que trabalham como autônomos. E reclamam que, em muitos lugares, não há onde parar com segurança.
“No transporte rodoviário de carga, é impossível de ser cumprida a lei por causa da falta de infraestrutura que tem no país. A falta de ponto de apoio, de segurança nas rodovias”, afirma Nélio Botelho, presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro.

Caminhoneiros prometeram novos bloqueios em estradas, como os que foram feitos em julho.
Mas o Ministério Público do Trabalho diz que vai agir. “O Ministério Público do Trabalho não vai, não admitirá mais bloqueios de rodovia ilegítimos e que defendem interesses ilegítimos e, portanto, lançará mão de medidas judiciais necessárias para que com o apoio, se for o caso da força policial, as rodovias brasileira sejam desobstruídas”, afirma Paulo Douglas, procurador do Ministério Público do Trabalho.

O procurador do Ministério Público do Trabalho informou que 4 mil caminhoneiros morrem por ano por causa do excesso de trabalho.

Fonte.: G1

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios (SP) é liberado para duplicação


A DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S/A) recebeu da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) a Licença de Instalação (LI) para a duplicação do trecho de planalto da Nova Tamoios, do quilômetro 11,5 ao 60,4, entre São José dos Campos e Paraibuna, Região Metropolitana do Vale do Paraíba em São Paulo.

Esta é a última etapa do licenciamento necessário para as intervenções, possibilitando que a DERSA possa abrir todas as frentes de trabalho para as obras na rodovia.

As obras de duplicação da rodovia, divididas em dois lotes, um do km 11,5 ao 35,8 e do km 35,8 ao km 60,4, percorrem os municípios de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna.

Iniciadas em 2 de maio de 2012, são executadas pelo Consórcio Encalso – S.A. Paulista, com investimento total de R$ 557,4 milhões para os dois lotes do trecho de Planalto.

O valor do convênio DERSA/DER para o empreendimento é de R$1,05 bilhão, soma que compreende, além das obras de implantação, o licenciamento ambiental para os trechos de Serra, Contorno Sul e Contorno Norte, programas e compensações ambientais, desapropriações, gerenciamento, projeto executivo e obras complementares.

A duplicação da Tamoios, que opera em pista única em quase todos os seus 80 quilômetros, entre São José dos Campos e Caraguatatuba, atende principalmente a demandas urbanas, de moradores e trabalhadores da região.

Fonte.: Portal Transporta Brasil

CET interdita parcialmente Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello para obras


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai interditar a Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, junto ao canteiro central, em ambos os sentidos, entre as ruas Arneiroz e Doutor Camilo Hadaad, de hoje (03/09) até sábado (29/09), para obras da Linha 2 do Metrô Monotrilho.

Datas e Horários das Interdições

De segunda à sábado, sempre das 21h30 às 5h00, junto ao canteiro central em ambos os sentidos.

Desvios

Durante as interdições, os veículos serão deslocados para o lado direito da via, passando a trafegar em uma faixa de rolamento, em ambos os sentidos.

Recomendações ao público

Respeite a sinalização;
 
Dê preferência ao uso de transporte público (Metrô, Ônibus e Táxi);
 
Se necessitar pedir informações, proceda de forma a não atrapalhar a fluidez do trânsito;
 
Não estacione em locais proibidos, frente a guias rebaixadas, em canteiros centrais, em fila dupla ou onde haja canalizações com cones e cavaletes;
 
Ao avistar a canalização de orientação na pista, reduza a velocidade dos veículos para maior segurança;
 
Procure conhecer previamente as vias de acesso;
 
Caso não se dirija à região, busque utilizar vias alternativas, evitando passar nas imediações do evento.

A Engenharia de Campo da CET vai monitorar e orientar o tráfego na região, visando melhorar as condições de trânsito e preservar a segurança de pedestres e motoristas.

Para informações de trânsito, ligue 1188 - Fale com a CET. Atende 24 horas por dia para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões.

Fonte.: CET-SP

O gargalo de Santos


Se a infraestrutura logística de um país ou região é boa, ninguém se lembra que ela existe. A infraestrutura só costuma ser lembrada quando a falta de planejamento e de investimentos começa a causar atrasos e prejuízos. Foi o que ocorreu durante o apagão aéreo de 2006, quando deficiências do transporte aeroviário eclodiram simultaneamente, levando o caos aos aeroportos brasileiros, e é o que ocorre agora com o porto de Santos, cujas obras de ampliação e melhoria não chegaram a tempo de evitar a formação de gargalos nas operações.

Desde junho, quando o Sindifisco deflagrou a "Operação Maré Vermelha", o porto foi lembrado muitas vezes nos meios empresariais. A mobilização dos auditores fiscais da Receita Federal (depois convertida em greve) e de outras categorias que atuam no desembaraço das cargas, como os fiscais do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desorganizou os negócios das empresas que dependem de insumos importados e infernizou a vida de milhares de brasileiros que compram pela internet em sites do exterior.

Os problemas do porto, no entanto, seriam pequenos se estivessem restritos à briga dos auditores por melhores salários, cujo impacto é sentido quase que exclusivamente nas importações. Muito antes da greve dos servidores federais, o porto tem causado dores de cabeça aos exportadores. "Está formando-se um gargalo grande. Por mais que façamos investimento no nosso parque fabril, continua a dificuldade no escoamento da produção", confirmou à repórter Carolina Santana o presidente da Tecsis, empresa produtora de pás eólicas que funciona em Sorocaba desde 1995, Bento Koike ("Tecsis -Para presidente, Porto de Santos é um "gargalo grande"", 3/9, pág. B1).

A fala de Koike reverbera uma preocupação recorrente no meio empresarial, que há tempos reclama das dificuldades de acesso rodoviário ao porto. "A melhoria do acesso é a decisão mais emergencial", asseverou, em maio último, o diretor do Departamento de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Martin Aron, durante o 7º Encontro de Logística e Transportes, realizado em São Paulo.

O porto de Santos é o maior da América Latina. Sua área de influência direta responde por mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Praticamente um terço da balança comercial nacional passa por ali. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), operadora do porto, juntamente com outras operadoras privadas, realiza obras de ampliação, com previsão de dobrar a capacidade de embarque e desembarque até 2013. No entanto, ampliar o porto não basta. É preciso melhorar as condições dos transportes terrestres e modernizar o acesso de caminhões até ele.

Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" em janeiro deste ano, o presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, admitiu que somente 1% das cargas em contêiner e 10% dos granéis circulam sobre trilhos. Em contrapartida, o porto recebe diariamente cerca de 14 mil caminhões, dos quais 85% chegam entre 8h e 18h. "Falta inteligência de agendamento da carga do porto", admitiu Correia Serra.

Conforme cálculos de especialistas, um caminhão parado por um ou dois dias pode elevar o custo do frete em até 15%. A melhoria da malha ferroviária, com a construção de um ferroanel na região metropolitana de São Paulo (já prometida pelo governo federal), o controle informatizado de acesso de caminhões e a ampliação dos quadros de auditores fiscais da Receita são algumas das medidas anunciadas e que não podem ser postergadas, sob o risco de prejudicar-se o desempenho econômico de toda uma vasta região.

Fonte.: Jornal Cruzeiro do Sul