quinta-feira, 12 de abril de 2012

Câmara aprova pontos de apoio para caminhoneiros em rodovias


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (10) proposta que obriga as empresas concessionárias de rodovias federais a construir e manter estações de apoio aos motoristas de caminhão e de ônibus, à margem das estradas, preferencialmente ao lado de postos de combustíveis. Como tramita em caráter conclusivo, o texto deve seguir para a análise do Senado.

O texto aprovado foi um substitutivo elaborado pela Comissão de Viação e Transportes aos projetos de lei 785/11 e 910/11, que tramitam em conjunto. O primeiro é de autoria do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), e o segundo, do deputado Diego Andrade (PSD-MG). Ambos propõem a construção de pontos de apoio aos motoristas.

O texto estabelece que os pontos de apoio deverão manter uma distância máxima de 150 quilômetros e abrigar instalações básicas destinadas ao descanso, higiene e alimentação dos condutores, além de pátio para estacionamento e reparação dos veículos.

Caberá ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) elaborar os padrões técnicos a serem observados na construção dos pontos de apoio. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cerca de 4,8 mil km de rodovias federais estão nas mãos de concessionários.

O relator da proposta, deputado Jorginho Mello (PSDB-SC), lembrou que as propostas originais tinham problemas, que foram sanados com o substitutivo. Um deles era a obrigação de postos para os contratos de concessão de rodovia já vigentes na data de publicação da lei, o que não seria possível. Também foi retirada do texto a menção a rodovias estaduais, o que seria uma interferência na legislação dos estados, o que é proibido pela Constituição.

Fonte: Agência Câmara

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Espírito Santo terá novo terminal


O Porto de Rotterdam e o grupo Terminal Presidente Kennedy (TPK) assinam hoje em Vitória um protocolo de intenções com o governo do Espírito Santo e o município de Presidente Kennedy para o desenvolvimento de um novo porto privado. O chamado Porto Central será criado por meio de uma joint venture entre as companhias e poderá abranger uma área de 1.500 hectares. O porto industrial terá como foco o setor de óleo e gás, mas também atenderá as áreas de serviços offshore, mineração e cargas em geral, apurou o Valor.

 O projeto está em fase de licenciamento ambiental e o cronograma indica que a primeira fase (1.000 hectares) deverá estar pronta em 2016.

A ideia das empresas é concluir o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (o chamado EIA/Rima, necessário para solicitar licenças ambientais) até junho. O porto, que ficará localizado no extremo sul do Espírito Santo, terá três profundidades distintas e poderá receber navios de até 20 metros de calado.

A TPK foi criada para desenvolver o projeto e tem como sócios as holdings RV e FIABE - ligadas ao grupo Polimix Concreto -, e a Nova K Logística.

A empresa é formada por executivos brasileiros com experiência em mineração e indústrias offshore. O Porto de Rotterdam, por sua vez, entra no projeto com seu conhecimento no campo de gerenciamento de portos.

O acordo de cooperação entre TPK e Rotterdam será convertido em uma joint venture assim que um determinado número de condições essenciais - como permissões e contratos iniciais com clientes - for atingido.

Presidente Kennedy é uma das cidades menos populosas do Espírito Santo e está no foco de grandes empresas, em função da produção de petróleo em alto-mar. Além do Porto Central, o município receberá um terminal portuário de águas profundas da Ferrous Resources que, em sua primeira fase, terá capacidade para embarcar 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O Espírito Santo ainda é alvo do interesse de investidores que estão desenvolvendo um projeto para a construção de um terminal marítimo de apoio a atividades de exploração e produção de petróleo, em Itapemirim. Para a operação, foi constituída uma sociedade de propósito específico, a Itaoca Offshore.

Fonte: Valor Econômico

CET padroniza velocidade em ruas e avenidas de SP


A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) padronizou a partir desta segunda-feira 9, a velocidade permitida em 46,6 km de ruas em São Paulo.

Nos locais onde há lombadas, a velocidade indicada será de 30 km/h. Já nas faixas específica para ônibus a velocidade regulamentada é de 50 km/h para os veículos que têm permissão para trafegar. Nos demais trechos a velocidade permitida será de 60 km/h. As vias que sofrem padronização de velocidade são:

Avenida do Cursino
Avenida São Miguel
Estrada de Itapecerica (entre a avenida Ellis Maas e a rua Feitiço da Vila)
Estrada de Itapecerica (entre as avenidas João Dias e Carlos Caldeira Filho)
Avenida João Dias (entre a ponte João Dias e a rua Nove de Julho)
Avenida Professor Francisco Morato
Complexo viário João Jorge Saad
Avenida Almirante Delamare
Avenida Adélia Chohfi
Rua Edmundo de Carvalho
Avenida Eliseu de Almeida
Avenida Pirajussara

Na Avenida do Cursino, na zona sul da cidade, também haverá indicação para os veículos trafegarem 40 km/h em trechos comerciais com grande movimentação de pedestre.
Para orientar os motoristas estão sendo implantadas 271 placas de regulamentação de velocidade e advertência para alertar os motoristas. Os veículos que desrespeitarem serão autuados.

A Prefeitura de São Paulo vem realizando a redução da velocidade em diversas vias expressas desde 2010. Segundo a CET, o objetivo é aumentar a segurança no trânsito e reduzir o número de mortes e acidentes.

Fonte: Folha.com

A crise do transporte de cargas e a nova logística


A crise vivida na cidade de São Paulo há um mês, causada pela falta de combustíveis devido a uma greve de caminhoneiros, tem como pano de fundo, ou, como preferirmos dizer, a causa raiz um dos problemas crônicos da região metropolitana de São Paulo, o congestionamento do trânsito que torna as viagens de pessoas e cargas lentas, demoradas e caras. Nas Marginais em São Paulo, a velocidade dos veículos muitas vezes parece ser semelhante à do próprio rio, fluindo muito lentamente.

De paliativo em paliativo, desde pistas adicionais até mais restrições, o problema vem sendo empurrado com a barriga há anos. A conversa parece sempre a mesma. Mais investimentos em transportes públicos que parecem nunca ser suficientes. Ou mudar a matriz de transporte de carga, o que nunca acontece.

O que podemos fazer quase que imediatamente que traz resultados e não precisa de recursos significativos? Mudar os conceitos de logística por parte das empresas.

A logística ou movimentação de bens e materiais é uma atividade que não agrega valor. Um produto não muda as suas características ou ganha valor se for transportado mais longe ou mais vezes.

Se olharmos nas nossas ruas, avenidas e estradas e, um pouco além, nos acessos as nossas empresas, quer sejam industriais ou de serviços, notamos uma enorme quantidade de caminhões subutilizados ou mesmo sem carga, rodando por nossas vias congestionadas, ou então caminhões parados, esperando para carregar ou descarregar.

O setor automobilístico tem sido o pioneiro ao adotar cada vez mais os conceitos da logística lean. Ao mesmo tempo em que os custos totais diminuem, os estoques diminuem e há uma melhor utilização do uso dos equipamentos de transportes.

Pode parecer paradoxal um sistema que sugere que se transporte com maior frequência em lotes menores de itens, e ao mesmo tempo isso significa uma melhor utilização dos recursos. A mentalidade dominante sugere que quanto maiores os volumes transportados, maior a eficiência. E procura manter elevados estoques para garantir um bom atendimento. O sistema tradicional não consegue nem um, nem o outro. Conceito antigo, a ser superado. A logística lean utiliza os conceitos de fluxo contínuo, como em um rio, para entregar produtos na hora certa e na quantidade certa. Com baixos estoques, alto nível de entrega e satisfação dos clientes e baixos custos totais. 

Fonte: Época Negócios

terça-feira, 10 de abril de 2012

Estrada entre Jundiaí e Itatiba cobra por km


Economia de até 70% no bolso do motorista com o novo sistema de cobrança de pedágio, o Ponto a Ponto, é o que promete a novidade que começa nesta segunda-feira a funcionar na rodovia Constâncio Cintra, que liga Jundiaí a Itatiba, e será a primeira do Estado de São Paulo em fase de testes.

A cobrança será por quilômetro rodado a partir de informações captadas por TAGs que serão instalados nos veículos. Qualquer redução nos custos com pedágio é bem-vinda para o comerciante Edson Costa, de 60 anos, dono de um estabelecimento no bairro do Pinhal, em Itatiba. “Por dia, eu gasto pelo menos R$ 20 com pedágio. Sem contar que houve redução de 60% no movimentos desde a instalação do mesmo”, reclama.

Porém, o ideal segundo ele seria a extinção do posto de cobrança entre os pouco mais de 20 quilômetros entre as duas cidades. “Conheço gente que anda menos de 100 quilômetros na estrada e tem que pagar para ir e voltar. Não é justo”.

Já o comerciante Leandro Strabello, instalado em um bairro de Jundiaí, aponta melhorias na infraestrutura da rodovia como justificativas para a cobrança. “O trecho de Itatiba já foi todo duplicado. E hoje em dia, quando ocorre um acidente, por exemplo, em questão de minutos chega uma viatura da concessionária. Antes o socorro demorava muito”, afirma.

O gasto mensal se torna necessário segundo ele, que tem despesa de R$ 500, em média, com o pedágio, em funcionamento desde dezembro de 2010. No início, o valor cobrado era de R$ 1,85. Atualmente, a tarifa é de R$ 2,00 e R$ 1,00 para motocicletas.

Fonte: Dia a Dia