segunda-feira, 19 de maio de 2014

ANTT testa nova tecnologia na fiscalização do transporte de cargas




A ANTT iniciou, este mês, testes em equipamento com tecnologia OCR – Optical Character Recognition –, ferramenta que permite a leitura automática de placas de veículos, ainda que transitem em alta velocidade. O equipamento realiza consultas à base de dados da ANTT em tempo real e indica, por meio de alertas, os veículos que estão em situação irregular. Os testes acontecem na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo.

A ação propõe avaliar a utilização de recursos tecnológicos na identificação de veículos, melhorando a produtividade das equipes de trabalho, além de garantir a manutenção da segurança viária e a regularização do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).

A tecnologia poderá se transformar numa importante ferramenta para a ação fiscalizatória da Agência. Com a prévia identificação dos veículos e verificação de irregularidades no cadastro, a fiscalização será mais efetiva e evitará abordagens desnecessárias. Hoje, a fiscalização dos veículos é feita, em sua maioria, por amostragem.Os testes acontecerão até o final do mês de maio em diversos postos da Nova Dutra.


Fonte: Ministério dos Transportes

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Plano de ações da ARTESP reduziu em 54% congestionamentos no Sistema Anchienta-Imigrantes




O plano coordenado pela ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo – para minimizar o impacto do transporte da safra de grãos para o Porto de Santos resultou em redução de 54% nos congestionamentos no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).

O levantamento mostra que do início da vigência do plano até o fim de abril foram registrados no SAI 12 dias com congestionamentos, enquanto no mesmo período do ano passado ocorreram casos de lentidão em 26 dias.

O movimento crescente do transporte de cargas para o Porto de Santos torna ainda mais patente o sucesso do Plano. No mês de março, por exemplo, de acordo com dados da Secretaria Especial de Portos, foi registrado recorde histórico de movimento de cargas no terminal, com 10,4 milhões de toneladas, 11,1% a mais que 2013. Nesse mês, a SAI teve três dias de congestionamento, contra nove registrados em março do ano anterior.

Além de maior comodidade para o usuário das rodovias, a redução dos congestionamentos teve impacto no preço dos fretes, de acordo com informação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo levantamento da entidade divulgado pela imprensa, os fretes originários do Mato Grosso com destino ao Porto de Santos tiveram redução de 7%.

O Plano de Ação Integrada de Prevenção e Contingências Operacionais da Baixada Santista foi implantado a partir do dia 15 de fevereiro e contou com a participação de órgãos públicos como a ARTESP, Codesp, Polícia Militar Rodoviária, prefeituras da Baixada Santista e representantes do setor privado como a concessionária Ecovias - que administra o SAI - terminais portuários, empresas dos polos industriais e os pátios reguladores, além de entidades representativas da sociedade, totalizando 26 órgãos envolvidos.

Foram definidas ações a serem adotadas pelos diferentes órgãos envolvidos a fim de garantir a fluidez de tráfego sempre que for observada alguma restrição. O planejamento aponta 29 pontos de restrições no Polo Industrial de cubatão, nos Terminais Portuários e nas Margens Direita e Esquerda do Porto.



Fonte: Artesp

Caminhões “inteligentes” melhoram desempenho nas viagens e garantem mais conforto




Durante uma viagem, a cabine do caminhão é muito mais que isso. É a casa e o escritório do motorista. E é justamente por isso que cada vez mais a boleia está equipada com novos instrumentos, softwares e estruturas que buscam garantir mais conforto e possibilidades novas de trabalho e de descanso.

Quem conheceu o painel de veículos mais antigo, somente com indicadores e comandos essenciais para o manuseio do veículo, hoje pode se surpreender ao ver o que a evolução tecnológica permite para quem trabalha com os caminhões. Computadores que indicam o desempenho durante a viagem, piloto automático, programação para a mudança das marchas, registros da viagem para melhorar o gerenciamento da frota e a eficiência no percurso são apenas alguns itens que vêm aprimorando e facilitando a atividade.

Segundo as fabricantes, algumas das prioridades das ferramentas são o conforto ergonômico e o aumento da segurança, permitindo que o foco do condutor, durante o percurso, seja exclusivamente a estrada. “Aquela coisa de o motorista chegar exausto por causa da troca de marcha não existe mais”, diz Marcel do Prado, responsável pelo portfólio de produtos da Scania no Brasil. “O que verificamos em expansão são as transmissões automatizadas. Mais de 90% dos caminhões já saem de fábrica com essa condição”, afirma André Lourenço, do Marketing de Produtos – Caminhões Pesados da Iveco.

É como se os caminhões estivessem mais ‘inteligentes’. “Além do câmbio, a transmissão automática interage com o freio e com a programação do piloto automático”, relata Prado, da Scania. Assim, se o caminhoneiro programou o piloto automático para uma velocidade de 60 km/h no caso de uma subida, por exemplo, o próprio sistema faz a troca de marcha automática, adequando a velocidade às condições da estrada. O uso do freio de serviço, que reforça o controle da velocidade, também pode ser ativado ou desativado automaticamente ou pelo condutor, por meio de um dispositivo instalado no volante.

Na direção, também, que o caminhoneiro pode controlar o rádio ou até mesmo atender ao celular. Como o equipamento vem integrado com Bluetooth, o telefone pode ser conectado ao rádio. Um sistema interno de alto-falantes e um microfone instalado junto ao banco do motorista permitem que o diálogo ocorra sem que se perca o foco da estrada.

“Hoje tem até geladeira dentro do caminhão. Se a pessoa quiser deixar uma fruta, uma água, vai ter na temperatura que quiser, além do ar condicionado digital, que garante maior comodidade”, complementa Lourenço.

Aumento da vida útil

Os novos dispositivos para controle dos caminhões também resultam em economia de combustível e no aumento da vida útil dos veículos. Um dos sistemas possibilita registro sobre todos os dados da viagem. “Se quiser analisar performance do caminhão, informações sobre a viagem, velocidade, freadas, combustível utilizado, tudo isso facilita a gestão da frota e também aumenta a segurança do motorista”, diz o responsável pela gama de pesados da Iveco.

No mercado, também já existem computadores de bordo que alertam sobre condutas inadequadas e sobre como o motorista pode melhorar a condução para deixar a viagem mais econômica.

Para lidar com tanta novidade, cursos de qualificação e treinamentos são indispensáveis. Mesmo porque o desenvolvimento de novas tecnologias ocorre em velocidade cada vez maior. As fabricantes mantêm equipes de centenas de engenheiros em pesquisas diárias para atender a novas demandas e desenvolver ferramentas cada vez mais eficazes.

A busca por capacitação pode partir do próprio caminhoneiro, mas as formações também são oferecidas pelas empresas de transporte em parceria com instituições, como o Sest Senat, e com as fabricantes, que repassam as informações e os procedimentos técnicos mais adequados a cada tipo de veículo.

Entre elas, por exemplo, Visão Integrada do Sistema de Transportes; Segurança, Meio ambiente e Saúde; O Transporte de Carga e o Papel do Motorista; Direção Defensiva; Qualidade na prestação do serviço de carga; Documentação do transporte de cargas; Mecânica Básica; Equipamentos de segurança e controle operacional embarcados; Transporte de carga geral; e Prática na condução de veículos de transporte de carga.


Fonte: CNT

Governo paulista regulamenta o Programa de Parcelamento de Débitos




Por meio da Lei nº 15.387/2014 (DOE de 17.04.2014), o Governo de São Paulo estabeleceu o Programa de Parcelamento de Débitos (PPD) no Estado para o pagamento dos débitos inscritos em Dívida Ativa, ajuizados ou não, desde que a dívida, atualizado nos termos da legislação vigente, seja quitada em moeda corrente.

A proposta é referente aos débitos de natureza tributária decorrentes de fatos geradores ocorridos até 30 de novembro do ano passado e aos de natureza não tributária vencidos até a mesma data, com redução de 75% do valor atualizado das multas punitiva e moratória, e 60% do valor dos juros incidentes sobre o tributo e sobre a multa punitiva, na hipótese de recolhimento em parcela única.

O pagamento também pode ser parcelado em até 24 parcelas mensais e consecutivas, com acréscimo financeiro de 0,64% ao mês, com redução de 50% do valor atualizado das multas punitiva e moratória, e 40% do valor dos juros incidentes sobre o tributo e sobre a multa punitiva, na hipótese de parcelamento. Vale ressaltar que poderão também ser incluídos débitos nas situações de saldo de parcelamento rompido ou saldo de parcelamento em andamento.


Fonte: Imprensa SETCESP

quinta-feira, 15 de maio de 2014

CCR: Reajuste nas estradas de SP pode vir abaixo da inflação




O grupo de infraestrutura CCR informou que ainda estão sob análise os efeitos oriundos do congelamento das tarifas de pedágio nas estradas do Estado de São Paulo. A companhia indicou que pode receber um reajuste abaixo da inflação neste ano, algo que já vinha sendo dito por alguns analistas.

“A nossa expectativa é que o índice de inflação seja repassado à tarifa. Se vai acontecer algum rebalanceamento para cima ou para baixo, isso ainda será negociado”, disse Flávia Godoy, coordenadora da equipe de relações com investidores da CCR, em teleconferência com analistas.

Em meados de 2013, em meio aos protestos populares contra o aumento das tarifas de mobilidade urbana, o governo de São Paulo decidiu não reajustar os preços de pedágio nas rodovias do Estado. Os contratos previam reajuste anual pelo IPCA.

Em troca do não reajuste, o governo paulista ofereceu às concessionárias diferentes medidas, como a cobrança do eixo suspenso de caminhões — que era proibida antes. Como resultado, a CCR pode ter sido beneficiada além do necessário em 2013 e, por isso, pode receber um reajuste abaixo da inflação.

“A representatividade do [efeito do] eixo suspenso está sob análise. Mas nossa expectativa é repassar a inflação para a tarifa”, afirmou Flávia.

No caso da EcoRodovias, por exemplo, a situação é inversa. A empresa diz que não foi plenamente compensada pelas medidas elaboradas pelo governo e espera receber um reajuste acima da inflação.


Resultado

Apesar de o lucro líquido da CCR ter crescido apenas 1,9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2013, para R$ 343,1 milhões, o número veio acima do esperado por diferentes analistas.

Considerando três especialistas consultados previamente pelo Valor, apenas a Votorantim Corretora esperava um trimestre mais forte, com expansão de 2,9% na última linha do balanço.

No caso do BTG Pactual, os analistas esperavam queda de 12% do lucro. A corretora Ágora previa recuo de 3,8%.

Os números da CCR superaram também as projeções de outras casas de análise além das consultadas pelo Valor.

A Ativa, por exemplo, tinha a expectativa de queda de 1,8% no lucro. Para o J.P .Morgan, o lucro veio em linha com o consenso de mercado, apensar de “pressionado pelos custos de projetos recém-adquiridos”.

A limitação do crescimento na última linha do balanço foi influenciada pela maior despesa com juros.

Há pouco, as ações da CCR negociavam com alta de 0,83%, a R$ 18,25.


Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Petrobras quer alta do combustível neste ano ainda, diz presidente




Petrobras quer alta do combustível neste ano ainda, diz presidenteA Petrobras (PETR3 e PETR4) sinalizou que deve haver um reajuste de preços dos combustíveis ainda neste ano, segundo discurso da presidente da estatal, Graça Foster, em teleconferência para comentar o balanço do primeiro trimestre.

“Estamos avaliando o momento em que devemos fazer a aplicação da metodologia esse ano ainda”, disse Foster. Foster não especificou nem quando nem de quanto seria esse reajuste; afirmou, apenas, que a empresa estuda aplicar sua nova metodologia de reajuste de preços, aprovada no fim do ano passado.

Segundo ela, é preciso um reajuste de preços de forma bastante moderada e isso deve levar as finanças da companhia a uma situação melhor no ano que vem. “Hoje, a orientação é não repassar a volatilidade para o mercado, mas não há paridade e nós precisamos considerar a possibilidade do aumento para entramos 2015 em melhores condições do que entramos este ano”, disse.

A Petrobras compra combustíveis no exterior e revende-os no Brasil por um preço mais baixo, controlado pelo governo, sócio majoritário da empresa. O governo faz isso na tentativa de conter a inflação no país, mas essa diferença afeta as contas da estatal.

Segundo ela, o câmbio ajudou a Petrobras a reduzir a diferença entre o preço que paga pelo combustível no exterior e o preço pelo qual o revende no país.

“Isso nos trouxe mais perto da convergência, diminuiu a distância. Enquanto perdura a não paridade plena, temos que estar considerando a correção de preços”, acrescentou.


Metodologia para reajuste dos combustíveis foi proposta em outubro

Em outubro, a Petrobras tinha pedido ao seu Conselho de Administração uma nova política de preços, que previa reajustes automáticos e periódicos de combustíveis, conforme a necessidade de alinhamento com os valores praticados no mercado internacional.

A fórmula desagradou a presidente Dilma Rousseff porque poderia aumentar a inflação e criar um mecanismo indesejável de indexação (aumentos automáticos sempre que uma determinada situação é atingida). A indexação foi um dos problemas para o país controlar a hiperinflação que existia até os anos 1990.

O Conselho da estatal, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aprovou a implementação de uma política de preços, mas não divulgou mais detalhes sobre essa nova proposta. Na época, a Petrobras divulgou aumento do preço da gasolina em 4% e do diesel em 8%.

Analistas criticaram a decisão, dizendo que a falta de clareza sobre os critérios mantém incertezas para o mercado, em um momento em que a empresa enfrenta defasagem dos preços domésticos na comparação com os internacionais.


Fonte: Portal Ponta Grossa

Movimentação nos portos do Paraná cresce 12% em 2014




Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam os primeiros quatro meses do ano com alta de 12% na movimentação de mercadorias. Foram 15,1 milhões de toneladas movimentadas. Deste total, pouco mais de 9 milhões de toneladas são referentes a produtos exportados e 5,7 milhões de toneladas de mercadorias importadas. Foto: APPA Os portos de Paranaguá e Antonina fecharam os primeiros quatro meses de 2014 com alta de 12% na movimentação de mercadorias. Foram 15,1 milhões de toneladas movimentadas. Deste total, pouco mais de 9 milhões de toneladas são referentes a produtos exportados e 5,7 milhões de toneladas de mercadorias importadas.

A receita cambial gerada pelas exportações atingiu US$ 5,5 milhões no quadrimestre, apresentando alta de 12% em relação ao mesmo período de 2013.

Considerando os tipos de mercadorias, a carga geral apresentou alta de 15% na movimentação. Os contêineres são o destaque, com 237,7 mil TEUs (unidade de medição de volume – 20 pés) movimentados até abril. Já os granéis sólidos apresentaram alta de 13% na movimentação do quadrimestre.

Na exportação, a soja segue como o principal destaque entre os granéis, totalizando 4,1 milhões de toneladas exportadas – alta de 83% em relação ao mesmo período de 2013.

Entre os produtos importados, o destaque mais uma vez é do fertilizante. Até abril, os portos paranaenses importaram 3,1 milhões de toneladas do produto, uma alta de 11% na movimentação em relação os primeiros quatro meses do ano passado.


Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Estado estreia chip para evitar sonegação em cargas rodoviárias




Um chip acoplado ao caminhão e rastreado por antenas de rádio frequência começa a fazer toda a diferença para flagrar irregularidades fiscais no ingresso de produtos no Estado. O projeto-piloto com a aplicação estreou no posto fiscal em Torres, divisa com Santa Catarina, por onde cruzam diariamente 4 mil veículos de cargas e que respondem por quase metade do volume de mercadorias oriundas de fora do Rio Grande do Sul por meio rodoviário, segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Para empresas de transporte, a tecnologia reduzirá as paradas no posto, que podem durar até três horas, se tiver fila, para conferência de notas e cargas.

A Sefaz esclarece que as verificações físicas só ocorrerão se o sistema digital apontar informação divergente ao ler o chip. O Estado é o primeiro a colocar em prática nas áreas de divisa o programa Brasil-ID, com uso da identificação por rádio frequência (RFID). Até a metade do ano, a aplicação deve concluir a fase piloto. Apenas parte da frota de uma transportadora trafega com o rastreamento feito pelo fisco. A Fazenda espera firmar parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) para popularizar a tecnologia.

O desenvolvimento e a disseminação dessas ferramentas de apoio à fiscalização dos setores de tributação estão previstos no Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias. O acordo, firmado em 2009, uniu os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o da Fazenda e unidades da federação. Os chips que trafegam com os veículos e as antenas instaladas em Torres foram financiados por meio de convênio com o MCTI. Segundo o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, o fornecimento faz parte do convênio para efetivar os sistemas e implantar semicondutores (chip) do Brasil-ID.

A demonstração do procedimento foi feita para a cúpula da Secretaria da Fazenda, com a presença do secretário Odir Tonollier, de dirigentes do Setcergs e da TNT, a primeira transportadora a usar o sistema, no posto em Torres. A Sefaz considerava a aplicação ainda em teste, que durou 30 dias ao ser experimentado na linha da TNT de São Paulo a Porto Alegre. Pereira espera finalizar a fase piloto até a metade do ano e ampliar a mais empresas e a outros cinco postos fiscais principais entre os 12 existentes – Barracão, Estreito, Igoio-en, Iraí e Vacaria. Para estas novas áreas, devem ser usados recursos do Profisco, bancado pelo Banco Mundial (Bird), para a aquisição das antenas e até videomonitoramento, antecipa Pereira. O investimento pode chegar a R$ 10 milhões. Para o governo, a iniciativa formará corredores eletrônicos de fiscalização.


Rastreamento ocorre da origem ao destino

Pelo sistema, o caminhão começa a ser rastreado desde a origem, quando é abastecido com códigos de todas as notas, até o destino. A medida serve para intensificar a vigilância sobre a utilização de créditos do ICMS, que está prevista na substituição tributária. A Fazenda terá detalhes, como data e hora de verificação e demais identificações. “O sistema indicará se será necessário o motorista parar e descer para alguma verificação. Caso não precise, pode seguir sem interrupção”, ilustra o subsecretário da Receita. “Vai aumentar a correção e o combate a irregularidades”, acredita Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual. “O corredor eletrônico significará mais segurança e agilidade para as empresas e para o fisco”, vislumbra Tonollier, que espera saldo ainda na eficiência do caixa e da economia local.

O uso restrito à TNT atinge volume que representa 25% a 30% do que é transportado pela companhia para o território gaúcho, segundo o gerente regional de vendas, Airton Levi. “O monitoramento já agiliza o transporte, encurtando o tempo de viagem, que hoje é crucial diante da nova legislação para motoristas”, destaca. O executivo aposta que até o fim do ano toda a frota que faz o fluxo diário da companhia, com 40 caminhões para os destinos no Estado, esteja chipada. “A tecnologia será diferencial para quem aderir, e o governo poderá focar o combate da sonegação em quem está fora”, sugere Levi.

“Teremos uma análise do risco da operação ao verificar todos os destinatários e certificar se algum produto pode não ter idoneidade. Quem estiver com tudo certo é enquadrado em baixo risco de sonegação e tem passagem facilitada”, traduz o subsecretário. “Queremos trabalhar para a boa empresa”, arremata.


Fonte: Jornal do Comércio

terça-feira, 13 de maio de 2014

Dnit conclui contratação para BR-381




A espanhola Isolux e a Construtora Brasil ofereceram os melhores lances na licitação feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para duplicar quatro lotes da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares (MG), em uma das principais contratações de obras públicas em rodovias federais neste ano.

Nos quatro lotes licitados, o valor das propostas alcança R$ 817 milhões. A concorrência ainda não foi concluída. O Dnit pediu documentação adicional às empresas e ainda pode negociar preços melhores, conforme as regras do regime diferenciado de contratações públicas (RDC), usado no certame.

Os quatro trechos somam 70 quilômetros. Outros 233 quilômetros de duplicação ou ampliação de capacidade (novas faixas), divididos em mais sete lotes, foram contratados em junho do ano passado. A presidente Dilma Rousseff deve dar ordem de serviço na semana que vem, em visita a Ipatinga (MG), às primeiras obras.


Fonte: Valor Econômico

Portos deveriam ter iniciado estudos, diz pesquisador da área




O Porto de Santos e os demais complexos marítimos do Brasil estão pelo menos 20 anos atrasados em seus esforços para enfrentar um problema que ameaça o setor portuário mundial, o aumento do nível do mar.

Dados disponíveis desde 1940 mostram esse crescimento, que deve se intensificar nas próximas décadas. O alerta é do professor de Engenharia Costeira e Portuária Paolo Alfredini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e do curso de Engenharia Portuária da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

Os impactos dessa variação marítima são alguns dos temas abordados em seu novo livro, Engenharia Portuária, escrito em parceria com sua esposa, a bióloga e professora da Escola Politécnica Emilia Arasaki.
Com exclusividade para A Tribuna, Alfredini comentou sobre os reflexos da elevação da maré em Santos, os desafios da dragagem, outro tema tratado no livro, e o que falta para a Cidade se tornar um centro de inteligência portuária. Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.


- Em seu novo livro, Engenharia Portuária, o senhor aborda temas como os impactos do aumento do nível do mar nos portos brasileiros e da maior frequência de ventos e ondas extremas nesses complexos. O que são essas ondas e ventos extremos? O quão grave são?

Na escala Beaufort, usada para caracterizar o estado do mar, temos 13 categorias, que vão de Força 0 (calmaria) a Força 12 (furacão). Para efeitos náuticos, em canais de acesso portuários, ondas acima de três metros de altura e ventos acima de 60 km/h são considerados muito fortes, de Força 8 para mais, ou seja, extremos. O crescimento da estatística destes eventos, o que já verificamos em trabalhos de pesquisa na costa de São Paulo e do Espírito Santo, aumenta as situações de interrupção (das operações portuárias) por motivos de segurança da navegação, pelo menos para os portos situados do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo (entre eles, Santos). Outro reflexo direto ocorre quanto à manutenção das estruturas de defesa dos portos, como molhes, quebra-mares e espigões, a qual terá seus custos aumentados devido ao recrudescimento das ações ambientais. Além disso, eventos extremos como estes produzem a sobrelevação meteorológica dos níveis de maré (ressaca). Isso, por si só, já tem uma tendência de elevação na maioria dos portos brasileiros, o que irá produzir um aumento no transporte de areias para assorear os canais das barras, com consequentes maiores custos para a dragagem de manutenção.

- Em relação ao Porto de Santos, o principal do País, quais são os impactos?

Os impactos, além dos já descritos, estendem-se às áreas de atracação, com a redução da borda-livre dos cais com que foram projetados. A borda-livre é o desnível entre a cota do cais e a cota da maré de projeto e existe para garantir que o cais não esteja sujeito a ser atingido pela água. Outro impacto é o efeito químico da água do mar sobre as estruturas aumentar. Já existe percepção de todos estes impactos.

-Fenômenos como a redução da faixa de areia na região da Ponta da Praia e o assoreamento dos canais, em Santos, e da Praia do Góes, em Guarujá, estão relacionados a esse processo?

Em parte sim.

- Quão urgente é esse problema? Quando se deve começar a preparar os portos para esse cenário?

Se levarmos em conta que, desde a década de 1980, começaram a ficar prontas as primeiras obras de defesas portuárias contra eventos extremos no Reino Unido e na Holanda, enquanto em vários outros países, como na Itália, os estudos das obras já se iniciaram na década de 1970, teremos a medida desta urgência no País. Os portos já deveriam ter iniciado estudos para enfrentar este cenário há pelo menos duas décadas. Não são respostas simples quanto à criticidade, mesmo porque as tendências climáticas estão em evolução. Por exemplo, a autoridade holandesa encarregada das defesas contra a ação do mar realizou o grandioso Delta Plan entre 1957 e 2010, o maior conjunto de obras de defesa do gênero no mundo, incluindo as colossais comportas no principal canal de acesso ao Porto de Roterdã. No entanto até 2017, estará reforçando estas defesas em função de pesquisas mais atualizadas quanto à evolução do clima, bem como já estuda os planos de defesa segundo projeções climáticas para 2100. Podemos afirmar que, não existindo nenhum planejamento até hoje, o atraso é certamente crítico no Brasil.

- Como o Porto de Santos pode se preparar para esse cenário?

Acompanhando as experiências internacionais no setor, conforme mencionado.

- As autoridades brasileiras, especificamente as portuárias, têm feito algo sobre isso?

Minimamente.

- E as universidades do País têm estudado esses cenários?

Minimamente.

- No livro, o senhor cita que esses problemas podem criar oportunidades para a navegação e a atividade portuária. Quais são elas?

Exatamente quanto aos desafios à Engenharia nacional de adaptar estas estruturas do setor aquaviário para enfrentar os desafios desses novos cenários ambientais.
- O que tem sido feito, pelo poder público e pela iniciativa privada, para aproveitar essas oportunidades?

Muito pouco.

-No livro Engenharia Portuária, o senhor também aborda obras de dragagem. Qual sua análise sobre a política de dragagem em Santos e nos demais portos brasileiros? O que falta para o País não ter mais problemas nessa área?

Esta resposta é bastante simples se atentarmos que os serviços de dragagem são feitos em quase todos os portos, sejam eles organizados (portos públicos) ou TUPs (Terminais de Uso Privativo). Nos TUPs, de forma geral, têm resultado bastante satisfatório, podendo-se citar como exemplo os vários terminais portuários da Vale. Este é um problema sistêmico das administrações públicas brasileiras em todos os setores, não é somente apanágio dos portos, como tomamos ciência a cada dia pelo noticiário. Quando se resolver profissionalizar e valorizar os técnicos especializados de carreira de cada setor, ao invés de improvisar corpos diretivos por matizes outros, a atividade de dragagem também nos portos organizados vai se tornar mais eficiente.

-O Governo Federal tem planos de aprofundar o canal de navegação do Porto até 17 metros. Entretanto, o próprio projeto de chegar a 15 metros tem encontrado várias dificuldades, inclusive físicas. Diante disso, chegar a 17 metros é economicamente viável?

À medida que aumenta a cota de aprofundamento do canal de navegação de um porto, o volume de dragagem de manutenção aumenta exponencialmente, e com ele os custos envolvidos. Por outro lado, atrelado ao aprofundamento, devem ser adaptadas todas as fundações das antigas estruturas de cais de atracação servidas por este canal. Outra implicação é quanto à interferência cada vez maior que as dragas terão na navegação pelo canal. Outra questão é a de que, à medida que se aprofunda a cota a ser homologada, maiores áreas de pedras ou pedrais devem ser derrocados, a um custo muito maior do que a dragagem simples. Não tenho elementos para uma avaliação econômica, mas conceitualmente, pelo que mencionei, será improvável que se possa manter com eficácia uma cota de 17 metros. A cota atual deverá ter sua estabilidade observada por vários anos, de modo a se ter uma consistente variabilidade climática e hidrológica, para se poder pensar em novo aprofundamento.

-Seu livro analisa aspectos atuais do setor portuário nacional, mas também é uma obra técnica, voltada a pesquisadores do setor e estudantes de Engenharia. Como surgiu o projeto de lançar o Engenharia Portuária?

Desde 2004, a Editora Edgard Blucher bem compreendeu a importância deste nicho da Engenharia no Brasil. E, contando com o apoio da Vale, viabilizaram-se duas edições do livro Obras e Gestão de Portos e Costas, que já vendeu mais de 5 mil exemplares, sendo adotado nas principais escolas de Engenharia do País e bem aceito pela comunidade de empresas projetistas ligadas ao setor. Em 2012, tendo em vista a boa demanda pela temática, comprovada em mais de sete anos de venda, ao invés de simplesmente uma nova edição, decidiu-se lançar um novo livro, aprofundando as temáticas, o que levou para as atuais 1307 páginas, e que contou novamente com o apoio da Vale e, agora, da Construtora Andrade Gutierrez.

-Por que a produção bibliográfica voltada ao setor portuário é tão baixa no Brasil? É reflexo de uma tímida produção científica ou não há público? Hoje, há um maior interesse pelo conhecimento portuário? Ou, aproveitando o título de seu livro, pela Engenharia Portuária?

Creio que o planejamento governamental – ao priorizar o modelo da matriz de transportes que se implantou no Brasil a partir de meados da década de 1950, levando ao declínio do transporte aquaviário de cabotagem e hidroviário interior, em favor do rodoviário e da indústria automobilística – enfraqueceu sobremaneira a importância e a visibilidade do setor como carreira profissional. Este panorama necessitará de algumas décadas para retornar a uma adequada valorização do setor aquaviário, pois demandará continuidade de diretriz neste sentido.

-Qual sua análise sobre a pesquisa no Brasil voltada ao setor portuário?

Analisando especificamente as temáticas das obras portuárias e aquaviárias, posso afiançar que ainda há um longo caminho a percorrer para que estes temas sejam justamente valorizados. Baste mencionar que vários cursos de Engenharia Civil ministram esta temática como optativa, enquanto vários ministram um curso em que o tema portos é ministrado juntamente com aeroportos. Além disso, nos cursos em que a temática é abordada, o número de aulas disponíveis é ínfimo para a amplidão do tema. Isso mostra como a cultura acadêmica da Engenharia se cristalizou no último meio século.

-Como mudar esse cenário?

A mudança inexoravelmente ocorrerá, seja pelo imperativo quanto à eficiência logística do transporte aquaviário num país de dimensões continentais, seja por suas inequívocas vantagens ambientais. Estas forçantes econômicas num cenário futuro serão impositivas se quisermos deixar para trás definitivamente o berço esplêndido para o futuro que espelha nossa grandeza.

-Há alguns anos, Santos, através de suas universidades, tem buscado desenvolver projetos de pesquisa voltados ao Porto. A UniSantos e o campus local da Unifesp oferecem os cursos de Engenharia Portuária e Engenharia Ambiental Portuária, respectivamente. A Unisanta tem um núcleo de pesquisa associado com universidades da Europa. A Fatec e o Senai contam com projetos portuários. Há ainda o Instituto Oceanográfico da USP, que terá uma base no cais, e o plano de criação do Laboratório de Logística e Mobilidade Urbana, do Parque Tecnológico. Diante dessas iniciativas, Santos tem condições de ser um centro de inteligência portuária?

Da mesma forma que as renomadas universidades de Delft (Países Baixos), Ghent e Antuérpia (ambas na Bélgica), que se situam próximas ou em importantes áreas portuárias, Santos tem este pressuposto. A vivência com a proximidade do porto é fundamental para atrair e motivar os jovens a se dedicarem aos estudos de aprimoramento da atividade no País. O que falta está exatamente no que você acaba de mencionar. Há uma dispersão de iniciativas, sem uma coordenação única. Num país com as nossas carências, enquanto não aprendermos a unir esforços com o que se tem de melhor, sem restrições políticas ou de interesses mercadológicos, não progrediremos.



Fonte: A Tribuna