terça-feira, 30 de abril de 2013

Tecnologia fará todos radares de SP aplicarem multa de rodízio


O número de radares de trânsito deve aumentar na cidade de São Paulo a partir do segundo semestre deste ano. A prefeitura quer melhorar a eficiência tecnológica dos aparelhos já existentes, dotando todos eles do chamado leitor automático de placas (LAP), capaz de flagrar motoristas que furam o rodízio.

Hoje, dos 587 radares ativos, só uma parcela - 196 - já tem esse tipo de tecnologia. Além disso, novos aparelhos serão instalados principalmente em corredores de ônibus, para coibir a invasão.

Com exceção de um grupo de 156 radares mais antigos, os demais equipamentos serão capazes de flagrar infrações ao rodízio. A gestão Fernando Haddad (PT) prepara um edital, a ser publicado em maio, para contratar serviços de fornecimento, instalação e operação dos equipamentos de fiscalização. Estima-se que o valor seja superior aos R$ 140 milhões da licitação anterior.

Os contratos com as empresas e os consórcios vencedores de cada lote serão assinados em agosto, quando os radares começarão a ser instalados, diz Tadeu Leite Duarte, diretor de Planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Atualmente, existem 433 pontos com radar na capital, entre equipamentos fixos e estáticos, lombadas eletrônicas e pistolas capazes de flagrar as placas dos veículos. A Secretaria Municipal dos Transportes pretende rearranjar esses pontos, mas ontem, em audiência pública sobre o assunto, não informou quantos serão criados. Alguns poderão ser retirados.

A expectativa, no entanto, é de uma expansão da quantidade de locais fiscalizados, já que um dos focos da ação será a verificação eletrônica intensiva dos corredores de ônibus, para inibir a entrada de veículos que não sejam coletivos ou táxis e, assim, melhorar a velocidade média do transporte coletivo.

Até o fim de 2016, o governo Haddad pretende construir 150 km de corredores de ônibus, o que ampliará de forma significativa a extensão de vias que deverão ser monitoradas.

Os bairros mais afastados do centro expandido, onde há muito menos radares e o trânsito tende a ser significativamente mais violento, também ganharão mais equipamentos de fiscalização.

Tempo real. Essa tecnologia permitirá ainda rastrear o percurso dos veículos e estimar tempos de viagem, além de subsidiar a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), que gerencia os ônibus municipais, com dados em tempo real sobre as condições do trânsito, permitindo a adoção de medidas mais rápidas para solucionar problemas viários.

Para isso, todos os radares terão de ser ligados por fibra ótica à Central Integrada de Mobilidade Urbana (Cimu), que será construída na Rua Bela Cintra, na região central. Esse polo também congregará e processará informações recebidas de semáforos inteligentes, que devem chegar a 3 mil cruzamentos - metade do total- nos próximos anos.

A adoção dessas medidas, incluindo a modernização do sistema de radares, deve trazer melhorias de 20% na fluidez, segundo projeções da Prefeitura. No caso dos corredores de ônibus, a meta é fazer com que a velocidade média dos coletivos salte dos atuais 13 km/h para 25 km/h.

Segundo o secretário adjunto de Transportes, José Evaldo Gonçalo, a licitação será feita "especialmente contemplando os corredores de ônibus". Os que já existam somam 119 km. Ele diz que a arrecadação com multas não necessariamente deve aumentar, já que isso depende da obediência dos motoristas às regras no trânsito.

Velocidade. A tecnologia LAP instalada em toda a rede de radares permitirá, no futuro, multar veículos pela velocidade média. Ou seja, o sistema conseguirá medir o tempo percorrido entre um radar e outro e calcular se é compatível com a distância e o limite de velocidade.

Fonte.: Estadão Conteúdo


Pedágio está mais caro na Bahia


A partir de segunda-feira (29), os motoristas vão pagar mais caro ao passar pelas praças de pedágio nas rodovias do sistema BA-093, administradas pela concessionária BahiaNorte.
Com o reajuste, a tarifa de um carro pequeno, tipo automóvel, furgão ou caminhonete, passará dos atuais R$ 2,80 para R$ 3. Já a tarifa para caminhão leve, ônibus ou furgão de dois eixos passará a custar R$ 5,90.
As novas tarifas valem para as praças de pedágio localizadas nas rodovias BA-093, BA-524, BA-525 e BA-526, que passam por Salvador e pelos municípios da Região Metropolitana, entre eles, Camaçari, Candeias, Simões Filho, São Sebastião do Passé, Dias D’Ávila, Mata de São João e Pojuca.
O reajuste, feito com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi autorizado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e publicado na edição do Diário Oficial do Estado de sexta-feira (26).

Fonte: Tribuna da Bahia

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Porto 24 horas


Nas grandes metrópoles do Ocidente, as instalações portuárias acompanham seu ritmo de atividades, operando dia e noite. Nem poderia ser diferente, diante do volume de cargas mobilizadas pelo transporte marítimo. Sua capacidade de deslocamento reduz o custo operacional em relação a outros meios do sistema.

O Brasil demorou, por demais, em retomar as prioridades estabelecidas para esse modal de transportes, apesar da sua extensa rede portuária, seu papel estratégico ao longo do litoral facilitando o abastecimento dos principais centros urbanos e da tradição construída pelo País desde a abertura dos portos em 1808, um dos mimos oferecidos pela Família Real como agradecimento à receptividade dos nativos aos do Reino.

O tempo tem-se encarregado de corrigir erros imperdoáveis de decisões administrativas adotadas por gestões governamentais passadas, impostas por pressões externas pela via das fontes de financiamento. As modalidades de transportes marítimos e ferroviários sofreram, a partir da segunda metade do século XX, restrições de toda natureza aos pleitos brasileiros para sua modernização.

As navegações de longo curso e de cabotagem, bem assim, as estradas de ferro preencheram o século XIX e a primeira metade do século XX como os meios prioritários de transportes. Por esses modos, consolidaram a integração do território nacional, abriram suas praças ao comércio europeu, predominante à época, ao mesmo tempo em que intensificaram as exportações brasileiras.

Mas, com o tempo de uso, claudicaram, no Império, envolvendo-se em iniciativas duvidosas, salpicadas por denúncias de irregularidades envolvendo líderes políticos prestigiados pela Corte. As dimensões continentais do País sempre se prestaram, muito bem, tanto para o transporte marítimo, como para os caminhos de ferro varando os sertões.

A República herdou os acertos e desacertos dos dois sistemas, altamente competitivos, pelo seu baixo custo. Mas a ineficiência operacional se encarregou de desgastá-los perante a cadeia produtiva. Nem mesmo os argumentos da logística de grande tonelagem a preços razoáveis convenceram as agências internacionais de crédito em apoiá-los. A preferência era pelo rodoviarismo.

O governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) aceitou o desafio de ligar o País por estradas por onde circulariam os automóveis produzidos internamente. Assim surgiu a indústria automobilística brasileira, provocando o desmantelamento da navegação de cabotagem e de longo curso e os velhos trens encampados pela Rede Ferroviária Federal.

A Secretaria Especial de Portos (SEP), com status de ministério, tenta, agora, impulsionar o transporte marítimo, a partir das bases físicas de sua atuação: os portos. O desafio é gigantesco, diante do acúmulo de problemas estruturais, de especial modo, na área dos operadores dos ancoradouros, onde há diversificados regimes de trabalho.

A Medida Provisória 595, em votação no Congresso Nacional, objetiva favorecer o Poder Executivo com instrumentos imprescindíveis à reformulação da atividade portuária, essencial para o País. Daí a abertura para a possibilidade de investimentos privados diretos nos portos sob gestão da União.

Paralelamente, a SEP já está proporcionando nova dinâmica aos portos para ampliar seu fluxo de cargas. Santos, Rio de Janeiro e Vitória estão funcionando como Portos 24 horas. Em maio, a inovação alcança o Mucuripe, Suape, Paranaguá, Rio Grande e Itajaí. Era preciso.

Fonte.: Diário do Nordeste/CE


1/4 dos radares de São Paulo ainda tem câmeras com filme


Em um tempo em que até as câmeras digitais perdem espaço para supercelulares, de tão disseminada que está a fotografia digital, a cidade de São Paulo ainda usa rolos de filmes para identificar motoristas infratores.

Um quarto do total de radares da cidade usa máquinas fotográficas analógicas. Fabricados há duas décadas, eles fiscalizam o avanço de sinal vermelho e a invasão a faixas de ônibus.

Esses aparelhos funcionam com um sensor que dispara a câmera quando o veículo entra na área proibida.
Mas eles tem limite de 36 fotos. Ou seja, quando essa quantidade é atingida, ficam inoperantes até que o rolo de filme seja trocado.

São os únicos radares da cidade que pertencem à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) --os outros são alugados de empresas.

Eles deveriam ter sido aposentados em 2011, mas a gestão Gilberto Kassab (PSD) acabou renovando os contratos com as duas empresas responsáveis pela troca e revelação dos filmes.

Neste ano, a administração de Fernando Haddad (PT) também renovou até outubro os contratos, por R$ 100 mil no total. Incluiu, porém, a possibilidade de rescisão.

RONDAS

Para retirar o filme já batido e substituí-lo por outro, uma das empresas precisa passar ao menos duas vezes por dia em cada um dos 156 radares analógicos sob seus cuidados. São oito equipes que checam os aparelhos e trocam os filmes, fornecidos pela CET, quando necessário.

Outra companhia é paga para recolher os filmes na CET, revelar as fotos e entregá-las para o processamento das multas. Tudo em até 24 horas.

No ano passado, foram reveladas cerca de 216 mil imagens, mas elas renderam só 23 mil multas --22.251 por avanço de sinal e 1.423 por invasão à faixa, que representam somente 4% do total das duas infrações registradas em 2012.

Isso porque a tecnologia ultrapassada faz com que muitas fotos sejam descartadas por baixa qualidade ou por estarem erradas --os radares flagram qualquer veículo que invada a faixa de ônibus, inclusive táxis, que têm autorização. Além disso, não funcionam à noite.

"Quando eles foram implantados era o que havia disponível. Trouxeram muitos benefícios, reduziram as infrações e os acidentes. Mas a modernização é necessária e já deveria ter ocorrido", diz o consultor Sergio Ejzenberg.

Hoje, a gestão Haddad anuncia em audiência pública nova licitação para contratar empresas especializadas em radares --os contratos dos alugados começam a vencer em agosto--, o que deve aposentar de vez os rolos de filme.

Fonte.: Folha de S. Paulo