terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tecnologia ajuda a aumentar a segurança no trânsito de São Paulo


Autoridades de trânsito de São Paulo estão usando a tecnologia para punir motoristas infratores. O repórter Alan Severiano mostra como funcionam essas novidades.

A esquerda não é o lado dele, mas quando o caminhoneiro quer voltar, já é tarde. Trava a estrada bem no trecho de serra. Contra infrações desse tipo, um equipamento especial foi instalado na rodovia que liga São Paulo a Santos.

Fios de cobre no chão detectam o tamanho do veículo que passa pela faixa da esquerda. Se for um grandão, como caminhão ou ônibus, o radar fotografa.

“Nós tivemos 83% de redução de acidentes nesses cinco meses de operação, acidentes envolvendo veículos pesados”, afirma José Carlos Cassaniga, diretor da Ecovias.

A vigilância eletrônica levou policiais das estradas pra salas de controle. Nos centros de controle de oito rodovias que circundam São Paulo, os olhos dos guardas são 341 câmeras.

“A viatura, normalmente no trecho em que ela está, ela consegue ver um quilômetro a frente, um quilômetro atrás. Já a distância, pelo monitoramento, ele já tem visão total do sistema”, explica Newton Michelazzo, com. Polícia Rodoviária/SP.

Um motorista rodou quatro quilômetros de ré pelo acostamento. Os policiais que assistiam à distância acionaram os colegas para o flagrante olho no olho.

Nas ruas da cidade, o big brother das infrações ganhou, esse ano, um reforço carregado a tiracolo. O alvo do radar-pistola são os motoqueiros.

“Mira, no caso pro veículo, a moto, e aperta o gatilho ele registra a velocidade. Se ele tiver acima da velocidade, a foto é tirada automaticamente”, mostra Sérgio Rodrigues, agente de trânsito.

Portátil, o radar pode ser direcionado pra onde o agente de trânsito quiser. Assim, fica mais fácil identificar a placa de quem trafega acima da velocidade permitida. É literalmente uma arma pra surpreender o infrator.

Os seis radares trocam de lugar a cada dia, e flagram motoristas em 65 pontos diferentes da cidade. As placas de sinalização de radares não são mais obrigatórias no país, mas em São Paulo elas ainda existem. Mesmo assim, por dia são 350 infrações que viram multa.

A CET, que paga R$450 mil por ano pelas pistolas, defende o investimento. “O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidente e, óbvio, de mortes no trânsito. Então o principal objetivo é a mudança de comportamento do condutor”, observa Dulce Lutfalla, assessora de fiscalização.

Fonte: G1

Pedágio urbano em SP é considerado justo e urgente, em debate na Câmara


Especialistas em mobilidade e transporte discutiram e consideraram positiva a implantação da cobrança de pedágio urbano na capital paulista, como alternativa para reduzir os impactos do excesso de veículos na região central da capital paulista. O debate foi realizado na sexta-feira (31), na Câmara de Vereadores de São Paulo.

Em abril, o Projeto de Lei (PL) 316/2010, do vereador Carlos Apolinário (PMDB), tratando do assunto, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa legislativa. O PL sugere a cobrança de uma taxa de R$ 4 por dia para veículos que circulem dentro do perímetro do chamado centro expandido, onde já vigora o regime de rodízio.

Apolinário acredita que o pedágio é urgente em função dos impactos à saúde da população e à economia da cidade. Segundo o vereador, São Paulo tem prejuízos anuais de R$ 52 bilhões em função do trânsito sobrecarregado. O vereador cita que em cidades como Londres e Estocolmo a cobrança de pedágio reduziu a circulação de carros em 20%.

Pelo projeto, os recursos resultantes da taxa seriam investidos na melhora do transporte público. A estimativa é que anualmente seja arrecadado R$ 1,267 bilhões. “Eu não vejo o pedágio como única solução. Vejo como solução para resolver 20% do trânsito, mas vejo também como uma fonte de renda para construir metrô”, disse Apolinário.

Ele apontou ainda que "um quilômetro de metrô custa R$ 200 milhões. Se arrecadarmos R$ 1,3 bi, nós poderíamos construir mais 6 quilômetros por ano" – atualmente, a Linha 1-Azul do metrô paulistano, entre Jabaquara e Tucuruvi, tem 20,2 quilômetros. O parlamentar seguiu em sua explicação que "o monotrilho custa por quilômetro R$ 181 milhões e com o pedágio urbano também daria para construir quase sete vezes mais do que se faz hoje". Há obras do modal na zona leste da cidade e projetos para a zona sul.

Ainda na avaliação apresentada por Apolinário, "cada quilômetro de um corredor de ônibus custa R$ 29 milhões. Então teríamos dinheiro para isso também.” O autor do projeto citou ainda que os recursos do pedágio urbano podem ser direcionados para a construção de ciclovias, motovias e sinalização.

Positivos

Ainda que algumas ressalvas, a proposta recebeu o apoio de especialistas em transporte e planejamento urbano presentes ao debate. O urbanista Cândido Malta calcula que, se os prejuízos provocados pela circulação excessiva de automóveis no centro expandido de São Paulo fossem transformados em dívidas para os motoristas – aproximadamente um terço da população da capital – cada um deles teria de devolver cerca de R$ 40 por dia à cidade. Por isso, ele considera o valor sugerido na lei adequado. “Do ponto de vista social, é mais do que justo que eles paguem esses R$ 4 para que a cidade inteira não fique sujeita a essas perdas”, acredita.

Paulo Tarso Vilela de Resende, especialista em planejamento em transportes da Fundação Dom Cabral (que trabalha com a formação de gestores públicos), alertou para a necessidade de se criar controles sociais para fiscalizar a utilização do dinheiro na melhora do transporte público e a criação de mecanismos que garantam investimentos em longo prazo. “A estrutura política e tarifária no Brasil garante que o dinheiro vai ser revertido em transporte público? Se assim for, já está passando na hora de implementarmos o pedágio urbano”, provocou.

Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), também vê a cobrança do pedágio como importante, mas enfatiza que outras mudanças estruturais, como a aproximação da moradia dos locais de emprego precisam ser feitas para garantir qualidade da mobilidade de todos. “Se nós não modificarmos o uso do solo nos próximos anos em termos de alocação de moradia, comércio e serviços, ao longo dos grandes eixos de alta capacidade de trilhos e pneus nós estaremos 'condenados' a entrar no pedágio urbano e nunca mais sair dele”, aponta.

Para o urbanista e presidente do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, Nazareno Affonso, que também defende a cobrança de pedágio, apesar de o problema do transporte e do trânsito em São Paulo,ser antigo, duas “boas notícias” renovam o fôlego para a discussão. A primeira, segundo ele, é a constatação, inclusive pela classe média, de que o modelo baseado no carro está saturado. A segunda é a Política Nacional de Mobilidade Urbana, em vigor desde abril. “Essa lei deixa explícita que a priorização da mobilidade é o transporte não motorizado, em seguida o transporte coletivo e depois o automóvel. Ela diz que, a partir de agora, o poder público vai ter que se justificar muito bem ao fazer viadutos só para carros”, acredita.

Impopular

Apesar das muitas opiniões favoráveis e gabaritadas de apoio, o vereador Carlos Apolinário, que não disputa a reeleição este ano, disse saber que sua proposta é impopular e que dificilmente será aprovada pelo plenário da Câmara. "Quando eu apresentei o projeto do pedágio urbano, não tive nenhuma ilusão que a Câmara iria aprovar, até porque o político não quer aprovar nenhuma lei com a qual ele corra o risco de perder uma eleição", disse.

Fonte: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Porto para: prejuízo de até R$ 1 mi


Oito categorias de trabalhadores que atuam no Porto do Pecém paralisaram ontem as atividades como forma de reivindicar um reajuste do adicional de insalubridade e maior atenção por parte da Cearáportos quanto à prevenção de acidentes. Os sindicatos envolvidos no protesto calculam que a interrupção dos serviços tenha causado aos empresários um prejuízo estimado entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. A Cearáportos, porém, não confirmou o valor, afirmando que não tinha como mensurar, ontem, o montante.
Durante a manifestação, conforme os trabalhadores, cerca de 100 caminhões ficaram parados no terminal portuário, sem que o material pudessem ser embarcado. Dessa forma, muitas cargas perderam o prazo das entregas.

"Pelo que a gente observou no fim da tarde de ontem, acredito que havia uma média de 100 caminhões parados", relata o coordenador do Fórum Unificado dos Trabalhadores do Complexo Industrial do Porto do Pecém (FUTCIPP), Hernesto Luz. As principais cargas transportadas, afirma, são as frutas - no caso das exportações - e os materiais siderúrgicos - com relação às importações.

No caso do transporte das frutas e de outros alimentos, há a possibilidade de estragos, uma vez que alguns dos contêineres transportam produtos que precisam de refrigeração. Além dos prejuízos com a carga e os cargueiros no Pecém, há os impactos que desembocam em todo o sistema portuário nacional.
Exigências - Os trabalhadores exigem maior atenção quanto à segurança, com a instalação de uma brigada do Corpo de Bombeiros, com ambulância 24 horas. De acordo com Hernesto Luz, os sindicatos que compõem o fórum têm dialogado com frequência com representantes da Cearáportos. Entre os trabalhadores, estão metalúrgicos, caminhoneiros, vigilantes, processadores de dados, e empregados em empresas de asseio e conservação.

A insatisfação dos sindicatos, afirma, à não solução de problemas apontados, desde 2011, pelos trabalhadores, como a ocorrência de acidentes e a precariedade de equipamentos de proteção individual (EPIs). A Cearáportos informou que já está em licitação a construção do prédio e a compra de um veículo de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para ser utilizado com esta finalidade. A empresa também destacou que possui engenheiro de segurança e desconhece que faltem os EPIs.

Os manifestantes também exigem um acréscimo de 30% de adicional de insalubridade nos salários pela periculosidade da atividade portuária. Sobre essa questão, a Cearáportos informou que aguarda decisão da Justiça, que deve determinar o pagamento ou não do adicional.

Fonte: Diário do Nordeste – CE

Preço do frete e falta de caminhões dificultam escoamento da safra em MT


Uma cooperativa de Campo Verde ainda tem milho a céu aberto. Faltam caminhões para fazer o escoamento.

Na safra passada, eram carregadas até 50 carretas por dia na empresa, hoje os números não chegam a 30.
A dificuldade de transporte também atingiu a safra de algodão. Um levantamento do Imea mostrou que do mês passado para cá, o acréscimo no transporte da pluma foi de mais de 40%.

Em relação à safra passada, o aumento também é considerável. O frete da pluma, de Campo Verde para o Porto de Paranaguá, no Paraná, custava R$ 200 a tonelada no ano passado. Agora gira em torno de R$ 250. O custo de uma carga completa com 28 toneladas passou de R$ 5.600 para R$ 7 mil.

Outro fator que influencia o preço do frete é a nova lei que regulamenta a profissão de caminhoneiro. Com mais restrições à jornada de trabalho e regras rígidas de segurança, o número de viagens no mês acaba diminuindo. Com menos oferta, o serviço fica mais valorizado.

Fonte: G1

Governo do Estado realiza em setembro pregão para contratar transportadora


Produtores de rebanho do Ceará esperam que Governo do Estado ajude subsidiando o frete. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) realiza no dia 6 de setembro, às 8h30min, pregão presencial para contratar uma transportadora para trazer 4 mil toneladas de milho para o Ceará, de Porteirão, em Goiás, para os oito armazéns da Conab em Sobral, Maracanaú, Crateús, Icó, Iguatu, Russas, Juazeiro do Norte e Senador Pompeu. O frete será pago pelo Governo do Estado.

O frete de Mato Grosso estava saindo por R$ 391 a R$ 360 por tonelada e de Goiás, a R$ 303 (dados da Conab).

Procurada, a Conab se pronunciou através de sua assessoria de imprensa, afirmando que os problemas registrados com a saída do milho de Mato Grosso foram causados pelos protestos de índios, que bloquearam rodovias da região, e no controle da pesagem dos caminhões com a carga. Por isso, “o produto não estaria chegando na velocidade e quantidade ideais, mas o fluxo de remoção do milho não foi suspenso”. A Conab informa que continua enviando milho para o Nordeste, no entanto, não soube precisar quando a situação irá se regularizar, mas que trabalha para que isso ocorra o mais breve possível. Com relação a possíveis problemas envolvendo frete, a Conab afirmou apenas que possui caminhões já preparados para transportar a carga de milho para a região.

Fonte: O Povo – CE