quinta-feira, 29 de março de 2012

STJ delimita provas para embriaguez e enfraquece Lei Seca


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quarta-feira que somente o bafômetro e o exame de sangue podem atestar a embriaguez do motorista e excluiu provas testemunhais ou exame médico.

Com essa decisão, a Lei Seca fica esvaziada, uma vez que o motorista não é obrigado a produzir provas contra si e pode recusar os exames aceitos pelo STJ. Assim, a comprovação de embriaguez pode ficar inviabilizada. Foram cinco votos contra novas provas, e quatro a favor.

O desembargador convocado Adilson Macabu conduziu o voto vencedor. "O Poder Executivo editou decreto e, para os fins criminais, há apenas o bafômetro e exame de sangue. Não se admite critérios subjetivos", disse. "Mais de 150 milhões de pessoas não podem ser simplesmente processados por causa de uma mera suspeita", completou.

No mesmo sentido, o ministro Og Fernandes foi incisivo. "Não é crime dirigir sob efeito de álcool. É crime dirigir sob efeito de mais de um mínimo de seis decigramas de álcool por litro de sangue". É extremamente tormentoso deparar-se com essa falha legislativa, mas o juiz está sujeito à lei", afirmou.

A lei determina que é crime dirigir com uma quantidade de álcool acima de seis decigramas por litro de sangue, o que só pode ser atestado por exame de sangue ou bafômetro, segundo decreto do governo federal.

Por isso, o STJ entendeu que uma testemunha não pode atestar, cientificamente, a quantidade de álcool no sangue.

Ficou vencido o relator, ministro Marco Aurélio Belizze, que disse que a lei não pode ser interpretada em sentido "puramente gramatical".
Para ele, uma testemunha ou exame médico é suficiente para os casos "evidentes", quando os sintomas demonstram que a quantidade de álcool está acima da permitida.

"Não pode ser tolerado que o infrator, com garrafa de bebida alcoólica no carro, bafo e cambaleando, não possa ser preso porque recusou o bafômetro", disse.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 28 de março de 2012

SP-360 terá intervenções no trânsito para instalação de tecnologia do Sistema Ponto a Ponto


A rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360) adotará o esquema “pare/siga” em alguns momentos do dia entre esta terça-feira, dia 27 de março, até a próxima sexta-feira, dia 30. Serão intervenções pontuais na altura do km 77, em Jundiaí, onde foi instalado o primeiro pórtico do Sistema Ponto a Ponto, programa do governo para cobrança de pedágio por trecho percorrido.

A medida é uma precaução por conta da circulação de operários na parte superior do pórtico com manuseio de ferramentas pesadas. Quando eles estiverem trabalhando sobre uma das faixas, apenas a contrária poderá ter tráfego e revezará o sentido do fluxo.

A operação contará com apoio total dos inspetores de tráfego da Rota das Bandeiras, além de oficiais da Polícia Militar Rodoviária. Todas as interferências estarão amplamente sinalizadas.

Na última segunda-feira, o trânsito da rodovia foi interrompido por cerca de 20 minutos para o içamento da treliça superior do primeiro pórtico do Sistema Ponto a Ponto, no km 77 (foto, em anexo). A estrutura será a base para as antenas que farão a leitura das informações contidas nos tags instalados no veículo e gerarão a cobrança automática da tarifa pelo trecho percorrido.

O Ponto a Ponto inicia seu período de testes pela SP-360 no dia 09 de abril, quando serão informados os detalhes sobre quem poderá aderir e os caminhos para fazê-lo.

Ponto a Ponto

A escolha da rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360) como porta do Sistema Ponto a Ponto no Brasil é justificada pela necessidade de correção da distorção causada pela cobrança de pedágio aos moradores de bairros de Itatiba localizados além da praça de pedágio.

Serão convidados a aderir a esta fase de testes do Ponto a Ponto um grupo específico de pessoas, moradores de bairros de Itatiba que ficam além da praça de pedágio e que necessitavam pagar a tarifa completa da praça de pedágio para ir ao centro da cidade.

A Concessionária Rota das Bandeiras, responsável pela administração do Corredor Dom Pedro, é uma empresa da Odebrecht TransPort, investidora e operadora no Brasil em negócios relacionados à mobilidade urbana, rodovias, sistemas integrados de logística e aeroportos.

Fonte: Atibaia.com

Começa a duplicação da Rodovia Péricles Belini


Começaram nesta semana, as obras de duplicação da Rodovia Péricles Belini, a SP 461, no trecho urbano de Votuporanga. Segundo o secretário de Obras, Josneimar Freitas, “os trabalhos iniciais contemplam a limpeza de todo o trecho, a fundação do pontilhão que será construído para acesso à Avenida das Nações, a preparação de tubulações e a abertura das marginais Aparecido Arroyo Marchi e Domingos Pignatari”, informa.

“Trata-se de uma obra licitada pelo Governo do Estado, mas a prefeitura intermediou a remoção e adequação dos postes de rede de energia”, assinala. A próxima etapa serão as obras complementares de drenagem. O investimento gira em torno de R$ 20 milhões, num trecho de 3,6 quilômetros com três dispositivos em desnível.

Estes dispositivos estarão localizados na travessia que liga a avenida das Nações ao 2º Distrito Industrial, localizada no quilômetro 126; um trevo que ligará o bairro Chácara das Paineiras (Rua Vitório Albarello) à estrada vicinal “Nelson Bolotário”, conhecida como “Subida da Morte“ (sentido Valentin Gentil), localizado no quilômetro 125; e mais um trevo, na ligação da avenida Onofre de Paula ao Residencial Noroeste, localizado no quilômetro 124.

“O volume diário de veículos na Péricles Belini está aumentando muito, principalmente porque as pessoas estão preferindo a rodovia para se livrar do tráfego urbano, quando precisam sair da zona leste para seguir à zona norte e vice-versa”, assinala Freitas. “Além do mais, o projeto conquistado pelo prefeito Junior Marão junto ao Governo do Estado é uma verdadeira obra de arte, que deixará aquele trecho como uma das mais bonitas entradas da cidade”, conclui. O término das obras está previsto para novembro.

Fonte: Região Noroeste

Documento de licenciamento poderá vir com quilometragem do carro


A quilometragem rodada pelo veículo poderá se tornar informação obrigatória do documento de licenciamento anual. Isto é o que prevê o PLC 112/2011, projeto a ser analisado na próxima reunião da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Pelo texto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), os Detrans de todo o país deverão criar um campo específico para informar, no certificado de licenciamento expedido anualmente, a quilometragem rodada. A intenção do autor é conter a ação de proprietários desonestos que reduzem a quilometragem mostrada no hodômetro para facilitar a venda do veículo.

Essa informação, diz ainda o texto, deverá ser verificada e anotada na inspeção veicular periódica, prevista no artigo 104 do CTB, mas que ainda precisa ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Transito (Contran). Na inspeção, devem ser avaliadas as questões de segurança do veículo e de poluição sonora e atmosférica, e caso o projeto seja aprovado, também a quilometragem, sem ônus para o proprietário ou o erário.

O relator, senador Lauro Antonio (PR-SE), deu parecer favorável ao texto. A matéria ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebe decisão terminativa.
Audiências

Os parlamentares também analisarão requerimento para realização de audiência pública convidando Jorge Hereda, presidente da Caixa Econômica Federal para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de comercialização de papéis da dívida pública por preços acima do mercado no período entre setembro de 2008 e agosto de 2009, quando esteve fora do ar o sistema informatizado da Caixa responsável por informações relativas aos papéis. O pedido foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Os biocombustíveis também poderão ser tema de audiência pública, caso o requerimento do senador Ivo Cassol (PP-RO) seja aprovado. Para tanto, ele convida o empresário Erasmo Carlos Battistella, da empresa BSBIOS, de Passo Fundo (RS), para expor as vantagens e desvantagens na produção de combustíveis produzidos a partir de fontes vegetais renováveis como: soja, mamona, dendê, girassol, entre outros.

Fonte: Agência Senado

Atraso em licitações pode reduzir obras de manutenção em rodovias federais


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as empreiteiras responsáveis por obras rodoviárias entraram em rota de colisão. Enquanto a autarquia tenta destravar um programa de R$ 16 bilhões em obras nas estradas federais, as empresas garantem que a malha de rodovias cobertas por contratos mais amplos de manutenção poderá cair de 15.104 quilômetros no início deste ano para apenas 1.316 quilômetros em dezembro, espalhando uma situação de crise no setor e a proliferação de buracos nas pistas.

"Na verdade, já estamos em crise", afirma o presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro. "Em todas as reuniões que temos com os nossos associados, recebemos um relato de alguém diminuindo o quadro de pessoal em pelo menos 5%", diz o executivo, lembrando que o setor chegou a empregar 1,5 milhão de trabalhadores diretos em junho do ano passado, quando começou a perceber redução no ritmo das obras.

Em tese, os contratos mais recentes de manutenção - que englobam restauração e conservação das estradas - tinham dois anos de duração e deveriam dar lugar a outros de até cinco anos, à medida que fossem vencendo, a partir de 2012. Na prática, porém, a substituição esbarrou em dois problemas: a determinação de ajustes pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas novas licitações e a crise política que atingiu o Ministério dos Transportes em meados do ano passado. Com isso, a execução orçamentária do ministério despencou e a maioria dos editais do Dnit atrasou.

Estudo inédito da Aneor aponta que essa situação deve comprometer os investimentos futuros da autarquia. 

Em 2009, foram lançados editais de licitação para contratar obras em 313 lotes de rodovias federais e no valor total de R$ 14,3 bilhões. Esses números já tiveram pequena redução em 2010, mas desabaram em seguida. Em 2011, o Dnit lançou editais para obras em 196 lotes, que previam investimento de apenas R$ 1,9 bilhão.

De acordo com o presidente da Aneor, isso sinaliza que a malha rodoviária federal ficará coberta apenas por contratos simples de conservação - sem mexer na estrutura do pavimento - e aumentam as chances de deterioração da qualidade das estradas.

Ribeiro não culpa apenas o histórico de desmandos e irregularidades no Dnit pela situação. "Os novos diretores são sérios e honestos, mas não têm condições de gerir um órgão desse tamanho", critica o executivo.

As pesquisas realizadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que, entre 2009 e 2011, subiu de 33,1% para 46,9% a proporção de estradas consideradas boas ou ótimas. No entanto, existem ainda 12,8 mil quilômetros de rodovias em condições ruins ou péssimas - falta sinalização, roçada e capina, limpeza dos elementos de drenagem ou recuperação funcional dos viadutos e pontes, além de haver acostamentos inadequados e/ou pistas de rolamento com defeitos que comprometem a segurança.

"Podemos voltar brevemente à situação de precisar de outro Petse", diz Ribeiro, referindo-se ao enigmático nome do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas, executado no fim do primeiro governo Lula, que ficou mais conhecido como operação tapa-buraco.

Diante da lentidão nos editais, a execução orçamentária do Ministério dos Transportes dificilmente passará dos R$ 10 bilhões neste ano, nas estimativas da Aneor. A pasta tem R$ 12 bilhões no orçamento de 2012 e mais R$ 4,5 bilhões em restos a pagar, mas a falta de licitações nos últimos meses impedirá o governo de desembolsar efetivamente esse dinheiro, segundo Ribeiro.

O resultado, conforme avaliação da associação das empreiteiras, é que os investimentos na manutenção da malha rodoviária federal vão recuar para o mesmo nível de 2009. "Há uma clara ruptura do ciclo de expansão dos investimentos iniciado em 2005 e 2006", diz o executivo. Na época, a execução orçamentária do Ministério dos Transportes era de apenas R$ 3,1 bilhões. Esse valor chegou a mais do que quadruplicar nos anos seguintes.

"As empresas compraram equipamentos novos, treinaram mão de obra e resolveram seus problemas de financiamento. Agora, caiu o nível de confiança no governo. Há muitas empresas que já estão simplesmente deixando de trabalhar com o Dnit para se dedicar a contratos com a Vale ou com a Petrobras."

Ao longo deste ano, vencem todos os contratos de dois anos para manutenção - Crema 1 - que cobriam a malha federal nos territórios da Bahia e de Alagoas (março), Pernambuco e Piauí (maio), Rio Grande do Norte (junho), Ceará e Maranhão (julho) e Paraíba (setembro). Em Minas Gerais, as rodovias abrangidas por esses contratos caem progressivamente de quase 3.000 quilômetros, em janeiro, para 161 quilômetros em dezembro.

Para repor a malha descoberta, o Dnit já soltou a licitação para contratos de cinco anos - Crema 2 - que envolvem 4.451 quilômetros. De acordo com a Aneor, há outros 5.223 quilômetros em editais que precisaram de atualização de orçamentos, conforme determinação do TCU. O objetivo da autarquia era completar 32 mil quilômetros até novembro de 2012, mas as empreiteiras consideram que esse cronograma não tem como ser cumprido.

Contratos para a manutenção de mais de 19 mil quilômetros de rodovias ainda não tiveram editais lançados e aqueles com necessidade de atualização, obedecendo à recomendação do TCU, passam por um processo que demora cerca de 330 dias, entre atualização dos dados de campo, revisão do projeto e aprovação dos ajustes, segundo Ribeiro. Por isso, ele teme que sobre apenas a alternativa de ações pontuais.

Fonte: Valor Econômico