segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Preços dos pedágios no estado de São Paulo embutem taxa Selic de 1998




Em sua oitiva na CPI dos pedágios na Assembleia Legislativa, a diretora-geral da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), Karla Bertocco Trindade, não entrou em detalhes sobre os aspectos mais controversos de ordem jurídica questionados pela oposição, mas, em rápida fala à imprensa após o depoimento, deixou claros os motivos pelos quais os pedágios em São Paulo são considerados extorsivos por boa parte dos usuários.

“Havia uma situação na década de 1990, em 1998, quando os contratos da primeira geração foram assinados e a taxa Selic estava em 21%. Hoje está em 11%. Tem uma diferença brutal”, lembra Karla. Na época, o governador de São Paulo era Mario Covas (PSDB).

Segundo ela, os contratos em vigor em algumas das principais rodovias paulistas, como nos sistemas Anhanguera-Bandeirantes (sob a gestão da Autoban) e Anchieta-Imigrantes (Ecovias), incorporaram a realidade e parâmetros econômicos da época. Esses parâmetros não podem ser retirados dos contratos em vigor. A visão da diretora é de que a realidade da época previa uma compensação maior às concessionárias prevendo perdas decorrentes do quadro econômico do país.

“Quanto aos investimentos e itens que estavam na proposta original (quando firmados os contratos de concessão), isso não é possível. Já há jurisprudência tanto dos tribunais, no Judiciário, como nos tribunais de conta, estadual e da União”, diz. “Não se consegue mudar. Agora, você faz diversos esforços para tentar reduzir (o valor do pedágio) da melhor forma possível, mas respeitando as regras do jogo. Esse é o desafio.”

De acordo com a diretora-geral da Artesp, apenas novos investimentos e itens não previstos originalmente nos projetos licitados podem ser implementados pelas concessionárias regidos por novos parâmetros econômicos. “Como a gente fez recentemente com a concessionária Ecovias em novas obras da Baixada”, explicou.

A justificativa da CPI, que a oposição conseguiu instalar no começo de maio, é a necessidade de "investigar se os valores das tarifas cobrados pelas concessionárias nas rodovias paulistas estão em consonância com os critérios definidos nos editais de licitação, propostas e contratos firmados e com a lei federal que rege as concessões de obras e serviços públicos".

Questionada se, como usuária, não considera os pedágios paulistas muito caros, Karla não respondeu diretamente. “O pedágio é condizente com os benefícios que a gente tem com a realidade econômica do país na época em que as concessões foram feitas, com o nível de investimento previsto nesses contratos de concessão e o custo do capital desse investimento”, afirmou.

Um dos argumentos alegados pelo deputado petista Antonio Mentor desde o início dos trabalhos da CPI é o alto preço dos pedágios paulistas, especialmente em comparação com os federais. Segundo Mentor, o usuário paga R$ 9 de para ir de São Paulo a Curitiba, por rodovia federal, e R$ 70 até São José do Rio Preto pelas estaduais, cobrindo distâncias equivalentes.

“Não dá para comparar um contrato da década de 1990 com um firmado agora. O custo de capital acaba fazendo uma diferença significativa”, responde Karla. Segundo ela, esse custo chega a 60% ou até 70% do total.

Aspectos jurídicos
Grande parte dos contratos de concessão das rodovias do estado de São Paulo vigora até 2018. Um dos principais questionamentos dos deputados petistas diz respeito aos aditivos feitos “no apagar das luzes” do governador Claudio Lembo (ex-DEM), em dezembro de 2006. Esses aditivos prorrogam os contratos em 5 anos, em média, e, assim, vigorariam até 2014 se realmente forem cumpridos.

Lembo substituiu o próprio Geraldo Alckmin em março daquele ano, quando o então governador deixou o Palácio dos Bandeirantes para se candidatar à presidência da República. Na época, o diretor-geral da Artesp era o engenheiro Ulysses Carraro. Os aditamentos foram feitos durante a gestão do então secretário de Transportes, Dario Rais Lopes, que deixou o governo em janeiro de 2007, quando o então novo governador, José Serra (PSDB), assumiu.

Três anos depois de deixar o cargo no primeiro escalão do governo paulista Rais Lopes foi contratado pela holding EcoRodovias, controladora da Ecovias.

Na oitiva de hoje na Assembleia Legislativa, a diretora-geral da Artesp preferiu não se aprofundar nos aspectos jurídicos mais polêmicos referentes aos contratos. “Não me cabe avaliar sobre o que a Procuradoria-Geral do Estado arguiu”, afirmou, sobre as ações que o governo estadual move contra as concessionárias.

Porém, ela disse que, das 19 concessionárias do sistema rodoviário paulista, dez entraram na justiça contra o governo alegando terem sido prejudicadas na sistemática de reajuste que o governo criou para compensar as empresas após suspender o aumento das tarifas em junho de 2013, devido às manifestações e protestos iniciados em São Paulo pelo Movimento Passe Livre.

Segundo Karla Bertocco, das dez concessionárias que moveram ação contra o estado de São Paulo, somente a Autoban conseguiu uma liminar. “Nove das dez decisões foram favoráveis ao estado”, disse. A Autoban alegou que os 5,3% que obteve de reajuste eram inferiores ao medido pelo IPCA, de 6,37%, o que violava o contrato.

Questionada sobre por que as ações administrativas que da Artesp contra as concessionárias estão sob sigilo, ela respondeu que, “como algumas delas têm ações na Bolsa, poderiam entrar com ações contra o estado” caso se sentissem prejudicadas pela divulgação das informações. “A intenção foi proteger a Fazenda.”


Fonte: Rede Brasil Atual

Tráfego de caminhões está proibido na área urbana de Cerqueira César




O tráfego de caminhões no perímetro urbano de Cerqueira César (SP) está proibido. De acordo com o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), a medida entrou em vigor n quarta-feira, 6 de agosto.

Ainda segundo o departamento, placas indicativas foram instaladas na Rodovia Salim Antônio Curiati (SP-245), na estrada vicinal Antônio Rossetto e no Distrito Industrial para orientar o motorista sobre o desvio obrigatório. A restrição é válida para os caminhões que seguem de Águas de Santa Bárbara (SP), Manduri (SP) e Piraju (SP) com destino a Iaras e a Rodovia Castello Branco, (SP 280) que, no trajeto, acabavam passando pela área urbana.

Ainda segundo o departamento de trânsito, a norma deve trazer mais segurança aos moradores, além de atender a reivindicação da população, principalmente nos bairros Jardim São Lucas e Vila Nova onde o fluxo é intenso devido ao acesso as usina sucroalcooleiras.

Segundo o diretor de trânsito de Cerqueira César, Marcelo Pereira, quem descumprir a determinação vai ser multado. A multa é de R$ 85,13, além do motorista receber quatro pontos na CNH, já que a infração é considerada grave.


Fonte:  G1

Vendas de caminhões têm redução de 13,6% em 2014




Balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revela que houve queda de 13,6% nas vendas de caminhões de janeiro a julho. O levantamento mostra que foram comercializados 77 mil veículos da categoria nos sete primeiros meses, ante 89,1 mil em período igual do ano passado.

Já na somatória de julho, houve aumento de 17% nas vendas em relação a junho – 12,4 mil e 10,6 mil unidades licenciadas, respectivamente. Comparado a julho do ano passado, houve queda de 18,2%, com 15,1 mil unidades vendidas no período em 2013.

A produção de caminhões foi 50,5% maior no mês passado em comparação a junho, encerrando o mês com 12,3 mil unidades, e inferior em 30,5% com relação as 17,7 mil de julho de 2013. No acumulado as 88,3 mil unidades produzidas em 2014 estão 20,7% menores do que as 111,3 mil de 2013.

Indicador ruim para as exportações, que encerraram o mês em queda de 19,4%, com 1,3 mil caminhões, contra os 1,6 mil veículos enviados para fora do país em junho. No acumulado do ano, as exportações caíram 17,9% com 11 mil unidades, ante 13,4 mil do mesmo período do ano passado.


Ônibus
A produção de chassis de ônibus apresentou alta de 12,9% em julho, com 2,9 mil unidades, em comparação as 2,5 mil produzidas no mês anterior.  Mas as unidades fabricadas em julho tiveram redução de 22,9%, com relação ao mesmo mês de 2013. No acumulado do ano, a produção caiu 12,8% – 22,1 mil contra 25,3 mil, em 2013.

O licenciamento de ônibus foi 15,3% menor no acumulado, com 15,6 mil unidades contra as 18,4 mil de igual período de 2013. Só no mês de julho foram comercializados 2,2 mil ônibus, acréscimo de 11,5% ante os 2 mil de junho e decréscimo de 23,6% com relação os 2,9 mil de julho do ano passado.


Fonte: Radar Nacional

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Câmara aprova possibilidade de aumento de biodiesel em combustíveis




A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 647/14, que trata da elevação da “banda” de mistura de etanol anidro na gasolina, e também da elevação de biodiesel no óleo diesel. O texto aprovado permite que a proporção de anidro misturado à gasolina chegue a 27,5%, desde que constatada sua viabilidade técnica. Até o momento, o percentual máximo permitido era de 25%.

O parecer da Câmara, porém, não mexeu no piso da mistura, que ficou mantido em 18%. A comissão especial do Senado que tratava sobre o tema tinha elevado este piso para 20% em seu texto.

Também no texto aprovado ontem, o percentual obrigatório de mistura do biodiesel ao óleo diesel já subiu para 6% em 1º julho e passará para 7% a partir de 1º de novembro deste ano. Até a edição da MP 647, o percentual era de 5%. O texto original da MP permitia que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) retornasse ao percentual de 5% por motivo justificado. Mas o texto aprovado ontem, proposto pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), autoriza a redução até o limite de 6%. Na prática, como explicou o relator, o CNPE poderá trabalhar com qualquer valor entre 6% e 7%.

A MP ainda precisa ser analisada pelos senadores.


Fonte: Valor Econômico

Nova safra brasileira será 2,6% maior que a de 2013, preveem IBGE e Conab




A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar mais de 193 milhões de toneladas neste ano, 2,6% superior à obtida em 2013 (188,2 milhões de toneladas), com destaque para a soja, indicam os dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a sétima estimativa da safra nacional, do IBGE, o aumento será de 0,3%, na comparação com o levantamento de junho de 2014 (192,5 milhões de toneladas. A Conab prevê que a produção de soja deve crescer 5,1% , o equivalente a 4,16 milhões de toneladas.

O trigo também apresentou bom desempenho, com um aumento de 35,7% na produção, o que representa cerca de 2 milhões de toneladas. O crescimento dessa cultura se deve ao aumento de 20,7% na área plantada e às melhores condições climáticas, principalmente no Paraná.

O feijão teve boa participação, a partir da evolução da produtividade do grão, registrando um aumento de 635,9 mil toneladas, cerca de 22,7%, de acordo com os dados do 11º levantamento de grãos da safra 2013-2014, da Conab.


Aumenta a área plantada
Os dados da sétima estimativa da safra nacional, do IBGE, mostram que a área a ser colhida em 2014 é de 56,2 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 6,4% frente à área colhida em 2013 (52,9 milhões de hectares).

Arroz, milho e soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representaram 91,1% da estimativa da produção e responderam por 85,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 0,3% na área para o arroz, 8,6% para a soja e diminuição de 0,7% para o milho.

No que se refere à produção, os acréscimos foram de 4,4% para o arroz e de 6,0% para a soja. Para o milho, houve diminuição de 4,4% quando comparado a 2013. Regiões

Por regiões, o IBGE aponta que a produção será a seguinte: Centro-Oeste, 80,5 milhões de toneladas; região Sul, 72,9 milhões de toneladas; Sudeste, 17,3 milhões de toneladas; Nordeste, 17,3 milhões de toneladas; e Norte, 5,1 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 3,5% na região Norte, de 44,8% na Nordeste e de 2,6% na Centro-Oeste.

As regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 0,2% e 12,4% em relação à produção do ano anterior. Na previsão para 2014, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,2%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (15,9%) – que representam, juntos, 58,6% do total nacional previsto.


Entenda as pesquisas Conab e IBGE
As duas pesquisas oficiais sobre a safra se baseiam em dois levantamentos distintos, feitos pelos dois órgãos. O IBGE, ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, captura seus dados por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Já a Conab, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), obtém os dados por meio do Levantamento da Safra de Grãos.

Os números obtidos, embora com resultados muito próximos ou convergentes, refletem as diferenças das metodologias adotadas pelas duas instituições. As discrepâncias também têm a ver com critérios para a amostragem e com a época em que se faz o levantamento nos locais pesquisados.

O IBGE trabalha com anos civis (janeiro a dezembro), enquanto Mapa e Conab pesquisam o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte, no Centro-Sul. O IBGE também inclui, nos levantamentos, culturas que não integram as pesquisas da Conab.


Fonte: Portal Brasil

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Renovação de frota terá isenção de licenciamento anual




A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, o Projeto de Lei 3.090/14, do Poder Executivo, que altera a Lei 6.439/13. A norma a ser modificada trata do programa de incentivo à modernização, renovação e sustentabilidade da frota de caminhões. Pelo texto aprovado, o veículo usado que integrar o programa deverá ter registro no Detran e estar com débitos fiscais, multas de trânsito e ambientais quitadas.

Na prática, a proposta acaba com a exigência do licenciamento do caminhão, que, pela lei original, deveria ainda estar em condições de rodagem. O texto do Governo também revoga o parágrafo oitavo do segundo artigo. Ele diz que o caminhão que não estiver com os débitos quitados poderá integrar o programa, desde que regularize suas pendências (IPVA, multas e vistoria) relativas ao exercício de sua adesão ao mesmo.

A lei condiciona a adesão ao programa à baixa definitiva, junto ao Detran, de um caminhão com 20 anos de uso ou mais, tendo que comprovar, ainda, sua destruição pelas empresas recicladoras cadastradas junto ao governo. Para isso, no entanto, é preciso o licenciamento anual, cujos critérios são para veículos que continuarão a rodar, não sendo o caso daqueles que se habilitam à renovação da frota. Tal exigência, segundo a justificativa do Governo, tem atrasado a destruição dos veículos usados, e a idéia do projeto é acelerar o processo para o ingresso de uma nova frota de caminhões no estado.


Fonte: Monitor Digital

Vinte multas são aplicadas por minuto no trânsito de São Paulo




A cada um minuto, 20 multas são aplicadas em São Paulo. Um levantamento feito pela companhia de engenharia de tráfego - a pedido do Bom Dia Brasil - mostra que quase cinco milhões de infrações foram registradas em São Paulo no primeiro semestre.

A cidade tem a maior frota do país e também os congestionamentos mais longos e frequentes. Ainda assim, a pressa é a principal causa das infrações. Em seis meses, 1,7 milhão motoristas foram punidos por correr demais.

Foram quase 180 mil multas a mais do que no ano passado. Também cresceram as multas por invasão da faixa ou do corredor de ônibus. Muitos paulistanos também insistem em dirigir e falar - ou até mesmo teclar - no telefone celular.

Poucos minutos em uma avenida movimenta, na zona sul de São Paulo, são suficientes para flagrar vários tipos de infrações de trânsito que geram uma infinidade de multas. Elas chegaram a quase cinco milhões nos seis primeiros meses do ano na cidade de São Paulo.

São carros na faixa exclusiva de ônibus. Motos também. Desrespeito à faixa de pedestre. Estacionamento proibido. Fora os motoristas que não respeitam o rodízio de veículos.

“A maioria de multa que eu tenho, geralmente, eu acho que é do rodizio, que eu acabo esquecendo mesmo”, conta Daniel Gentil, estudante. “A última não sei se foi rodizio, que eu vim de outro lugar e acabei esquecendo o dia”, afirma Celso Henrique Gaspar, analista de TI.

Os campeões de multas são os motoristas apressados. Quase 1,7 milhão autuações, 30% do total, são por excesso de velocidade. “Tem motoristas que abusam muito. Eu não abuso. Esse carro eu tenho 2 anos, nunca levei uma multa com ele”, diz um motorista.

A multa pelo uso do celular ao volante também está entre as maiores autuações. Os agentes de transito flagraram mais de 170 mil motoristas que usavam o aparelho para falar com alguém, ou, trocar mensagens enquanto dirigiam. “Você está com o celular, no transito, você acaba dando uma olhadinha”, diz uma motorista.

Um motorista não dá só uma olhadinha, parece que esqueceu do trânsito. Outro está à vontade no celular. E uma mulher aproveita o sinal fechado para teclar.

“Dirigir é um conjunto de questões a serem observadas. Então, você controla o pedal do freio, do acelerador, você controla o painel para poder ver a velocidade, você olha os espelhos retrovisores laterais. Quando você inclui o celular nesse processo, alguma dessas variáveis você vai esquecer”, explica Tadeu Duarte, diretor de planejamento/CET-SP.

O descuido de uma motorista internauta assustou e trouxe prejuízo à jornalista Roberta Castro. “Uma pessoa bateu na traseira do meu carro e aí depois eu fui conversar com ela, para saber por que ela tinha batido, aquele papo de vítimas, e ela me disse que estava no celular, mexendo, mandando mensagem”, diz.

Roberta tirou proveito do inconformismo. Mandou fazer adesivos pedindo mais atenção aos imprudentes. Colou um adesivo no carro dela e está distribuindo os outros aos amigos e colegas. “A ideia é que outras pessoas vejam, se identifiquem e prestem atenção porque realmente isso é muito perigoso”, diz Roberta.

A frota da capital conta hoje com pouco mais de 7,7 milhões veículos. Ou seja, na ponta do lápis, dá quase uma multa por carro. Mas, claro, alguns motoristas podem ter mais de uma multa.


Fonte: G1

Balanças desativadas fazem multas caírem 43% em Minas




Pelo menos metade das balanças de pesagem em rodovias federais que cortam Minas Gerais teve seu funcionamento interrompido nos primeiros cinco meses de 2014. Nesse mesmo intervalo e trechos, em uma comparação com janeiro a maio do ano passado, houve uma redução de 43% no número de autuações por excesso de peso. A interrupção das pesagens pode ser atribuída ao processo de concessão de algumas rodovias e também a uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que impede a contratação de terceirizados e o processo de licitação para novas empresas.

Essa defasagem na fiscalização dos veículos pode incentivar imprudências e irregularidades e, em consequência, aumentar o risco de acidentes e acelerar a degradação das rodovias. Para o especialista em transporte e trânsito Silvestre Andrade, quando o veículo está transitando fora das normas, ele acaba sendo mais solicitado, e equipamentos como freios e suspensão podem apresentar problemas porque não suportam a carga. “Se você usa o caminhão de forma errada, ele se desgasta rapidamente, e isso traz sérias consequências na área de segurança viária e pode causar acidentes”.

O excesso de peso nos caminhões, segundo o especialista, também causa o desgaste prematuro dos pavimentos. Segundo ele, muitas vezes as estradas se deterioram rapidamente, não por causa do uso, mas porque elas são projetadas para as cargas previstas por lei e, com o peso inadequado, aparecem trincas e buracos.

“Quando você tem um peso excessivo, o desgaste do pavimento é muito grande. Por exemplo, se o caminhão está com o dobro do peso permitido por lei, o desgaste não é apenas o dobro do que seria normalmente. Se eles dobram a carga, os estragos são quatro, seis ou até oito vezes maiores”, argumenta Andrade.

Causas.
De acordo com o Dnit, os Postos de Pesagem de Veículos (PPVs) nas BRs 040, 153, 262 e 050 estão sendo transferidos para as concessionárias que assumiram as vias em concessão. As empresas têm o prazo de um ano para adequar os equipamentos, que, por enquanto, estão sem operar.

A assessoria do Dnit informou ainda que não é possível determinar quais as causas da redução no número de autuações por excesso de carga, mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que vai fiscalizar as balanças concedidas, confirma que a redução de multas é uma consequência da paralisação das balanças. Segundo o órgão, já há um trabalho para restabelecer a fiscalização no menor tempo possível.

Procurado pela reportagem de O TEMPO, o Ministério dos Transportes não se manifestou a respeito da redução na arrecadação por causa da queda de multas. De acordo com a Receita Federal, os valores são repassados pelo Dnit diretamente para o Tesouro Nacional.


Prazos
Via 040. O grupo Invepar, responsável pela via, informou que as balanças estão paradas desde abril. O prazo para finalizar as adequações é julho de 2015.

Concebra. A empresa assumiu as BRs 262 e 153 e afirma ter recebido os postos de pesagem no mês passado. Segundo ela, não há um prazo para retomar a operação, e levantamentos sobre a necessidade de reforma e correções mecânicas estão sendo feitos.

MGO Rodovias. Segundo dados do Dnit, uma das balanças que mais multam no Estado fica na BR–050, em Uberaba, no Triângulo. A MGO rodovias, que assumiu o trecho em janeiro, disse que está aguardando a entrega oficial da balança pelo Dnit para começar as adequações necessárias.


Fonte: O Tempo

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Mantega indica alta no preço da gasolina




O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que em todos os anos houve correção nos preços da gasolina e que o comportamento do governo é continuar com reajustes normais, mas negou que haverá “tarifaço” após as eleições de outubro. “Todos os anos tem correção do preço da gasolina. Uns mais, outros menos, todos os anos têm correção. Não houve nenhum ano em que não teve aumento da gasolina. Essa é a regra”, afirmou o ministro. “Quando ocorrerá o aumento, essa é decisão que mexe com o mercado, com ações, não se comenta. É questão das empresas responsáveis”, acrescentou o ministro, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras.


Mantega deu a declaração ao ser questionado se, com a desaceleração da inflação mais para o fim deste semestre, haveria espaço para ajustes nos preços administrados. “Nosso comportamento é continuar com reajustes normais (da gasolina), sem tarifaço”, afirmou o ministro. A diretoria da Petrobras tem pleiteado ao governo reajuste dos preços dos combustíveis para reduzir a defasagem dos valores cobrados no Brasil em relação aos do exterior, algo que afeta as finanças da companhia.


A gasolina tem um peso importante no IPCA, índice que baliza a meta de inflação do governo. A meta é de 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos para mais ou para menos. Com o IPCA em 12 meses acima do teto da meta atualmente, o governo tem menos espaço para elevar preços administrados como os dos combustíveis.


A última vez em que houve reajuste nos preços da gasolina foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% na gasolina e de 8% no diesel, nas refinarias (nas bombas, diretamente para o consumidor, o reajuste podia ser outro). Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%.


Fonte: A Tribuna

Raposo Tavares ganha 12 radares entre SP e Cotia até o fim de agosto




A Rodovia Raposo Tavares, que liga São Paulo ao interior do estado, vai ganhar 12 radares no trecho entre Cotia e São Paulo. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela administração do trecho, a medida tem a meta ajudar na redução de acidentes: neste ano, a média é de 4,7 acidentes por dia, segundo dados da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

O DER diz que os equipamentos estão sendo colocados em "pontos de atenção, onde há ocorrências de excessos de velocidade”.

A sinalização alertando a existência dos radares ainda está em implantação. A operação deve ser finalizada até o final de agosto, quando as multas devem começar a ser aplicadas.

O órgão afirma que estão sendo instalados 12 radares ao longo da via, em ambos os sentidos. Os aparelhos foram instalados com distâncias entre dois quilômetros e 500 metros uns dos outros.

O DER afirma que os equipamentos precisam da homologação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e por esse motivo a sinalização ainda não foi totalmente instalada.


Número de acidentes
A Polícia Rodoviária Federal aponta que, entre 2009 e 2013, o trecho teve média de quase 2,4 mil acidentes por ano. Em 2013, entretanto, o número foi o menor no período, com 1.846 acidentes.

Para a PRF, o número é resultado do aumento de multas aplicadas no ano anterior, quando foram registradas 44 mil autuações, quase o dobro dos ano anterior. Em 2014, até o dia 31 de julho, a PRE informou que foram 1.009 acidentes no mesmo trecho da Raposo Tavares. A média é de 4,7 acidentes por dia.


Fonte: G1