terça-feira, 3 de abril de 2012

Governo do Estado anuncia publicação do decreto de utilidade pública para o Rodoanel Norte


O Governador Geraldo Alckmin edita nesta sexta-feira, 30, o Decreto de Utilidade Pública (DUP), que define e desapropria os imóveis localizados na faixa de domínio destinada à implantação do Trecho Norte do Rodoanel.

Com o Decreto, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) fica autorizado a expropriar os imóveis ao longo da futura rodovia, que terá início no final do Trecho Oeste (entroncamento com a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, antiga SP-332) e término na interligação com a Rodovia Presidente Dutra (BR-116). 
O Trecho Norte atravessa os municípios de São Paulo, Guarulhos e Arujá, interceptando também a Rodovia Fernão Dias (BR-381).

A área total afetada pelo Rodoanel Norte tem aproximadamente 10 milhões de metros quadrados. A faixa de domínio conta com extensão total de 47,4Km, sendo 43,8Km para o Trecho Norte e 3,6Km para um acesso exclusivo ao Aeroporto de Guarulhos. A largura média é de 130 metros.

As desapropriações consumirão valores estimados em R$ 720 milhões e deverão atingir cerca de 2.500 propriedades. Após a publicação do DUP, será iniciada a fase de contato negociação com os proprietários.

A DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa vinculada à Secretaria de Logística e Transportes, conduzirá o cadastramento e avaliação dos imóveis, mas caberá ao DER o processamento das desapropriações, conforme convênio assinado entre ambos em dezembro de 2011.
Rodoanel Norte

Último trecho a ser construído, completando o anel perimetral de 177 quilômetros, o Rodoanel Norte é a maior obra rodoviária do País.

O empreendimento, em seus quatro trechos, está inserido na Região Metropolitana da Capital, que representa 30% do PIB Nacional. Obra de grande importância para o modal rodoviário, atenderá o transporte de cargas de alto valor agregado, proveniente de todo o País, de passagem por São Paulo.

Referência no transporte de cargas, o Rodoanel já está agregando a logística de transportes, com a construção de galpões de distribuição de produtos, em áreas próximas da rodovia.

Os recursos que suportarão os investimentos de implantação do Rodoanel Norte (R$ 6,51 bilhões) vêm de três origens distintas: R$ 2,79 bilhões do Tesouro do Estado de São Paulo; R$ 2 bilhões, através de um empréstimo contraído pelo governo paulista junto ao BID e R$ 1,72 bilhão será proveniente do Governo Federal.

Desse montante, cerca de R$ 4,8 bilhões serão despendidos nas obras de implantação da rodovia. Estes valores colocam o Rodoanel Norte como a maior licitação de obra rodoviária em andamento no mundo.

O traçado apresenta vários trechos em obras de arte especiais, incluindo 7 túneis, além de 111 obras de arte estruturais (pontes e viadutos). O empreendimento, que já obteve licença ambiental prévia, minimiza impactos sobre remanescentes preservados de Mata Atlântica, ao mesmo tempo reduz interferências sobre áreas de urbanização consolidada.

O trecho Norte, ligará os trechos Oeste do Rodoanel, a partir da avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), ao trecho Leste, na intersecção com a rodovia Presidente Dutra (BR-116). Também prevê acesso à rodovia Fernão Dias (BR-381), mais 3,6 km de pista para o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O Rodoanel Norte será uma rodovia com quatro (entre o Rodoanel Oeste e a Fernão Dias) e três (entre a Fernão Dias e a Dutra) faixas de rolagem de 3,6 m de largura em cada pista. Canteiro central de 11m e velocidade de 100 km/h. Estima-se que pelo Rodoanel Norte circularão diariamente 65 mil veículos, 30 mil deles, caminhões. Desse número, 17 mil serão caminhões retirados da marginal Tietê, o que possibilitará maior fluidez no tráfego local.

Os quatro trechos interligarão as 10 grandes rodovias que chegam à Capital: Bandeirantes (SP-348), Anhanguera (SP-330), Presidente Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270), Régis Bittencourt (BR-116), Imigrantes (SP-160), Anchieta (SP-150), Ayrton Senna (SP-070) e Presidente Dutra (BR-116) e Fernão Dias (BR-381).

Ao todo, o Rodoanel atravessará 19 municípios. No Oeste, São Paulo, Taboão da Serra, Embu, Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana do Parnaíba; no Sul, Embu, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires e Mauá; no Leste, Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. E, no Norte, São Paulo, Guarulhos e Arujá.

Fonte: Segs

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CCR NovaDutra informa alteração de acesso à Dutra em SJC


A CCR NovaDutra informa que, a Prefeitura de São José dos Campos, em acordo com a Polícia Rodoviária Federal e com o apoio da Concessionária, realizou nesta semana a alteração da saída do Viaduto Bandeirante para a pista do sentido Rio de Janeiro da Via Dutra, no km 146 da rodovia, em São José dos Campos (SP).

A alteração consistiu no fechamento da atual saída, para evitar o conflito com o fluxo de veículos que seguem da Via Dutra rumo ao Viaduto e aumentar a fluidez do tráfego naquele ponto da rodovia.

Desta maneira, os motoristas que trafegam no viaduto e desejam acessar a pista sentido Rio de Janeiro da Via Dutra, devem seguir pela Avenida dos Astronautas, efetuar o retorno antes do acesso à Avenida Brigadeiro Faria Lima e utilizar o acesso indicado pela sinalização.

Sobre a CCR NovaDutra: A CCR NovaDutra é responsável pela administração da Rodovia Presidente Dutra, via com 402 quilômetros de extensão e que liga as duas regiões metropolitanas mais importantes do País: Rio de Janeiro e São Paulo. A rodovia abrange uma região altamente desenvolvida, que responde por cerca de 50% do PIB brasileiro. A concessionária tem 16 anos de existência e foi a segunda a integrar o Grupo CCR.

Sobre o Grupo CCR: O Grupo CCR é um dos maiores grupos de concessão de infraestrutura da América Latina, empregando atualmente cerca de 10 mil colaboradores. É responsável por 2.437 quilômetros de rodovias administrados por suas concessionárias nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O Grupo CCR também atua em negócios correlatos, tendo participação de 38,25% na STP e de 45% no capital social da Controlar. Além disso, está presente no segmento de transporte de passageiros com a Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, por meio da Concessionária ViaQuatro, com participação de 58% no capital social da empresa.

Fonte: Nova Dutra Notícias

Alckmin autoriza obras do monotrilho em SP; av. será interditada


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou na manhã desta quinta-feira a autorização para o início das obras da linha 17-ouro do metrô. Operada por meio de monotrilho no lugar do sistema de metrô convencional, a nova linha fará a ligação do aeroporto de Congonhas com o estádio do Morumbi (zona oeste de SP).

No dia 21 havia saído a licença de instalação do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), órgão vinculado à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

A linha 17-ouro completa terá cerca de 18 km de extensão e 18 estações. A primeira etapa de obras terá 8 km, saindo do aeroporto, passando pela avenida Roberto Marinho até a estação Morumbi da linha 9-esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A demanda de passageiros prevista na linha é de 252 mil pessoas por dia, e deve começar a operar a partir de 2015.

O investimento será de cerca de R$ 3,2 bilhões, com recursos provenientes dos governos do Estado, do município e empréstimo do governo federal (Caixa e BNDES).

Apesar de trafegar sobre trilhos elevados, a construção do monotrilho vai desapropriar 110 imóveis. Três decretos já foram publicados pelo governo, em um total de 118 mil m² --equivalente a 14 campos de futebol.

TRÂNSITO

Por conta do início das obras, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai interditar uma faixa da avenida Roberto Marinho, no sentido marginal, a partir das 17h de domingo (1º).

A faixa a ser fechada fica junto ao canteiro central, entre as ruas Constantino de Souza e Princesa Isabel. A interdição deve durar dois anos.
Os veículos serão desviados à direita para as outras quatro faixas da avenida. 

Fonte: Folha.com

Um hidroanel para desafogar São Paulo


Nos últimos 110 anos, engenheiros, urbanistas e arquitetos traçaram pelo menos 67 estudos sobre a navegação nos rios Pinheiros e Tietê. O mais recente deles - um hidroanel de 117 quilômetros - alia ao transporte hidroviário obras para tratamento de lixo, despoluição das águas, combate a enchentes, criação de parques e aumento da capacidade do abastecimento de energia e de água em São Paulo. A empreitada está prevista no recém-concluído estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental elaborado pelo grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) a pedido do Departamento Hidroviário da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo.

O plano, apresentado neste mês em seminário aberto, prevê a criação de uma rede de vias navegáveis, formadas pelos rios Pinheiros, Tietê e as represas Billings e Taiaçupeba, que seriam interligadas com a construção de um canal navegável de 17 quilômetros. O professor da FAU e coordenador do grupo responsável pelo projeto, Alexandre Delijaicov, estima o custo da empreitada em cerca de R$ 3 bilhões, investidos ao longo de até 30 anos. Só para comparação, o trecho sul do Rodoanel foi orçado em R$ 3,6 bilhões.

A principal função do hidroanel seria transporte de lixo e outros resíduos urbanos, como entulho da construção civil, sedimento de dragagens, terra de escavações e lodo das estações de tratamento de água e esgoto. Toda essa carga seria encaminhada a três portos de destino, em Itaquaquecetuba, Carapicuíba e no dique da Billings da rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo. Eles ganharam o nome de triportos - o "tri" vem de trimodal, por conta da integração prevista, nesses pontos, com o Rodoanel e o futuro Ferroanel.

Cada um desses pontos abrigará plantas industriais para triagem e tratamento do lixo e resíduos - espécie de "montadoras ao contrário" na definição de Delijaicov. O material plástico, por exemplo, seria separado, picado, moído e encaminhado a indústrias como matéria-prima. No caso de resíduos da construção civil, o destino seria, após a trituração, a produção de argamassa, concreto e material para pavimentação de ruas.

O material orgânico, como o lodo, também teria tratamento próprio. São três destinações: compactação para uso em blocos de pavimentação; transformação em adubo para parques da região metropolitana; e alimentação do biodigestor, equipamento para geração do biogás utilizado para funcionamento das máquinas do porto.

O projeto prevê a construção de outros 74 portos para o embarque do lixo e resíduos. Sessenta deles, batizados de ecoportos, receberiam o material já triado, enviado por caminhões de lixo reciclados ou moradores das redondezas.

"O sistema tem como meta acabar em até 30 anos com os aterros sanitários e lixões da região metropolitana, já em vias de exaustão", afirma. Mas não só lixo ocupariam as embarcações. O plano prevê também transporte de passageiros - moradores e turistas - e carga comercial, como hortifrutigranjeiros e material de construção civil. Em relação à última categoria, está nos planos a construção de 17 cais para embarque da produção de usinas de concreto. O exemplo vem de Paris, em que grande parte dos insumos da construção navega pelas águas do rio Sena - entre, eles a produção de concreteiras instaladas às suas margens.

Os arquitetos e urbanistas da FAU também projetaram parques ao longo do hidroanel. Três deles ficariam em torno de lagos com construção prevista, na Penha, em São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba, como instrumento de vazão às cheias do Tietê e combate enchentes.

Defensores do hidroanel citam outras duas vantagens do sistema: combate aos congestionamentos e à poluição na Grande São Paulo. Os benefícios viriam da redução na quantidade de caminhões, responsáveis por cerca de 440 mil viagens por dia na região metropolitana. Só a movimentação de cargas da construção civil responde por 26.000 viagens diárias.

"Com o hidroanel, a estimada queda de pelo menos 10% nas viagens e no volume de cargas traria impacto significativo para a qualidade do ar e do trânsito", diz Frederico Bussinger, ex-diretor do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transporte, responsável, durante sua gestão, pela contratação em 2009 do estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental agora finalizado.

Ainda na sua avaliação, o hidroanel será necessário para que São Paulo cumpra a meta, prevista em lei estadual, de reduzir até 2020 as emissões de gás carbônico em 20% em relação aos níveis de 2005. "No mundo, os transportes respondem por 23% das emissões de gases de efeito estufa. No Brasil são 42% e em São Paulo, 55%. Por isso, no Brasil e, com mais razão, em São Paulo, o setor de transportes e prioridade AAA para que possa atingir a meta", argumenta.

Opinião parecida tem Renato Viégas, diretor-presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano. "O transporte rodoviário emite seis vezes mais poluentes que o hidroviário", afirma, em defesa da rede de hidrovias.

O projeto ainda tem pela frente pelo menos quatro etapas: estudo de viabilidade, anteprojeto, projeto básico, projeto executivo. No estágio atual, o orçamento de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões inclui investimentos como construção do canal para conexão das represas, 20 eclusas, lagos, áreas de manobra - obras que, segundo Delijaicov, seriam entregues paulatinamente de forma que o hidroanel pudesse começar a funcionar em etapas.

Fonte: Valor Econômico