terça-feira, 17 de julho de 2012

Acidentes fatais caem 23,6% no Sistema Anchieta-Imigrantes


O número de mortes nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes teve queda de 23,6% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2011, passando de 55 para 42. Além das vias homônimas, as estatísticas incluem as outras rodovias do sistema: Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega.

Apesar da diminuição nos casos fatais, a quantidade total de ocorrências teve aumento de 2,4%, passando de 2.206 para 2.259 nas duas rodovias que ligam a região à Baixada Santista. A alta foi puxada pela Anchieta, que passou de 1.205 acidentes para 1.296 - 7,5% a mais que nos seis primeiros meses do ano passado. Já na Imigrantes, foi registrada queda de 3,8%, de 1.001 para 963. Das 42 mortes, 14 foram por atropelamento - mesmo número do primeiro semestre de 2011.

Para o coordenador do Programa de Redução de Acidentes da Ecovias, Ronaldo Marangon, o aumento nos acidentes na Anchieta se deve aos congestionamentos registrados no trecho de planalto. "A maioria são casos sem gravidade, como pequenas colisões traseiras e laterais."

Marangon atribui a diminuição das mortes a ações tomadas pela concessionária no último ano, como a instalação de radar para fiscalizar caminhões na faixa da esquerda na Imigrantes. O equipamento foi colocado no km 48 da Pista Norte, sentido Capital. Outra medida, adotada no início deste ano, foi a mudança do limite de velocidade no trecho de serra das duas rodovias em caso de neblina. Nessas circunstâncias, quando a visibilidade for inferior a 100 metros, o motorista só pode subir a, no máximo, 40 km/h.

"Esperamos reduzir ainda mais esse número, com a diminuição no limite de velocidade da Imigrantes na chegada à Capital", afirma o coordenador. A partir do dia 1º, motoristas que passarem a mais de 110 km/h entre os kms 18 e 11 da Pista Norte serão multados. Antes da mudança, a velocidade máxima era de 120 km/h. A concessionária também aguarda da Artesp (Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo) permissão para instalar outro radar para caminhões no Km 52.

ENGAVETAMENTO

Em setembro do ano passado, foi registrado o maior engavetamento da história da Imigrantes. O acidente ocorreu na altura do km 41 da rodovia, envolveu 103 veículos e deixou 52 feridos. Uma pessoa morreu.
Metade dos mortos no Rodoanel é atropelado

Das quatro pessoas que perderam a vida no Trecho Sul do Rodoanel no semestre passado, metade foi vítima de atropelamento. No período, o segmento do anel viário que atende ao Grande ABC registrou cerca de 290 acidentes, de acordo com a concessionária SPMar. A empresa não possui dados referentes aos seis primeiros meses de 2011, já que iniciou a operação na rodovia em abril. A via foi aberta ao tráfego em abril de 2010 e, antes da concessão, era administrada pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).

"O número de atropelamentos é baixo, mas é representativo se comparado ao número total de mortes no trecho", avalia o gerente de operações da SPMar, Alberto Lodi. O representante da empresa informa que, dos dois casos, um envolveu criança que morava nas proximidades da rodovia, e invadiu a pista para buscar uma pipa.

Lodi explica que não há estudos sobre a construção de passarelas no Trecho Sul. "Nem sempre o problema é de travessia. Existem os andarilhos, que caminham pela via longitudinalmente."

Outro problema apontado pelo gerente é referente ao tráfego não motorizado, como os ciclistas e veículos de tração animal que andam pelo acostamento. "A imprudência também é preocupante, como o excesso de velocidade", comenta Lodi. Segundo ele, a maioria dos acidentes é de colisão traseira, além de choques com objetos parados às margens da pista.

Segundo a concessionária, 56% dos acidentes registrados envolveram caminhões. Pelos quase 62 quilômetros do trecho, passam nos dias úteis cerca de 96 mil veículos, sendo 35 mil caminhões.
Para diminuir o número de ocorrências, a SPMar instalou recentemente oito radares de velocidade ao longo da via, cujo limite máximo é de 100 km/h para automóveis e 80 para veículos comerciais pesados.

Fonte: Diário do Grande ABC