quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Empresas investem em escolta armada na região de Jundiaí, SP


A polícia registrou entre janeiro e junho de 2012 quase 4 mil ocorrências de roubo de cargas no estado de São Paulo. São quase 20% a mais do que o mesmo período do ano passado. Por isso, os donos de indústrias de tecnologia estão reforçando a segurança para garantir o transporte de produtos. Além da escolta armada, até transportadoras com carros fortes são contratadas, como mostra a reportagem do Tem Notícias.

As quadrilhas são numerosas. Nas imagens mostradas pela reportagem, desde a entrada até a hora da fuga, nenhuma arma é vista e os ladrões mostram tranqüilidade. Eles arrombam um depósito onde ficam os equipamentos e saem com mais de R$ 1 milhão em produtos eletrônicos pela portaria, em que uma câmera de monitoramento estava quebrada. As quadrilhas são bem armadas e tem coletes a prova de balas. Quando encontram resistência são violentas.

Os bandidos procuram empresas na região de Jundiaí e Campinas, que abastecem o país com computadores, tablets e equipamentos de informática e eletrônicos. Nas estradas, o maior risco de assalto está num raio de 100 km da capital. Os ataques nesta área representam mais de 80% de todos os roubos no estado de são Paulo. A localização estratégica para receber e escoar as mercadorias virou uma rota perigosa. Por isso, é comum ver nestes trechos cargas com escolta armadas.

Uma das maiores empresas do setor de escoltas faz 6.200 operações por mês no país - 65% delas no estado de SP. Segundo o Sindicato das Empresas de Escolta de São Paulo, no primeiro semestre houve um aumento de 10% nas contratações; até o Natal, a expectativa é crescer mais 10%.

Mesmo assim, as empresas de tecnologia se reuniram com a Policia Militar Rodoviária para pedir um reforço na segurança. A PMR orienta que as empresas trabalhem em parceria com a corporação e sempre que for fazer algum tranporte de grande valor, deve-se comunicar a policia.

Uma empresa que transporta valores há mais de 30 anos resolveu investir no setor de cargas valiosas. Já são mais de 100 operações por mês. Na lista de produtos, pedras e metais preciosos, relógios de luxo e itens de informática. O carro forte tem câmeras internas e externas para a central de vigilância acompanhar todo o trajeto, as fechaduras são eletrônicas, abertas com comanda apenas da empresa e a blindagem suporta tiros de fuzil. com essas medidas a empresa garante que qualquer entrega de valor seja feita.

Fonte.: G1

Museu Brasileiro do Transporte preserva memória do setor



A FuMtran (Fundação Memória do Transporte), entidade configurada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ligada ao sistema CNT, Confederação Nacional do Transporte promoveu a implantação de um espaço dedicado a preservar a memória dos transportes no País e estimular o conhecimento sobre o setor.

O Museu Brasileiro dos Transportes tem como objetivo traduzir a complexidade e a riqueza de um setor visceral à economia nacional. “Será um lugar dedicado ao conhecimento e à interatividade, que conte uma história, em sua essência e singularidade, emocionando e conquistando cada visitante, despertando a curiosidade, semeando o conhecimento, inspirando a transformação”, explica Elza Lúcia Panzan, presidente da FuMtran e responsável pela gestão do projeto.

O Museu Brasileiro do transporte fica às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP), atenderá a região de São Paulo e demais Estados.
Para conhecer mais acesse: www.mbt.org.br

Fonte.: Imprensa SETCESP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bafômetro não gera dano moral a empregado


Em nome da segurança no local de trabalho, a Justiça têm admitido que as empresas submetam seus funcionários a testes de bafômetro, sem que isso desencadeie condenações por dano moral. As companhias, porém, só pode adotar esse procedimento em áreas que ofereçam riscos ao empregado e a terceiros e submeter ao teste todos que trabalham no setor.

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi unânime ao decidir a favor de uma empresa do setor químico que realizava testes de bafômetro nos trabalhadores da parte operacional. O empregado que foi ao Judiciário, fazia a carga e descarga de silos de polietileno por meio de uma empilhadeira, em uma área considerada de risco. Ele alegou que os testes para detectar o uso de álcool esbarram em princípios constitucionais da inviolabilidade da vida privada e da intimidade, segundo os quais ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

No caso, porém, os ministros entenderam que não houve violação à honra e dignidade do trabalhador, pois os testes tinham como finalidade a prevenção de acidentes e aplicado a todos os trabalhadores do setor. No tribunal há outros julgamentos no mesmo sentido.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas também negou o pedido de danos morais do ex-motorista de uma empresa de transportes submetido ao teste. Ele alegava que tinha sido tratado de forma rude e humilhante, ao ser obrigado a entregar as chaves do veículo, antes de manobrá-lo, por suspeita de embriaguez. Segundo ele, a repercussão foi tamanha que ficou conhecido na vizinhança de sua casa, como "Glauco Bafômetro". Contudo, os desembargadores entenderam que não houve comprovação do suposto constrangimento. Para os magistrados, se o próprio motorista não ficou sabendo do resultado do teste para evitar que os colegas presentes tivessem conhecimento, não se poderia dizer que a empresa tenha contribuído para que a notícia se espalhasse entre vizinhos.

No caso de motoristas, além de jurisprudência favorável ao teste, a Lei nº 12.619, de 30 de abril deste ano, autoriza expressamente o procedimento para a categoria. A norma inseriu o inciso VII, no artigo 235-B, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a realização do teste pelo empregador. O texto ainda estipula que a recusa do empregado será considerada infração disciplinar.

Para Túlio de Oliveira Massoni, professor e advogado do Amauri Mascaro Nascimento & Sonia Mascaro Advogados, a lei que estipula esse direito às empresas de transporte, poderia ser ampliada, como tem sido em decisões judiciais, para outros setores que envolvem risco, como as indústrias químicas, atividade de corte de cana, metalurgia e construção civil.

A Justiça, segundo Massoni, tende a ter uma atitude mais preventiva em relação ao problema do alcoolismo e a aceitar que se faça teste de bafômetro, desde que se estenda a todos que atuam em áreas de risco da empresa. O número de acidentes que envolve estado de embriaguez e de afastamentos pelo INSS em razão do alcoolismo vem crescendo nos últimos anos. Em 2011, foram concedidos 13.445 auxílios-doenças pelo uso de álcool. Um número maior do que em 2010, quando foram autorizados 12.462 auxílios e em 2009 com 12.099, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Previdência Social.

Com diversas decisões judiciais a favor das empresas, há uma maior segurança para que se possa adotar o procedimento com os empregados que atuem em setores de risco, avalia a advogada Mayra Palópoli, do Palópoli & Albrecht Advogados. Para isso, Mayra alerta ser importante que a prática conste no regulamento interno da empresa. "O empregado deve ter ciência desde a sua admissão que será submetido de forma obrigatória ao teste", afirma. A empresa ainda deve respeitar a individualidade dos empregados e jamais expor os resultados perante os trabalhadores, o que poderia desencadear uma condenação por dano moral, de acordo com a advogada.

Mas nem sempre a Justiça admitiu a possibilidade de realização do procedimento para avaliar o teor alcoólico em funcionários. O advogado Marcel Cordeiro, do Salusse Marangoni Advogados, lembra que recebeu uma consulta sobre o tema, há cerca de dois anos, de uma empresa de estampagem para a indústria automobilística, que utiliza prensas de cerca de 800 toneladas. "Naquela época, a jurisprudência era desfavorável. Hoje já se pode recomendar", afirma.

Se a empresa, porém, submete apenas um de seus trabalhadores ao teste, a Justiça tem concedido o dano moral. Foi o que ocorreu em uma decisão na 2ª Vara do Trabalho de Mauá, da Região Metropolitana de São Paulo. O trabalhador de uma empresa de transportes alegou ter sido perseguido por ser o único motorista obrigado a realizar teste de bafômetro. O juiz do trabalho Moisés dos Santos Heitor condenou a empresa a pagar R$ 6,2 mil por danos morais ao funcionário.

A condenação às empresas também tem ocorrido quando o empregado submetido ao teste não está em área de risco. Foi o que ocorreu em um caso julgado em fevereiro pela 8ª Turma do TST. A empresa do ramo de transportes foi obrigada a pagar 50 vezes o valor da remuneração do trabalhador, de R$ 600. Isso porque a companhia teria realizado diariamente o teste no cobrador de ônibus. A turma julgadora entendeu que, sendo o reclamante cobrador e não motorista, não há como entender que, com o teste do bafômetro, a companhia pretendia prevenir acidentes e proteger os usuários do transporte. Por esse motivo, o tribunal manteve a condenação de segunda instância.

Adriana Aguiar - De São Paulo

Viaduto atingido por incêndio em SP é interditado por tempo indeterminado


O viaduto Orlando Murgel, que liga as avenidas Rio Branco e Rudge, na região central da capital paulista, atingido pelo incêndio que destruiu 80 barracos e deixou um morto da Favela do Moinho nesta segunda-feira, foi interditado por tempo indeterminado pela Prefeitura de São Paulo.

Técnicos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) realizaram uma vistoria preliminar dos danos causados pelo incêndio e foi constatada a necessidade de manter o local interditado até que seja feita uma avaliação técnica mais detalhada.

De acordo com a Siurb, a avaliação inicial verificou que houve desplacamento, que é a deslocação e queda de placas de concreto, e desagregação do concreto estrutural, que podem comprometer a estabilidade do viaduto. Ainda será analisado quais cargas móveis (autos, caminhões, ônibus) são suportadas pelo viaduto.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por contra da interdição do viaduto, também ficam interditadas a avenida Rudge, no sentido bairro/centro, por toda extensão; e a avenida Rio Branco, sentido centro/bairro, entre a alameda Glete e viaduto Orlando Murgel e o Vvaduto Orlando Murgel em ambos os sentidos. Os motoristas que utilizam a avenida Rio Branco, no sentido centro, deverão seguir pelas ruas Norma, Pieruccini Giannotti e Sérgio Tomás. No sentido bairro, deverão utilizar a avenida Duque de Caxias.

Dois incêndios em um ano

Moradores da Favela do Moinho, na região central da capital paulista, enfrentaram na manhã desta segunda-feira o segundo incêndio em menos de um ano na comunidade. No acidente de hoje, uma morte foi registrada e mais 300 pessoas perderam suas casas, segundo cadastro da assistência social do município. Esse é o 33º incêndio de grandes proporções em favelas paulistanas este ano.

Um homem foi preso acusado de ter começado o incêndio. Fibelis Melo de Jesus, conhecido como Eliete, vivia uma união homoafetiva com Damião Melo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os dois se desentenderam e Jesus decidiu colocar fogo no próprio barraco, dando início ao incêndio na comunidade. O corpo de Damião foi encontrado carbonizado no local.

As famílias dos 80 barracos atingidos foram cadastradas pelos agentes da Secretaria de Habitação e da Subprefeitura da Sé para receber auxílio-aluguel, a ser pago até o atendimento definitivo em unidade habitacional. Os agentes da Secretaria de Assistência Social distribuíram 277 colchões, 277 cobertores, 94 cestas básicas e 94 kits de higiene.

Fonte: O Dia

Deputados discutem propostas de alteração em lei sobre caminhoneiros


Deputados ligados ao transporte rodoviário de cargas se reúnem hoje, na Câmara, para discutir propostas de mudança na lei que regulamenta a jornada de trabalho dos caminhoneiros (Lei 12.619/12).
Essa lei, que entrou em vigor em agosto, prevê descanso obrigatório de 30 minutos a cada 4 horas de direção e 11 horas diárias de repouso. Estão previstas multas para quem não cumprir os períodos de descanso.

Entidades do setor, no entanto, argumentam que as rodovias não têm infraestrutura adequada para oferecer locais de descanso em número suficiente e de forma segura.

O Conselho Nacional de Trânsito suspendeu por 180 dias a fiscalização da lei, e o governo vai publicar, em até 180 dias, uma portaria interministerial detalhando quais rodovias poderão ser fiscalizadas com possibilidade de multa.

Fiscalização seletiva

O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que coordena um grupo com cerca de 40 parlamentares ligados ao transporte rodoviário de cargas, considera inconstitucional a publicação de uma portaria definindo fiscalização em determinadas rodovias em detrimento de outras. “Você não pode fazer uma lei para uma determinada estrada, é inconstitucional”, disse.

Para o deputado, é preciso alterar o tempo de descanso previsto na lei e assegurar que as paradas sejam nos postos já existentes no País.

Marquezelli afirmou que os deputados ligados ao transporte rodoviário de cargas vão discutir a criação de uma comissão especial para propor a modificação na lei que regulamenta a jornada de trabalho dos caminhoneiros.

A reunião dos deputados está prevista para as 14 horas, na Sala de Reuniões da Mesa Diretora.

Fonte.: Agência Câmara